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Como a vida selvagem age no invernoDespertai! — 1974 | 8 de julho
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Muito antes de o homem começar a fabricar casacos com forro arejado, o veado já tirava proveito do espaço de ar estagnado — o calor passando muito lentamente pelo ar parado. Assim, com a aproximação do outono, o veado se despoja de seu casaco fresco de verão e produz o casaco de inverno, cada pelo do qual é oco. Coberto deste casaco insulante de ar, o veado não precisa de mais nada, mesmo nos piores dias, senão o de encontrar proteção nos bosques profundos entre os pinheiros e abetos.
Mas, ao passo que o veado pode ficar preso na neve profunda, o coelho de raquete de neve não se preocupa com a profundidade do monte de neve. Por que acontece isto? Bem, com a aproximação do inverno, novos pelos brancos crescem em abundância nas patas do coelho. Quando a neve chega a cobrir o solo, as patas do coelho já se transformaram em amplas e macias raquetes leves para levá-lo através dos mais profundos montes de neve sem afundar.
Meses atrás, no hemisfério setentrional, incontáveis espécies de animais enfrentaram o frio e os ventos hibernais. Talvez dormissem num covil ou por baixo da neve ou saltitavam pelos campos. São deveras surpreendentes os modos de agir da vida selvagem no inverno!
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É bom instrutor?Despertai! — 1974 | 8 de julho
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É bom instrutor?
“MAMÃE, mostre-me como se faz! Eu quero fazer isso!” brada a filhinha de cinco anos. O que pede à sua mãe? Seja minha instrutora.
Não importa qual seja sua situação na vida, com freqüência tem de ser instrutor. Toda vez que fornece orientações à base dum mapa rodoviário, que mostra a um novo empregado como operar certa máquina, que explica a um filho como amarrar seu sapato — ensina.
Sim, todos somos instrutores, e devemos estar interessados em melhorar nossa habilidade como instrutores.
Obviamente, há muitas espécies e níveis diferentes de ensino. Mas, por que apreciamos mais quando algumas pessoas, ao invés de outras, explicam-nos as coisas? O que faz com que algumas pessoas sejam bons instrutores?
Quando lhe fizeram tais perguntas, um aluno dinamarquês respondeu: “Um bom instrutor realmente conhece seu assunto ou perícia. Também é prático na sua maneira de considerá-lo, dizendo-me por que é importante aprender certa coisa. Em resultado, eu vejo onde posso usar a informação ou perícia em minha vida.” Certo estudante canadense ressaltou outro aspecto: “Um bom instrutor tem interesse pessoal na pessoa. Não é apenas um número para ele.”
A Relação Instrutor-Aprendiz
Os aprendizes são pessoas; precisam sentir que se lhes demonstra interesse pessoal. Conforme H. C. Rose declara em The Instructor and His Job (O Instrutor e Sua Tarefa): “Os estudantes correspondem mui rapidamente quando há genuíno interesse.”
Sim, o bom ensino começa com nossa atitude geral para com as pessoas. Realmente nos interessamos o bastante nos outros para explicar-lhes com paciência os assuntos? Se assim for, estaremos dispostos a tomar o tempo, não só com a pessoa, mas também de antemão, para organizar nosso modo de pensar a fim de podermos ser de maior ajuda e orientação. Seremos amigáveis e faremos o aprendiz ficar sabendo que acolhemos bem suas perguntas e comentários.
Como exemplo prático, suponhamos que se nos peça que instruamos um novo empregado na operação de certa máquina. O que podemos fazer para criar boa relação com ele? Se dermos uma bronca por interromper nosso trabalho e imediatamente o inundarmos de palavras como haveria uma atmosfera propícia à aprendizagem? Quão muito melhor seria mostrar interesse pessoal nele e assegurar-lhe de que teremos prazer em explicar-lhe o funcionamento.
Os pais, em especial, têm de lembrar-se de que uma criança deseja desesperadamente ser agradável, sentir-se bem sucedida e apreciada. Se se fizer que se sinta tola, ou rejeitada, porque não aprende algo tão rápido como o genitor acha que deveria aprender, seu desejo de aprender talvez diminua no futuro.
Será que não vemos por que alguns que talvez não tenham tanta perícia técnica em ensinar como outros têm, ainda assim são melhores instrutores? Mostram verdadeiro interesse no aprendiz e no assunto. O aluno corresponde por querer aprender.
Grande ajuda em manter uma boa relação entre instrutor e aprendiz é a animação, ou ser vivaz. O estímulo é comunicável e, infelizmente, também o enfado. Por deixarem transparecer o que pensam do assunto, alguns instrutores conseguem realmente estimular seus estudantes a aprender. ‘Mas, simplesmente não sou assim’, alguns talvez digam. É verdade que variamos em como mostramos nossos sentimentos, mas todos temos sentimentos e podemos encontrar meios de expressá-los.
Amiúde, um pouco de pesquisa nova sobre o assunto reacenderá nosso estímulo e então, por nossa vez, poderemos estimular nosso aprendiz. Recapitular pessoalmente porque nosso entusiasmo é importante para o aprendiz será de ajuda. Também, precisamos deixar de pensar em nós mesmos e imergir-nos em nosso assunto, a fim de conseguir a desejada relação com aqueles que tentamos ajudar.
Mas, há ocasiões em que esta relação existe, o estudante deseja aprender, e, mesmo assim, ambos talvez fiquem desapontados com os resultados. O que falta? Talvez certas perícias de ensino. Considere algumas das mais valiosas.
Simplicidade — a Chave
Certo instrutor experiente disse: “O instrutor não só deve conhecer a matéria que deseja ensinar, mas também conhecê-la em sua forma mais simples e, mesmo assim, exata. Se for complicada para o instrutor, ele não conseguirá ensinar.” O que se precisa é de simplicidade.
Às vezes o instrutor conhece seu assunto tão bem que se esquece de quão complicado pode parecer a alguém que não o conheça. Se isso se der em seu caso, o que poderá fazer para simplificar sua explanação? Primeiro, cuide de seu vocabulário. É fácil esquecer que os termos, em especial os termos técnicos que talvez lhe sejam familiares, podem confundir outros. Mesmo quando não considera algo técnico, é preciso cuidado. Suponhamos que ensine à sua filha jovem a fazer um bolo. Tem de assegurar-se de que sua filhinha conheça a diferença entre tais palavras como “bater”, “mexer” e “misturar”. Assim, em adição a preferir palavras curtas e sentenças curtas, certifique-se de explicar qualquer palavra que talvez represente algo desconhecido para seu aluno.
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