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    • da atividade de Paulo em Corinto.) Conforme ele recordou aos anciãos da congregação de Éfeso: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa.” — Atos 20:20.

      INSTRUTORES NA CONGREGAÇÃO CRISTA

      Por meio da atividade do apóstolo Paulo e de outros, estabeleceram-se congregações cristãs em muitos lugares, e estas continuaram a usufruir aumentos. Eram necessários instrutores habilitados para ajudar a todos os associados com estas congregações a ‘alcançar a unidade na fé e no conhecimento exato do Filho de Deus, como homem plenamente desenvolvido, à medida da estatura que pertence à plenitude do Cristo’. (Efé. 4:11-13) Isto colocava pesada responsabilidade sobre os que serviam como instrutores, responsabilidade que tinha diretamente que ver com a vida dos co-cristãos. A posição de instrutores era de uma tal importância que é alistada em terceiro lugar, logo depois dos apóstolos e dos profetas, na colocação dos membros na congregação. (1 Cor. 12:28) Não era uma posição ocupada pelos cristãos em geral (1 Cor. 12: 29), e jamais pelas mulheres. Escreveu o apóstolo Paulo: “Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem.” (1 Tim. 2:12) Serviam neste cargo os superintendentes ou anciãos designados às suas posições pelo espírito santo. — Atos 20:17, 25-30; 1 Tim. 3:1, 2; 5:17.

      Estes anciãos tinham de ser exemplos dignos de serem imitados, sendo exatos em seu ensino, sempre aderindo à inspirada Palavra de Deus. Como instrutores habilitados, serviam qual baluarte contra o desvio da crença verdadeira, estando sempre alertas para corrigir os que se tornassem vítimas do ensino errôneo e tomando medidas contra os que promovessem seitas. — 1 Tim. 4:6, 7, 16; 6: 2b-6; 2 Tim. 2:2, 14-26; 3:14-17; Tito 1:10, 11; 2:1, 6, 7; 3:9-11; compare com Revelação 2:14, 15, 20-24.

      Os anciãos (Gr., presby’teroi) que trabalhavam arduamente em ensinar os co-cristãos eram merecedores de respeito, de consideração (compare com Hebreus 13:17) e até mesmo de ajuda material voluntária. É isto o que o apóstolo Paulo queria dizer, ao escrever: “Além disso, todo aquele a quem estiver sendo ensinada oralmente a palavra, partilhe todas as boas coisas com aquele que lhe dá tal ensino oral.” (Gál. 6:6) “Os anciãos, que presidem de modo excelente, sejam contados dignos de dupla honra, especialmente os que trabalham arduamente no falar e no ensinar. Porque a escritura diz: ‘Não deves açaimar o touro quando debulha o grão’, também: ‘O trabalhador é digno do seu salário.’ ” — 1 Tim. 5:17, 18.

      Os homens que procuravam altruistamente ser superintendentes, habilitados a ensinar a outros na congregação, estavam ’desejosos de uma obra excelente’. (1 Tim. 3:1) Obviamente, portanto, não foi com referência a tais homens que o discípulo Tiago escreveu: “Não muitos de vós deviam tornar-se instrutores, meus irmãos, sabendo que havemos de receber um julgamento mais pesado.” (Tia. 3:1) Evidentemente tais palavras não tencionavam desencorajar os homens de se habilitarem a ensinar, mas sublinhavam a pesada responsabilidade que acompanha a posição de instrutores na congregação. Evidentemente alguns se colocaram na posição de instrutores, embora não tivessem sido designados nem se habilitassem como tais. As pessoas a quem Tiago tinha em mente eram, provavelmente, bem parecidas com aquelas sobre as quais Paulo escreveu a Timóteo: “Certos, . . . apartaram-se para conversa vã, querendo ser instrutores de lei, mas não percebendo nem as coisas que dizem, nem as coisas a respeito das quais fazem fortes asserções.” (1 Tim. 1:6, 7) Evidentemente tais homens desejavam o destaque advindo de serem instrutores dos co-crentes. Mas Tiago colocou os assuntos na devida perspectiva, ao mostrar que seria exigido mais dos instrutores na congregação. Teriam de prestar contas com maior seriedade do que os cristãos em geral. (Compare com Romanos 14:12.) Todavia, como os outros, também tropeçariam em palavra. — Tia. 3:2.

      Como todos os cristãos devem ser instrutores

      Ao passo que relativamente poucos serviam quais instrutores da própria congregação, o alvo desejável para todos os cristãos era ter a habilidade de ensinar suas crenças a outros, pelo menos em particular. Este ponto foi deixado bem claro para os cristãos hebreus: “Embora devêsseis ser instrutores, em vista do tempo, precisais novamente que alguém vos ensine desde o princípio as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus.” Visto que os judeus tinham sido os primeiros a receber as boas novas sobre o Cristo, eles realmente já deviam ser, não bebês espirituais, mas exemplos da madureza e da habilidade cristãs de ensinar a outros. (Heb. 5:12 a 6:2) Assim, o escritor inspirado está falando evidentemente aqui do ensino em sentido geral, ao invés de num cargo designado. Um tanto similar, portanto, é a sua referência ao judeu que, à base de seu conhecimento, torna-se alguém “que corrige os desarrazoados, instrutor de pequeninos”. (Rom. 2:17-20) Paulo mostra, contudo, que em tal ensino, o proceder de vida da pessoa também precisa harmonizar- se com o que é ensinado, se é que tal ensino há de trazer honra a Deus. — Rom. 2:21-24.

      Os cristãos também podem aprender uns dos outros. As mulheres mais jovens, para exemplificar, podiam ser ensinadas pelas mulheres mais idosas em assuntos tais como ‘amarem seus maridos, amarem seus filhos, serem ajuizadas, castas, operosas em casa, boas, sujeitando-se aos seus próprios maridos, para que não se fale da palavra de Deus de modo ultrajante’. Tal ensino em particular era eficaz quando respaldado por um bom exemplo. — Tito 2:3-5; compare com 2 Timóteo 1:5; 3:14, 15.

  • Instrutor Público
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • INSTRUTOR PÚBLICO

      Veja Escriba.

  • Integridade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • INTEGRIDADE

      Os termos hebraicos relacionados com integridade (tom, tummáh, tam, tamím) possuem a raiz que significa aquilo que é “completo” ou “inteiro”. (Compare com Levítico 25:30; Josué 10:13; Provérbios 1:12.) Tamím é usado várias vezes para referir-se à inteireza ou higidez física, e à ausência de defeitos, por exemplo, quanto aos animais sacrificiais. (Êxo. 12:5; 29:1; Lev. 3:6) Mais frequentemente, porém, estes vocábulos descrevem a sanidade moral e o estado completo, alguém ser inculpe e sem defeito.

      Quando aplicado a Deus, o termo tamím pode ser devidamente traduzido “perfeito”, como ao se descrever a atividade e as obras de Jeová, seu modo de agir, seu conhecimento e sua lei. (Deut. 32:4; Jó 36:4; 37:16; Sal. 18: 30; 19:7) Todas estas qualidades e expressões divinas manifestam tamanha totalidade e plenitude inigualáveis, são tão salutares e isentas de defeitos ou falhas, que claramente identificam sua Fonte como sendo o único Deus verdadeiro. — Rom. 1:20; veja PERFEIÇÃO.

      SIGNIFICADO DA INTEGRIDADE HUMANA

      Em poucos casos, o termo hebraico tom transmite simplesmente a ideia de motivo honesto, inocência quanto às más intenções. (Compare com Gênesis 20:5, 6; 2 Samuel 15:11) Mas estes termos hebraicos relacionados descrevem principalmente a inquebrantável devoção à justiça. Ao passo que o termo português, “integridade”, é comumente aplicado a um ‘apego intransigente a algum código moral ou ético’, o emprego bíblico e os exemplos bíblicos apresentam a inquebrantável devoção a uma pessoa, Jeová Deus, e à Sua vontade e propósito expressos — em vez de a um simples código — como o proceder de vital importância. — Veja Jó; SATANÁS; SOBERANIA.

      Base para o julgamento divino

      O julgamento favorável de Deus depende do proceder íntegro da criatura. (Sal. 18:23-25) Conforme escreveu o Rei Davi: “O próprio Jeová sentenciará os povos. Julga-me, ó Jeová, segundo a minha justiça e segundo a minha integridade que há em mim. Por favor, tenha fim a maldade dos iníquos, e seja o justo firmado por ti.” (Sal. 7:8, 9; compare com Provérbios 2:21, 22.) O sofredor Jó expressou a confiança de que “[Jeová] me pesará em balança exata e Deus chegará a saber a minha integridade.” (Jó 31:6) Depois disso, Jó alista cerca de doze exemplos da vida real que, se verídicos no seu caso, teriam demonstrado falta de integridade. — Vv. 7-40.

      Possível para humanos imperfeitos

      Visto que todos os homens são imperfeitos e incapazes de satisfazer plenamente as normas de Deus, torna-se evidente que sua integridade não significa a perfeição das suas ações, ou de sua linguagem. Antes, as Escrituras mostram que significa totalidade ou inteireza da devoção de coração. Davi, por fraqueza, cometeu vários erros graves, mas ele, mesmo assim, ‘andava com integridade de coração’ (1 Reis 9:4), pois aceitava a repreensão e corrigia seu modo de agir. Desta forma, provava que seu coração ainda retinha o genuíno amor a Jeová Deus. (Sal. 26:1-3, 6, 8, 11) Conforme Davi disse mais tarde a Salomão, seu filho: “Conhece o Deus de teu pai e serve-o de pleno coração e de alma agradável; porque Jeová sonda todos os corações e discerne toda inclinação dos pensamentos.” O coração de Salomão, porém, não se “mostrou pleno para com Jeová, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai”. — 1 Crô. 28:9; 1 Reis 11:4; a palavra “pleno”, nestes dois textos, provém de outro termo hebraico, shalém, como em Provérbios 11:1; 1 Reis 15:14.

      Por conseguinte, a integridade não se restringe a nenhum aspecto da conduta humana; não se aplica somente a assuntos que são obviamente “religiosos”. Para o servo de Deus, trata-se dum modo de vida em que o indivíduo ‘anda’, constantemente procurando conhecer a vontade de Jeová. (Sal. 119:1-3) Davi pastoreou a nação de Israel, “segundo a integridade do seu coração”, tanto em assuntos diretamente relacionados com a adoração de Jeová, como na condução dos negócios governamentais. Também desejava que aqueles ao seu redor e os que atuavam como seus ministros fossem igualmente pessoas íntegras, ‘andando num caminho sem defeito’. (Sal. 78:72; 101:2-7) Alguém ‘mostra-se sem defeito’ perante Deus no decorrer de certo período de tempo, como fizeram Noé, Abraão e outros. — Gên. 6:9; 17:1; 2 Sam. 22:24.

      A integridade exige intransigente lealdade a Deus e o apego à justiça, não apenas sob condições ou circunstâncias favoráveis, mas sob todas as condições e a toda hora. Depois de sublinhar que apenas o íntegro, “que fala a verdade no seu coração”, é aceitável a Jeová, o salmista afirma sobre tal indivíduo, que ele “jurou concernente àquilo que é mau para ele próprio, e ainda assim nada modifica”, isto é, mesmo que venha a ser aparentemente contra seus próprios interesses algo com que ele solenemente concordou, ainda assim se manterá fiel ao seu acordo. (Sal. 15:1-5; contraste com Romanos 1:31; 1 Timóteo 1:10.) A integridade, então, torna-se bem evidente quando a devoção dum indivíduo é submetida à prova e ele é pressionado a abandonar seu proceder justo. Embora os opositores façam dela motivo de riso (Jó 12:4; compare com Jeremias 20:7), ou objeto de linguagem amarga (Sal. 64:3, 4), de ódio e de violenta perseguição

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