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Poderá tornar a folga proveitosa?A Sentinela — 1971 | 15 de novembro
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trata de algo que realmente não é essencial. O apóstolo Paulo aconselha: “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” — Rom. 14:21.
Cada um faria bem em perguntar-se: Dou suficiente atenção ao modo em que uso meu tempo de folga? Desperdiço-o, ou me serve de modo proveitoso? Se eu empregar uma noitinha em alguma forma de recreação ou distração, uso de moderação? Ou fico acordado até tão tarde, que no dia seguinte estou sonolento e ineficiente? Ou, se a noitinha for sábado ou alguma noite antes de um dia de folga do trabalho, fico vendo filmes ou televisão até tarde, ou faço outra coisa ao ponto de ter de ficar dormindo na manhã seguinte, perdendo assim uma das melhores partes do dia? Se a resposta for Sim, e especialmente se isso acontecer freqüentemente, há desequilíbrio no uso do tempo e se deve fazer uma mudança. Quando a atividade em que se empenhou foi tal que o deixou com um sentimento vazio, insatisfeito e um pouco culposo, por causa do desperdício de tempo, então indica que é tempo de fazer uma revisão nas atividades recreativas em que se empenha.
QUANDO UM GRUPO SE REÚNE
Quando uma, duas ou três famílias se reúnem, há uma grande variedade de coisas que se podem fazer. É bom que os filhos e os mais idosos sejam incluídos na palestra ou na atividade. Para os que amam a Bíblia, talvez o mais edificante e agradável seja ler a Bíblia, cada um lendo por sua vez alguns versículos, fazendo-se depois perguntas e comentando-se a matéria. Os leitores desta revista ou de sua companheira Despertai!, ou de outras publicações da Torre de Vigia, talvez gostem de ler e de discutir matéria assim, de modo similar.
Outros gostam de jogos. Quando se fazem jogos de qualquer espécie, baseados na Bíblia ou não, é melhor reduzir ao mínimo o espírito de competição. Isto evitará dar destaque a um ou dois do grupo, ao passo que os outros se sentem embaraçados ou inferiores. Para este fim, podem-se escolher jogos que não embaracem alguém. Deixe que as pessoas fiquem à vontade para se expressarem ou para ficarem caladas. As perguntas podem ser dirigidas mais ao grupo, do que a qualquer pessoa. Quem quiser falar, poderá fazê-lo; contudo, todos poderão ouvir e aprender.
Uma coisa importante a ser lembrada em todos os casos é que nosso agrado com uma coisa não deve restringir o tempo dos outros, tempo que eles gostariam de usar para outra coisa. Todos devem usar de bom senso quanto à duração e à freqüência das visitas. O provérbio aconselha novamente de modo sábio: “Faze raro o teu pé na casa do teu próximo, para que não se farte de ti e certamente te odeie.” — Pro. 25:17.
OS TEMPOS CRÍTICOS EXIGEM CAUTELA
A Bíblia predisse “tempos críticos, difíceis de manejar”, como um dos sinais dos “últimos dias” deste sistema de coisas que se desintegra rapidamente. (2 Tim. 3:1) Podemos observar o aumento do crime e da imoralidade, junto com a pornografia nos filmes e nas publicações. Torna-se cada vez mais perigoso estar presente onde multidões se ajuntam para ver filmes, eventos esportivos e outras formas mundanas de diversão. Foi apenas recentemente que se descobriu uma bomba num dos maiores cinemas da cidade de Nova Iorque. Assaltos, espancamentos e até mesmo distúrbios são uma ameaça para os que assistem a tais eventos.
Embora existam tais condições, o jovem que só tem pouca experiência do modo de vida existente nestes tempos críticos talvez ache atraentes algumas destas diversões “extremas”. Talvez queira “aproveitar a mocidade”, pensando em seguir mais tarde uma vida mais séria e mais tranqüila. Quem tiver tais idéias devia examinar sobriamente a sua atitude em vista das palavras do escritor inspirado de Eclesiastes, que aconselhou: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril, e anda nos caminhos do teu coração e nas coisas vistas pelos ‘teus olhos. Mas sabe que por todos estes o verdadeiro Deus te levará a juízo.” — Ecl. 11:9.
A juventude possui um zelo natural pelo prazer. O coração está inclinado deste modo. Deus, naturalmente, quer que não só os jovens, mas sim todos usufruam a vida. Mas Deus adverte especialmente os jovens de que precisam usar de moderação. (2 Tim. 2:22) Quando alguém se entrega irrestritamente ao prazer e as coisas feitas não são muito boas, terá de prestar contas a Deus pelos seus atos. Em vista disso, o escritor de Eclesiastes prossegue:
“Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” A juventude é transitória; não dura muito tempo. Portanto, durante este tempo, evite os excessos que resultam em depravação, calamidade e no desfavor de Deus. Selecione agora a recreação e os prazeres corretos. — Ecl. 11:10.
Ao passo que se torna cada vez mais limitada a seleção disponível de bons filmes, programas de televisão e de outras formas de diversão, tanto os mais idosos como os jovens devem exercer crescente cuidado. De modo paradoxo, esta situação resulta em bem para o cristão. Tende a fazer que sua mente se volte exclusivamente para as coisas básicas que trazem satisfação e recompensa. Sim, impelem-no a ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’, sendo ao mesmo tempo edificante e contribuindo para a paz.
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O testemunho da Crônica de NabonidoA Sentinela — 1971 | 15 de novembro
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O testemunho da Crônica de Nabonido
A QUEDA da enormemente fortificada Babilônia veio com uma repentinidade que deve ter deixado surpreso o mundo antigo. O conquistador dela, Ciro, o Grande, desviou as águas do rio Eufrates, que atravessava a cidade. Depois, suas forças marcharam pelo leito do rio, tomando a cidade de surpresa através dos portões não trancados ao longo do cais. Babilônia caiu numa só noite, terminando séculos de supremacia semítica e cumprindo a palavra de Jeová, falada por intermédio de seus profetas Isaías e Jeremias. — Isa. 44:27; 45:1, 2; Jer. 50:38; 51:30-32.
A data deste acontecimento é de interesse para os estudantes da Bíblia. Isto se dá porque as datas de muitos outros acontecimentos mencionados nas Escrituras Sagradas podem ser determinadas com relação ao número de anos decorridos antes ou depois da queda de Babilônia.
A Crônica de Nabonido (também conhecida como “Crônica de Ciro-Nabonido” e “A Tabuinha Analista de Ciro”), embora muito curta, contém o registro cuneiforme mais completo em existência a respeito da queda de Babilônia. Esta tabuinha fragmentária de argila tem aproximadamente quatorze centímetros de largura no seu ponto mais largo, e aproximadamente o mesmo comprimento. A base do estilo da escrita, os eruditos concluíram que a tabuinha pode datar de algum tempo do período selêucida (312-65 A. E. C.). Mas os historiadores afirmam que a inscrição é provavelmente
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