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Qual é a razão das mudanças nos governos do mundo desde 1914?A Sentinela — 1965 | 15 de junho
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terminar. Quanto às profecias que nos fornecem garantia adicional do completo controle do domínio mundial, por parte de Deus, no seu tempo devido, queira ler os diversos próximos números desta revista.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1965 | 15 de junho
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Perguntas dos Leitores
● Por favor, expliquem a aplicação de Isaías 14:12-14. Será que tem alguma aplicação a Satanás, o Diabo?
Isaías 14:12-14 (ALA) reza: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrêlas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.”
A primeira aplicação de Isaías 14:12-14 não é a Satanás, o Diabo, mas é à dinastia dominante dos reis babilônicos, começando com Nabucodonosor e terminando com Nabonide e Baltazar. Esta dinastia, mencionada no versículo 4 como “o rei de Babilônia”, exaltou-se altamente e brilhou reluzentemente no mundo antigo. Especialmente desejou ser superior à linhagem de reis que se sentaram no trono de Jerusalém. Na profecia bíblica, os reis da linhagem real de Davi foram assemelhados a estrelas; e ao se sentarem estes no trono em Jerusalém, chamado “trono de Jeová”, tinham brilho, glória real. Portanto, por desejar fazer dos reis israelitas meros vassalos e por finalmente os destronar e assim estabelecer-se acima destas reais “estrêlas de Deus”, o rei de Babilônia dizia no coração que a sua ambição era subir aos céus de Jeová, erguer o seu trono pagão acima das simbólicas “estrêlas de Deus” e sentar-se na montanha nas extremidades do norte, onde os israelitas se encontravam com seu Deus. Deste modo, o rei de Babilônia pareceria colocar-se acima do Deus de Israel, a quem ele assim desafiou, reptou. Quando Nabucodonosor destronou as “estrêlas de Deus” em Jerusalém e derrubou “o trono de Jeová”, ele talvez tenha parecido para si mesmo e diante do mundo pagão ter-se erguido às alturas do céu. (Compare-se Mateus 11:23.) Portanto, foi o “rei de Babilônia” quem, pelo que ele fez a Sião ou Jerusalém, se tornou a “estrêla da manhã, filho da alva”. Mas, na queda da antiga Babilônia em 539 A. C., esta dinastia dominante dos reis babilônicos foi destronada, rebaixada. Portanto, corretamente, Isaías podia dizer deles: “Como foste lançado por terra!”
No entanto, a segunda aplicação de Isaías 14:12-14 é a Satanás, o Diabo, como o rei da moderna Babilônia, a Grande, aquele império mundial da religião falsa. Satanás, o Diabo, planejou exaltar seu trono acima até mesmo do trono que foi dado ao Filho de Deus, Jesus Cristo, em 1914. Mas, no conflito travado nos céus, de 1914 a 1918, o entronizado Rei, Jesus Cristo, lançou a Satanás para baixo, para a vizinhança da terra, degradando-o. Portanto, a respeito dele, Isaías podia declarar profeticamente:“Como foste lançado por terra!” Babilônia, a Grande, também sofreu uma queda. Isto se demonstra por ter sido liberto o restante cativo do Israel espiritual em 1919, não ficando mais em escravidão à religiosa Babilônia, a Grande, e a seu Rei, Satanás, o Diabo.
Portanto, ao passo que a primeira aplicação de Isaías 14:12-14 foi ao rei literal e visível da antiga Babilônia, a aplicação hodierna é ao rei invisível da moderna Babilônia, a Grande, Satanás, o Diabo, conforme simbolizado pelo antigo rei de Babilônia.
● Será que o, que foi dito sobre a dança, na página 505 de A Sentinela de 15 de agosto de 1964, dá a entender que a dança não deve ser praticada na congregação cristã ou que ela é errada por completo, no que toca às pessoas solteiras?
A Sentinela, na página 505 de seu exemplar de 15 de agosto de 1964, não disse que não se deve dançar na congregação cristã ou que a dança é completamente errada no que toca às pessoas solteiras. No entanto, quando se tratar de pessoas solteiras que sejam menores de idade, os pais estão em posição de resolver se elas, como menores de idade, devem dançar ou não. Estas pessoas jovens devem considerar com os pais esta questão e então devem seguir o conselho dos pais. Ao assim fazerem, mostrarão quanto respeitam o arranjo de coisas de Deus, visto que a obediência aos pais da pessoa é requisito cristão. — Efé. 6:1-3.
Ao dançar com pessoas do sexo oposto, há que se lembrar o seguinte: Não é apropriado o cristão dançar bem achegado a alguém do sexo oposto com quem não está casado. As pessoas solteiras, ao dançarem com alguém do sexo oposto, devem por certo não dançar tão achegadas que desenvolvam certo tipo de prazer sensual da dança. Isso seria crassamente impróprio. Também, seria bom considerar a possibilidade de que o par da pessoa fique incorretamente excitado, muito embora a pessoa ache que não está tão achegada de forma a desenvolver prazer sensual da dança.
Naturalmente, seria errado uma pessoa dançar com o cônjuge de outrem de tal modo que ficasse sexualmente excitada ou fizesse isto acontecer à pessoa com quem está dançando. Mas, há algo mais que tem de ser considerado agora, adicionalmente, e isto é a atitude ou desejo do marido. Se dançasse com a esposa de alguém, o marido dela talvez não aprovasse isto, de modo que tem de levar em consideração os sentimentos e os desejos dele neste assunto de dançar e não achar que tem o direito de convidar uma irmã casada para dançar sem consultar sobre isso o marido dela. Como cabeça de sua esposa, o marido tem o direito de resolver se ela deve dançar com outrem, assim como ele tem o direito de resolver isto para os seus filhos menores.
Portanto, ao passo que não podemos afirmar arbitrariamente que, sob todas e quaisquer circunstâncias, seria errado as pessoas que não são casadas uma com a outra dançarem juntas, é bem provável que na maioria dos casos isso seja verdadeiro. A dança íntima ou qualquer outra dança sexualmente sugestiva por parte de pessoas solteiras, ou dançar assim com uma pessoa que é cônjuge de outrem, não é apropriado no que toca ao cristão. O cristão deve lembrar-se que, em todas as coisas, deve agir de modo a honrar a Deus. — 1 Cor. 10:31.
Naturalmente, é possível dançar em grupo, caso em que os rapazes e as moças não formam pares para dançarem com os braços envolvendo um ao outro, dança em grupo esta que poderia também ser partilhada pelas pessoas casadas. Tal dança em grupo, dirigida apropriadamente, pode ser tanto alegre como saudável. Eliminaria a dificuldade de tentar resolver o que constitui a dança perto demais e o que não significa dançar perto demais, especialmente tendo-se em vista que nem todas as pessoas considerarão o assunto do mesmo modo.
Algumas pessoas que estão preocupadas demais a respeito disto, fariam bem em perguntar a si mesmas se ficariam tão preocupadas se o ‘costume fosse de os homens dançarem apenas com os homens, e as mulheres dançarem apenas com as mulheres. Então, não haveria a questão do sexo envolvida e talvez o desejo de dançar não seria tão pronunciado, visto que não haveria nenhuma oportunidade de uma pessoa envolver em seus braços um membro do sexo oposto em nome da dança.
● A Sentinela de 15 de julho de 1964, página 426, declara: “Nunca lemos nas Escrituras Gregas Cristãs sobre o fim, conclusão ou consumação do kósmos.” Como podemos entender esta declaração, tendo-se em vista que 2 Pedro 3:6 diz que um kósmos sofreu destruição nos dias de Noé?
As palavras “fim”, “conclusão” e “consumação” foram aqui usadas juntas por causa das palavras gregas originais que traduzem. Na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, “fim” traduz tel’os, e “conclusão” ou “consumação” (1a. Ed.) a palavra grega relacionada syntel’eia. Tais palavras invariavelmente se relacionam quer com o tempo, quer com a terminação, quer com o objetivo quer com o fim, ao invés de com a destruição duma coisa.
Assim, lemos que Jesus amou seus discípulos até o tel’os ou fim; que no tel’os ou fim de seu reinado de mil anos, entregará o reino a seu Pai; que os cristãos receberão o tel’os ou fim de sua fé, a salvação de suas almas. Especialmente digna de nota é a expressão que Jeová é o começo e o tel’os ou fim. Em nenhum destes casos, poderíamos substituir “sofreu destruição” por “fim”, será que poderíamos? — João 13:1; 1 Cor. 15:24; 1 Ped. 1:9; Rev. 21:6.
Por causa deste significado de tel’os, verificamos que às vezes é traduzido variavelmente como “resultado” em Tiago 5:11; e como “objetivo” em 1 Timóteo 1:5.
Quanto a syntel’eia, também não contém nenhum sentido de destruição. Ao invés, o Expository Dictionary of New Testament Words, de Vine, nos conta que esta palavra “significa levar ao término junto . . . assinalando o término ou consumação de várias partes dum plano”. Assim, lemos em Mateus 13:39 que “a colheita é a terminação [ou syntel’eia] dum sistema de coisas”. Os discípulos de Jesus lhe perguntaram a respeito da mesma “terminação” ou syntel’eia, e quando ele finalmente os deixou, prometeu que estaria com eles “todos os dias, até à terminação [ou syntel’eia] do sistema de coisas”. — Mat. 24:3; 28:20.
Uma palavra grega relacionada é o verbo synteléo, cuja versão na Tradução do Novo Mundo, pode-se dizer, tem o mesmo sentido. Lucas a usou ao dizer que os dias de Jesus jejuar haviam concluído,
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