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  • A meia-idade — fase áurea ou época de crise?
    Despertai! — 1983 | 22 de agosto
    • A meia-idade — fase áurea ou época de crise?

      “A VIDA começa aos 40!”, dizem. E muitos, atravessando a “meia-idade”, concordam sinceramente com esse ditado. Certa mulher disse: “Honestamente, não gostaria de ter de novo 18 anos. Sou mais feliz agora nos meus 50 do que nos meus anos anteriores.”

      Sim, para alguns essa é a “fase áurea”. A sabedoria, ‘garimpada’ durante anos de experiência, está a seu dispor. Sentem-se competentes, com a vida razoavelmente sob controle. Mesmo a perspectiva da partida dos filhos não os desalenta demais. Pelo contrário, visualizam oportunidades para mais tempo pessoal e maior privacidade com seu cônjuge. Longe de ser apática, sua vida borbulha de atividade significativa.

      Outros, porém, não são tão otimistas assim. ‘Ora, entrar nos 40’, dizem, ‘não é o começo de nada — apenas o fim de se ser jovem’. E talvez sua apreensão se justifique. Desconcertados pelos primeiros sinais da velhice, talvez se sintam como aquele homem, que disse: “Quando vejo aquelas bolsas debaixo dos olhos, sei que a minha vez está chegando. Não tenho destino algum, a não ser o cemitério.”

      Ademais, talvez sejam assediados por preocupações financeiras. A solidão talvez os aflija. E, à medida que sua saúde gradativamente deteriora e pela primeira vez se confrontam com o espectro da morte, talvez se perguntem se a sua vida teve significado, se o futuro oferece mesmo algo de valor. ‘Ah!, ser jovem novamente’, talvez suspirem.

      Contudo, a Bíblia afirma: “O que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7) Se a meia-idade há de ser um período “áureo” ou de crise, muito dependerá de como você “semeia” nos seus anos anteriores — que valores estima, que hábitos cultiva e que alvos na vida persegue. Visto que muitos de nós temos que eventualmente passar pela meia-idade, analisemos algumas de suas perspectivas — e alguns de seus problemas.

  • As mulheres e a meia-idade
    Despertai! — 1983 | 22 de agosto
    • As mulheres e a meia-idade

      ‘ADIVINHE quem figura no alto da tabela das que são mais felizes’, perguntou a revista Redbook. Sua pesquisa de 52.000 mulheres mostrou que as mais felizes são as de meia-idade.

      Isso não deveria surpreendê-la. As expectativas que uma mulher jovem têm da vida amiúde são tão ingênuas que a deixam despreparada para os reveses da vida. A mulher de mais idade, porém, sabe o que significa ser golpeada pelo desapontamento — e como se desvencilhar disso. De uma rica reserva de experiência ela usa estratégias que a ajudam a evitar as armadilhas da juventude.

      Ainda assim, “entrar nos 40 pode ser assustador”, admite certa mulher. “Você é jovem, mas sabe que está entrando na meia-idade.” Tanto se enfatiza a juventude, na cultura ocidental, que é natural que muitos encarem o envelhecimento com apreensão.

      O início da menopausa, por exemplo, preocupa a muitas. Pois anuncia não só um período de certo mal-estar físico, mas também o fim da fecundidade. Deve isso ser temido?

      Ter filhos pode, sem dúvida, ser recompensador. (Salmo 127:3) Assim, é só natural algumas se sentirem um tanto entristecidas quando esta fase da vida acaba. Muitas mulheres de meia-idade, porém, francamente não querem o compromisso em tempo, energia e emoção que ter outro bebê acarretaria. Como diz o livro After Forty (Depois dos Quarenta): “A interrupção que deprime algumas amiúde reanima outras.”

      Que dizer, contudo, de alguém que se angustia devido ao fim da fecundidade — que se sente vazia e solitária? Se a pessoa centralizou sua vida exclusivamente em criar filhos, a meia-idade pode ser aflitiva. Jesus Cristo mostrou, porém, que há na vida um objetivo mais elevado do que meramente criar filhos. Certa ocasião uma mulher exclamou: “Feliz é a madre que te carregou e os peitos em que mamaste!” Mas Jesus redargüiu: “Não, antes: Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” — Lucas 11:27, 28.

      Aos cuja vida gira em torno de servir a Deus e que têm “semeado” apreço pelos valores e princípios piedosos, a vida não parece vazia quando os anos da fecundidade terminam. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, encaram os anos de sua vida, incluindo a meia-idade, sempre como oportunidade para expandir seu serviço sagrado a Deus. Sabem que existe “algo melhor do que filhos e filhas” — um bom relacionamento com Deus e a promessa de sua bênção. — Isaías 56:3-5.

      “Estou Perdendo a Minha Juventude!”

      Certa mulher admitiu: “Quando lhe aparecem as primeiras rugas, você fica extremamente preocupada com isso. Começa a achar: ‘Estou perdendo a minha juventude.’”

      Sim, “a beleza não perdura para sempre”. (Provérbios 31:30, Salmos e Provérbios Vivos) Mas, o amor-próprio não deve se fundamentar só nos fugazes dotes físicos. Seu verdadeiro encanto não é a sua aparência externa. Antes, é “a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorruptível dum espírito quieto e brando, que é de grande valor aos olhos de Deus”. (1 Pedro 3:3, 4) Se tiver cultivado essa beleza interior — brandura, compaixão, hospitalidade, generosidade — você permanece bela, independente da idade!

      Você não deve negligenciar sua aparência física, é verdade. As chamadas gordurinhas da meia-idade, por exemplo, muitas vezes podem ser evitadas — pelo menos controladas — por meio de dieta e exercícios apropriados. E você pode trajar-se com bom gosto, “com modéstia e bom juízo”. (1 Timóteo 2:9) O livro Prime Time (Os Melhores Anos) alerta francamente: “Usar roupa e penteado próprios de uma mocinha apenas faz com que o rosto e o corpo da mulher de meia-idade pareçam mais velhos, mas uma roupa e um penteado de estilo mais adulto complementam o atrativo amadurecido dela.”

      Uma mulher de seus 50 anos nos lembra, contudo: “Um vestido, um chapéu ou uma blusa não fará a mulher se sentir melhor se ela não se preocupar o bastante consigo mesma. Você deve sentir beleza interior!” Assim, não se atormente ao aparecerem mais algumas pregas ou ruguinhas no seu rosto. Pois, como certo homem colocou: “Um rosto que espelha luta, experiência, crescimento e mudança, além do potencial de ainda mais mudança e desenvolvimento, é um belo rosto, um rosto realmente juvenil.”

      Mulheres Que Vivem Sozinhas

      Que dizer, porém, de mulheres que precisam enfrentar sozinhas a meia-idade? Se a mulher não tiver cultivado verdadeiras amizades, ou não tiver maneira significativa de empregar o tempo, a solidão pode consumi-la. Rosa, por outro lado, é uma mulher solteira que aprendeu um dos segredos de combater a solidão. “Dê de si mesma”, diz ela. “Se quiser receber, inicie dando. Tente conhecer as pessoas. Ficará surpresa; com o tempo elas correspondem.” Outra mulher sugeriu igualmente: “Convide pessoas à sua casa. Faça uma reuniãozinha, nem que seja para comer bolo com café.” ‘A alma generosa’ amiúde é abençoada com amizades duradouras! — Provérbios 11:25.

      Embora muito mais pudesse ser dito, é evidente que seus anos primordiais em grande medida moldam a sua meia-idade. A menopausa, a solidão, e mesmo a perda da beleza física, no entanto, podem todas ser enfrentadas vitoriosamente. E mesmo se agora você vê a necessidade de mudar seus valores, nunca é tarde demais para isso, nunca é tarde demais para começar a “semear” apropriadamente.

      [Fotos na página 5]

      A beleza física desvanece . . .

      . . . mas a beleza interior dá encanto duradouro.

  • Os homens e a meia-idade
    Despertai! — 1983 | 22 de agosto
    • Os homens e a meia-idade

      “UM dia, ao fazer a barba”, lembra-se certo homem, “vi . . . como meu cabelo estava ficando branco . . . percebi quão intumescido eu estava debaixo dos olhos, e como minha testa estava enrugada — em seguida olhei meu rosto inteiro e foi um choque terrível”.

      A percepção de que a idade está chegando nem sempre ocorre como um relâmpago. Mas, mais cedo ou mais tarde, o homem percebe quão ofegante fica ao subir alguns lances de escada, ou quão cansado se sente após um dia de trabalho. Então, ouve com tensão quando se fala na TV sobre a incidência de ataques cardíacos na meia-idade. Talvez comece até a passar as vistas na coluna obituária. Também, seu orgulho masculino pode ficar ferido quando imagina não ser mais atraente ao sexo oposto. Alguns homens notam um declínio na sua potência sexual.

      Os médicos, contudo, dizem que o homem em geral não perde seus poderes reprodutivos, a não ser quando bem idoso. Naturalmente, se houver um problema de saúde, pode-se procurar um tratamento adequado.

      No entanto, os pesquisadores Masters e Johnson dizem que depois dos 50 “a incidência de incapacidade sexual no homem aumenta acentuadamente”. Provavelmente numerosos fatores físicos e emocionais sejam responsáveis. O temor de fracassar, por exemplo, parece ser um fator muito proeminente. Como certo escritor explicou: “Uma única tentativa sexual fracassada pode ser devastadora. O . . . homem talvez então evite relações sexuais com sua esposa para se esquivar de ser mais uma vez humilhado.

      Sintomas de Crise

      Compreensivelmente, os homens podem sentir-se ameaçados pela meia-idade. O homem pode envolver-se numa intensa luta interior para conservar sua juventude e identidade. Mas sua crise pode revelar-se de inúmeras maneiras. Alguns homens sofrem um “ataque de vaidade”. Como um vendedor de roupas certa vez disse, homens de meia-idade amiúde “entram [na loja] usando modelos conservadores, cinza e azul escuros, e . . . saem de lá com modelos ‘avançados’, com aberturas e xadrez-escocês, com botões dourados, [e] camisas rosa-choque”.

      Há outros indicadores de “crise”: mudanças drásticas no estilo de vida, a pessoa tornando-se deprimida, retraída, indecisa, apática. Alguns homens até mesmo adoecem.

      Mas, o que realmente está por trás desse comportamento às vezes excêntrico? Não é uma falha em “semear” valores sadios, em cultivar um conceito realístico da vida? Por outro lado, o homem cujo raciocínio é guiado por princípios bíblicos não precisa sofrer esse desespero. Como assim?

      Por um lado, ele sabe e aceita o fato de que a vida é dolorosamente curta, que a velhice é uma inevitabilidade. (Veja Salmo 90:10.) Seu valor próprio não é medido em termos de seu atrativo ao sexo oposto. Antes, sua ‘jactância’ se fundamenta na sua relação com Deus. (1 Coríntios 1:31) Assim, não precisa ficar indevidamente perturbado por causa de cabelos brancos, ou mesmo por criar barriga. Reconhece a tolice de ‘pensar mais de si mesmo do que é necessário pensar’. (Romanos 12:3) O conselho bíblico de ser ‘modesto’ ajuda-o a encarar realisticamente as suas limitações. (Miquéias 6:8) Até mesmo estimula-o a ser seletivo na sua maneira de se vestir e se arrumar. Na verdade, a modéstia não proíbe vestir-se com bom gosto, até mesmo dentro da moda. Mas não se sente impelido a acompanhar as modas passageiras dos jovens ocidentais e ornamentar seu peito com correntinhas ou meter-se em apertadas calças jeans. Sua vestimenta reflete a dignidade de sua idade.

      “Estou Encurralado”

      A meia-idade é também uma época em que o homem talvez reavalie sua vida. Por exemplo, talvez pense muito no seu serviço secular — suas pressões, sua monotonia, sua insegurança. Até mesmo pode sentir-se como aquele vendedor de 52 anos, que disse: “Estou encurralado numa ocupação que eu mantive por vinte anos e que não me está conduzindo a lugar nenhum.” E o amargo desapontamento de ser preterido em favor de homens de quase a metade de sua idade e com muito menos experiência, pode fazer um homem odiar a idéia de ir trabalhar.

      Naturalmente, aquele cuja vida gira em torno de um emprego pode desesperar-se quando suas expectativas colidem com a realidade. Condições difíceis de trabalho são duras para qualquer um. Mas, o homem guiado por princípios bíblicos não acha que a vida perdeu seu significado caso não chegar ao topo, no seu campo. Sabe que a rivalidade na busca de cargos é “vaidade e um esforço para alcançar o vento”. (Eclesiastes 4:4) Observou outros em sua volta arruinarem sua saúde e minarem sua vida familiar na busca de proeminência. Mas sente-se grato de ter um trabalho que lhe dá o necessário e encontra satisfação em executá-lo bem. Seu serviço secular não é o centro de sua vida, mas simplesmente um meio para prover para sua família e cuidar de suas necessidades ao empenhar-se em interesses espirituais. Armado desse conceito, ele pode ‘ver o que é bom por toda a sua labuta . . . pelo número dos dias da sua vida que o verdadeiro Deus lhe deu, pois este é seu quinhão’. — Eclesiastes 5:18; 1 Timóteo 5:8.

      [Fotos na página 7]

      Alguns buscam satisfação na roupa jovem da moda . . .

      . . . mas a verdadeira satisfação provém de trabalho bem feito.

  • O casamento e a meia-idade
    Despertai! — 1983 | 22 de agosto
    • O casamento e a meia-idade

      ULTIMAMENTE têm havido relatórios perturbadores sobre casamentos na meia-idade. Um estudo feito no Canadá, por exemplo, alegadamente mostra um declínio na intimidade e na satisfação marital à medida que o casamento avança. Alguns estudos estatísticos parecem indicar que o índice de divórcio entre casais de mais de 45 anos de idade está subindo “vertiginosamente”. E talvez seu próprio casamento não é mais a fonte de alegria que costumava ser.

      Tantos atualmente abandonam o casamento que você às vezes se pergunta se vale a pena o trabalho de resolver problemas maritais. Alguns “entendidos” até mesmo louvam as virtudes de um novo começo, com outro cônjuge. Mas, como se saem esses que seguem tal caminho?

      Ação Traiçoeira

      “Você está muito velha!”, disse um homem de meia-idade à sua esposa, descaradamente. Ele cobiçosamente mantinha um relacionamento adúltero com uma mulher mais jovem. Sua esposa recorda: “Ele se orgulhava disso! Até mesmo queria que eu ouvisse cada detalhe de seu caso.”

      Por que homens — e mulheres — agem tão traiçoeiramente para com seu cônjuge mesmo após muitos anos de casamento? (Malaquias 2:14-16) Para alguns, um “caso” serve para reforçar um ego claudicante, é uma oportunidade para reafirmar a masculinidade ou a feminilidade da pessoa. Também, o homem talvez tema que sua potência sexual esteja em declínio e queira “provar o contrário”.

      A Bíblia descreve muito bem as conseqüências do adultério, ao dizer: “Mas o homem [ou a mulher] que adultera é um (a) idiota sem igual, porque destrói a sua própria alma.” — Provérbios 6:32, Salmos e Provérbios Vivos.

      Como pode uma ação secreta ‘destruir’ uma pessoa? Por um lado, o adúltero sofre duma consciência pesada. Mesmo o homem jactancioso, mencionado antes, admitiu mais tarde: “Não posso dormir à noite!” Sua esposa inocente, por sua vez, lembra-se de poder ter dormido bem. “Eu não tinha nenhum sentimento de culpa”, disse ela, “porque tentei seguir os caminhos de Jeová”.

      O adúltero também prejudica seu amor-próprio e suas perspectivas de um futuro feliz. Poderia sua nova esposa (mesmo se ele se casar com sua parceira adúltera) realmente confiar nele? Pior de tudo, tais ações traiçoeiras destroem sua relação com Deus, que “julgará os fornicadores e os adúlteros”. (Hebreus 13:4) Um alto preço para se pagar por uma aventura egoísta!

      Salomão, portanto, aconselha: “Mostre-se abençoada [por permanecer fiel] a tua fonte de água [ou, interesses sexuais], e alegra-te com a esposa da tua mocidade.” (Provérbios 5:18) Problemas sexuais, contudo, podem surgir no casamento em qualquer idade. Assim, a Bíblia aconselha aos casais em geral: “Não vos priveis um ao outro disso [o direito sexual].” — 1 Coríntios 7:5.

      Como disse certo conselheiro matrimonial, a falta de comunicação “tornou-se o problema número um de casais há muitos anos casados”. Como se desenvolvem tais problemas?

      “O Problema Número Um”

      O homem volta do trabalho e é saudado com as novidades da última crise. (“Meu bem, o dentista disse que o Paulinho precisa tratar dos dentes!”) “E ela costumava perguntar-me como eu passei o dia”, ele suspira.

      Contudo, conversa sobre boletins escolares e vacinas de sarampo pode facilmente dominar a conversação do casal. Só depois que os filhos cresceram e partiram é que alguns casais entendem que se esqueceram de como conversar em base pessoal.

      Pode manifestar-se também um problema durante a menopausa da esposa, quando ela precisa de compaixão e compreensão. O marido, talvez às voltas com a crise da meia-idade, pode se tornar muito agressivo ou muito propenso a discussões. Dificilmente um modelo de entendimento.

      Agressão pode gerar contra-agressão. Dizem os autores de Making It From 40 to 50 (Percorrer com Sucesso dos 40 aos 50): “Eles discutem, queixam-se, ralham; ferem um ao outro como só os que se amaram e viveram juntos por um longo período podem fazer. Conhecem as fraquezas e os temores ocultos um do outro, e esses se tornam alvos de ataque em batalhas que às vezes atingem níveis extraordinários de rancor.” Como pode o ciclo de discussões ser interrompido?

      Restabelecer o Diálogo

      “O amor”, diz a Bíblia, “é longânime e benigno . . . não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado”. (1 Coríntios 13:4, 5) Assim, esqueça a auto-comiseração! Antes, seja sensível à tensão emocional que seu cônjuge talvez sinta. Façam concessões mútuas. E recuse-se a alimentar uma discussão! “Onde não há lenha, apaga-se o fogo.” — Provérbios 26:20, 21.

      Se não há diálogo porque você acha que seu cônjuge não o entende, deixe-o saber como você se sente. Fazer isso, é verdade, não é fácil para todos. Os homens, em geral, parecem ter dificuldade em revelar seus temores e suas fraquezas.

      Abraão, porém, pai da raça judaica e destemido homem de ação, não temia admitir seus temores — mesmo para sua esposa. E ela o respeitava profundamente. (Veja Gênesis 12:11-13; 18:12.) Será que honestidade e candura similares não melhorariam seu casamento?

      O diálogo é, pois, a chave para manter vivo seu casamento. Sim, o avanço da idade produz deterioração física; e às vezes o declínio é maior num cônjuge do que no outro. Mas, se você “semeou” sabiamente ao longo dos anos, seu casamento terá um significado que vai além da mera atração física. Como certo homem colocou: “Se tiver um bom relacionamento com seu cônjuge, isso é muito satisfatório. Você pode livremente expressar suas emoções e seus sentimentos a alguém que conhece você melhor do que qualquer outro e que entende como se sente.” Sim, terá companheirismo com alguém com quem você realmente gosta de estar. Não é tal união maravilhosa digna de se apegar a ela? Ora, você até pode descobrir que a meia-idade seja o período mais achegador e satisfatório já vivido em seu casamento.

      [Fotos na página 9]

      Vocês brigam. . .

      . . .ou realmente se amam?

  • Pode ser uma fase áurea!
    Despertai! — 1983 | 22 de agosto
    • Pode ser uma fase áurea!

      COMO será para você a meia-idade? Uma “fase áurea”, ou uma época de crise? O “melhor”, ou o “pior período”? Um “trampolim para uma nova fase na vida”, ou um período de marasmo?

      Somos de novo lembrados das palavras bíblicas: “O que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7) Assim, em que resulta ser a sua meia-idade depende muito de você.

      Se for jovem, essa reflexão deve merecer séria ponderação. A meia-idade talvez lhe pareça mui remota no momento. Mas não é. Nossa vida ‘passa depressa, e lá saímos voando’. (Salmo 90:10) Assim, se negligenciar valores espirituais agora, você pagará o preço mais tarde — desespero e dessatisfação com a sua vida. Se deixar de cultivar a diligência, o autodomínio, o conhecimento e o entendimento, você ceifará miséria mais tarde na vida. Exclua Deus de sua vida agora e a velhice será um período de “dias calamitosos” para você. O sábio Rei Salomão concluiu, portanto, que o proceder sábio é ‘temer o verdadeiro Deus e guardar os seus mandamentos’. (Eclesiastes 12:1, 13) Antes, porém, você precisa aprender sobre Deus. E um estudo de Sua Palavra, a Bíblia, é um bom começo.

      Novo Começo

      Que dizer se você já estiver na meia-idade, ou mesmo na idade avançada, pagando o preço por ter deixado de “semear” estima pelos valores e princípios corretos? Agora é a ocasião para mudar de proceder.

      ‘Mas, como?’, talvez pergunte. Alguns homens e mulheres na meia-idade tentam encontrar uma medida de satisfação e objetivo na vida por se dedicarem a assuntos comunitários ou a outros empreendimentos úteis. Outros tentam um novo começo na vida por viajar, dedicar-se a pesquisas, fazer coisas que sempre desejaram fazer, mas nunca encontraram tempo. Mas, existe algo que pode produzir mais satisfação do que tudo isso. Poderá senti-la, se tirar tempo para conhecer a Bíblia e a esperança que Deus oferece para o futuro. As Testemunhas de Jeová terão prazer em mostrar-lhe como começar tal estudo. O benefício? Uma esperança viva!

      Sim, é isso que as Testemunhas de Jeová têm — uma bem fundamentada esperança para o futuro. Cremos que a vida tem objetivo, determinado por Deus, e que nem tudo se resume em fugazes 70 ou 80 anos. Nossa esperança se fixa num governo celestial que assumirá completamente o controle da terra e eventualmente fará dela toda um Paraíso. Isso dará aos humanos a perspectiva de viver para sempre, com plena alegria de viver! — Salmo 72:1-8; Revelação 21:3, 4; João 17:3.

      Falar dessa esperança a outros dá às Testemunhas de Jeová grande satisfação pessoal e um objetivo real na vida. Sua meia-idade e seus anos posteriores estão repletos de atividade produtiva — ajudando outros a aprender sobre Deus. Certo casal, por exemplo, ficou sozinho depois que seu último filho saiu de casa. Após algumas semanas marcadas por solidão, o marido se sentou com a esposa e falou sobre a possibilidade de ele arranjar um emprego de meio período de modo que pudessem ensinar verdades bíblicas a outros, por tempo integral. “Por trabalhar nesse emprego de tempo integral, me sinto como que ‘malhando em ferro frio’!”, disse ele. Decidiram tomar por alvo servir a Deus de tempo integral. Hoje têm o prazer de trabalhar juntos na sede da Sociedade Torre de Vigia, em Brooklyn, Nova Iorque, que produz publicações bíblicas, tais como esta revista.

      Não fará tal esperança viva com que a meia-idade ou, nesse caso, qualquer fase de sua vida, seja um período afortunado em que viver? Carmem, que é Testemunha de Jeová, disse: “Estamos no limiar da mudança para um governo perfeito. É isso o que eu acho, e é o que me dá ânimo e me faz feliz.” As Testemunhas de Jeová terão muito prazer em compartilhar sua fé com você, e em ajudá-lo a encontrar a alegria e a satisfação que durarão eternamente.

      Assim, embora a vida realmente não comece aos 40, tampouco termina ali. Novas oportunidades para você aprender e se desenvolver se lhe apresentam então. Uma reflexão ponderada talvez até o induza a certas mudanças necessárias no seu modo de pensar e no seu estilo de vida. A sabedoria advinda de anos de vivência educou suas “faculdades perceptivas” para ver as coisas mais claramente do que nunca antes. (Hebreus 5:14) Os casais têm uma preciosa oportunidade para se achegarem ainda mais um ao outro.

      Muito depende de você. Sua meia-idade não precisa ser, necessariamente, um mergulho na crise. Use seu conhecimento, seus recursos, sua experiência e, acima de tudo, a sabedoria que a Palavra de Deus confere, para tornar esse período o mais feliz — os melhores anos de sua vida.

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