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Como escaparemos?A Sentinela — 1981 | 1.° de julho
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Como escaparemos?
“Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” — Luc. 21:36.
1. Por que é sempre emocionante a menção dum escape, e como se pode ilustrar isso?
ESCAPAR! Esta sempre é uma palavra emocionante. Não recorremos a ela a menos que haja um perigo real e a necessidade de ação urgente. Por exemplo, após uma reunião cristã no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, na nossa localidade, talvez, por algum motivo, nos apressemos para voltar para casa. Mas não dizemos que tivemos de escapar, a menos que tenhamos visto repentinamente uma nuvem de fumaça. Ou tome outra ilustração: Vemos um prédio de apartamentos em chamas e corremos para lá. Numa janela, lá em cima, há uma mulher aterrorizada com uma criança nos braços! Ela se encontra muito para cima para poder pular, e seria muito arriscado deixar a criança cair. Qual é a esperança dela? Os bombeiros terão de chegar às vítimas por meio duma escada, ou então usar prontamente a escada de incêndio.
2. Que fatores estão, envolvidos num escape?
2 Na realidade, há sempre mais de um aspecto numa história de escape. Existem os seguintes fatores principais: (1) um lugar ou uma situação ameaçadora, da qual temos de fugir com um senso de urgência; (2) a necessidade dum lugar de refúgio ao qual podemos dirigir-nos em busca de proteção e segurança; e (3) a necessidade de acatar as instruções de alguém que vê nossos apuros, pode prover um lugar de segurança e está disposto a ajudar-nos a chegar ali. Tal pessoa é da máxima importância.
“PROVEDOR DE ESCAPE”
3. (a) De que nos pode lembrar o cabeçalho do Salmo 18? (b) Que fatores são enfatizados no Salmo 18:1-6?
3 Jeová Deus não tem igual como Provedor de escape. Veja o Salmo 18 e note que o cabeçalho diz que foi composto por Davi “no dia em que Jeová o livrara da palma da mão de todos os seus inimigos e da mão de Saul”. A mera menção do primeiro rei humano de Israel, Saul, talvez nos faça lembrar de quantas vezes Davi deve ter achado que encarava a morte. Ora, o rei tentara três vezes espetar Davi com a lança contra a parede! (1 Sam. 18:11; 19:10) Depois, por vários anos, Davi teve de fugir, sendo implacavelmente caçado por Saul. (1 Sam. 26:20) Com isso em mente, podemos bem imaginar quão profundo era o sentimento com que Davi proferiu as palavras iniciais do Salmo 18, onde lemos: “Terei afeição por ti, ó Jeová, minha força. Jeová é meu rochedo, e minha fortaleza, e Aquele que me põe a salvo. Meu Deus é minha rocha. Nele me refugiarei, meu escudo e meu chifre de salvação, minha altura protetora. Invocarei Aquele que deve ser louvado, Jeová, e serei salvo dos meus inimigos. Cercaram-me as cordas da morte; também me apavoravam enxurradas de homens imprestáveis. . . . Na minha aflição eu invocava a Jeová e clamava ao meu Deus por ajuda. Desde o seu templo passou a ouvir a minha voz, e chegou então aos seus ouvidos meu próprio clamor por ajuda perante ele.” — Vv. Sal. 18:1-6.
4. Que título grandioso é atribuído a Jeová, e como confirma o Salmo 18 a propriedade dele?
4 Que título grandioso e consolador é assim atribuído a Jeová: ‘Aquele que põe a salvo’ ou “Provedor de escape”. Será que Jeová Deus mostrou ser isso? Sim, porque depois de descrever atos poderosos de Jeová, Davi passou a dizer: “Livrava-me do meu forte inimigo e dos que me odiavam; porque eram mais fortes do que eu. Confrontavam-me no dia do meu desastre, mas Jeová veio a ser um esteio para mim. E ele passou a levar-me para fora a um lugar espaçoso; socorria-me porque se agradara de mim.” — Sal. 18:17-19.
5, 6. (A) Como ajuda o Salmo 37 ao povo de Jeová a ter confiança nele como “Provedor de escape”? (b) Como é salientado no Salmo 70 o senso de urgência?
5 Davi adotou muitas vezes este mesmo tema nos Salmos. Em quatro dos Salmos ele chama a Jeová de ‘Aquele que põe a salvo’ ou “Provedor de escape”. (Sal. 18:2; 40:17; 70:5; 144:2) Quando nós, como Testemunhas de Jeová, falamos a outros sobre as excelentes qualidades e os propósitos de Jeová, citamos muitas vezes partes do Salmo 37. Mas, note agora a sua grandiosa conclusão: “A salvação dos justos vem de Jeová; ele é o seu baluarte no tempo da aflição. E Jeová os ajudará e os porá a salvo. Ele os porá a salvo dos iníquos e os salvará, porque se refugiaram nele.” (Vv. Sal. 37:39, 40) Quanto estas palavras devem induzir o povo de Jeová a ter confiança nele!
6 O Salmo 70 transmite vividamente um senso de urgência. Foi quando Davi sentiu uma desesperada necessidade que ele rogou: “Ó Deus, para livrar-me, ó Jeová, para vir em meu auxílio age deveras depressa. . . Estou atribulado e sou pobre. Ó Deus, age deveras depressa por mim. Tu és minha ajuda e Aquele que me põe a salvo. Ó Jeová, não te atrases.” — Sal. 70:1, 5
7. Com que atitude podemos apropriadamente orar a Jeová quando temos necessidade urgente de ajuda?
7 Já se sentiu alguma vez assim? É tanto consolador como fortalece a fé saber que nós, como servos de Jeová, podemos confiar em que ele ‘agirá depressa’ em nosso favor. Ele conhece nossas necessidades e sabe como supri-las. Nosso amoroso Pai celestial é deveras “Provedor de escape” exatamente quando precisamos disso. As vezes, iguais a Davi, damo-nos conta de que nossas próprias falhas nos levaram a uma situação ruim. Mas, assim como Davi, podemos dirigir-nos a Jeová com sinceridade, talvez com “espírito quebrantado”, confiantes em que Ele ouvirá a nossa oração e responderá a ela. Podemos rogar, assim como fez Davi: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e põe dentro de mim um espírito novo, firme.” — Sal. 51:10, 17.
8. Que papel desempenha Jesus Cristo em recebermos “ajuda no tempo certo”?
8 Outro fator a ter em mente é que nosso Deus proveu um Sumo Sacerdote que se pode “compadecer das nossas fraquezas” e por meio de quem podemos aproximar-nos “do trono de benignidade imerecida, para obtermos misericórdia e acharmos benignidade imerecida para ajuda no tempo certo”. Somos deveras gratos por este compassivo Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, o qual, sob a direção do Pai, pode ‘emancipar-nos’ ou prover-nos um meio de escape da servidão espiritual. — Heb. 2:15; 4:15, 16.
9. (a) Quando foi a única vez que Jesus falou sobre “escapar”? (b) Que duas coisas precisam ser observadas quando se quer escapar?
9 Segundo os registros evangélicos, Jesus Cristo, o Davi Maior, mencionou apenas uma vez “escapar”. Considerando a “terminação do sistema de coisas”, ele exortou seus discípulos: “Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” (Luc. 21:36; Mat. 24:3) Todavia, antes de examinarmos esta passagem em pormenores, repassaremos certos relatos emocionantes de escapes registrados nas Escrituras Hebraicas, observando algumas das lições importantes que devemos aprender e aplicar a nós mesmos. Quando estamos em perigo, invariavelmente há medidas essenciais a tomar e certas coisas a evitar, para conseguirmos escapar. Veremos isso ao considerarmos incidentes históricos.
ESCAPE DO DILÚVIO
10, 11. De que dependia o escape de Noé e sua família, mas quando se torna impossível o escape?
10 O primeiro relato a ser considerado certamente é emocionante, porque envolve a destruição global dos iníquos. Podia haver escape para alguém? Lembre-se de que Jeová disse a Noé: “Quanto a mim, eis que estou trazendo o dilúvio de águas sobre a terra, para arruinar debaixo dos céus toda a carne em que a força da vida está ativa. Tudo o que há na terra expirará.” (Gên. 6:17) Todavia, Jeová já havia fornecido a Noé instruções detalhadas para a construção duma arca. Após o aviso sobre um dilúvio global, Deus deu a Noé instruções sobre o que este e sua família tinham de fazer, a fim de que, junto com certas outras criaturas viventes, pudessem ser preservados vivos e escapar de serem tragados por aquele dilúvio destrutivo.
11 De que dependia o escape? Isto foi claramente mostrado nas seguintes palavras: “E Noé passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim.” (Gên. 6:22) Quando Deus dá ordens ou instruções explícitas, requer-se obediência explícita. Caso se desconsidere alguma instrução ou aviso, torna-se impossível escapar. O resultado torna-se então similar ao que aconteceu aos demais da família humana, nos dias de Noé. Jesus disse a respeito da atitude deles e as conseqüências disso: “Não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos.” (Mat. 24:39) Para tais era impossível escapar, porque não admitiam a situação ameaçadora e não prestavam atenção às instruções sobre o escape dadas pelo “Provedor de escape” por meio de Noé.
12. De acordo com 1 Pedro 3:20, como e que as “oito, almas” escaparam nos dias de Noé?
12 Neste relato, mais um ponto é especialmente digno de nota. Como é que escaparam essas “oito almas”? Veja bem a resposta do apóstolo Pedro. Elas “foram levadas a salvo através da água”. (1 Ped. 3:20) Ficaram ‘bem no meio das coisas’ e não foram aliviadas por serem retiradas da terra, por exemplo, por meio duma viagem à lua. Conforme veremos, algo similar pode dar-se com os que hoje servem a Jeová.
LÓ ESCAPA DE SODOMA
13. Como aconteceu que Ló passou a morar em Sodoma?
13 A seguir, consideremos como Ló escapou de Sodoma. Lembre-se do fundo histórico. Por causa da insuficiência de pastagens para todos os seus animais, Abraão deu a Ló a oportunidade de decidir para onde queria ir. “Ló escolheu então para si todo o Distrito do Jordão, e Ló mudou seu acampamento para o leste. . . . Por fim armou a sua tenda perto de Sodoma. E os homens de Sodoma eram maus e eram grandes pecadores contra Jeová.” Ló certamente deve ter sabido da má reputação dos habitantes de Sodoma. Mas, havia naquele distrito o potencial de prosperidade material, pois “era uma região bem regada, . . . semelhante ao jardim de Jeová”. — Gên. 13:5-13.
14. Quando se deu um aviso urgente, qual foi a reação: (a) dos genros de Ló: (b) do próprio Ló, em dois casos? (c) da esposa de Ló?
14 No tempo devido, dois anjos, materializados como homens, vieram a Sodoma e falaram a Ló sobre a decisão de Jeová, de “arruinar a cidade”. Ló avisou imediatamente seus prospectivos genros. Mas, reconheciam estes a situação ameaçadora e a necessidade duma fuga urgente, que é um dos principais fatores dum escape bem-sucedido? Não, “mas ele [Ló] parecia aos olhos de seus genros como quem estava brincando”. (Gên. 19:12-14) De madrugada, “os anjos ficaram insistentes com Ló”, para que agisse imediatamente. Qual foi a reação dele? ‘Demorava-se.’ Mas, “então, na compaixão de Jeová para com ele”, os anjos conduziram rapidamente Ló, a esposa dele e suas duas filhas para fora da cidade. Foram então incentivados com as palavras: “Escapa-te, por tua alma! Não olhes para trás. . . . Escapa para a região montanhosa, para que não sejas arrasado!” Novamente, qual foi a reação de Ló? “Ló disse-lhes então: ‘Não isso, por favor, Jeová! . . . Ora, por favor, esta cidade está perto para se fugir para lá, e é uma coisa pequena. Por favor, posso escapar-me para lá — não é uma coisa pequena? — e minha alma viverá.’” Jeová, na sua compaixão misericordiosa, concedeu a Ló o seu pedido e este escapou para a cidade de Zoar. Mas, que dizer da esposa de Ló? Ela deliberadamente desconsiderou instruções específicas. “A esposa dele começou a olhar em volta, por detrás dele, e ela se tornou uma coluna de sal.” — Gên. 19:15-26.
15. (a) Foi por conta própria que Ló escapou da destruição? (b) O escape de Ló pode suscitar que perguntas pessoais?
15 O que aprendemos de tudo isso? Foi inteiramente pelo próprio esforço de Ló que ele conseguiu escapar? Não, porque as implorações por misericórdia, feitas por Abraão, também desempenharam um papel. (Gên. 18:20-33) Por conseguinte, “quando Deus arruinou as cidades do Distrito, Deus lembrou-se de Abraão, tomando medidas para mandar Ló para fora da demolição”. (Gên. 19:29) Além disso, Deus livrou Ló, porque este, como “justo”, discordava completamente da conduta iníqua dos “que desafiavam a lei”, entre os quais havia morado. (2 Ped. 2:7) No entanto, Ló não estava com pressa de sair de Sodoma, onde ele tinha certos interesses. Teve de ser exortado e até mesmo tomado pela mão. (Gên. 19:16) Pensando em como Ló escapou, podemos muito bem perguntar a nós mesmos: Discordamos realmente das pessoas ímpias, que desafiam a lei? E a fim de escapar, estamos dispostos a dar ênfase maior aos interesses espirituais do que às supostas vantagens materiais? — Mat. 6:33.
16. Que contraste nas reações houve entre Ló e Abraão?
16 Em contraste com a relutância de Ló, de fugir depressa, considere o que aconteceu quando “Deus pôs Abraão à prova” e disse-lhe que devia apresentar seu amado filho Isaque como oferta queimada. É verdade que não estava envolvido o elemento de escape. Mas, como reagiu Abraão? Hesitou? Ou rogou ele para que houvesse uma oferta alternativa? Não! “Abraão levantou-se . . . de manhã cedo” e iniciou imediatamente a viagem de três dias, acompanhado por Isaque. Chegou ao ponto de tomar “o cutelo para matar seu filho”, quando Deus interveio para que Isaque fosse poupado com vida. — Gên. 22:1-14.
17. (a) Quando refletimos no assunto que acabamos de considerar, que lição devemos tomar a peito? (b) Que palavras de Jesus ajudam a nós, seus seguidores, a avaliar nossa situação com respeito ao atual sistema de coisas?
17 Esta é uma lição que podemos tomar a peito. Não adotemos um proceder justo apenas de modo passivo, contentando-nos com evitar a própria conduta má. Nunca devemos hesitar para ver quão perto podemos chegar a este sistema iníquo de coisas, ficando nas boas graças dele e tentando aproveitar dele todas as vantagens materiais e toda a diversão que podemos. Que os seguidores de Jesus não deviam ser mundanos na sua atitude tornou-se evidente quando Cristo disse em oração a Deus: “Tenho-lhes dado a tua palavra, mas o mundo os tem odiado, porque não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 17:14.
COMO SER BEM SUCEDIDO EM ESCAPAR
18. Como relacionou Jesus os relatos sobre Noé e sobre Ló, e aplica-se isso a nós, hoje?
18 Em certa ocasião, Jesus relacionou intimamente os relatos sobre Noé e sobre Ló, dizendo que eram proféticos dos vindouros “dias do Filho do homem”. Embora tivessem cumprimento na geração dos dias de Jesus, têm um cumprimento maior nos nossos dias, neste “tempo do fim”. (Luc. 17:26-33; Dan. 12:1-4) “Nos dias de Ló”, segundo o relato bíblico, as pessoas não somente comiam e bebiam, como nos dias de Noé, mas também compravam, vendiam, plantavam e construíam. Quão semelhante à atualidade, quando é tão fácil ficar totalmente absorto nos assuntos cotidianos da vida! De fato, as pressões adversas resultantes de coisas tais como a inflação e o nacionalismo, junto com os engodos para cada um “fazer o que bem entende” e progredir no mundo, são maiores do que nunca.
19. Na sua grande profecia, na terra, que desenvolvimento apresentou Jesus quanto a uma situação ameaçadora, acompanhando isso de que exortação?
19 Considere agora a grande profecia de Jesus, que descreve o desenvolvimento das coisas que aconteceriam em nossos dias, resultando numa situação muito ameaçadora e perigosa, da qual seria imperioso escapar. Ele disse que haveria “angústia de nações, . . . os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada”. Isto culminaria na “grande tribulação”, em que seriam eliminados ‘os céus e a terra’ de Satanás. (Luc. 21:10-33; Mat. 24:21; 2 Ped. 3:7) Daí fez a exortação oportuna: “Mas, prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra. Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” — Luc. 21:34-36.
20. (a) Com é que Noé sempre “andou com o verdadeiro Deus”? (b) De maneira similar, o que devemos cuidar de fazer?
20 Então, como escaparemos? Não por sermos retirados do cenário de ação. Antes, precisamos imitar o exemplo de Noé, que foi cuidadosamente obediente em construir a arca, e, depois, em entrar nesta provisão divina junto com sua família. Durante aqueles anos difíceis, ele manteve uma condição aprovada perante Jeová. “Noé andou com o verdadeiro Deus.” (Gên. 6:9) Nós, iguais a Noé, precisamos admitir que há uma situação ameaçadora da qual temos de fugir com um senso de urgência. Também, iguais àquele homem de fé, devemos ter o cuidado de obedecer ao “Provedor de escape”, acatando as instruções divinas nestes tempos perigosos. Por um lado, temos de evitar entregar-nos à satisfação excessiva de nossos apetites ou ficar sobrecarregados com as ansiedades da vida diária, o que poderia resultar numa atitude sonolenta e indolente Assim sairíamos perdendo ao chegar aquele dia como um laço repentino. Por outro lado, temos de estar sempre atentos e espiritualmente despertos, dirigindo-nos a Deus em oração com fervorosos rogos. Não deve haver dúvida na nossa mente quanto a do lado de quem estamos — do lado do reino de Deus sob o seu Rei, Cristo Jesus. — Mat. 6:31-34.
21. Como somos incentivados a manter sempre uma posição aprovada?
21 É imperioso que procuremos manter uma posição aprovada perante o Filho do homem, Jesus Cristo, durante todos esses tempos críticos. Isso pode ser provador, mas não será mais difícil do que aquilo que podemos suportar, se nos mantivermos despertos e obedientes. O apóstolo Paulo assegura-nos: “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, [não necessariamente para fugir da situação, mas,] a fim de que a possais agüentar.” De modo que precisamos cultivar a perseverança, para podermos vencer as tentações e as provações, a fim de “ficar em pé”, fiéis, no ‘fim destes sistemas de coisas’. — 1 Cor. 10:11-13; Mat. 24:3.
22. Onde devemos buscar orientação, a fim de podermos escapar, e por quê?
22 No entanto, há mais envolvido na resposta à pergunta: Como escaparemos? Para onde fugiremos? Há mais envolvido, e neste respeito, examinemos adicionalmente a Palavra de nosso Deus, Jeová, que conhece as nossas necessidades e cuidará de nós, ao passo que humildemente buscarmos a sua orientação — 1 Ped. 5:6, 7.
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Fuja para o Reino de Deus!A Sentinela — 1981 | 1.° de julho
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Fuja para o Reino de Deus!
1. Na carta de Paulo aos hebreus, o que se pode notar a respeito de escapar?
O APÓSTOLO Paulo, na sua carta aos hebreus, disse algumas coisas impor tentes a respeito de escapar. Abrangeu dois aspectos: coisas a serem observadas e coisas a serem evitadas. Apoiando seu argumento, freqüentemente cita as Escrituras Hebraicas, que os seus leitores daquele tempo — os judeus que se haviam tornado cristãos — conheciam muito bem.
2. Que comparação fez Paulo do Filho de Deus com os anjos, levando a que conclusão”
2 No primeiro capítulo de Hebreus, Paulo salientou a posição superior do Filho de Deus sobre os anjos. Daí, o apóstolo disse: “É por isso que é necessário prestarmos [nós, cristãos,] mais do que a costumeira atenção às coisas ouvidas por nós, para que nunca nos desviemos. Pois, se a palavra falada por intermédio de anjos mostrou-se firme, . . . como escaparemos nós, se tivermos negligenciado uma salvação de tal magnitude, sendo que começou a ser anunciada por intermédio do nosso Senhor [Jesus Cristo] . . .?” — Heb. 2:1-4.
3. (a) A esperança de salvação por meio de Cristo Jesus é melhor do que outra esperança, e em que sentido? (b) O que está conjugado com esta “melhor esperança”? (c) Que necessidade há, não importa se a nossa esperança é celestial ou terrena?
3 A esperança de salvação, dada por intermédio de Jesus Cristo, é muito melhor e maior do que a que foi oferecida por meio da Lei, “transmitida por intermédio de anjos”, no monte Sinai. (Gál. 3:19) É melhor porque se baseia num “pacto . . . melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores”, num sacrifício muito melhor (feito “uma vez para sempre”, provendo uma “melhor esperança”) e num sacerdócio superior, similar ao de Melquisedeque. (Heb. 7:15-25; 8:6; 9:23-28) Todavia, conjugada com esta “melhor esperança”, há uma responsabilidade maior. Por isso, é preciso prestar muita atenção e ser cuidadoso para evitar qualquer negligência, “para que nunca nos desviemos”. E embora a referência feita aqui seja à salvação celestial, responsabilidades similares recaem sobre aqueles que têm a esperança da salvação terrena, sob o reino de Deus.
4. O que significa desviar-se à deriva, e como pode isso aplicar-se aos cristãos?
4 Quanto esforço requer para alguém se desviar à deriva? Nenhum. Se estivermos num rio, quer num barco, quer na água, simplesmente somos levados rio abaixo pela corrente. O mesmo se dá na vida real. Se nós, cristãos, começarmos a ficar à deriva, então acompanharemos quaisquer influências que por acaso venham em nossa direção, quer venham de fora, quer de nossas tendências íntimas, herdadas. Começaremos a perder o apreço pelos valores espirituais. Isto se pode desenvolver gradualmente e é algo contra que devemos prevenir-nos. Senão, deixaremos de nos ‘apegar firmemente à verdadeira vida’ e correremos o perigo de perder totalmente a vida. (1 Tim. 6:19) Conforme Paulo salientou, como poderíamos escapar das derradeiras conseqüências desastrosas, se não controlarmos tal atitude e proceder negligentes?
5. A que perigosa condição de coração nos alertam as palavras adicionais de Paulo aos cristãos Hebreus?
5 Pelas palavras adicionais do apóstolo dirigidas aos cristãos hebreus, somos alertados a um proceder ainda mais perigoso. Ele escreveu: “Acautelei-vos, irmãos, para que nunca se desenvolva em nenhum de vós um coração iníquo, falto de fé, por se separar do Deus vivente; mas, persisti em exortar-vos uns aos outros cada dia, enquanto se possa chamar de ‘hoje’, para que nenhum de vós fique endurecido pelo poder enganoso do pecado.” — Heb. 3:12, 13.
6. (a) O que se quer dizer com ‘separar-se’ de alguém? (b) O que induz alguém a “se separar do Deus vivente”, e como se pode evitar Isso?
6 Desviar-se à deriva não requer nenhum esforço; mas começar a ‘separar-se’ de alguém envolve uma ação definitiva. Embora ainda encaremos a pessoa no empenho de reter seu favor, podemos estar começando a recuar ou retroceder dela por dar passos para trás. Por que é que alguém começaria a “se separar do Deus vivente”? A resposta é: Por falta de fé. Conforme mostra o contexto, Paulo não estava falando sobre a fé fraca que resultou de conhecimento insuficiente ou entendimento incorreto. Antes, ele citou o aviso: “Não endureçais os vossos corações.” Isto foi o que fizeram os israelitas carnais no ermo, embora tivessem visto ali ‘as obras de Jeová por quarenta anos’, tendo usufruído as constantes provisões e proteções milagrosas dele. (Heb. 3:7-11) Assim, todos os verdadeiros cristãos precisam hoje continuamente ajudar-se e animar-se uns aos outros, a fim de evitarem darem passos para trás, por terem ficado ‘endurecidos pelo poder enganoso do pecado’. Devemos exortar-nos mutuamente, com o fim de mantermos viva a nossa fé. Como? Por meio de obras de fé. Lembre-se de que Abraão agiu obedientemente com fé, sob severa prova, e assim “veio a ser chamado ‘amigo de Jeová’”. Nós, os que hoje somos Testemunhas de Jeová, sairemos vencendo somente “se fizermos firme o nosso apego à confiança que tivemos no princípio, firme até o fim”. — Heb. 3:13, 14; Tia. 2:21-26.
7. Como mostra Paulo, perto do fim de sua carta aos hebreus, que a responsabilidade que recai sobre os cristãos é maior do que a que recaía sobre os israelitas carnais?
7 Perto do fim de sua carta aos hebreus, Paulo segue a mesma argumentação de Hebreus 2:1-4. Mostra que recai sobre os cristãos uma responsabilidade maior, em comparação com os antigos israelitas carnais. Todavia, ele usa um argumento ainda mais forte e diz: “Porque, se não escaparam aqueles que se escusaram daquele que dava aviso divino na terra, muito menos ainda [escaparemos] nós, se nos desviar-nos daquele que fala desde os céus.” — Heb. 12:25.
8, 9. (a) O que está envolvido em desviar-se deliberadamente de alguém, e, em assuntos espirituais, a que resultado possível pode levar Isso? (b) Como e por que devemos tomar a peito esses avisos? (c) O que acontecerá se aceitarmos a disciplina divina?
8 Desviarmo-nos deliberadamente de alguém significa virar as costas para ele e amiúde indica rejeição. Esta foi a atitude e o proceder adotado pelos israelitas carnais, como nação, até o próprio tempo de Malaquias, quando Jeová Lhes disse: “Desde os dias de vossos antepassados vos desviastes dos meus regulamentos e não os guardastes.” (Mal. 3:7) E qual será o resultado, quando um cristão ungido, um israelita espiritual, dá progressivamente passos maus? Existe o grave perigo de que ele venha a cair na categoria daqueles sobre os quais Paulo escreveu: “É impossível, quanto aos que de uma vez para sempre foram esclarecidos, . . . mas que se afastaram, reanimá-los novamente ao arrependimento.” (Heb. 6:4-6) Naturalmente, apenas Jeová Deus e Cristo Jesus podem decidir se alguém atingiu o ponto em que é impossível que seja novamente reanimado ao arrependimento.
9 Devemos tomar a peito tais avisos. A perda da fé pode começar por presumirmos as coisas como garantidas, mostrando um espírito de indiferença, desviando-nos quase que imperceptivelmente como à deriva. Um passo em falso ou uma atitude errada pode facilmente levar a outra, até termos ido longe demais, descobrindo que nos apartamos tanto que não podemos mais voltar. Antes que isso aconteça, Jeová, sem dúvida, nos sujeitará a alguma disciplina, sobre a qual Paulo fala nesta mesma carta, dando um conselho que devíamos sabiamente acatar. Paulo escreveu àqueles cristãos hebreus: “Esquecestes inteiramente a exortação que se dirige a vós como a filhos: ‘Filho meu, não deprecies a disciplina da parte de Jeová, nem desfaleças quando és corrigido por ele; pois Jeová disciplina aquele a quem ama; de fato, açoita a cada um a quem recebe como filho.’ . . .É verdade que nenhuma disciplina parece no momento ser motivo de alegria, mas sim de pesar; no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça, aos que têm sido treinados por ela.” — Heb. 12:5-11.
10. Por que nunca devermos adotar um conceito negativo ou pessimista sobre nossos irmãos espirituais ou mesmo sobre nós mesmos?
10 Em vista do precedente, não devemos chegar à conclusão de que Paulo estava adotando um conceito negativo ou pessimista sobre seus irmãos espirituais. Tampouco devemos hoje encarar a nós mesmos ou outros na congregação de tal maneira. Mesmo depois de o apóstolo ter dito àqueles cristãos hebreus que eles ‘ficaram obtusos no ouvir’ e ‘precisavam de leite, não de alimento sólido’ — e depois de dar o aviso a respeito dos que se apartam além de arrependimento — ele disse: “No entanto, em vosso caso, amados, estamos convencidos de melhores coisas e de coisas acompanhadas de salvação, embora estejamos falando deste modo.” Paulo proveu então bom encorajamento para que fossem “imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas”. — Heb. 5:11, 12; 6:4-6, 9-12.
ESCAPAR DE BABILÔNIA
11. Em que profecia foi Daniel inspirado a predizer o escape para o povo de Deus?
11 Um fator-chave em qualquer escape é fugir do lugar ameaçado ou da situação perigosa, e fazer isso com o senso de urgência. É hoje necessário tomar tal ação? Sim, é necessário. As seguintes palavras que o profeta Daniel foi inspirado a escrever têm uma relação direta com a situação crítica em que os cristãos se encontram agora: “Durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo. E certamente virá a haver um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo. E, durante esse tempo, teu povo escapará, todo aquele que for achado inscrito no livro.” (Dan. 12:1) Sim, o povo de Daniel — realmente, o povo de Deus — escaparia. Que maravilhosa garantia!
12. (a) Quando aludiu Jesus a esta profecia de Daniel? (b) Quando e a favor de quem se pôs de pé Miguel mostrando seu poder?
12 Indicando um cumprimento grandioso e maior em nossos dias, “o tempo do fim”, Jesus aludiu a essas palavras quando proferiu a sua grande profecia registrada em Mateus, capítulo 24. Ele disse: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” (Dan. 12:4; Mat. 24:21) Desde 1914 E.C., Jesus Cristo é o príncipe celestial, Miguel, que se pôs de pé e mostrou seu poder a favor do atual povo de Deus. E quem é este? Não os israelitas carnais, mas os do restante dos israelitas espirituais, cuja “circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito”. — Rom. 2:29.
13. Desde quando foram exortados os do restante dos israelitas espirituais a escaparem de Babilônia, a Grande, e qual era sua condição antes desse tempo?
13 Todavia, especialmente desde 1919 E.C., este restante fiel e purificado tem acatado a chamada: “Fugi, pois, da terra do norte. . . . Eh, Sião! Escapa-te, tu que moras com a filha de Babilônia.” (Zac. 2:6, 7; Jer. 51:45) Antes desta data e durante a Primeira Guerra Mundial, este restante esteve na servidão de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa.
14. (a) Quem são os ‘inscritos no livro’? (b) Haverá outros que escaparão da destruição, e, em caso afirmativo, quem são?
14 Conforme se disse a Daniel, cada um dos deste restante é “achado inscrito no livro”. Fazem parte da “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”. (Heb. 12:23; veja também Malaquias 3:16.) Além destes, que escapam da destruição dos iníquos, há uma “grande multidão”, não de israelitas espirituais, mas dos que são “estrangeiros”, em comparação. No entanto, estes também ‘amam o nome de Jeová’ e se tornaram servos leais dele. Com que perspectiva? Jeová responde, dizendo: “Eu também [os] vou trazer ao meu santo monte e fazê-los alegrar-se dentro da minha casa de oração.” Estes, da “grande multidão”, prestam a Deus serviço sagrado no seu templo. Sobreviverão à “grande tribulação” e serão guiados a “fontes de águas da vida”. — Isa. 56:6, 7; Rev. 7:9-17.
15. Que advertência final é dada sobre fugir de Babilônia, a Grande?
15 A confirmação destas profecias citadas lemos adicionalmente no último livro profético da Bíblia, dirigido ao atual povo de Deus. Ali fornece-se uma advertência final a respeito de Babilônia, a Grande, o império da religião falsa, nas seguintes palavras: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela. . .. As pragas dela virão num só dia, . . . e ela será completamente queimada em fogo, porque Jeová Deus, quem a julga, é forte.” — Rev. 18:4-8.
16. (a) Por que se pode dizer que ainda há tempo para se escapar da destruição junto com Babilônia, a Grande? (b) Como poderá você ser contado entre os que Deus chama de “povo meu”?
16 Ainda há tempo para escapar! O avise de fugir está sendo dado com força e clareza. É uma mensagem urgente, proclama da pelas Testemunhas de Jeová. Esta vez não é apenas uma casa que está em chamas. Antes, uma “cidade” inteira será incendiada. Uma vez iniciado este incêndio, será tarde demais para fugir. Os que são babilônios de coração não acatam nem acatarão o aviso. Mas ainda há oportunidade para outros mostrarem que, no coração, querem servir a Jeová Deus com lealdade ao Seu reino sob Cristo Jesus. De modo que ainda têm tempo para demonstrar que podem ser apropriadamente contados como estando entre os que Deus chama de “povo meu”. Estes são convidados a se tornarem “outras ovelhas”, constituindo parte do “um só rebanho, [sob] um só pastor”. (João 10:16) Felizmente, por causa de serviço prestado de coração a Jeová e pela lealdade ao reino dele, você também poderá ser contado como pertencente ao povo de Deus.
FUJA PARA A CIDADE DE DEUS — SIÃO
17. Que provisão fez Jeová para os que escapam?
17 Conforme já mencionado, não é meramente uma questão de escapar dum lugar ou duma situação em que há grande perigo. Há também a questão de achar um lugar de segurança e ser ajudado a chegar a ele. Cuidou disso o grande “Provedor de escape”? Avisou ele para que seu povo fugisse da “cidade” prestes a ser destruída por fogo, apenas para deixá-lo vagueando num ermo? Note a resposta dada na sua Palavra: “Terá de acontecer que todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á; pois no monte Sião e em Jerusalém virão a estar os que escaparam, assim como Jeová disse, e entre os sobreviventes que Jeová está chamando.” — Joel 2:32.
18. De que modo tem a antiga capital de Israel um equivalente moderno?
18 Assim, a Bíblia fala sobre duas cidades — uma da qual devemos fugir e outra em que podemos encontrar refúgio junto com muitos outros. A antiga capital de Israel, muitas vezes chamada de Sião, ou Jerusalém, representa a “Jerusalém celestial”, o reino celestial de Deus, representado na terra pelos do restante da classe do “escravo fiel e discreto”, sobre quem Jesus falou em Mateus 24:45-47. (Heb. 12:22) Jeová inspirou muitos de seus servos fiéis da antiguidade a proferirem palavras de encorajamento e orientação para todos os que fogem para o seu reino.
19, 20. Que orientação e encorajamento são dados por meio de Isaías (a) em Isaías 2:2-4, e (b) em Isaías 26:1-4?
19 Isaías foi um destes servos fiéis, e ele predisse um tempo muito alegre, nas seguintes palavras: “Muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová, . . . e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’ Pois de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra de Jeová.” Sob esta lei e palavra aprenderiam a viver em paz e a não ‘aprender mais a guerra.’ — Isa. 2:2-4; veja também Sofonias 2:3.
20 Mais adiante na sua profecia, Isaías foi inspirado a prover pormenores adicionais sobre como isso seria realizado, dizendo: “Naquele dia se cantará este cântico na terra de Judá: ‘Temos uma cidade forte. Ele põe a própria salvação por muralha e por parapeito. Abri os portões, para que entre a nação justa que mantém uma conduta fiel. Resguardarás em contínua paz a inclinação bem firmada, porque é em ti que se faz a pessoa confiar. Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Já Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” — Isa. 26:1-4.
21. Como se descreve convidativamente um paraíso espiritual, em Isaías 61:4-11?
21 Perto do fim da sua profecia, e ampliando a sua visão para incluir toda a terra pertencente a Sião, Isaías descreveu em termos entusiásticos o restaurado paraíso espiritual, em que todos os que escapassem encontrariam atividade agradável em “reconstruir os lugares há muito devastados”. Nisto, não somente os israelitas espirituais tomariam a dianteira, mas declara-se que “estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os vossos rebanhos, e estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros”. Essas profecias falam em tom bem alto não somente sobre ‘escapar por um triz’, mas de completa libertação e livramento. Portanto, todos nós podemos juntar-nos alegremente aos do restante do fiel “escravo” ungido de Jeová na seguinte expressão de louvor: “Sem falta exultarei em Jeová. Minha alma jubilará em meu Deus.” — Isa. 61:4-11.
22. (a) Em nível pessoal, que provisão de escape foi feita? (b) Para aproveitá-la, o que se requer de nós?
22 Embora talvez concorde de que aquilo que consideramos até agora seja verdade referente ao povo de Deus como um todo, talvez se pergunte como isso o afeta pessoalmente. Precisa escapar de um ou mais problemas pessoais? Quem é que não precisa? O velho ditado é veraz quando diz que, falando-se humanamente, a vida é apenas uma breve jornada do berço ao túmulo. Não há escape da servidão ao pecado e à morte? É interessante que tanto o pecado como a morte são classificados como reis, e que ambos serão derrotados. (Rom. 5:14; 6:12) O apóstolo Paulo, escrevendo a concristãos, explica como se abriu a via de escape, a saber, “por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus”. Porque “Deus o apresentou como oferta de propiciação por intermédio da fé no seu sangue”. (Rom. 3:24, 25) Sim, por termos fé neste sacrifício expiatório, podemos obter o favor de Deus. É verdade que ainda somos imperfeitos e precisamos diariamente pedir o perdão de nossos pecados. Mas, nossas tendências pecaminosas não precisam nem devem ter rédeas soltas na nossa vida. Paulo escreveu: “Não deixeis que o pecado continue a reinar em vossos corpos mortais. . . . Pois o pecado não deve dominar sobre vós.” Para ajudar-nos neste sentido, Deus proveu ajuda por meio de sua Palavra e seus servos fiéis, bem como por intermédio de seu espírito santo. — Rom. 6:12-14; 8:11; Tia. 5:14, 15.
23. Que grandiosa perspectiva temos diante de nós, e sob o reinado de quem?
23 Também, quão gloriosa é a perspectiva que se abre para nós depois dos atuais “tempos críticos, difíceis de manejar”, quando o “sistema de coisas” de Satanás tiver sido completamente exterminado! (2 Tim. 3:1; 2 Cor. 4:4) O pecado e a morte não reinarão mais. Em vez disso, terá sido completado o escape para a liberdade plena e duradoura. Quando os co-herdeiros de Cristo tiverem entrado na sua recompensa celestial, então “a própria criação [a humanidade] será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Cristo Jesus “tem de reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada”. Quanta alegria aguarda todos os leais que escaparem — os que fugirem para o reino de Deus! Todo o louvor e todos os agradecimentos cabem a Jeová, o grandioso “Provedor de escape”! — Rom. 8:19-21; 1 Cor. 15:25, 26.
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