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Criticar a religião de outrem — é anticristão?Despertai! — 1975 | 22 de maio
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que os comentários dos discípulos — críticos como eram — estavam certos, e foram incluídos na Palavra de Deus. Como no caso de Jesus, o motivo por trás da crítica era bom. Assim, os discípulos estavam sendo cristãos — e não anticristãos — ao apontar o erro religioso.
Por conseguinte, é anticristão hoje oferecer comentários baseados na Bíblia sobre a religião de outrem? A resposta bíblica tem de ser Não. Na verdade, a crítica que revela falhas nos ensinos e nas práticas da religião de outrem talvez de início, pareça severa. Todavia, como deve reagir a pessoa? Não como aqueles que ficaram violentamente enraivecidos com a crítica de Estêvão. Ao invés, observe a excelente reação de alguns atenienses que ouviram os comentários de Paulo. Aceitaram a verdade da Bíblia e tornaram-se crentes, para seu proveito eterno. — Compare com Atos 17:11, 12.
Longe de ser rejeitada como anticristã, então, a crítica baseada na Palavra de Deus deve ser cuidadosamente considerada, pois pode trazer verdadeiros benefícios.
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Observando o MundoDespertai! — 1975 | 22 de maio
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Observando o Mundo
Conferência Mundial de Alimentos — Quão Significativa Foi?
Delegações de alto nível de 130 países reuniram-se em Roma para debater e negociar por 11 dias em novembro de 1974. As esperanças de quase meio bilhão de pessoas que encaram a morte pela fome dependiam do resultado dela.
● “Não deve desapontar a humanidade, declarou o Secretário Geral da Conferência, Sayed Ahmed Marei, pouco antes de ela iniciar. A crise alimentar, disse o diretor de Alimentação e Agricultura da ONU, A. H. Boerma, no dia de abertura, “é o maior escândalo dos nossos tempos”. O Secretário-Geral da ONU, Waldheim, clamou contra “a falta de previsão e de senso de interesse comum” entre as nações, que levou à crise. Materializaram-se as esperanças de atitudes modificadas? Julgue por si mesmo:
● As resoluções que tocavam no âmago do problema enfrentaram cínica descrença. “Não é um empenho fútil?” respondeu um delegado diante duma resolução propondo a redução global de 10 por cento nos gastos militares para financiar a ajuda em alimentos. Mesmo se aprovada, disse, tornar-se-ia de imediato “letra morta”.
● À medida que o delegado de Bangladesh falava da fome em massa que já grassava em seu país, somente cerca de 50 dos mais de 1.000 delegados estavam presentes. Dezenas de outros preferiram o coquetel na sala vizinha. No ínterim, o restaurante dos delegados servia suntuosas iguarias e bebidas importadas durante as sessões. Tinham de comer, queixou-se um deles, mas “alguma expressão, talvez uma lancheira”, seria mais apropriada; “estamos falando de um milhão de pessoas morrendo de fome”.
● Ao terminar a conferência, consumaram-se as esperanças de alívio para aqueles que morrem de fome agora? Disse o diretor da conferência, Marei: “Grande número de pessoas encararão a morte pela fome, apesar de todas as resoluções e decisões.” “Prevaleceu o egoísmo nacional”, observou o representante do México.
● Após a conferência, o Times de Nova Iorque disse, em editorial: “A demonstração de irresponsabilidade, até à data, por parte de tantas nações, em face
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