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A discórdia abala concórdiaDespertai! — 1975 | 22 de fevereiro
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comuns. Todavia, sua votação pode ser influenciada por fatores diferentes da Bíblia ou doutrinas. Que fatores, por exemplo?
Bem, os pastores, é preciso lembrar, devido à sua posição na igreja, exercem grande dose de influência na escolha dos representantes votantes dos circuitos. Que influência o modo como tais pessoas consideram importantes assuntos da igreja? Afirma o Pastor Tom Baker: “Na área de S. Luís, de 125 pastores, temos 70 a 80, ou 90 deles, que são pessoas inclinadas para o Seminex, talvez não especialmente em sentido teológico, mas apenas porque metade destes professores de seminário são [seus] parentes.”
Assim, não se acha inteiramente fora de cogitações que os moderados possam, finalmente, assumir o controle do sínodo. Afirma Baker: “Bastam apenas que alguns circuitos sejam controlados ou tenham menos votos.” Se isso acontecesse, o que fariam os conservadores? Não teriam então duas opções diante deles?
Uma escolha é mencionada por Baker: “Para manter sua consciência numa determinada igreja como esta, a pessoa teria, naturalmente, de concordar com a resolução do sínodo.” Mas, não chamem os conservadores aos moderados de “duvidadores da Bíblia”? Como poderia qualquer um deles, em “sã consciência” acompanhar os moderados? E qual é a outra escolha?
Poderiam fazer a mesma coisa que acusam atualmente os moderados de fazer! Sim, poderiam rebelar-se contra a ‘autoridade da igreja’, possivelmente deixá-la e formar nova igreja, composta duma minoria dos membros.
Os luteranos sinceros, que lêem a Bíblia, do sínodo, não estão cegos diante de toda a confusão doutrinal. Ademais, observam a política da igreja e os fortes choques de personalidades. Mas francamente, os luteranos do Sínodo de Missúri precisam também entender o que está acontecendo, olhar além da superfície, por assim dizer. Teriam então que a situação em Concórdia mostra que sua inteira igreja se acha envolvida por graves problemas.
Os luteranos fervorosos do Sínodo de Missúri sabem que Deus tem provido uma organização em alguma parte que realmente crê na veracidade da Bíblia. As Escrituras lhes asseguram positivamente disso. (Efé. 4:11-16) Mas, vendo a situação em seu próprio sínodo tornar-se cada dia mais grave, muitos deles perguntam: “Devo eu me voltar para outra parte, em busca dessa organização aprovada por Deus?”
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A igreja da Escócia e a BíbliaDespertai! — 1975 | 22 de fevereiro
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A igreja da Escócia e a Bíblia
■ Será que a Igreja da Escócia continuará a tolerar um ministro que questiona a veracidade da Bíblia? Alestair Bennett, da Igreja Strathkinness, Fife, afirma: “A Igreja da Escócia se libertou da submissão compulsória aos credos antigos . . . O seguinte passo intimorato deve ser o de livrar a Igreja da Escócia da submissão compulsória a tudo que se acha nas Escrituras. . . . crenças e práticas primitivas e ultrapassadas não são ocasionais ou triviais, mas ocorrem através de todas as Escrituras.”
Mas, o que diz a New English Bible (Nova Bíblia Inglesa), aprovada pela Igreja da Escócia, a respeito disto? “Não foi por meio de qualquer capricho humano que os homens profetizaram desde a antiguidade; eram homens, mas movidos pelo Espírito Santo, falaram as palavras de Deus.” (2 Ped. 1:21) A tomada de ação por parte da igreja, neste caso, ou deixar de fazê-lo, mostrará qual é a sua posição neste assunto.
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