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O gigante da ilha de KodiakDespertai! — 1972 | 8 de julho
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este animal gigantesco de “terrível” e “feroz”, algumas opiniões foram alteradas. Os zoólogos e outros que passaram muitos anos a observá-los, reconhecem que tais poderosas criaturas farão todo esforço possível para evitar o contato com o homem. Como afirma o zoólogo George G. Goodwin: “Apesar de seu enorme tamanho e de sua grande força, os grandes ursos-pardos não são agressivos e raramente matam animais de grande porte. No entanto, é melhor que se conserve à distância da ursa-parda com seus filhotes; quando ferido, este animal pode ser tão traiçoeiro como a criatura selvagem mais feroz.”
Tem havido incidentes em que os homens ficaram seriamente feridos por estes ursos-gigantes, assim, deve-se exercer cautela quando se está na vizinhança deles. Visto que os sentidos de audição e olfato do Sr. Urso são mais aguçados do que a sua visão, as pessoas que desejam evitar contato com ele na mata geralmente tentam fazer bastante barulho. Os habitantes locais, por gerações, assobiam alto quando apanham frutas silvestres nos domínios do urso. Assim, o Sr. Urso não fica surpreso e tem oportunidade de afastar-se dos intrusos humanos sem demora.
Embora tendo a reputação de ser o maior animal terrestre que come peixes do mundo, este gigantesco urso da Ilha Kodiak não é realmente tão “terrível” como os antigos negociantes temiam.
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Escola em safariDespertai! — 1972 | 8 de julho
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Escola em safari
Do correspondente de “Despertai” na República de Zaire
APRECIARIA fazer uma viagem de 8.000 quilômetros através de sete das oito províncias da República de Zaire? Eu e minha esposa acabamos de fazer tal viagem. Levou um ano e cinco meses, e estava cheia de experiências fascinantes.
A nossa era uma escola em safari. “Safari” é a palavra para “viagem” em suaili, uma das muitas línguas de Zaire. A escola não era para crianças, mas para ministros cristãos adultos. Seu propósito era equipar tais homens a fim de cuidar mais eficientemente das necessidades espirituais das pessoas em suas respectivas congregações.
A Escola do Ministério do Reino, como é chamado este curso de instrução, é dirigido pelas testemunhas de Jeová através do mundo. Usualmente as aulas são ministradas em um só lugar num país, ou talvez em alguns lugares permanentes, e os superintendentes cristãos viajam até lá para cursá-la.
No entanto, a República de Zaire (antiga República Democrática do Congo) é um amplo país, onde uma longa viagem é proibitivamente custosa para alguns. Por meio de nossa “escola em safari”, porém, que levou a escola para mais perto deles, foi possível que tais ministros a cursassem sem indevida carga financeira.
Havia, em média, cerca de vinte ministros em cada turma. A escola durava duas semanas. Foram ministradas aulas sobre quatro assuntos principais: Superintendentes, Ensinos do Reino, Reuniões e Ministério de Campo. A Bíblia era o compêndio principal, embora outros compêndios bíblicos fossem usados. Como se dá com a Escola do Ministério do Reino em toda a parte, não se cobrava matrícula; o treinamento era inteiramente grátis.
Equipamento e Obstáculos
Viajamos num utilitário. Tínhamos nossas camas dobráveis, utensílios de cozinha, suprimento de alimentos básicos, lâmpadas, livros para a escola, quadro-negro, roupa pessoal, partes sobressalentes para o utilitário, pá, machadinha, tábuas, cabos de aço, latas extras de gasolina e mapas. Embalar tudo isto é bem uma arte, visto que tudo tinha de ser colocado bem apertado a fim de evitar ser quebrado e o desgaste nas estradas ruins. Em algumas das estradas é preciso estar-se preparado para possíveis avarias, ou qualquer outra eventualidade. As nítidas linhas vermelhas das estradas nos mapas parecem tão simples, mas atravessá-las é uma história bem diferente!
De um dos mais longos estágios de nosso safari, da Província de Kasai até Kinshasa, uma distância de 1.600 quilômetros, e quatro dias de viagem dura, duas coisas se destacam em nossas mentes. Primeira, a profunda areia em muitas partes da estrada. Às vezes, viajávamos em primeira, com a tração nas quatro rodas, para conseguir vencer longos trechos fundos. E, segunda, o número de rios, alguns dos quais eram bem largos. Alguns dos rios menores eram cruzados por pontes, mas onze dos mais largos foram cruzados por nós em barcas.
Barcas Fascinantes
As barcas são uma experiência e tanto. Usualmente consistem em apenas três ou quatro compridas canoas de madeira ou simples barcos de metal emendados, com uma plataforma de madeira em cima. A maioria são agora impulsionadas por motores de popa. No entanto, algumas ainda são impulsionadas a remos ou com varapaus pela força braçal da localidade. Em certa travessia, a barca tinha uma equipe de dez homens. O chefe da equipe bradava em ritmo monótono para coordenar as remadas.
Outras barcas, contudo, operam pelo sistema de cabos. O cabo é ligado a postes de concreto em uma das margens, e a barca desliza pelo rio, puxada pela corrente e escorregando pelo cabo por meio de uma roldana.
Tomar a barca é não raro um negócio espinhoso, visto que a pessoa tem que guiar sobre duas pranchas precariamente equilibradas e invariavelmente colocadas num ângulo esquisito. Sempre sentíamos bastante alívio quando cruzávamos seguramente cada rio e o utilitário estava de novo em solo firme.
As barcas são usadas também pelos pedestres e parece não haver nenhum limite quanto a seus números. Bem amiúde, o utilitário ficava completamente cercado de pessoas. Estávamos apinhados como sardinhas em lata. No entanto, a falta de espaço para respirarmos não nos preocupava tanto quanto ver a água subir nas beiradas das canoas. Mas, não parecia deixar preocupado a ninguém mais. De alguma forma, os homens conseguiam retirar a água tão rápido quanto ela subia!
Viajando Pelo Rio
Em certo estágio de nosso safari, de Kinshasa até Boende, na Província Equatorial, viajamos de barco por oito dias, em virtude de as estradas serem particularmente ruins. Os barcos fluviais
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