BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g85 22/9 pp. 8-10
  • O terceiro mundo — sana-se a brecha do analfabetismo?

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • O terceiro mundo — sana-se a brecha do analfabetismo?
  • Despertai! — 1985
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Interferência das Questões Religiosas
  • Recentes Progressos
  • O desenvolvimento da educação em África
    Despertai! — 1978
  • Deve meu filho estudar numa escola?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2003
  • Programas educacionais
    As Testemunhas de Jeová e a Educação
  • A alfabetização entre o povo de Deus
    Despertai! — 1994
Veja mais
Despertai! — 1985
g85 22/9 pp. 8-10

O terceiro mundo — sana-se a brecha do analfabetismo?

Do correspondente de “Despertai!” na Nigéria

MAIS de 800 milhões de pessoas — um terço da população adulta do mundo — não consegue ler estas palavras. São analfabetas. E, na África, a população alfabetizada é de apenas cerca de 40 por cento. Todavia, aumentam as oportunidades educacionais nas nações africanas. A Nigéria, para exemplificar, possui milhares de escolas primárias e secundárias, e mais de 20 universidades. Todavia, o analfabetismo persiste.

A África do Norte já por milhares de anos apresenta comunidades literatas. A influência dos muçulmanos da África do Norte também levou a alfabetização à região do sub-Saara, na África. A alfabetização, contudo, geralmente se confinava aos que realizavam estudos religiosos em árabe. A ampla maioria dos outros era composta de iletrados.

A leitura e a escrita no estilo europeu começaram a ser introduzidas pelos comerciantes portugueses já no século 16. Mas, foi no século 19 que se estabeleceram escolas das missões católico-romanas e protestantes, à medida que os territórios africanos foram submetidos ao governo colonial. Como se dava na Europa, naquele tempo, a escolarização se restringia somente a alguns. A sociedade agrícola foi simplesmente lenta em reconhecer o valor da cultura através dos livros. As crianças eram parte vital da força trabalhadora, e as comunidades refutavam em abrir mão delas para freqüentarem aulas.

Interferência das Questões Religiosas

Não desejando que seus filhos ficassem sob diferente influência religiosa, os líderes muçulmanos igualmente rejeitaram as tentativas de introdução de escolas das missões. Os emires da Nigéria setentrional chegaram até a rejeitar as escolas do Governo, até que os administradores coloniais concordaram que não se ensinaria religião. Mesmo então, as meninas foram excluídas da matrícula.

Gradualmente, porém, deu-se o aprimoramento e a expansão dos sistemas educativos. Estabeleceram-se escolas para moças. A educação chegou até as áreas remotas. Mas, o grosso do povo permanecia intocado. As novas nações africanas independentes herdaram assim uma população em que as massas eram semi-alfabetizadas ou totalmente analfabetas.

Recentes Progressos

A maioria dos governos apresentaram programas para a educação em massa. A população da Tanzânia, de cerca de 20 milhões, é atualmente constituída de 60 por cento de alfabetizados. A Etiópia também apresenta bons resultados. Os programas da África Ocidental, contudo, têm sofrido em virtude das freqüentes mudanças de governo, e de instáveis condições econômicas. Alfred Kwakye, ministro das Testemunhas de Jeová em Gana, observa que “o padrão de consecução caiu tanto que a criança mediana mal sabe ler e escrever em alguma língua, depois de dez anos de escola”. Abiola Medeyinlo, uma universitária nigeriana que ainda não obteve o bacharelado, lamenta igualmente que, com freqüência, “os formandos das escolas secundárias não conseguem soletrar palavras básicas em inglês”.

O projeto da Nigéria, chamado EPU (Educação Primária Universal) ilustra como os planos de educação livre não raro são prejudicados pelo financiamento inadequado, bem como por insuficientes prédios escolares, equipamento de ensino e professores habilitados. Na verdade, desde que o programa EPU teve início, em 1976, a população das escolas primárias aumentou de 8,2 milhões para 16,5 milhões, em 1983. No entanto, logo depois que o programa deslanchou, as salas de aula ficaram apinhadas, e os alunos passaram a cursar a escola em turnos, ou a receber aulas sob árvores. Muitos tinham de sentar-se em pedras, ou trazer seus próprios banquinhos e outros equipamentos escolares. Recrutaram-se milhares de professores não-habilitados para suplementar o quadro dos relativamente poucos habilitados. Apesar de tudo, porém, sana-se a brecha da alfabetização entre as crianças nigerianas.

Problemas similares afligem os programas de alfabetização de adultos da Nigéria. De modo que as comunidades, as famílias e os professores tiveram de estabelecer seus próprios programas de ajuda. Os membros da família que são alfabetizados são incentivados a ajudar os analfabetos, à base de cada um ensina um. Grupos religiosos, organizações sociais, veículos de comunicação — rádios, TV, e jornais — são todos concitados a apresentar programas que ajudarão pessoas a aprender a ler e a escrever.

Como, porém, pode-se ensinar pessoas que falam somente um dos 250 idiomas da Nigéria, se tal idioma só possui muito pouco, ou nenhum, material de leitura? E mesmo que tais pessoas realmente aprendam a ler e escrever, como se pode ampliar tal capacidade recém-adquirida, se não dispõem de livros ou de jornais para ler em seu idioma? Estes são os motivos pelos quais muitos não se importam nem em tentar aprender, e por que alguns dos que aprenderam retrocederam ao analfabetismo. Não é de admirar que ainda haja cerca de 27 milhões de adultos analfabetos na Nigéria. Visto que tais pessoas não podem ajudar seus filhos a fazer seus deveres escolares, estas crianças, também, podem retroceder ao analfabetismo depois de terminarem o curso.

A Nigéria, contudo, tem o alvo um tanto ambicioso de acabar com o analfabetismo em 1992. O passado, contudo, fornece pouca base para tal otimismo.

[Fotos na página 9]

Numa escola em Butã . . .

[Crédito da foto]

Foto da FAO/F.Mattioli

. . . e na Suazilândia

[Crédito da Foto]

Foto da FAO/F. Botts

[Quadro na página 9]

A Batalha da Índia Contra a Corrupção Escolar

A jornalista indiana Salome Parikh escreveu recentemente: “A educação na Índia está aos poucos assumindo a atmosfera de um bazar oriental. É um mercado de vendedores, e aumenta a cada ano a indiferença e a corrupção que surgem como corolários de qualquer situação de escassez.”

Uma correspondente na Índia relata similarmente: “Existe ampla corrupção. As autoridades educacionais têm um próspero negócio de aceitar suborno e ‘donativos’ ostensivos dos pais que desejam que seus filhos sejam inscritos na escola. A ‘cola’ por parte dos estudantes é feita de forma aberta e generalizada. Nas zonas rurais, os professores não raro somem 10 a 15 dias, por vez, para cuidar de suas lavouras. Reaparecem, porém, quando o supervisor vem inspecionar a escola. Estes supervisores esperam receber então gordas peitas em trigo, arroz e açúcar, tanto dos aldeões como dos professores. Por sua vez, fazem brilhantes relatórios sobre como o analfabetismo está sendo erradicado no povoado!”

[Quadro na página 9]

A Escola Secundária e o Terceiro Mundo

O escritor Gene Maeroff observa que “não existem suficientes escolas secundárias para servir à população em muitos dos países do mundo. . . . A proporção de adolescentes nas escolas secundárias é de

19 por cento na Argélia,

18 por cento no Brasil,

9 por cento em Gâmbia,

28 por cento na Índia,

20 por cento na Indonésia,

38 por cento no Iraque,

17 por cento no Paquistão,

15 por cento no Quênia,

26 por cento na Tailândia”.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar