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Mantenha um conceito equilibrado sobre a vida animalDespertai! — 1976 | 8 de setembro
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Assim, a Bíblia não exige, de qualquer modo, que se evitem peças de roupas ou outras coisas úteis feitas de couro ou de peles. Naturalmente, se a pessoa preferir evitar peles ou couros de animais, isso seria um assunto pessoal. Também, uma consideração equilibrada da vida animal recomendaria que qualquer pessoa considerasse se comprará ou não uma roupa ou um item feito da pele (ou de outras partes do corpo) dum animal que está sendo levado à extinção.
Proteção da Vida e da Propriedade?
Às vezes, a pessoa se vê confrontada com a decisão de se deve ou não matar um animal que é predador ou pestífero. Qual é o conceito equilibrado sobre isto?
Na realidade, é preciso avaliar cada caso de per si em seus próprios méritos, segundo seus próprios fatos. Considere, por exemplo: Mostraria desconsideração pela vida animal se matasse uma barata ou um rato que chegasse à sua cozinha? A maioria das pessoas prontamente destruiriam tal criatura, por causa da probabilidade de que venha a comer ou contaminar alimento humano ou talvez espalhar doenças. Mas, que dizer duma raposa ou dum lobo que ocasionalmente mate uma galinha ou uma ovelha?
Nesse caso, também, o Criador não nos deixa sem orientação. Ao passo que a Bíblia insta definitivamente a que se respeite a vida, mostra que, quando um leão e um urso ameaçaram o rebanho de Davi, ele não achou que matá-los fosse desconsideração pela vida animal. (1 Sam. 17:34-36) Nem é apenas uma questão da morte dum predador, antes que a morte dum animal doméstico. Cântico de Salomão 2:15 fala de se agir contra as raposas que punham em perigo um vinhedo. Assim, a pessoa talvez mate um animal para proteger seu alimento ou sua propriedade. Quanto a proteger a sua vida, certamente não constitui surpresa lermos que Sansão matou um leão atacante ou que Paulo sacudiu uma víbora venenosa para dentro da fogueira. (Juí. 14:5, 6; Atos 28:3-6) É claro que a ameaça representada por um animal poderá permitir que o matemos. — Êxo. 21:28, 29.
Todavia, isto pode ser levado a extremos desequilibrados. A Bíblia não incentiva que se tente exterminar todas as raposas ou ursos apenas porque alguns deles apresentam problemas. Por caçar ovelhas, o marsupial lobo-da-tasmânia, australiano, tem sido caçado e morto a ponto de parecer estar extinto. Nos Estados Unidos, há muita controvérsia relativa a um assunto similar. Muitos ovelheiros e rancheiros acham que os lobos e os coiotes podem ser mortos em massa porque põem em perigo rebanhos e manadas domésticos. Por outro lado, muitos conservacionistas e ecologistas crêem que são mínimos os danos causados às ovelhas e ao gado vacum, e isso não dá direito à eliminação dos animais selvagens que são importantes para o “equilíbrio da natureza”. O que ocorreu em partes do Brasil e da Argentina ilustra seu ponto. Moradores das aldeias mataram os gatos selvagens e as corujas, que consideravam predadores. Com que resultado? As casas ficam tomadas de ratos que transmitem doenças.
Sim, o problema é complexo. Simplesmente não é possível fornecer uma solução ampla que se aplique igualmente em todos os casos. Mas, por certo, é de ajuda ter orientações equilibradas da Palavra de Deus. Isso habilita a pessoa a ver que os animais podem ser mortos para proteger a vida e a propriedade humanas. Todavia, isso deve ser contrabalançado pela alta consideração da Bíblia pela vida animal. Daí, a pessoa pode fazer sua decisão. Outros assuntos relacionados podem ser resolvidos de modo similar.
O estudante poderá perguntar a seus pais o que fazer quando, na aula de biologia, espera-se que disseque um animal preservado, talvez uma rã, um gafanhoto, um verme ou um feto de porco. Muitas autoridades escolares sustentam que tais processos são educativos. Um assistente de laboratório disse: “Poderia sentar-se e traçar cada artéria [dum feto de porco] da forma como está ligada ao coração. Não é possível conseguir-se isso num compêndio.” Certo estudante concordou que aprendeu muito com a dissecação do coração dum feto de porco, mas, com respeito a outra experiência, disse: “Achei que era realmente desnecessário matar a rã. Uma coisa que aprendi é que a vida é muito complexa — não se deve simplesmente matar para fazer uma experiência sem propósito.” Em outra escola, uma jovem de 17 anos observou: “O professor nos disse que isso nos ensinaria a apreciar a vida, o que achei irônico. Como se pode apreciar a vida através duma matança?” O que faria em tais situações?
Se surgir um problema, os pais podem usar a oportunidade para considerar com seus filhos jovens o conceito equilibrado da vida animal apresentado na Bíblia. Fazendo isto, bem como considerando as exigências escolares e as possibilidades educativas, podem então decidir o que farão, levando em consideração a consciência de seu filho.
Não se pode negar que muitas perguntas surgem quanto ao modo de encarar e tratar corretamente os animais, perguntas que cada adulto tem de resolver pessoalmente. Podemos ser gratos, porém, de que dispomos de orientações equilibradas do Criador da vida animal.
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O surpreendente fluido em seu interior!Despertai! — 1976 | 8 de setembro
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O surpreendente fluido em seu interior!
MUITAS pessoas sentem indisposição ou repulsa de ver sangue. Sente-se assim? Talvez queira ver seu sangue só ‘sob sua pele’, isso é, em seus vasos sanguíneos, onde devia estar. E quão certo está! Esse é o seu lugar, pois ali o serve a cada segundo. Está vivo por causa de seu sangue. Mas, exatamente o que é seu sangue? Conhece sua composição? Como é que o serve? Por que o seu sangue é, de modo ímpar, seu sangue?
O Que É
Já viu seu sangue, talvez com maior freqüência do que preferiria. Parece ser simplesmente um fluido vermelho. Mas, observe o que a Encyclopœdia Britannica (1974) diz sobre ele:
“O sangue possui uma estrutura quase que incrivelmente complexa, e muitos componentes participam em suas atividades funcionais, com freqüência de modo intrincado e pouquíssimo entendido.”
Em alguns sentidos, poder-se-ia ilustrar seu sangue por um copo de limonada com gelo. Basicamente, limonada é água em que se misturaram ou dissolveram suco de limão e açúcar. Também, alguns
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