-
Permita-lhes ouvir o outro ladoDespertai! — 1971 | 8 de março
-
-
para lhe tornar disponíveis informações impressas que mostram, do ponto de vista científico, qual é o outro lado a respeito da teoria da evolução. A verdade não raro se torna mais evidente quando são ouvidos ambos os lados do argumento. Assim, por que não permite que os estudantes ouçam o outro lado?
-
-
O que se passa na escola dominical?Despertai! — 1971 | 8 de março
-
-
O que se passa na escola dominical?
EM MUITAS organizações eclesiásticas através do mundo, milhões de pessoas freqüentam o que é chamado de escola dominical.
Relatou-se que, nos EUA apenas, cerca de 20.000.000 de garotos e mocinhas, das idades de três a doze anos, cursam as escolas dominicais de 223 denominações protestantes. Há também classes da escola dominical para grupos adultos de todas as idades.
O potencial para o bem da escola dominical é elevado, visto que se diz que tantas pessoas a freqüentam. Se tal amplo segmento da população, jovens e idosos, pudessem aprender corretamente os sólidos princípios bíblicos, apoiados por saudável vida familiar, o tom moral de qualquer nação poderia ser soerguido. Mas, estão as escolas dominicais produzindo tais bons frutos?
Problemas
Os clérigos e os pais concordam unanimes que a escola dominical encara muitos problemas. Num dos primeiros lugares da lista se acha o desapontamento com os resultados.
O desapontamento com os resultados, ou o produto final, é atribuível, em parte, aos motivos que influem nos pais para mandar seus filhos à escola dominical. Muitos pais acham que a escola dominical é um atalho fácil e popular para a educação religiosa dos jovens, aliviando-os dessa responsabilidade.
Há os que afirmam que tal motivo é até mesmo ultrapassado pelo desejo parental de uma boa condição social. A revista Redbook declarou: “Nas áreas dos subúrbios chiques, em especial, os pais tendem a juntar-se às igrejas e a enviar seus filhos à escola dominical para ajustar-se às figuras mais significativas da comunidade. Tais pais têm pouco interesse no que é ensinado — e por que e por quem — ou em tomar parte eles próprios.”
Com tal interesse limitado na condição espiritual dos filhos, o produto final não é difícil de predizer. Numa lista que atinge milhões de jovens, verifica-se que sua atmosfera moral não é nada melhor do que a de um número igual de jovens da vizinhança que jamais viram por dentro uma escola dominical.
A principal razão atribuível a tal resultado desapontador é a falta de disposição dos pais em participar junto com seus filhos no treinamento religioso ou de apoiá-los com uma atmosfera cristã no lar. Assim, mais cedo ou mais tarde, os jovens concluem que, visto que seus pais não têm nenhum interesse real no treinamento religioso, por que deveriam eles ter?
Quem Ensinará?
Um dos problemas que tem levado a tais resultados desapontadores é a aptidão dos que ensinam nas escolas dominicais. Donald Reeder, da Associação Nacional das Escolas Dominicais, disse: “O treinamento de líderes e professores é a maior tarefa de per si não resolvida nas escolas dominicais.”
Uma enquête de cinco denominações, dirigida pelo Conselho Nacional de Igrejas, concluiu que a “maior fraqueza” das escolas eclesiásticas é a falta de conhecimento de seus professores a respeito de sua própria fé e sua falta de empenho em aprender o suficiente sobre ela para ensiná-la.
Assim, muito embora se tenham instituído programas de modernização com novos compêndios que delineiam os programas, e com a provisão de ajudas visuais, ainda assim a estrutura da escola dominical se ergue sobre um alicerce de areia movediça. Não é mais forte do que o conhecimento dos professores. E, visto que a maioria das igrejas não estão em situação de contratar professores profissionais da escola dominical, têm de depender de voluntários, não raro pais que já se acham muito ocupados.
Espera-se que tais pais tenham o conhecimento e a determinação de fornecer bom treinamento religioso por terem vindo de famílias que constituem grupos religiosos restritos. Presumem que tais pais buscam regularmente a instrução religiosa e dão bons exemplos em seus lares.
No entanto, a suposição de que famílias religiosas estritas, dotadas de bom conhecimento, possam fornecer adequados professores voluntários não é uma realidade. Deveras, a deterioração da vida religiosa familiar é uma fraqueza básica sobre a qual vacila o inteiro programa da escola dominical. Como lamentou um professor voluntário da escola dominical: “Muitos jovens procedem de lares, chamados lares religiosos, em que Deus ou o amor ou a fé é raramente mencionado, se o for.” Os professores são tirados de tais famílias, em que os pais com freqüência não dispõem de suficiente conhecimento nem mesmo para instruir devidamente seus próprios filhos, quanto mais os dos outros.
Nem se acham os protestantes sozinhos neste dilema. Uma enquête observou a relutância dos pais católicos e judeus também, de “considerar o treino religioso como parte de sua tarefa no lar”. Assim, um estudo conjunto feito pela Corporação Carnegie e o Departamento Federal de Educação, verificou que a educação religiosa das escolas católicas é “virtualmente desperdiçada” para a ampla maioria dos estudantes.
O Que Ensinar?
Outro problema crítico das escolas dominicais hoje gira em torno do que se deve ensinar aos jovens. Alguns adultos perguntam: “O que está sendo ensinado? a Bíblia? dogma denominacional? a moral cristã? a ética social e política? ou o quê?”
Alguns pais, e alguns educadores, tais como o Professor Marcus Barth, da Universidade de Chicago, defendem o ensino da Bíblia “não só como o melhor instrumento para a escola dominical, mas como o único fidedigno”.
No entanto, os arquitetos de muitos cursos da escola dominical têm tido sérios problemas em ensinar a Bíblia. Descobriram que os ensinos da Bíblia não raro minam os dogmas das igrejas. Outro problema é que muitos dos professores, deveras, a maioria deles, não sabem realmente usar a Bíblia. Não estão familiarizados com seus ensinos, nem mesmo com seus ensinos conforme explicados pela sua igreja. Por isso, muitos prestam apenas um serviço fingido à Bíblia ao ensinarem na escola dominical.
Isto reflete o fato de que os líderes religiosos perderam o contato com a Palavra de Deus, a Bíblia. É como um livro fechado para eles. A sua hesitação em usar a Bíblia, sua inabilidade real de ensinar as verdades dela a outros, sua falha em aplicar as leis, princípios e profecias dela à vida moderna, resultam em crassa confusão.
Isto lembrou a um estudante da Bíblia do ardente sarcasmo do profeta Isaías, que declarou: “E para vós, a visão de tudo torna-se igual às palavras do livro que foi selado, que se entrega a alguém que sabe escrever, dizendo: ‘Lê isto em voz alta, por favor’, e ele tem de dizer: ‘Não posso, pois está selado.’” — Isa. 29:11.
Quanto ao ensino dos dogmas das igrejas, isto também chegou a um beco sem saída. Muitos consideram que ensinar dogmas é “estreito” e “separatista”, ao passo que o movimento ecumênico exige que se lancem fora as diferenças religiosas. Ao comentar que tal ensino ficaria fora de moda, Gerald H. Slusser, professor de teologia do Seminário Teológico de Éden, Missouri, EUA, declarou: “Na família mediana, a Titia Millie talvez se tornasse Cristã Cientista; o irmão Bill cursou uma faculdade e se tornou agnóstico; papai não diz, mas adotou a religião da livre empresa estadunidense, de ‘ficar rico rapidamente’.”
Por isso, os modeladores dos “modernos” programas de ensino da escola dominical transigem, tentando agradar a todos e não ofender ninguém. Mas, certo pai comentou: “Meu filho, que tem sete anos, aprendeu que Deus se acha em toda a parte. Acho que meu filho está ficando com uma idéia tremendamente confusa das coisas.”
Apresentando Problemas — Não Oferecendo Soluções
Certo artifício popular das “modernas” escolas dominicais é apresentar “problemas da vida real” aos estudantes, mas não oferecer nenhuma solução.
Certo texto usado pela Igreja Luterana nos EUA, intitulado “Será Cristão?” suscita problemas tais como este: Um rapaz de dezesseis anos tenta reconciliar seu senso do certo e do errado com seu desejo de ‘acompanhar a turminha’. Ao invés de voltar para casa dum baile escolar por volta da meia noite, como seus pais lhe ordenaram, “queda-se pensando se uma boa solução seria esperar até depois da uma da madrugada e então telefonar para casa com uma desculpa por chegar tarde.”
Exige-se que todo membro da classe escreva um trabalho, respondendo o que faria. O texto não dá orientação alguma, porque, segundo o Dr. W. Kent Gilbert, presidente da Junta de Educação Paroquial da Igreja Luterana dos EUA, “a pessoa religiosa reage a dada situação da forma que crê ser a mais próxima da vontade de Deus. Mas, não há respostas completamente certas ou erradas.”
Não se explica como os estudantes aprenderam qual é a vontade de Deus em primeiro lugar. Todavia, sem direção, devem supostamente responder a tais perguntas baseados em seu conhecimento da vontade de Deus. O que acha que aconteceria se tais jovens fossem levados para uma classe de mecânica em que o instrutor jamais explicou como montar um motor, mas que então lhes dá um motor já todo desmontado e diz: “Bem, estudantes, montem agora de novo o motor e me digam por que o fizeram desse jeito”?
Fracasso
Já muitos operadores das escolas dominicais as consideram espiritualmente falidas. Em julho de 1967, uma conferência de professores e pastores católicos e protestantes se reuniu para atacar o problema do que fazer quanto à educação religiosa. Concluíram que a escola da igreja em sua presente forma está além de poder ser salva!
Segundo The Christian Century, a conferência “parecia concordar que a maneira denominacional de encarar a educação cristã está morta”. Da conferência surgiu uma proposta de que se substituísse a escola dominical tradicional, ou, pelo menos, que fosse suplementada pelas escolas da comunidade. Estas escolas da comunidade seriam equipadas e operadas numa base voluntária por parte de membros da comunidade e suplementariam o sistema de escolas públicas.
Tudo isto equivale a uma admissão de que as igrejas desacreditam a si mesmas como fontes de conhecimento, treinamento e vigor espirituais. Resignariam a tarefa religiosa à comunidade, às mesmas pessoas que já confessam não estar dispostas e serem incapazes de ensinar na escola dominical.
Talvez ache que a situação não é tão ruim assim. Todavia, se o leitor ou seus filhos freqüentam a escola dominical, seria bom perguntar a si mesmo o que já aprendeu. Assim, examinemos mais a fundo este aspecto do assunto.
-
-
O que se ensina na escola dominical?Despertai! — 1971 | 8 de março
-
-
O que se ensina na escola dominical?
ACHAM-SE os seus filhos entre os muitos milhões de pessoas que freqüentam a escola dominical? Freqüenta o próprio leitor uma escola dominical para adultos? Com o passar dos meses e dos anos, o que aprendeu sua família?
Aprendeu quem é Deus, quais são seus propósitos e requisitos? Aprendeu a razão por que morre o homem, onde estão os mortos, por que Deus permite a iniqüidade, como ele livrará a terra das condições horríveis que existem hoje? Aprendeu qual é o destino do homem e da terra? Aprendeu qual é a esperança para os que amam a Deus e desejam servi-lo? Aprendeu o que Deus exige do leitor?
Cursos de Estudo
O curso de estudo que o leitor e seus filhos seguem na escola dominical talvez tenha sido preparado por sua própria denominação religiosa. Ou, talvez tenha sido provido por fontes que se especializam em publicar cursos para a escola dominical para muitas denominações. Entre as escolas dominicais nos EUA, muitos estudam a Série Uniforme das Lições Internacionais da Escola Dominical. O International Lesson Annual (Anuário Internacional de Lições) de 1970 fornece um curso de estudos para um ano inteiro.
Todavia, o que foi exatamente que tais cursos ensinaram ao leitor e a seus filhos sobre Deus e seus propósitos? Talvez fique surpreso de ver este Anuário da escola dominical e de examiná-lo cuidadosamente, vindo a descobrir que muitos assuntos vitais, tais como observado acima, não são considerados a sério. Mas, com certeza, tais doutrinas sobre Deus e seus propósitos deviam constar em qualquer curso destinado a dar conhecimento exato da Bíblia. Tais assuntos têm de ver com seu destino eterno, envolvendo a vida e a morte.
Caso a Bíblia não contivesse tanta matéria que explica doutrinas vitais, necessitaríamos apenas uma fração de seus 66 livros, de seus 1.189 capítulos ou de seus 31.173 versículos, conforme se encontram na Versão Rei Jaime (em inglês). Ou será que os críticos modernos sabem melhor do que Deus o que o homem precisa? Se tanta coisa de sua Palavra fosse desnecessária, teria Deus inspirado a sua escrita? A verdade é: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:16, 17.
As doutrinas que são consideradas no Anuário são tratadas melindrosamente, sem nenhum conjunto fixo de respostas alternativas, ou apenas em parte. Aparentemente, os editores exerceram grande cuidado de não ofender qualquer denominação. Mas, ao assim fazerem, minam a poderosa mensagem da Bíblia e ofendem o Autor da Bíblia, Jeová Deus. — Isa. 29:13, 14.
Ensino da Trindade
Um dos ensinos centrais das igrejas que se acha incluído no Anuário popular tem que ver com a relação entre Deus, Jesus Cristo e o espírito santo.
Na Palavra de Deus, a Bíblia, declara-se de forma simples e meridiana que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Jamais Jesus afirmou ser Deus. Sempre mostrou que Deus é seu Pai. E a Bíblia ensina que o espírito santo é a força ativa de Deus.
Quando Jesus foi batizado no rio Jordão, Deus disse desde o céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:17) Jesus disse: “Não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João 5:30) Também disse: “O Pai é maior do que eu.” (João 14:28) O apóstolo Paulo declarou: “A cabeça de Cristo é Deus.” (1 Cor. 11:3) O apóstolo Pedro disse a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” (Mat. 16:16) E Atos 2:1-4 mostra que o espírito de Deus não é uma pessoa, mas é uma força, porque as pessoas ficaram ‘cheias de espírito santo’. Se fosse uma pessoa, como os trinitaristas afirmam, poderia ser ‘derramada’? Poderiam outros ficar ‘cheios’ dela? Não, não se pode ‘derramar’ outra pessoa nem ficar ‘cheio’ com ela.
Entretanto, diz o Anuário, com referência às palavras de Pedro em Mateus 16:16: “Ao usarmos tais palavras hoje, tendemos a ler nelas a familiar fórmula trinitarista de Pai, Filho e Espírito Santo que se desenvolveu mais tarde.” Todavia, o Anuário admite: “Em realidade, isto talvez seja teológicamente sólido; mas, naqueles dias, entre os cristãos, o título ‘Filho’ se referia, não à segunda pessoa da Trindade, mas ao Messias judaico.”
Isto admite que os homens a quem Jesus ensinou nada tinham que ver com qualquer ensino da Trindade. Tal ensino “se desenvolveu mais tarde” por parte dos que se desviaram da fé cristã. Mas, o Anuário prefere colocar de lado o explícito ensino bíblico de que Jesus não é Deus, e de que o espírito santo é uma força e não uma pessoa. Aceita a falsa doutrina da Trindade.
Satanás, o Diabo
A Bíblia também ensina claramente que a iniqüidade se originou com poderosa criatura espiritual que se rebelou contra Deus. É chamada de Satanás, o Diabo. (Rev. 12:9) Jesus cria na existência de Satanás. Quando tentado por Satanás, replicou: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar.”‘ — Mat. 4:10.
No entanto, o Anuário da escola dominical declara: “Nos tempos do Novo Testamento, pensava-se em Satanás como sendo o cabeça duma hoste de demônios que o ajudavam em seu trabalho mau.” Mas, ao invés de crer no que Jesus e tais cristãos do primeiro século acreditavam e ensinavam pessoalmente, e no que a própria Palavra de Deus, a Bíblia, diz, o Anuário comenta: “É difícil imaginar Jesus sendo tentado por tal figura em forma real. . . . Ao tentar descrever uma experiência espiritual, a pessoa com freqüência usa símbolos concretos.”
Por isso, Satanás é reduzido a mera figura de retórica, alguém que realmente não existia. Mas, quem deve saber mais se ele existe ou não? Não o sabe Deus? Não o sabia também Jesus? E não nos diz melhor as coisas a própria Palavra inspirada de Deus do que os críticos hodiernos que desejam minar a Bíblia?
Tornando-o Parte dum Mundo Condenado
O Anuário Internacional das Lições da Escola Dominical de 1970 também diz: “Deus reconcilia o mundo com ele próprio, não apenas a igreja ou o crente individual. . . . cremos que há um só Deus e que todo o mundo é dele. . . . Jesus jamais vacilou em sua convicção de que este mundo é essencialmente bom. Jamais ensinou que os homens deveriam retirar-se dele.”
Mas, o que dizer se não for o propósito de Deus converter este mundo perverso, mas destruí-lo, ao invés? Se isto for assim, então aqueles que freqüentam a escola dominical não estão aprendendo a verdade. Pede-se-lhes que se tornem parte dum mundo que está condenado à destruição pelo próprio Deus.
Quem rege este mundo da humanidade que não faz a vontade de Deus? É Jeová Deus? Não, ele é regido por Satanás, o Diabo. Lembre-se, o apóstolo João declarou: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) Jesus chamou o Diabo de “o governante do mundo”. — João 14:30.
A Bíblia diz patentemente que o reino de Deus, Seu governo celeste, “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido”. (Dan. 2:44) Se os reinos deste mundo fossem de Deus, por que os iria destruir e substituir pelo Seu reino celeste, a favor do qual Jesus ensinou os cristãos a orar? — Mat. 6:9, 10.
Jesus disse de si mesmo e de seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Assim, não amou o mundo iníquo. Deu o exemplo para seus seguidores por não se envolver nos assuntos do mundo. Ora, em certa ocasião, quando alguns queriam fazer dele um regente político, “Jesus . . . sabendo que estavam para vir e apoderar-se dele para o fazerem rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho”. — João 6:15.
Por isso, as tentativas das igrejas e de seus cursos da escola dominical de envolver as pessoas nos assuntos deste mundo condenado são, realmente, apostasia à vista de Deus.
Deseja que seus filhos aprendam a ser parte dum mundo que Deus destruirá em breve? Ou deseja que sua família aprenda a respeito dos propósitos de Deus de estabelecer uma nova ordem, um Paraíso aqui na terra, em que as pessoas tementes a Deus viverão para sempre em paz e felicidade, em que a doença, a tristeza e até mesmo a morte serão coisas do passado? Como diz a Bíblia: “O próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Rev. 21:3, 4.
Pode-se Encontrar a Verdade?
Este artigo recapitulou apenas três dos muitos ensinos da escola dominical que são contradições diretas à Palavra de Deus. Outros ensinos bíblicos importantes também são deixados em confusão. É por isso que, se pedir aos que freqüentam à escola dominical que respondam a perguntas tais como as suscitadas anteriormente neste artigo, usualmente verificará que não conseguem respondê-las ou não podem apoiar suas respostas na Bíblia.
Entretanto, muitas pessoas dirão: “Por que se preocupar com doutrinas? Apenas levam à confusão. Não poderia jamais investigar miudamente a confusão religiosa e encontrar a verdade, mesmo que tentasse.”
Mas, será que o Criador de nossas faculdades mentais e de nosso desejo de adorá-lo compartilha tal atitude? Definitivamente que não. Antes, ele afirma: “‘Vinde, pois, e resolvamos as questões entre nós’, diz Jeová.” (Isa. 1:18) Se fosse impossível ‘resolver as questões’, por que oraria o salmista: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus”? — Sal. 143:10.
Daí, então, se a verdade estivesse além do alcance dos homens, teria Jesus dito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”? (João 8:32) Jesus conhecia a verdade. Também a conheciam seus seguidores. Ter o leitor a aprovação de Deus depende de assimilar o conhecimento da verdade sobre Deus!
Assim, acha que agrada a Deus que os homens ensinem em nome de Deus, e, ainda assim, ensinem coisas contrárias à Palavra de Deus? Será isso o que deseja aprender? Será isso o que deseja que seus filhos aprendam? Se não for, como pode aprender a verdade?
-
-
Aprenda a verdade que conduz à vida eternaDespertai! — 1971 | 8 de março
-
-
Aprenda a verdade que conduz à vida eterna
JÁ APRENDEU na escola dominical sobre o maravilhoso propósito de Deus de fazer da terra um Paraíso? Não é provável que tenha aprendido, pois uma das provas mais clamorosas do seu fracasso é que os cursos da escola dominical devotam pouquíssimo tempo à profecia bíblica.
Todavia, a Bíblia contém grande dose de profecias a respeito do que o futuro nos reserva. Tais profecias foram escritas para a orientação do povo de Deus. Amós 3:7 afirma: “Pois o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.”
Se os líderes nos sistemas eclesiásticos fossem verdadeiros servos de Deus, será que seus compêndios da escola dominical teriam tão pouco a dizer sobre o que o futuro nos reserva e sobre como Deus solucionará as horríveis condições hodiernas?
Se sua escola dominical segue a série de Lições Internacionais da Escola Dominical, note como o Anuário mina o assunto da profecia bíblica numa referência velada à obra das testemunhas de Jeová, que estudam e ensinam as profecias bíblicas. Afirma:
“A segunda vinda de Cristo é um tema importante do Novo Testamento. . . . Quem entre nós não viu o lema, ‘Milhões que agora vivem jamais morrerão’? Tais pessoas fazem tais declarações porque crêem que Cristo retornará em breve, que o tempo chegará a um fim, e que o juízo final ocorrerá no futuro próximo . . . Ao passo que não nega um retorno final no fim dos tempos, este escrito destaca a verdade de que, no Espírito Santo, a quem Deus enviará aos corações dos homens, o próprio Jesus mais uma vez habitará nas vidas de seus seguidores. Isto, também, é uma outra vinda.” — Página 101.
A Bíblia É um Livro de Profecia
Por este ensino da escola dominical, como saberia se vivemos ou não nos “últimos dias”? (2 Tim. 3:1) Jesus mesmo, e muitos escritores bíblicos, forneceram suficientes pormenores que assinalam meridianamente a geração que veria o fim deste sistema perverso. Tais pormenores enchem muitos capítulos da Bíblia. Vejam-se, por exemplo, os seguintes capítulos da Bíblia: Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21, 2 Timóteo 3, Revelação 6.
As profecias bíblicas, tais como estas, foram registradas sob a inspiração do espírito santo de Deus. O Criador fez com que tais informações fossem colocadas em sua Palavra, de modo que os cristãos estivessem alertas de que se aproximavam do tempo de “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mat. 24:21) Se nos estamos aproximando de tal tempo, então, por certo, deseja saber disso. Por quê? Porque a vida ou a morte de toda pessoa na terra está na balança.
No entanto, as escolas dominicais hodiernas não tornam conhecido este conhecimento bíblico. Significa isto que ninguém está dando a conhecer tais coisas? De forma alguma. Através do mundo, em mais de 200 terras hoje, mais de um milhão de instrutores da Bíblia, as testemunhas de Jeová, declaram meridiana e intrepidamente que o gênero humano deveras se aproxima ao fim deste sistema perverso de coisas hodierno. No mais extensivo programa de ensino bíblico da História, trazem à atenção de todos os que amam a justiça que Deus em breve lançará sua nova ordem de paz, felicidade e vida eterna.
As testemunhas de Jeová observam estas realidades vindouras por meio do abundante cumprimento da profecia bíblica. Partilham com outros este conhecimento, dando gratuitamente de seu tempo, estudando a Bíblia com as pessoas em mais de um milhão de lares em todo o mundo.
Um dos compêndios bíblicos que usam para fazer isto é o livro de 192 páginas A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Este notável compêndio bíblico ajuda a focalizar a atenção nas respostas bíblicas a perguntas básicas como as seguintes: Quem é Deus? Por que envelhecemos e morremos? Onde estão os mortos? Por que permitiu Deus a iniqüidade até os nossos tempos? Como sabemos que vivemos perto do fim deste sistema de coisas? Como podemos identificar a verdadeira religião? Estas, e muitas outras perguntas em que sem dúvida se quedou pensativo, são respondidas com base na Palavra de Deus.
Aprenda as Verdades da Bíblia
O leitor também poderá tirar proveito da oportunidade de aprender o que a Bíblia ensina. As testemunhas de Jeová ficarão contentes de lhe demonstrar como pode obter o máximo da Bíblia. Por uma hora mais ou menos por semana, num período de seis meses, virão a seu lar ajudá-lo, gratuitamente.
Se o leitor, ou seus filhos, freqüentaram a escola dominical, estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová lhe dará excelente oportunidade de tecer uma comparação. Poderá comparar o que aprendeu na escola dominical com o que aprende em seu estudo bíblico domiciliar com as testemunhas de Jeová. Daí, pode determinar por si mesmo que método realmente lhe ensina a verdade sobre os propósitos e requisitos de Deus.
As testemunhas de Jeová provavelmente mantêm em sua localidade um Salão do Reino, ou local de reunião para adoração. Pode entrar em contato com elas ali, ou escrever aos editores desta revista, e um ministro habilitado será enviado à sua casa. Ele lhe mostrará como pode obter conhecimento preciso de Deus, de sua própria Bíblia.
A escolha quanto a se irá ou não assimilar o conhecimento exato da Palavra de Deus é sua. Mas, neste tempo de crescente dificuldade mundial, a escolha que o incentivamos a fazer é a que foi comentada no Salmo 119:142, 144, onde o salmista disse a Deus: “Tua lei é verdade. . . . Faze-me entender, para que eu continue vivendo.”
Jesus reconheceu a necessidade vital de fazer isto, pois disse: ‘Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
Por aprender e viver em consonância com a verdade sobre Deus e seu Filho, estará escolhendo a vida. É desta forma que, mesmo através do fim deste sistema perverso de coisas, poderá continuar vivendo, o leitor e seus filhos. — Deu. 30:19.
-
-
“Honra a teu pai e a tua mãe”Despertai! — 1971 | 8 de março
-
-
“A Tua Palavra É a Verdade”
“Honra a teu pai e a tua mãe”
OS PRIMEIROS quatro dos Dez Mandamentos tratam das obrigações do homem para com seu Criador, Jeová Deus. Exigem que apenas Ele seja adorado; que não se façam imagens e que não sejam adoradas, nem mesmo Dele; e que seu nome e seu sábado sejam mantidos sagrados. O Quinto Mandamento poder-se-ia dizer, trata das obrigações do homem tanto para com Deus como para com seu próximo, no sentido de que os pais representam a Deus, exercendo a autoridade delegada a eles por Deus. Tal mandamento reza: “Honra a teu pai e a tua mãe, a fim de que os teus dias se prolonguem sobre o solo que Jeová, teu Deus, te dá.” — Êxo. 20:12.
Que o princípio deste mandamento também se aplica aos seguidores de Cristo se torna evidente do que é dito nas Escrituras Gregas Cristãs. Assim, o apóstolo Paulo diz aos filhos de pais cristãos: “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo: ‘Honra a teu pai e a tua mãe’; que é o primeiro mandado com promessa: ‘Para que te vá bem e perdures por longo tempo na terra.’” — Efé. 6:1-3.
O que quer dizer dar honra? Significa “respeitar imensamente; ter em alta conta”. Significa ter em alta estima e prestar a obediência devida.
Como podem os filhos mostrar que honram seu pai e sua mãe? Primeiro de tudo, pelo próprio tom de voz com que se dirigem aos pais. Deve sempre ser brando, respeitoso; jamais duro, exigente, irreverente, sarcástico ou impaciente. Ao falar com eles, os termos “Papai” e “Mamãe” são apropriados, ou termos coloquiais tais como “paizinho” e “mãezinha” se usados com devido respeito e amor.
Dar a devida honra aos pais também inclui falar respeitosamente sobre eles por trás de suas costas. Muitos jovens modernos falham tristemente neste sentido. Fazem comentários bem desabonadores por trás das costas de seus genitores, referindo-se a eles de forma sarcástica, zombeteira ou de outros modos
-