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O que se passa na escola dominical?Despertai! — 1971 | 8 de março
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e profecias dela à vida moderna, resultam em crassa confusão.
Isto lembrou a um estudante da Bíblia do ardente sarcasmo do profeta Isaías, que declarou: “E para vós, a visão de tudo torna-se igual às palavras do livro que foi selado, que se entrega a alguém que sabe escrever, dizendo: ‘Lê isto em voz alta, por favor’, e ele tem de dizer: ‘Não posso, pois está selado.’” — Isa. 29:11.
Quanto ao ensino dos dogmas das igrejas, isto também chegou a um beco sem saída. Muitos consideram que ensinar dogmas é “estreito” e “separatista”, ao passo que o movimento ecumênico exige que se lancem fora as diferenças religiosas. Ao comentar que tal ensino ficaria fora de moda, Gerald H. Slusser, professor de teologia do Seminário Teológico de Éden, Missouri, EUA, declarou: “Na família mediana, a Titia Millie talvez se tornasse Cristã Cientista; o irmão Bill cursou uma faculdade e se tornou agnóstico; papai não diz, mas adotou a religião da livre empresa estadunidense, de ‘ficar rico rapidamente’.”
Por isso, os modeladores dos “modernos” programas de ensino da escola dominical transigem, tentando agradar a todos e não ofender ninguém. Mas, certo pai comentou: “Meu filho, que tem sete anos, aprendeu que Deus se acha em toda a parte. Acho que meu filho está ficando com uma idéia tremendamente confusa das coisas.”
Apresentando Problemas — Não Oferecendo Soluções
Certo artifício popular das “modernas” escolas dominicais é apresentar “problemas da vida real” aos estudantes, mas não oferecer nenhuma solução.
Certo texto usado pela Igreja Luterana nos EUA, intitulado “Será Cristão?” suscita problemas tais como este: Um rapaz de dezesseis anos tenta reconciliar seu senso do certo e do errado com seu desejo de ‘acompanhar a turminha’. Ao invés de voltar para casa dum baile escolar por volta da meia noite, como seus pais lhe ordenaram, “queda-se pensando se uma boa solução seria esperar até depois da uma da madrugada e então telefonar para casa com uma desculpa por chegar tarde.”
Exige-se que todo membro da classe escreva um trabalho, respondendo o que faria. O texto não dá orientação alguma, porque, segundo o Dr. W. Kent Gilbert, presidente da Junta de Educação Paroquial da Igreja Luterana dos EUA, “a pessoa religiosa reage a dada situação da forma que crê ser a mais próxima da vontade de Deus. Mas, não há respostas completamente certas ou erradas.”
Não se explica como os estudantes aprenderam qual é a vontade de Deus em primeiro lugar. Todavia, sem direção, devem supostamente responder a tais perguntas baseados em seu conhecimento da vontade de Deus. O que acha que aconteceria se tais jovens fossem levados para uma classe de mecânica em que o instrutor jamais explicou como montar um motor, mas que então lhes dá um motor já todo desmontado e diz: “Bem, estudantes, montem agora de novo o motor e me digam por que o fizeram desse jeito”?
Fracasso
Já muitos operadores das escolas dominicais as consideram espiritualmente falidas. Em julho de 1967, uma conferência de professores e pastores católicos e protestantes se reuniu para atacar o problema do que fazer quanto à educação religiosa. Concluíram que a escola da igreja em sua presente forma está além de poder ser salva!
Segundo The Christian Century, a conferência “parecia concordar que a maneira denominacional de encarar a educação cristã está morta”. Da conferência surgiu uma proposta de que se substituísse a escola dominical tradicional, ou, pelo menos, que fosse suplementada pelas escolas da comunidade. Estas escolas da comunidade seriam equipadas e operadas numa base voluntária por parte de membros da comunidade e suplementariam o sistema de escolas públicas.
Tudo isto equivale a uma admissão de que as igrejas desacreditam a si mesmas como fontes de conhecimento, treinamento e vigor espirituais. Resignariam a tarefa religiosa à comunidade, às mesmas pessoas que já confessam não estar dispostas e serem incapazes de ensinar na escola dominical.
Talvez ache que a situação não é tão ruim assim. Todavia, se o leitor ou seus filhos freqüentam a escola dominical, seria bom perguntar a si mesmo o que já aprendeu. Assim, examinemos mais a fundo este aspecto do assunto.
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O que se ensina na escola dominical?Despertai! — 1971 | 8 de março
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O que se ensina na escola dominical?
ACHAM-SE os seus filhos entre os muitos milhões de pessoas que freqüentam a escola dominical? Freqüenta o próprio leitor uma escola dominical para adultos? Com o passar dos meses e dos anos, o que aprendeu sua família?
Aprendeu quem é Deus, quais são seus propósitos e requisitos? Aprendeu a razão por que morre o homem, onde estão os mortos, por que Deus permite a iniqüidade, como ele livrará a terra das condições horríveis que existem hoje? Aprendeu qual é o destino do homem e da terra? Aprendeu qual é a esperança para os que amam a Deus e desejam servi-lo? Aprendeu o que Deus exige do leitor?
Cursos de Estudo
O curso de estudo que o leitor e seus filhos seguem na escola dominical talvez tenha sido preparado por sua própria denominação religiosa. Ou, talvez tenha sido provido por fontes que se especializam em publicar cursos para a escola dominical para muitas denominações. Entre as escolas dominicais nos EUA, muitos estudam a Série Uniforme das Lições Internacionais da Escola Dominical. O International Lesson Annual (Anuário Internacional de Lições) de 1970 fornece um curso de estudos para um ano inteiro.
Todavia, o que foi exatamente que tais cursos ensinaram ao leitor e a seus filhos sobre Deus e seus propósitos? Talvez fique surpreso de ver este Anuário da escola dominical e de examiná-lo cuidadosamente, vindo a descobrir que muitos assuntos vitais, tais como observado acima, não são considerados a sério. Mas, com certeza, tais doutrinas sobre Deus e seus propósitos deviam constar em qualquer curso destinado a dar conhecimento exato da Bíblia. Tais assuntos têm de ver com seu destino eterno, envolvendo a vida e a morte.
Caso a Bíblia não contivesse tanta matéria que explica doutrinas vitais, necessitaríamos apenas uma fração de seus 66 livros, de seus 1.189 capítulos ou de seus 31.173 versículos, conforme se encontram na Versão Rei Jaime (em inglês). Ou será que os críticos modernos sabem melhor do que Deus o que o homem precisa? Se tanta coisa de sua Palavra fosse desnecessária, teria Deus
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