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As Testemunhas de Jeová progridem no CanadáA Sentinela — 1975 | 15 de julho
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pregam, sentiram pessoalmente a veracidade da declaração inspirada: “A palavra de Deus é viva e exerce poder.” (Heb. 4:12) É por isso que as Testemunhas continuam a progredir, não só no Canadá, mas em todo o mundo.
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Como são os cristãos alimentados espiritualmente?A Sentinela — 1975 | 15 de julho
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Como são os cristãos alimentados espiritualmente?
COMO alimenta Deus seu povo espiritualmente? Faz-se isso individualmente, quer dizer, recebem os cristãos o sustento espiritual como pessoas separadas, de modo independente, sem se associarem necessariamente com outros cristãos que têm a verdadeira fé? Basta apenas estudarem a Bíblia por si próprios e servir a Deus por conta própria?
Podemos obter a resposta a estas perguntas por considerarmos o que Jesus Cristo disse aos seus apóstolos apenas três dias antes de sua morte. Falando sobre coisas futuras, ele pormenorizou os acontecimentos que constituiriam o “sinal” de sua presença, quando voltasse em poder e glória celestiais. Advertiu-os a estarem atentos à sua inspeção e ao julgamento de seus discípulos, que chamou de “escravos”. (Mat. 24:1-44) Podia aplicar este termo a eles porque dentro em pouco iria comprá-los com o seu próprio sangue. — 1 Cor. 6:20; 7:23.
O “ESCRAVO” E OS “DOMÉSTICOS”
Relacionado com a sua advertência, Jesus disse também: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado?” — Mat. 24:45.
Os “domésticos” são os servos ou escravos da casa. Como membros da família de Deus, esta seria alimentada como grupo, trabalhando uns com os outros, conhecendo-se, associando-se e ajudando-se uns aos outros. Ao considerarmos a declaração ilustrativa de Jesus, notaremos que o termo “escravo” (no singular) abrange ali todos os servos domésticos como grupo, e que a expressão “domésticos” (plural) encara-os como indivíduos.
Este conceito a respeito de um grupo de pessoas, sim, até mesmo uma nação inteira, ser escravo ou servo não era novo para os discípulos de Jesus. O próprio Jeová Deus chamara diversas vezes a nação de Israel de seu servo. Ele dissera: “Tu, o Israel, és meu servo, tu, o Jacó, a quem escolhi, a descendência de Abraão, meu amigo; tu, a quem agarrei desde as extremidades da terra, e tu, a quem convoquei mesmo das suas partes remotas. E, assim, eu te disse: ‘Tu és meu servo; eu te escolhi e não te rejeitei.’” (Isa. 41:8, 9) Esclarecendo que este “servo” composto é constituído de muitas pessoas, o Criador disse à nação de Israel: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi’. . . . E agora escuta, o Jacó, meu servo, e tu, ó Israel, a quem escolhi. Assim disse Jeová, . . . ‘Não fiz que ouvisses individualmente e não o contei daquele tempo em diante? E vós sois as minhas testemunhas.’” — Isa. 43:10; 44:1-8; também 42:19; 44:21; 48:20; 49:3; Jer. 30:10.
Depois de Deus rejeitar o Israel natural como seu servo, por sua desobediência, quem se tornaria então seu servo, seu instrumento terrestre, suas testemunhas na terra? Vejamos o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre isso. Foi por volta dos anos 50-52 E. C. que Paulo escreveu sobre o assunto à congregação cristã na Galácia. O novo pacto, que substituiu o pacto da Lei, já vigorava desde Pentecostes do ano 33 E. C. Portanto, a congregação cristã já estivera funcionando por uns dezoito anos. Paulo disse aos cristãos gálatas: “Nem a circuncisão é alguma coisa nem a incircuncisão, mas sim uma nova criação. E todos os que andarem ordeiramente segundo esta regra de conduta, sobre estes haja paz e misericórdia, sim, sobre o Israel de Deus.” — Gál. 6:15, 16.
A congregação cristã compunha-se de pessoas que andavam ordeiramente segundo aquela regra a respeito duma “nova criação”. Como congregação unida, ela era assim “servo” de Deus, igual ao antigo Israel. Portanto, a passagem de Isaías 43:10 podia ser dirigida de modo espiritual à congregação como o “Israel de Deus”: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo’.”
QUANDO COMEÇOU A CLASSE DO “ESCRAVO”
Quando veio à existência este “escravo” fiel? Em Pentecostes de 33 E. C. As primeiras 120 pessoas sobre as quais se derramou espírito santo puseram-se logo a trabalhar em alimentar os outros convidados à festa espiritual, a saber, os judeus, dos quais 3.000 aceitaram o “alimento” espiritual oferecido e foram batizados. Depois disso, estes 3.000 continuaram a assimilar alimento espiritual até que ficaram bem fortalecidos. Muitos deles voltaram para seus lares, em outras terras, estabelecendo congregações e continuando a reunir-se e a manter-se em harmonia com o verdadeiro ensino dos apóstolos. — Atos 2:1-4, 37-42.
Menos de três anos e meio depois, os esforços de alimentação, do “escravo fiel e discreto”, foram estendidos aos gentios, quando Pedro explicou as boas novas a Cornélio e aos de sua casa. Ao passo que entravam novos discípulos, estes, quais “domésticos” participavam em alimentar outros. Fez-se um arranjo pelo qual os apóstolos, notavelmente Paulo e os “domésticos” associados que viajavam com ele, alimentaram muitos em outros países. Cumpriram as palavras de Jesus: ‘Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” — Mat. 28:19, 20.
A fim de prover ajuda duradoura na obra de alimentação, os apóstolos e outros discípulos de Jesus Cristo, do primeiro século, foram inspirados por Deus a escrever vinte e sete livros que compõem as Escrituras Gregas Cristãs. Estas, junto com as já existentes Escrituras Hebraicas, forneciam-lhes o alimento espiritual em forma escrita naquele tempo e aos cristãos no tempo atual.
Jesus dissera: “Eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” (Mat. 28:20) Jesus Cristo é Cabeça da congregação, seu escravo, e suas palavras mostram que ele os fortaleceria para alimentarem seus “domésticos” durante todos os séculos. Evidentemente, uma geração da classe do “escravo” alimentava a geração seguinte, além de continuar a alimentar a si mesma.
Alguém talvez pergunte: ‘Como pode o “escravo”, composto dos “domésticos”, alimentar os “domésticos”? Isto significaria que o “escravo” alimenta a si mesmo.’ Isso talvez possa ser ilustrado com uma família que se muda para uma fazenda. Uma das suas primeiras necessidades é prover alimentos. Será que o pai provê todo o alimento e o põe na boca dos demais? Não. Cada membro da família realiza uma tarefa diferente. Um talvez are. Outros talvez escavem um poço. Alguns se empenham no plantio. Outros cuidam do gado e da leiteria. Naturalmente, todos talvez ajudem em certos aspectos do trabalho. É provável que todos se empenhem na colheita. Daí, as mulheres fariam as conservas para uso futuro. Cozinham e servem o alimento à família. Ora, nem uma única pessoa poderia fazer provisões tão bem. Mas, com o esforço da família, todos são bem alimentados. Como família, são um só corpo, assim como é o “escravo fiel e discreto”. Mas, como pessoas individuais, todos trabalham na produção e em servir os alimentos quais “domésticos” na casa. Uma ilustração similar fornecida pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12:12-27 trata do corpo físico, humano, e de seus membros.
A CLASSE DO “ESCRAVO” NOS TEMPOS MODERNOS
Jesus disse a respeito deste “escravo”: “Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim.” (Mat. 24:46) Jesus falou ali a respeito de sua volta para inspecionar a classe de seu “escravo” para ver se estava “fazendo assim”, quer dizer, se estava alimentando seus domésticos com alimento no tempo apropriado. Quem seria o “escravo” hoje em dia?
À base da regra declarada por Jesus: “É pelo seu fruto que se conhece a árvore”, podemos saber quem é esse “escravo”. (Mat. 12:33) Há dezenove séculos atrás, quando a classe do “escravo fiel e discreto” foi formada pela primeira vez, ela proclamou as boas novas do reino messiânico de Deus e a vindoura destruição do sistema judaico de coisas. Apenas essa classe fiel produzia os verdadeiros frutos do Reino. Embora perseguida, sobreviveu ao período turbulento que ocorreu em cumprimento inicial da profecia de Jesus em Mateus 24:4-22, Marcos 13:5-20 e Lucas 21:8-24.
No ano de 1914 E. C. começou o tempo do cumprimento completo da profecia de Jesus a respeito do “sinal da [sua] presença e da terminação do sistema de coisas”. Portanto, os do “escravo fiel e discreto” deviam estar bem ativos neste tempo urgente da pregação final do reino messiânico de Deus e da terminação deste atual sistema mundial. E, iguais aos da classe do “escravo” no primeiro século, devem sobreviver apesar da ampla perseguição. Quem faz isso hoje em dia? Quem produz os frutos cristãos certos, Os fatos indicam o pequeno grupo de membros ungidos da verdadeira congregação de Cristo hoje na terra. Eles têm vigorosamente provido alimento espiritual da Palavra de Deus, mantendo a sua própria espiritualidade.
Além disso, o hodierno “escravo” tem associadas consigo mais cerca de 2.000.000 de pessoas. Mostrou deveras ser “servo” de Jeová, suas testemunhas. Os companheiros deste “escravo” têm a esperança de viver para sempre numa terra paradísica. São alimentados abundantemente pelo “escravo fiel e discreto”. O alimento espiritual que recebem é alimento “no tempo apropriado”, porque nunca antes houve condições tão críticas e foi tão urgente a necessidade de fugir do atual sistema de coisas e confiar na provisão de Deus para a sobrevivência.
Vemos assim que o próprio Jesus Cristo trouxe à atenção este método de alimentar seu povo — não como pessoas isoladas e independentes, mas como grupo muito unido de cristãos, que têm verdadeiro amor e cuidado de uns para com os outros. Isto se dá hoje entre as congregações das testemunhas de Jeová em todos os países. Deve ser assim agora, pois, certamente, durante o reinado milenar de Cristo sobre a terra, as pessoas estarão em união, cooperando no embelezamento da terra. Não há outro modo de haver felicidade e produzir os frutos do espírito, que são “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Apenas com tais qualidades agindo nas pessoas pode haver paz e pleno usufruto da vida nesta terra.
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