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O atento “escravo fiel e discreto”A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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O atento “escravo fiel e discreto”
“Quem é realmente o escravo fiel e discreto, a quem seu senhor nomeou sobre os seus domésticos, para dar o sustento no tempo apropriado? Feliz é aquele escravo se o seu senhor, quando vir o achar assim fazendo. Em verdade vos digo: Ele o nomeará sobre todos os seus bens.” — Mat. 24:45-47, NM.
1, 2. (a) Como é a data de 1914 considerada (1) pelos historiadores, e (2) pelos estudantes da Bíblia? (b) Por que é de interesse a pergunta sobre se houve vigias atentos quanto a 1914?
OS OBSERVADORES perspicazes das condições do mundo admitem hoje abertamente que o ano de 1914 assinalou uma grande mudança nos negócios da terra. Um professor de história mundial, o Sr. Arnold J. Toynbee, de Londres, escreveu: “Durante quase um quarto de um milênio até o irrompimento da primeira Guerra Mundial em 1914, o Ocidente usufruiu um predomínio indisputável no mundo. Desde 1914, porém, a situação mudou. Dentro destes últimos quarenta e dois anos, o Ocidente perdeu o seu anterior predomínio no mundo, e ao mesmo tempo perdeu a sua anterior confiança em si mesmo.” (A revista Collier’s de 30 de março de 1956, págs. 76, 78) Embora esta observação verdadeira não seja idêntica ao significado bíblico do ano 1914, o do fim legal dos ‘tempos das nações’, contudo concordam em que resultou em ser uma data de presságios perigosos não só para o Ocidente da cristandade, mas, conforme sabemos agora, para a .humanidade inteira.
2 Poderíamos fazer a pergunta: Houve vigias mundiais atentos antes de 1914, para soar ò aviso da iminência do tempo de tribulações globais? Se houve, então tais vigias alertas devem saber mais sobre estes tempos desde 1914 do que quaisquer outros na terra. Tais vigias deviam ser procurados para se obter orientação e conselho nestes tempos cada vez mais perigosos. Talvez possam mostrar às pessoas interessadas onde se encontra a segurança.
3. Onde não houve vigias atentos, e por quê?
3 Seriam tais vigias atentos encontrados entre os clérigos católicos? Não é provável! A história mostra que têm estado ocupados demais com os ritos de sua igreja e com o seu empenho na política, mundial, antes de 1914 e desde então, para terem estado atentos aos sinais dos tempos atuais. Talvez os muitos grupos protestantes tenham sido avisados e tenham ficado atentos? Não! Seus clérigos, antes de 1914, estavam absortos demais com o seu alto criticismo contra a Bíblia e com o que chamam de modernismo. Então, que se pode dizer, dos sábios e rabinos judeus? Novamente a resposta é não! Antes de 1914, eles estavam ocupados demais com o materialismo e advogavam o sionismo, para um estado ideal restabelecido na Palestina. Que se pode dizer dos políticos e financistas perspicazes do mundo? Talvez eles sabiam o que ia acontecer? Decididamente não! Estavam até o pescoço enterrados nos preparativos para a guerra e em recolher os lucros. Todos estes mostraram ser “vidas” adormecidos, usando apenas o nome cristão. Isaías descreveu-os muito bem: “Os seus vigias são cegos, todos elles são sem entendimento; todos são cães mudos que não podem ladrar; sonham, deitam-se, gostam de dormir.” — Isa. 56:10.
4. Quem eram os vigias atentos e isso de acordo com que profecia?
4 Então, ficou o mundo sem aviso antecipado da parte de vigias atentos? Absolutamente não! Ainda sobra um grupo para se investigar, a saber, o da Sociedade Torre de Vigia das testemunhas de Jeová. Os registros da história respondem com um ressonante “sim” quanto a estes terem estado atentos. Fiéis ao seu nome de testemunhas, agiram mundialmente como vigias numa figurativa “torre de vigia”, dando aviso aos povos da cristandade. Mas as multidões da cristandade, na maior parte, deram pouca atenção. Jeremias predisse isto acuradamente com as seguintes palavras de Deus: ‘Eu suscitei vigias sobre vós, povo: “Prestai atenção ao som da trombeta!”’ Mas eles continuavam a dizer: ‘Não vamos prestar atenção.’ — Jer. 6:17, NM.
5-7. (a) Que registro de vigilância há da parte das testemunhas de Jeová? (b) Que evidência fornece certa fonte de documentação?
5 Sim, já tanto tempo atrás como o ano 1877, dois anos antes de se publicar a revista de nome significativo, A Sentinela, em inglês, estas modernas testemunhas de Jeová já proclamavam a verdade de que os tempos dos gentios findariam em 1914. Durante os trinta e sete anos que se seguiram, estas testemunhas avançaram vigorosamente com uma campanha mundial para avisar as nações de que a sua concessão de poder sem interrupção divina se esgotaria em 1914 E. C.
6 Um jornal destacado de Nova Iorque, The World, no seu suplemento dominical de 30 de agosto de 1914, numa reportagem, aumentou històricamente a muita documentação disponível para a história do mundo quanto às atividades destas testemunhas bíblicas de Jeová. Naquele tempo eram também conhecidas pelo nome de sua corporação britânica, a Associação Internacional de Estudantes da Bíblia. Este artigo relatou em parte:
7 “O terrível irrompimento da guerra na Europa tem cumprido uma profecia extraordinária. Durante o último quarto de século, os ‘Estudantes Internacionais da Bíblia’, melhor conhecidos como ‘Milenistas da Aurora’, têm proclamado ao mundo, por meio de pregadores e pela imprensa, que o Dia da Ira profetizado na Bíblia despontaria em 1914. ‘Cuidado com 1914!’ tem sido o clamor de centenas de evangelistas viajantes, os quais, representando este credo estranho, têm percorrido o país e proclamado a doutrina de que ‘está próximo o Reino de Deus’.”
ANALOGIA BÍBLICA
8, 9. Que perguntas surgem agora, e em que ocasião forneceu certo profeta parte da resposta a isso?
8 Visto que a história confirma que as testemunhas de Jeová foram o único grupo cristão encontrado atento quanto ao ano de 1914 e os subseqüentes “últimos dias”, encontra esta situação qualquer analogia na Bíblia Podem estas testemunhas oferecer credenciais bíblicas aos milhões que hoje se acham no mundo de trevas e que esperam uma liderança divinamente orientada? Considere o seguinte como resposta.
9 O maior profeta da terra, Jesus Cristo, profetizou que haveria um grupo atento de cristãos no cenário mundial, tanto antes como durante o “tempo do fim”. Quando Jesus estava no Monte das Oliveiras, pouco antes de ser pregado no madeiro, quatro de seus discípulos, a saber, Pedro; Tiago, João e André, perguntaram-lhe em particular quanto à evidência exata dos últimos dias, quando ele voltaria invisivelmente para dirigir os assuntos dos seus servos na terra. A resposta extraordinàriamente pormenorizada de Jesus acha-se preservada para nós nos relatos bíblicos escritos por Mateus, Marcos e Lucas, nos capítulos 24, 13 e 21, respectivamente. — Mar. 13:3.
10. Como se deve entender as palavras de Jesus em Mateus 24:42-44?
10 Jesus disse em resposta: “Ficai, pois, vigilantes, porque não sabeis [falando-se aqui coletivamente] em que dia vem o vosso Senhor [a segunda presença de Jesus]. Mas, sabei isto, se o dono de casa tivesse sabido em que vigília viria o ladrão, teria ficado desperto e não teria permitido que se lhe arrombasse a casa. Por causa disso, também vós [coletivamente] mostrai-vos prontos, porque, numa hora em que não pensais que seja, virá o Filho do homem.” (Mat. 24:42-44, NM) Observe que Jesus incentiva aqui o grupo de seus discípulos a se manterem alertas como um “dono de casa” atento. Não era incomum que Jesus se referisse às atividades deste grupo coletivo de discípulos com uma ilustração no singular. De modo similar, são chamados coletivamente, na Bíblia, de “noiva”, “casa” e “templo”. — João 3:29; Heb. 3:6; 2 Cor. 6:16.
11, 12. (a) Quem foi encontrado desperto quanto ao tempo da segunda presença de Jesus? (b) Era estranho que Jesus se interessasse nas atividades dos seus futuros discípulos?
11 Deu Jesus a entender que alguns daquele grupo do “dono de casa” atento, que estavam com ele ali no Monte das Oliveiras, viveriam no tempo de sua segunda presença, no fim dos ‘tempos das nações’ em 1914? Dificilmente seria assim, pois é aparente que nenhum destes quatro discípulos viveu além do ano 100 E. C. Jesus sabia de antemão que estes quatro apóstolos, bem como oito outros, se tornariam alicerces secundários dum grupo organizado de discípulos, o qual, depois de Pentecostes do ano 33 E. C., seria conhecido como a congregação cristã, da qual o próprio Jesus seria a rocha principal de alicerce. (Efé. 2:20; Mat. 16:18) Por isso é à congregação desperta,.e não às quatro pessoas, que Jesus se referiu ao dizer que sobreviveriam através dos séculos, embora às vezes aconteceria que a sucessão de discípulos ficaria obscurecida do ponto de vista histórico.
12 Tais futuros discípulos ungidos, além dos dias dos apóstolos, não estavam fora da cogitação e da declaração de Jesus. Por exemplo, na sua última oração registrada, em João 17:1-26, Jesus orou a Jeová: “Não rogo somente por estes [os apóstolos ali presentes], mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra.” (Versículo 20, ARA) Não é de estranhar, portanto, que os futuros membros da congregação estivessem incluídos na plena aplicação das ilustrações e dos proferimentos de Jesus.
13, 14. (a) Quem, no primeiro século, foi o “escravo fiel e discreto”? (b) Que significa “dar-lhes o sustento no tempo apropriado”?
13 Consideremos o que Jesus falou adicionalmente aos seus quatro discípulos, naquela ocasião em que estava sentado com eles no Monte das Oliveiras. “Quem é, realmente, o escravo fiel e discreto, a quem seu senhor nomeou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o sustento no tempo apropriado?” (Mat. 24:45, NM) Note que Jesus chama agora o grupo coletivo de “escravo fiel e discreto”, usando apropriadamente o singular ao falar do “escravo” figurativo. Ele diz que o “escravo” precisa alimentar os “domésticos”, estes últimos estando no plural. Como se havia de fazer isto? Antes de Jesus ascender ao céu, ele destacou três vezes a Pedro tal serviço de alimentação: “Apascenta meus cordeirinhos. . . . Pastoreia minhas ovelhinhas. . . . Apascenta minhas ovelhinhas.” (João 21:15-17, NM) As ovelhas nos dias de Pedro eram os do “pequeno rebanho” dos cristãos ungidos, que por fim somariam 144.000. (Luc. 12:32) Temos assim “domésticos”, ou indivíduos, que foram fielmente alimentados pela congregação ou organização semelhante a um escravo, por intermédio dos superintendentes. Muitos anos depois, Pedro lembrou aos superintendentes que eles tinham de ‘pastorear o rebanho de Deus’. — 1 Ped. 5:2.
14 Através dos anos, esta congregação, parecida a um escravo, tem alimentado discreta e fielmente seus verdadeiros membros. Desde Pentecostes do ano 33 E. C., e até o momento presente, tal ação tem sido feita amorosa e cuidadosamente. Sim, e os “domésticos” foram alimentados com sustento espiritual progressivo que os manteve em dia com “a luz brilhante, que se torna cada vez mais clara, até o dia ser firmemente estabelecido”. (Pro. 4:18, NM) Tudo isso resultou em ser “sustento no tempo apropriado”, conforme Jesus declarou.
15, 16. Que indica a Bíblia sobre o que se passaria com os “domésticos” durante a ausência do mestre por 1.900 anos?
15 Ao passo que Jesus, como semeador, tinha plantado abundantemente os “domésticos”, como trigo, sob uma organização pastoral, a congregação, a história registra também em outro lugar, em cumprimento da profecia de Jesus, que Satanás semearia joio no campo, no esforço de sufocar as fileiras cada vez mais esparsas dos verdadeiros seguidores, semelhantes ao trigo. (Mat. 13:25, 37, 38) Seria Satanás inteiramente bem sucedido, sem que sobrasse “trigo” depois da ausência do Mestre por quase 1.900 anos? Jesus expressou esta pergunta do seguinte modo: “Quando o Filho do homem vier, achará ele realmente esta fé na terra?” — Luc. 18:8, NM.
16 Jesus respondeu confiantemente a esta pergunta na ilustração acima citada do semeador, dizendo: “Assim como o joio é recolhido e queimado com fogo, assim será na consumação do sistema de coisas. Nesse tempo os justos resplandecerão tão brilhantemente como o sol no reino de seu Pai.” (Mat. 13:40, 43, NM) Assim se indicou que muitos,da classe do “trigo”, dos justos, ungidos, sobreviveriam aqui na terra até e durante o “tempo do fim”. Por esta razão continuou Jesus, dizendo, em Mateus 24:46 (NM): “Feliz é aquele escravo se o seu senhor, quando vier, o achar assim fazendo.” Confirma a história a expectação certa de Jesus?
17, 18. (a) Quando e como começaram os verdadeiros cristãos a surgir novamente perante os olhos da história? (b) De que modo provaram estar despertos, mas, por que lhes sobreveio um período de prova?
17 A partir de 1870, a sucessão esparsa de verdadeiros cristãos começou a surgir novamente perante os olhos da história, assim como se deu nos dias do primeiro século. Muitos deste grupo do “trigo” tomaram uma ação decisiva para se desassociar das muitas seitas da cristandade, que eram semelhantes a joio. Este grupo de cristãos, ajuntado de muitas partes da terra, formou uma nova associação que mais tarde se tornou conhecida como testemunhas de Jeová. A partir de 1879, este grupo coletivo usou a revista A Sentinela para, fornecer regularmente alimento espiritual aos do “pequeno rebanho” ungido. Sim, os “domésticos”, ou os ungidos individuais, estavam sendo reanimados espiritualmente com a crescente luz restabelecida da verdade bíblica, por meio do grupo coletivo do “escravo”. Em 1884, este grupo “escravo” formou um servo legal, uma corporação, chamada Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, agora conhecida por Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia.
18 Sob a direção desta corporação religiosa empreendeu-se a grande campanha mundial para anunciar que 1914 marcaria o fim dos ‘tempos das nações’, conforme já mencionado. As testemunhas de Jeová da Torre de Vigia provaram ser vigias espiritualmente atentos. Mas, as Escrituras os descreviam como tendo vestes impuras, por causa de sua longa associação com a apostasia cristã. (Zac. 3:3, 4) Ainda tinham muitos costumes, características e crenças similares às das seitas da cristandade, que eram como joio. Por isso lhes sobreveio de 1914 a 1918 um período de provas ardentes, não muito diferente do antigo período de cativeiro babilônico dos judeus, nos anos de 607-537 A. C.
19. Explique o cumprimento de Mateus 24:7, 9.
19 Na mesma profecia de Mateus (24:7, 9, NM), Jesus disse: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, [assim como ocorreu em 1914] . . . As pessoas vos entregarão [coletivamente], então, à tribulação e vos matarão [i. e., a alguns de vós, não todos], e sereis odiados por todas as nações por causa do meu nome.” Tudo isso aconteceu em relação com a transgressão da parte deles por terem medo dos homens, não se comportando de modo estritamente neutral durante os anos de guerra e ficando manchados por muitas práticas religiosamente impura. Jeová e Jesus Cristo permitiram que estas testemunhas fossem vituperadas, perseguidas, proscritas, e que seus encarregados fossem encarcerados pelas nações deste velho mundo. Por volta do verão de 1918, a forte voz organizada das testemunhas da Torre de Vigia tinha sido silenciada, tinha sido morta coletivamente, conforme profetizado em Apocalipse 11:7, 8. Observe, porém, que esta voz de vigia só foi sufocada depois de se ter completado a obra fenomenal de aviso aos povos das nações, antes de 1914.
20, 21. (a) Descreva a prova ardente que veio sobre os “domésticos”. (b) Qual foi o resultado?
20 Conforme sabemos agora, a classe deste vigia do “escravo fiel e discreto” estava sendo purificada para ainda maior serviço de vigia nos anos turbulentos que haviam de seguir à restauração em 1919. Anteriormente, na primavera de 1918, Jeová veio ao seu templo de servos cristãos terrestres, para inspeção e purificação. (Mal. 3:1-3) Os maus foram por Ele desassociados e mandados embora. Permitiu-se que um restante leal atravessasse a prova ardente em que Jeová e seu Mensageiro, Cristo Jesus, (1) os provaram por meio de arranjos de organização quanto à sua lealdade à organização de Jeová em vez de a líderes humanos, (2) os provaram por instruções e provisões de serviço quanto ao seu zelo e devoção à adoração de Jeová é à obra de testemunho, e (3) os provaram pela verdade revelada quanto ao seu amor a ela. Quão causticantes eram aqueles tempos! — Veja Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus, págs. 328 a 330.
21 Um restante fiel de alguns milhares destes “domésticos” da classe do “escravo fiel e discreto” sobreviveu a este tempo de prova. A partir da primavera de 1919 começaram a se levantar do pó da inatividade para o seu novo serviço enaltecido como vigias para o mundo. (Dan. 12:2; Apo. 11:11, 12) As Escrituras os descrevem também como trajando vestes novas de identificação pura, para representarem os interesses de Jeová na terra. — Zac. 3:4, 5.
22, 23. Lidou Jeová com um grupo neófito? Então, quem cumpre Mateus 24:14?
22 Agora que o há muito esperado Reino já se tornara realidade estabelecida no céu, certamente os seus interesses cada vez maiores na, terra, depois de 1919, não seriam deixados nas mãos duma organização neófita de crianças espirituais. E isto mostrou-se correto. Foi ao “escravo fiel e discreto” de 1900 anos de idade, à antiga congregação cristã, que se confiou este precioso serviço do Reino. Abundante na sua lealdade e integridade, perseverante em suportar pacientemente a perseguição, forte na sua antiga fé nas preciosas promessas de Jeová, confiante na liderança de seu Senhor invisível, Jesus Cristo, obediente na sua comissão secular de ser testemunhas na terra, e finalmente purificado pela prova ardente em 1918, o “escravo” maduro, conforme representado por um restante, estava agora pronto para novas designações de serviço.
23 Dentre todos os chamados grupos cristãos depois da Primeira Guerra Mundial, apenas as testemunhas atentas de Jeová estavam preparadas para empreender a pesada comissão global de pregar o testemunho final. Jesus disse, apropriadamente: “Aquele que tiver perseverado até o fim, esse é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a. terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações, e então virá o fim consumado.” — Mat. 24:13, 14, NM.
24. Que significa Mateus 24:47?
24 Foi assim próprio que Jesus dissesse a seguir a este “escravo fiel e discreto” de 1900 anos de idade, com seus milhares de “domésticos” purificados: “Em verdade vos digo: Ele o nomeará sobre todos os seus bens.” (Mat. 24:47, NM) Estes bens são os interesses do reino de Cristo na terra. Jesus, com sabedoria prática, confiou estes interesses do Reino à sua veterana classe do “escravo” aprovado. Esta classe do escravo, usando a Sociedade Torre de Vigia, encontra-se assim a partir de 1919 na posição exclusiva de responsabilidade e liderança quanto a este reino, cuja vinda tinha anteriormente proclamado por mais de trinta anos antes de 1914.
CREDENCIAIS ESMAGADORAS
25. (a) Até que ponto tem credenciais a classe do “escravo”? (b) Mencione várias destas credenciais como prova.
25 Tem a classe do “escravo fiel e discreto” ainda outras credenciais? Sim, e uma abundância delas! Uma lista parcial mostra que o restante cristão da atualidade, desde 1919, é mencionado ou representado em mais de oitenta designações bíblicas e proféticas.a O Deus do céu pintou um quadro vividamente exato de sua classe oficial na terra com mais de oitenta traços feitos pelo dedo da profecia bíblica. A realidade deste retrato, em todos os seus pormenores divinamente preordenados, salienta-se no cenário mundial à vista de todos. As credenciais são confirmadas além de qualquer dúvida. De fato, as credenciais são tão numerosas, todas elas apontando para a bem atenta classe do “escravo fiel e discreto”, que é impossível que o grande enganador, Satanás, produza alguma organização falsificada para preencher todos os oitenta aspectos bíblicos.
26. O que indicam as Escrituras quanto à aceitação destas credenciais por alguns? O que mostram os fatos atuais?
26 Em vista destes fatos claros, a Bíblia indica ainda mais que os amantes da justiça, em toda a terra, chegariam a ver e a aceitar de todo o corarão a liderança da organização que tem tais credenciais surpreendentes. “Assim diz Jehovah dos exercitos: Naquelles dias pegarão dez homens [pessoas de boa vontade de toda a terra] de todas as linguas das nações, sim, pegarão da orla do vestido daquelle que é judeu [singular, o ‘escravo fiel e discreto’], dizendo: Iremos comvosco [plural], porque temos ouvido que Deus é comvosco.” (Zac. 8:23) Até o ano de 1960, mais de 900.000 pessoas se têm associado ativamente como ministros pregadores; sob a liderança da classe do “escravo”.b
27. Que espécie de liderança se acha hoje disponível aos verdadeiros adoradores?
27 Esta grande multidão tem recebido regular e progressivamente seu alimento espiritual através das colunas do instrumento de oitenta e um anos de idade, usado pela classe do “escravo”, a saber, A Sentinela, a revista religiosa de maior circulação no mundo. Jeová e Jesus Cristo certamente não forneceram nenhuma forma apressada e oportunista de liderança para a grande multidão de verdadeiros adoradores. Sim, além de dúvida, o antigo mas atento “escravo fiel e discreto” ergue-se agora como vigia maravilhoso para os povos das nações. Assim como seu Mestre, Jesus Cristo, se erguia para o levantamento e a queda de muitos em Israel no primeiro século da Era Cristã, assim também agora, perante todo o mundo, as testemunhas ungidas se erguem como guia para a sobrevivência duma minoria da humanidade, mas resultam em ser para os outros causa de tropeço na destruição do Armagedon.
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Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”
1. (a) Como se acha o “escravo fiel e discreto” equipado para cumprir a vontade de Deus? (b) De que interesse é isso para os novatos?
AS ANALOGIAS bíblicas e a abundância de credenciais bíblicas da classe do “escravo fiel e discreto” já foram examinadas por nós. Verificou-se que esta classe são as testemunhas ungidas de Jeová, atualmente ativas em todas as partes da terra por meio de seu servo legal, que já tem agora setenta e seis anos de idade, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. Esta classe do “escravo” possui um corpo governante que fornece conselho e orientação, conforme prefigurado por Eliú, quando deu conselho ao idoso Jó. (Jó 32:1-6) A partir de 1919, a orientação governante da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová tornou-se teocrática, em vez de continuar com os arranjos democráticos que ainda sobraram da cristandade parecida ao joio. (Mat. 13:25, 38, 39) O anterior método democrático representava a vontade do povo em cada nível da organização, de baixo para cima. Mas o método teocrático assegura que se faz a vontade de Jeová em cada nível da organização, de cima para baixo. Agora que o reino dos céus já tinha sido estabelecido em 1914, chegara o tempo para focalizar a vontade de Deus na terra, em todos os assuntos. Isto foi em resposta à oração-modelo: “Seja feita a tua vontade [Deus], assim na terra como no céu.” (Mat. 6:10, Al) Chegara o tempo para que as multidões de outros, além dos “domésticos” da classe ungida do “escravo”, aprendessem a vontade divina e a cumprissem. Tais novatos precisam manter-se atentos com o “escravo fiel e discreto” em fazer a vontade divina, tornando-se assim qualificados para sobreviver ao fim deste velho mundo para a vida num paraíso restabelecido na terra.
2. Que evidência há quanto a como se divulga hoje a vontade divina?
2 Como se havia de divulgar esta vontade divina, trazendo-a à atenção das multidões dignas de homens de boa vontade para com Jeová? Novamente era o atento vigia mundial a classe do “escravo”, que precisava empreender outra campanha educativa mundial depois da sua restauração como testemunhas, depois de 1919. Tal trabalho global tem estado agora em progresso já por mais de quarenta anos e está chegando à sua culminação frutífera. Os fatos mostram que durante este tempo, e até o momento atual, a classe do “escravo” tem servido como canal coletivo exclusivo de Deus para a corrente da verdade bíblica que se dirige aos homens na terra. Assim como a primitiva congregação cristã serviu coletivamente como canal de comunicação do céu para a terra, assim também se dá em nosso tempo. (Efé. 3:10) Abundante alimento espiritual e notáveis pormenores quanto ao cumprimento da vontade de Deus têm sido transmitidos através deste canal exclusivo, o que é em realidade evidência miraculosa da operação do espírito santo. A situação atual da sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová, que ascende a quase um milhão de ministros em 175 países, dá eloqüente testemunho de que não se trata dum produto da sagacidade humana. Antes, é o produto do espírito santo operando teocràticamente através dum canal provado, influenciando as vidas de dedicados homens e mulheres em todas as rodas da vida. — Zac. 4:6.
3. Em Apocalipse 22:1, 2, o que é o “caminho largo”, o “rio de água da vida”, as “árvores da vida” e seus “frutos”?
3 A Bíblia prefigura este arranjo de transmissão como o “caminho largo” da Nova Jerusalém. Através do meio deste “caminho largo” acha.se canalizado um “rio de água da vida”, uma corrente de publicações de verdade cristalina trazendo benefícios vitalizadores a todos os que se revigoram com ela. Onde está mencionado isso na Bíblia? “E mostrou-me um rio de água da vida, claro como cristal, que corria do trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio do seu caminho largo [i. e., o da Nova Jerusalém]. E deste e doutro lado do rio estavam as árvores da vida, que produzem doze safras de frutos, dando seus frutos cada mês. E as folhas das árvores são para a cura das nações. E o espírito e a noiva continuam a dizer:‘Vem!’ E quem ouve diga: ‘Vem!’ E quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” (Apo. 22:1, 2, 17, NM) Assim, como organização, a classe do ‘escravo discreto’ tem desde 1919 canalizado uma corrente sempre crescente de publicações bíblicas, aos milhões, contendo as “águas da vida” que destacam a vontade de Jeová conforme emana do trono de Deus no céu. Note que há “árvores da vida” em cada margem deste “rio da vida”. Estes são os “domésticos”, os do restante ungido, individualmente, que primeiro se saciam destas águas da verdade. Estando assim cheios da verdade, cada um dos ungidos produz continuamente os frutos do Reino e os frutos do espírito, em todas as estações, para alimentar espiritualmente e ajudar aos seus muitos novos associados das “nações”. — Gál. 5:22-24.
4. Explique as “folhas”, as “nações”, a “noiva” e o que significa dizer: “Vem!”
4 Os do restante ungido, como “árvores” individuais, são também mencionados como produzindo “folhas . . . para a cura das nações”. O que são estas folhas? Parecem ser os arranjos de organização, feitos através do restante ungido, para produzir a cura espiritual dos homens de boa vontade. Os ungidos, individualmente, são usados para servir nas oficinas gráficas da Sociedade, para escrever e publicar livros e revistas, e são enviados como oradores públicos; alguns viajam como servos de filial, de circuito e de distrito, outros continuam como fiéis superintendentes de congregação e dirigentes de estudo. Quase todos estes mais de quatorze mil do restante ainda relatados participam no campo, treinando regularmente os novatos no serviço de casa em casa e na obra de estudos bíblicos. Esforçam-se em ser exemplos fiéis para os homens de boa vontade quanto a que significa ser servo dedicado de Deus. Resistirão à tendência decorrente do envelhecimento e enfraquecimento em força física de se aposentar para deixar os outros, os homens de boa vontade, fazer o trabalho árduo. A aposentadoria poderia conduzir a procurarem apenas o conforto físico, e assim se tornariam materialistas. Até o dia da sua morte, estes filhos de Deus, fiéis, gerados do espírito e ungidos, cederão as suas “folhas” de cooperação no serviço para ajudar os da “grande multidão” à sua cura. Sim, confirma-se que estas “árvores” são os ungidos, porque mais tarde, na mesma profecia, são chamadas como sendo os membros da classe da “noiva”, os destinados a serem a noiva de Cristo, de 144.000, no céu. (Efé. 5:23) E assim é como “noiva” que continuam a dizer “vem” a todos os de boa vontade, para tomarem das ‘águas da vida’ que estão sendo canalizadas por intermédio da Sociedade Torre de Vigia do “escravo”. Quando ficam espiritualmente revigorados e curados, então, por sua vez, participam com o restante em dizer aos outros: “Vem!” Por isso, sob a direção divina, o programa educativo espiritual avança velozmente em proporções cada vez maiores. — Isa. 11:9.
MILAGRE MODERNO
5, 6. (a) Descreva o que ficou afetado pela corrente da verdade desde 1919 até 1931. (b) Que espécie de milagre aguardava a alguns?
5 De 1919 a 1931, a corrente das águas da verdade afetou na maior parte apenas os do restante ungido. Mais dos ungidos estavam sendo chamados para preencher as vagas deixadas pelos rejeitados em 1917 e 1918. Estavam igualmente sendo revigorados e fortalecidos espiritualmente para uma obra, maior ainda na frente. Mas, especialmente por declararem fielmente os juízos de Jeová, estavam preparando o campo do mundo para uma gigantesca ceifa. Assim se verificou que, com exceção do restante desperto da classe do “escravo”, todos os outros da humanidade estavam espiritualmente adormecidos, até 1931. Encaminhavam-se fatalmente para a destruição no Armagedon. Por volta de 1931, os clérigos católicos, protestantes e judaicos estavam roncando num sono espiritual até mais profundo do que antes de 1914. Não havia nem um só vigia atento entre eles.
6 Em Ezequiel, capítulo 47, descreve-se profeticamente um milagre hodierno. Segundo a amorosa presciência de Jeová, ele manobrou os assuntos terrestres de modo que uma “grande multidão” tivesse uma ressurreição espiritual. (Apo. 7:9; Col. 2:13) Era a vontade de Deus que o despertamento do restante na terra seguisse a ressurreição celestial dos ungidos, em 1918, que tinham morrido antes daquele tempo. (Apo. 11:18) Contudo, ainda havia multidões que se achavam presas numa situação semelhante à morte, dentro do velho mundo moribundo de Satanás, e que não faziam nada sobre a sua situação. Mas, por meio deste milagre moderno que começou depois de 1931, Jeová abriu gradualmente os seus olhos para a situação real das coisas, que a cristandade tinha sido por Deus e Cristo achada em falta, resultando na sua rejeição por ser culpada de fornicação espiritual com o mundo. (Tia. 4:4) Tais pessoas começaram a discernir o restante bem desperto do “escravo fiei e discreto” e o significado de sua obra de pregação. Quais são os pormenores deste milagre moderno?
7. O que destaca Ezequiel 47:1-12 como tendo aplicação atual?
7 Liguemos agora o aparelho de televisão da profecia bíblica no capítulo 47 de Ezequiel, para vermos o que se realizou ali em cumprimento nos tempos modernos. Começamos assim a ter uma visão ampliada das coisas que acabamos de considerar no capítulo 22 de Apocalipse. Novamente vemos um “rio” de água da verdade canalizado para a terra desde o templo espiritual de Jeová. As águas começaram a correr através do canal da classe do “escravo”, a partir da sua restauração em 1919. Note que se descreve o “rio” como dirigindo-se para o oriente, em direção a maior luz, indicando evidentemente que as publicações da Sociedade, contendo a verdade, progrediriam na luz da verdade com o passar dos anos, depois de 1919. Ezequiel faz uma inspeção periódica, cada mil côvados, ou cúbitos, da profundidade crescente deste rio, que no princípio atingia apenas os tornozelos, depois os joelhos, e, mais para cima, até os lombos, e, finalmente, o rio era tão profundo que se tinha de nadar para atravessá-lo. — Eze. 47:1-5.
8. Que significa a inspeção dos vários estágios do rio hoje em dia?
8 Assim também, nestes últimos dias de cumprimento, um exame periódico feito cada três anos mostra um crescente aumento na profundidade espiritual e na ,clareza das águas da verdade publicadas pela Sociedade Torre de Vigia. O riacho publicado em 1919 ia em 1922 apenas até os “artelhos”, falando-se figurativamente, depois aumentou em profundidade quanto à “espiritualidade e visão até 1925, seguido por uma grande corrente de nova luz publicada até 1928, o que foi superado até 1931 pela imensa torrente de esclarecimento bíblico. Todos os que desde 1931 têm estado ligados à Sociedade Torre de Vigia podem confirmar abundantemente que desde então as águas da verdade têm sido publicadas em tal quantidade e tão ràpidamente por meio da revista A Sentinela e de outras publicações da Torre de Vigia, que é preciso “nadar” figurativamente para se manter em dia com ela. Outrossim, de 1931 a 1945, as forças nazi-facistas e da Ação Católica verificaram que não podiam mais impedir este forte “rio” de verdade. Sim, as testemunhas de Jeová tinham sido tão fortalecidas pelas águas da verdade, que não podiam ser vencidas pela perseguição nem impedidas de publicar. — Apo. 12:15, 16.
9, 10. (a) Leia e explique Ezequiel 47:7, 12. (b) Que representa o Mar Morto?
9 A seguir vemos que também este “rio” tinha “árvores” em ambas as margens de sua corrente. Estas “árvores” dão cada mês novos frutos, e suas folhas são fornecidas como remédio. Isto é igual à cena de Apocalipse, já examinada, e se aplica individualmente aos do restante, que são como árvores, os quais fazem fielmente o seu serviço de pregação, junto com a organização-canal, para trazer cura espiritual às nações. (Eze. 47:7, 12) Mas, como se realiza o milagre moderno?
10 Para onde dirigiria a vontade divina a formidável corrente desta água purificadora da verdade do Reino com os benefícios vitalizadores? A imagem televisada pela profecia bíblica nos mostra que Jeová Deus dirige este rio para o lado oriental (do lugar onde se achava antigamente a área do templo em Jerusalém) e diretamente para o Mar Morto. Ora, nenhum peixe jamais viveu no literal Mar Morto. Mas, observe agora o que aconteceu a este antitípico Mar Morto! O Mar Morto representa aqui aptamente a condição semelhante à morte que impediu multidões de pessoas de ver a luz espiritual durante este tempo do fim. Satanás as mantém seguras como prisioneiros. Mantém-nas em grandes trevas espirituais por meio da falsa religião. O Diabo mantém tais pessoas ocupadas com o materialismo, soterradas debaixo de propaganda e ocupadas com as coisas servis duma existência frenética. Toda a humanidade, exceto o atento “escravo fiel e discreto”, foi assim mantida num sono espiritual semelhante à morte, até 1931.a
11. Descreva a cura que as águas do “rio” efetuam.
11 Milagre dos milagres, Jeová orienta então esta corrente de águas da verdade pára. soltar a “grande multidão” de homens de boa vontade deste cativeiro semelhante ao Mar Morto. A partir de 1931, A Sentinela começou a mudar gradualmente seu toque de clarim para chamar os que não eram do grupo dos ungidos. Durante os anos esclareceu-se o cumprimento de uma profecia após outra, somando agora mais de quarenta e duas, todas elas confirmando que Jeová abriu a porta para uma vasta multidão, a fim de entrar nesta plenamente purificada e preparada sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová.b As águas da verdade proveram remédios no sentido de que a situação no cenário mundial e a situação de cada um individualmente foi mudada pela manobra de Jeová. Soltaram-se os grilhões religiosos; a luz lançada sobre a angústia mundial libertou os que meditavam nas verdades do Reino de suas anteriores restrições tradicionais. A situação tornou-se suportável. E assim, conforme Ezequiel indicou, grande número de “peixes” começou a viver. Nos quase trinta anos desde que se iniciou este milagre moderno chegou a ter até agora mais de 900.000 destes ‘peixes vivificados’ que se empenham ativamente com a classe do “escravo”. Eles saíram dum elemento sem vida, dum velho mundo morto nos seus pecados, e da ameaça de destruição no Armagedon, para se tornarem vivos para Deus. — Eze. 47:8, 9.
12. Qual é o arranjo em funcionamento para manter vivos os “peixes” despertos?
12 Agora que estes “peixes” chegaram a viver sob a mão miraculosa de Jeová, permite ele que procurem sozinhos o alimento? Não. Nosso aparelho de televisão mostra a seguir que Jeová estabeleceu uma organização de “pescadores” para fornecer o alimento. Isto está em oposição direta ao que geralmente se dá, pois os peixes costumam ser apanhados para se tornar alimento do homem. Mas nesta profecia, os peixes são pescados para ser alimentados e preservados vivos. “Junto a ele [o Mar Morto] se acharão pescadores; desde En-Gedi até En-Eglaim haverá lugar para se estenderem redes; o seu peixe . . . será . . . em multidão excessiva.” (Eze. 47:10, ALA) Isto nos faz imediatamente lembrar do que Jesus disse certa vez a seus discípulos: “Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mat. 4:19) Deveras, os pescadores com suas redes representam hoje aptamente o restante ungido com sua organização semelhante a uma rede, ainda basicamente ocupado na mesma pescaria espiritual que seus predecessores apostólicos. Por tais meios organizados prestam-se socorros em todas as partes da terra. Antes de 1931, apenas os do “pequeno rebanho” celestial estavam sendo servidos, mas agora, desde 1931, as operações de socorro são realizadas numa vasta escala global, para salvar centenas de milhares. Estes “peixes” vivificados são os mesmos que as “outras ovelhas” de Cristo Jesus. (João 10:16) Estas “outras ovelhas”; que dependem dos “frutos” e das “folhas” dos membros individuais do restante, que são semelhantes a árvores, estão sendo bem alimentadas para serene preservadas com vida através da tormenta do Armagedon e mais além.
MANTENHA-SE ATENTO
13. Descreva um modo de se manter atento ou desperto com a classe do “escravo”.
13 Pode surgir a pergunta: ‘Como é possível manter-se atento com esta classe dó “escravo fiel e discreto” que avança tão rapidamente?’ Os membros deste grupo ungido estão anos na frente em madureza, em conhecimento bíblico, em experiência teocrática e em visão do propósito e da vontade divina de Jeová. Há várias coisas que se podem fazer para se manter atento e em dia. Primeiro, é preciso manter-se em dia com o “sustento no tempo apropriado” provido através do canal provado de Delis e publicado pela Sociedade Torre de Vigia. Ninguém se pode permitir perder mesmo uma só refeição espiritual. Em ‘adição ao estudo particular, é vital assistir aos estudos de congregação, cada semana. Se alguém falta às reuniões de estudo, pode começar a sofrer de inanição espiritual, permanecendo espiritualmente magro e fraco. Se persistir em tal alimentação descuidada, não terá bastante força para acompanhar a marcha rápida da sociedade do Novo Mundo. Os do restante ungido, como líderes, têm apenas uma determinação na frente deles, e esta é o prêmio da vida eterna por fazer a vontade de Jeová em vindicação de Sua soberania. Pertence às “outras ovelhas” desejando ser bastante forte para ser companheiro de viagem do restante neste avanço decidido para a vitória? Alimente-se com avidez, como se significasse a sua vida. Pois significa a sua vida.
14, 15. Explique mais dois modos para se manter atento.
14 Outra coisa é seguir a maneira teocrática de agir, o proceder e a orientação teocrática. Em Apocalipse está escrito: “Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Jeová Deus, o Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, Rei da eternidade.” (Apo. 15:3, NM) Não somos mais governados por métodos e processos democráticos. Tais métodos destacam a vontade dos homens. Depois de termos sido introduzidos na sociedade do Novo Mundo, estamos decididos a fazer a vontade divina. A vontade divina nos vem transmitida teocraticamente através da liderança do “escravo fiel e discreto”, provida por Deus.
15 Em terceiro lugar, podemos manter-nos atentos por nos manter no lugar designado na organização. Os da “grande multidão” não devem questionar ou procurar alterar quaisquer designações feitas por intermédio do “escravo fiel e discreto”. Nem devem procurar fazer o trabalho designado a outro. Paulo escreveu: “Pois assim como em um só corpo temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função.” (Rom. 12:4, NM) Portanto, faça cada um o seu próprio serviço designado. Se o lugar de um é o de publicador de congregação, então seja diligente em fazer o serviço de pregação de modo eficiente, em harmonia com as instruções da Sociedade. Se for servo de congregação, então é seu dever agir concordemente. Se alguém fracassar, então os anjos, que têm a superintendência invisível, cuidarão que se façam por fira mudanças. Jesus disse: “O Filho do homem enviará os seus anjos, e elles ajuntarão do seu reino tudo o que serve de pedra ele tropeço e os que praticam a iniquidade.” — Mat. 13:41.
16. Quais são os recursos que temos, e o que pode ser feito com eles?
16 Outrossim, podemos manter-nos atentos pelas nossas contribuições de serviço e pelas contribuições financeiras à Sociedade Torre de Vigia. Jeová terei feito muito para nós através desta agência. O mínimo que podemos fazerem troca é mostrar nosso amor e nossa apreciação por contribuirmos com as nossas finanças e o nosso tempo para a expansão da obra global de pregação. O restante, no seu número pequeno, contribuiu milhões de dólares à obra da Sociedade antes de 1931. Agora, certamente os da “grande multidão” estão dispostos a fazer a sua parte em tornar a obra educativa da Sociedade hoje a atividade mais importante no mundo. Demos generosamente dos nossos recursos de tempo e de dinheiro. Jeová abençoou as contribuições dos seus ungidos nos primeiros estágios do trabalho; por isso podemos estar certos de que as contribuições das “outras ovelhas” na atualidade resultarão em bênção ainda maior para a humanidade justa. — Isa. 60:5; 61:5, 6.
17, 18. (a) Por que são o amor e a lealdade necessários para se manter atento? (b) Como mostram o respeito e a obediência que a pessoa está atenta?
17 Podemos mostrar-nos atentos por mostrar o nosso amor a todos e por procedermos com lealdade. A organização de Jeová no céu está caracterizada pelo amor. O amor é do mesmo modo a característica destacada da sociedade do Novo Mundo na terra. Isto é o que a distingue tão notavelmente do velho mundo. Esta é também a grande característica do progressista “escravo fiel e discreto”. Um dos primeiros membros daquele grupo escravo, o apóstolo Paulo, escreveu: “Rogo-vos . . . que andeis dignamente da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade da mente e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente observar a unidade do espírito no laço unificador da paz.” — Efé. 4:1-3, NM.
18 Por último, podemos manter-nos atentos por sermos respeitosos e obedientes. Sabemos que Jeová está usando hoje a Sociedade Torre de Vigia do “escravo fiel e discreto” como agência governante na terra. Ela merece nosso respeito e pleno apoio. Está escrito: “Lembrai-vos dos que vos governam, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta seu comportamento, imitai-lhes a fé.” (Heb. 13:7, NM) Às vezes se ouve alguém imaturo fazer uma observação desdenhosa, falar de modo descuidado ou criticar diretamente as operações da Sociedade. Isto é uma flagrante falta de respeito para com os meios que Jeová usou tão notavelmente na realização da sua vontade neste tempo antes do Armagedon. Deveras, a Sociedade, conforme dirigida pelo espírito santo de Deus, merece o nosso profundo respeito e sincera obediência.
19. Como provou o “escravo fiel e discreto” que ele está adiantado aos tempos?
19 Sim, o “escravo fiel e discreto” estava atento à vinda de 1914. Em 1942, o “escravo fiel e discreto”, guiado pelo espírito infalível de Jeová, tornou conhecido que as democracias iriam ganhar a Segunda Guerra Mundial e que se estabeleceria uma organização de Nações Unidas.c Tal vigilância referia-se a eventos que três anos mais tarde se cumpriram infalivelmente. Na Assembléia Internacional da Vontade Divina em 1958 forneceu-se uma notável informação antecipada em relação com a profecia de Daniel sobre os eventos que ocorreriam no futuro imediato. Esta evidência de previsão espiritual acha-se registrada para nós na série de artigos publicados na Sentinela sob o título “Seja Feita a Tua Vontade na Terra”. O “escravo fiel e discreto” foi informado novamente com antecedência, para a orientação de todos os que amam a Deus. A sua atual segurança certamente depende de se ‘manter atento com o “escravo fiel e discreto”.
20, 21. (a) Como se pode agora levar uma vida Inspiradora para um propósito fixo? (b) Que aplicação tem Mateus 25:21, e de que incentivo é isto?
20 Mantenha-se atento para levar agora uma vida feliz que tenha um propósito inspirador. Fazer a vontade de Deus é empolgante, fascinante e fornece o maior dos incentivos. Não recaia na anterior condição do “Mar Morto”. Não fique como peixe morto, fedorento. Mas, permaneça vivo, espiritualmente sadio, como peixe antitípico de ‘cheiro suave do conhecimento de Cristo’, conforme escreveu Paulo. (2 Cor. 2:15, NM) Deixe que os que recusam ouvi-lo pregar permaneçam no mundo cego, seguindo a clérigos cegos, cuja lâmpada se apagou. Até mesmo morcegos cegos têm maiores poderes perceptivos do que os clérigos que estão espiritualmente adormecidos. Mas os da “grande multidão”, e quaisquer outros que desejam ser esclarecidos, devem seguir a classe do atento “escravo fiel e discreto” que mantém a sua lâmpada acesa, dia e noite. Sua felicidade agora e no futuro novo mundo depende de sua cooperação com o restante. Jesus disse a respeito dos seus irmãos espirituais, o restante: “Em verdade vos digo [os da ‘grande multidão’]: Ao ponto que o fizestes a um dos mínimos destes meus irmãos, a mim o fizestes.” — Mat. 25:40, NM.
21 Mantenha-se desperto com o restante que se encontra agora num tempo de alegria e de ascendência. Jesus fez este elogio do “escravo fiel e discreto”: “Muito bem, escravo bom e fiel! Foste fiel nas poucas coisas. Nomear-te-ei sobre muitas coisas. Entra no gozo do teu senhor.” (Mat. 25:21, NM) Permaneça com o restante no seu serviço régio do Reino. Participe com ele nas alegrias do Reino, que trazem enorme força. Mantenha-se atento com o “escravo fiel e discreto”, debaixo de Cristo, a fim de viver para sempre.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja-se Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus, págs. 331 a 336.
b Veja-se Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus, págs. 399, 400.
c O folheto Paz — Pode Durar?, 1942, págs. 22, 23.
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Precisa pagar o dízimo?A Sentinela — 1961 | 15 de janeiro
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Precisa pagar o dízimo?
PAGAR o dízimo, que significa dar uma décima parte de sua renda com o objetivo de promover a adoração religiosa, foi um fator da vida diária no que se refere aos antigos israelitas. Não se sabe se as nações pagãs adotaram ou copiaram dos hebreus o costume de pagar dízimo. Eles tinham um sistema para prover o sustento dos seus sacerdotes e deuses. Não se chegou a saber com certeza se o seu sistema era semelhante ao dos judeus. É muito improvável que tenha sido semelhante.
Os egiptólogos Sayce e Petrie lançaram bastante luz sobre o assunto. O Professor Sayce escreveu: “Embora se fizessem donativos em grande escala aos templos egípcios, não há nada para indicar que pagassem dízimos.” O Professor Flinders Petrie disse: “Eu não me lembro de nenhuma alusão ao dízimo. . . . O sistema egípcio das rendas sacerdotais era por meio de bens de raiz, e não por impostos ou dízimos.” Os professores Mahaffy e Grenfell eram ambos da opinião de que no Egito se reservava “uma sexta parte” para os templos e os deuses.
Embora o Dr. Theophilus G. Pinches, anteriormente do Departamento Assírio do Museu Britânico, tivesse declarado que “há informação quase certa de que na Babilônia se pagavam dízimos aos templos dos deuses anterior a 2000 A. C.”, contudo, o Dr. Wallis Budge, do Museu Britânico, chegou à conclusão, baseada nos seus estudos de escritos cuneiformes originais, que tais dízimos eram mais da natureza de “ofertas voluntárias do que o pagamento literal duma décima parte como obrigação”.
Havia outras classes de pessoas no vale do Eufrates e em outras partes, que ofereciam anualmente dádivas aos seus deuses. Os antigos gregos pagavam dízimos dos despojos de guerra a Apolo, e os romanos a Hércules. Isto se fazia parcialmente como questão de obrigação e parcialmente era voluntário. “A bem dizer”, explica H. W. Clarke no seu livro A História dos Dízimos, em inglês, estes dízimos “não eram a espécie de dízimos mencionados na lei mosaica. Eram apenas votos e ofertas arbitrárias; mas, não se pode tirar disso a conclusão de que se tratava de dízimos porque se dava uma décima parte. Os pagãos ofereciam às vezes mais e às vezes menos de um décimo”.
A Bíblia contém a história mais antiga e mais fidedigna dos hábitos e dos costumes da raça humana. Encontramos ali a primeira menção de dízimo em Gênesis 14:20, onde se diz que Abraão deu a Melquisedec o dízimo ou o décimo dos despojos. Não há registro, porém, de que jamais oferecesse novamente dízimos ou que ordenasse aos seus descendentes que pagassem dízimos. Em Gênesis 28:20-22 lemos a respeito de Jacó, neto de Abraão, que votou a Jeová, se Deus lhe desse prosperidade e lhe concedesse uma viagem segura, que ‘certamente daria o dízimo’ dos seus bens a Deus. A declaração mostra que seu voto foi uma oferta voluntária e não obrigatória segundo algum mandamento de dízimo anteriormente especificado.
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