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  • Estudo número 4 — A Bíblia e o seu cânon
    “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
    • para a conduta da vida humana.” Assim, Josefo indica que o cânon das Escrituras Hebraicas tinha sido estabelecido bem antes do primeiro século EC.

      16 O erudito bíblico Jerônimo, que completou a tradução da Vulgata latina da Bíblia, por volta de 405 EC, foi bastante explícito na sua posição sobre os livros apócrifos. Após alistar os livros inspirados usando a mesma contagem que Josefo, enumerando os 39 livros inspirados das Escrituras Hebraicas como 22, escreveu no seu prólogo dos livros de Samuel e de Reis na Vulgata: “De modo que há vinte e dois livros . . . Este prólogo das Escrituras pode servir como enfoque fortificado para todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim; de modo que saibamos que tudo o que for além destes precisa ser colocado entre os apócrifos.”

      AS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS

      17. Que responsabilidade alega a Igreja Católica Romana ter, mas quem realmente determinou que livros constituem o cânon da Bíblia?

      17 A Igreja Católica Romana alega ter a responsabilidade de decidir que livros devem ser incluídos no cânon da Bíblia e faz menção ao Concílio de Cartago (397 EC), onde se formulou um catálogo de livros. O oposto é a verdade, porém, pois o cânon, incluindo a lista dos livros que compõem as Escrituras Gregas Cristãs, já estava estabelecido naquele tempo, isto é, não pelo decreto de qualquer concílio, mas pela orientação do espírito santo de Deus — o mesmo espírito que havia inspirado a escrita daqueles livros. O testemunho de posteriores catalogadores não-inspirados é valioso apenas como reconhecimento do cânon da Bíblia que o espírito de Deus autorizara.

      18. Que importantes conclusões podem ser tiradas da tabela que mostra primitivos catálogos das Escrituras Gregas Cristãs?

      18 A Evidência dos Catálogos Primitivos. Uma olhadela na tabela acompanhante revela que vários catálogos das Escrituras Cristãs, do quarto século, datados antes do concílio mencionado acima, concordam exatamente com nosso cânon atual, e alguns outros omitem apenas Revelação (Apocalipse). Antes do fim do segundo século, há aceitação universal dos quatro Evangelhos, de Atos e de 12 das cartas do apóstolo Paulo. Somente alguns dos escritos menores eram duvidados em certas áreas. Isto se dava provavelmente porque tais escritos eram limitados na sua circulação inicial por uma razão ou outra e, assim, levaram mais tempo para serem aceitos como canônicos.

      19. (a) Que importante documento foi achado na Itália, e qual a sua data? (b) Como define este o cânon aceito daquele tempo?

      19 Um dos mais interessantes catálogos primitivos é o fragmento descoberto por L. A. Muratori, na biblioteca Ambrosiana, em Milão, Itália, e publicado por ele em 1740. Embora esteja faltando o início, sua referência a Lucas como o terceiro Evangelho indica que já mencionara Mateus e Marcos. O Fragmento Muratoriano, que está em latim, data da última parte do segundo século EC. É um documento muito interessante, conforme a seguinte tradução parcial mostra: “O terceiro livro do Evangelho é o segundo Lucas. Lucas, o bem conhecido médico, o escreveu em seu próprio nome . . . O quarto livro dos Evangelhos é o de João, um dos discípulos. . . . E assim, para a fé dos crentes, não há discórdia, ainda que sejam dadas diferentes coletâneas dos fatos em cada livro dos Evangelhos, visto que em todos [eles], sob o único Espírito orientador, têm sido declaradas as coisas relacionadas com o seu nascimento, paixão, ressurreição, conversas com seus discípulos, duplo advento, o primeiro na humilhação procedente do desprezo, que ocorreu, e o segundo na glória do poder régio, que ainda há de vir. Que maravilha é, então, se João menciona de modo tão coerente nas suas epístolas estas várias coisas, dizendo em pessoa: ‘o que temos visto com os nossos olhos, e ouvido com os nossos ouvidos, e as nossas mãos têm apalpado, estas coisas temos escrito’. Pois assim, professa ser não apenas testemunha ocular, mas também ouvinte e narrador de todas as coisas maravilhosas do Senhor, na sua ordem. Além disso, os atos de todos os apóstolos estão escritos num único livro. Lucas [assim] os incluiu para o excelentíssimo Teófilo . . . Já as epístolas de Paulo, o que são, de onde ou por que razão foram enviadas, elas próprias tornam claro àquele que estiver disposto a entender. Em primeiro lugar, ele escreveu detalhadamente aos coríntios para proibir a introdução do cisma da heresia, depois escreveu aos gálatas [contra a] circuncisão, e aos romanos sobre a ordem das Escrituras, indicando também que Cristo é o principal assunto nelas — sendo necessário considerarmos cada qual delas, entendendo que o próprio bendito apóstolo Paulo, seguindo o exemplo de seu predecessor, João, escreve a não mais do que sete igrejas por nome, na seguinte ordem: aos coríntios (primeiro), aos efésios (segundo), aos filipenses (terceiro), aos colossenses (quarto), aos gálatas (quinto), aos tessalonicenses (sexto), aos romanos (sétimo). Mas, apesar de escrever aos coríntios e aos tessalonicenses duas vezes, visando correção, indica-se que há uma única igreja espalhada por toda a terra [?i.e., por este escrito sétuplo]; e também por João no Apocalipse, embora escreva a sete igrejas, fala todavia a todas. [Ele escreveu], porém, uma por afeição e amor a Filêmon, uma a Tito e duas a Timóteo; [e estas] são consideradas sagradas na honrosa estima da Igreja. . . . Adicionalmente, conta-se uma epístola de Judas e duas que levam o nome de João . . . Recebemos os apocalipses apenas de João e de Pedro, estes [últimos] alguns de nós não desejamos que fossem lidos na igreja.” — The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, 1956, Vol. VIII, página 56.

      20. (a) Como se explica a omissão de uma das cartas de João e uma das de Pedro? (b) Quão próximo, então, corresponde este catálogo ao nosso catálogo atual?

      20 Nota-se que próximo ao fim do Fragmento Muratoriano, faz-se menção de apenas duas epístolas de João. Entretanto, sobre este ponto, a enciclopédia mencionada acima, na página 55, observa que estas duas epístolas de João “somente podem ser a segunda e a terceira, cujo escritor chama a si mesmo meramente de ‘o ancião’. Tendo já considerado a primeira, embora apenas de passagem, em conexão com o quarto Evangelho, e ali declarado sua crença inquestionável na sua origem joanina, o autor sentiu-se capaz aqui de se limitar às duas cartas menores”. Quanto à aparente ausência de qualquer menção à primeira epístola de Pedro, esta fonte continua: “A hipótese mais provável é a da perda de algumas palavras, talvez de uma linha, em que I Pedro e o Apocalipse de João são mencionados como aceitos.” Por conseguinte, do ponto de vista do Fragmento Muratoriano, esta enciclopédia, na página 56, conclui: “O Novo Testamento é considerado como definitivamente composto dos quatro Evangelhos, dos Atos, das treze epístolas de Paulo, do Apocalipse de João, provavelmente de três epístolas suas, de Judas e provavelmente de I Pedro, ao passo que a oposição a outros escritos de Pedro não estava ainda silenciada.”

      21. (a) De que interesse são os comentários de Orígenes sobre os escritos inspirados? (b) O que reconheceram escritores posteriores?

      21 Orígenes, por volta do ano 230 EC, aceitou entre as Escrituras inspiradas os livros de Hebreus e de Tiago, ambos ausentes do Fragmento Muratoriano. Embora indique que alguns duvidavam da sua natureza canônica, isto também demonstra que, por este tempo, a canonicidade da maior parte das Escrituras Gregas era aceita, somente alguns duvidando de algumas das menos conhecidas epístolas. Mais tarde, Atanásio, Jerônimo e Agostinho reconheceram as conclusões das listas anteriores, definindo como o cânon os mesmos 27 livros que temos agora.b

      22, 23. (a) Como foram preparadas as listas dos catálogos na tabela? (b) Por que aparentemente não havia tais listas antes do Fragmento Muratoriano?

      22 A maioria dos catálogos na tabela são listas específicas, que indicam que livros eram aceitos como canônicos. Os de Irineu, de Clemente de Alexandria, de Tertuliano e de Orígenes são completados à base das citações que fizeram, que revelam como eles consideravam os escritos a que se referem. Estas são adicionalmente suplementadas dos registros do antigo historiador Eusébio. Contudo, o fato de que estes escritores não mencionam certos escritos canônicos não argumenta contra a canonicidade deles. Apenas não se referem a eles nos seus escritos, quer por escolha deliberada quer por causa do assunto em pauta. Mas, por que não encontramos listas exatas anteriores ao Fragmento Muratoriano?

      23 Foi só em meados do segundo século EC, quando apareceram críticos como Marcião, que surgiu a questão de que livros deveriam ser aceitos pelos cristãos. Marcião elaborou seu próprio cânon para se adequar a suas doutrinas, aceitando somente certas cartas do apóstolo Paulo e uma forma expurgada do Evangelho de Lucas. Isto, associado à grande quantidade de literatura apócrifa que, naquela época, difundia-se pelo mundo, foi o que levou às declarações feitas pelos catalogadores quanto a que livros eles aceitavam como canônicos.

      24. (a) O que caracteriza os escritos apócrifos do “Novo Testamento”? (b) O que dizem os eruditos sobre eles?

      24 Escritos Apócrifos. A evidência interna confirma a clara divisão que foi feita entre os inspirados escritos cristãos e as obras que eram espúrias ou não-inspiradas. Os escritos apócrifos são muito inferiores e muitas vezes fantasiosos e infantis. São freqüentemente inexatos.c Note as seguintes declarações feitas por eruditos sobre estes livros não-canônicos:

      “Não é uma questão de alguém tê-los excluído do Novo Testamento: eles o fizeram por si mesmos.” — M. R. James, The Apocryphal New Testament, páginas xi, xii.

      “Basta comparar os livros do nosso Novo Testamento como um todo com outra literatura do gênero, para perceber quão largo é o abismo que separa um do outro. Os evangelhos não-canônicos, diz-se geralmente, são na realidade a melhor evidência dos canônicos.” — G. Milligan, The New Testament Documents, páginas 228.

      “Não se pode dizer de sequer um escrito preservado para nós dos primórdios da Igreja, fora do Novo Testamento, que poderia ser corretamente acrescentado atualmente ao Cânon.” — K. Aland, The Problem of the New Testament Canon, página 24.

      25. Que fatos sobre cada um dos escritores das Escrituras Gregas Cristãs argumentam a favor da inspiração destes escritos?

      25 Escritores Inspirados. Este ponto adicional é de interesse. Todos os escritores das Escrituras Gregas Cristãs, de um modo ou de outro, estavam intimamente associados com o corpo governante original da congregação cristã, que incluía os apóstolos escolhidos pessoalmente por Jesus. Mateus, João e Pedro estavam entre os 12 apóstolos originais, e Paulo foi escolhido mais tarde como apóstolo, mas não foi contado como um dos 12.d Embora Paulo não estivesse presente no derramamento especial do espírito em Pentecostes, Mateus, João e Pedro estavam lá, junto com Tiago e Judas, bem como provavelmente Marcos. (Atos 1:13, 14) Pedro considera especificamente as cartas de Paulo como parte do “resto das Escrituras”. (2 Ped. 3:15, 16) Marcos e Lucas eram associados íntimos e companheiros de viagem de Paulo e de Pedro. (Atos 12:25; 1 Ped. 5:13; Col. 4:14; 2 Tim. 4:11) Todos estes escritores foram dotados de habilidades miraculosas pelo espírito santo, quer por derramamento especial, conforme ocorreu em Pentecostes e quando Paulo foi convertido, (Atos 9:17, 18) quer, sem dúvida, como no caso de Lucas, pela imposição das mãos dos apóstolos. (Atos 8:14-17) Toda a escrita das Escrituras Gregas Cristãs foi concluída durante o tempo em que as dádivas especiais do espírito estavam em operação.

      26. (a) O que aceitamos como Palavra de Deus, e por quê? (b) Como devemos mostrar apreço pela Bíblia?

      26 A fé no Deus todo-poderoso, que é o Inspirador e Preservador de sua Palavra, nos dá confiança de que foi ele quem orientou o ajuntamento das várias partes das Escrituras. Assim, aceitamos confiantemente os 27 livros das Escrituras Gregas Cristãs junto com os 39 das Escrituras Hebraicas como uma só Bíblia, feita por um só Autor, Jeová Deus. Sua Palavra, nos seus 66 livros, é o nosso guia, e sua plena harmonia e equilíbrio testificam a favor de sua inteireza. Todo louvor seja dado a Jeová Deus, o Criador deste incomparável livro! Este pode equipar-nos completamente e colocar nossos pés no caminho da vida. Usemo-lo sabiamente em toda a oportunidade.

  • Estudo número 5 — O texto hebraico das Escrituras Sagradas
    “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
    • Estudos das Escrituras Inspiradas e de Seu Fundo Histórico

      Estudo número 5 — O texto hebraico das Escrituras Sagradas

      Como as Escrituras Hebraicas, qual parte da inspirada Palavra de Deus, foram copiadas, preservadas quanto à integridade textual e transmitidas até o dia de hoje.

      1. (a) Em que diferem as ‘palavras de Jeová’ de outros tesouros do passado? (b) Que perguntas surgem quanto à preservação da Palavra de Deus?

      AS ‘PALAVRAS de Jeová’ assentadas por escrito podem ser comparadas a águas da verdade ajuntadas num notável reservatório de documentos inspirados. Quão gratos podemos ser de que, durante todo o período dessas comunicações celestiais, Jeová fez que essas “águas” fossem reunidas, a fim de que se tornassem uma inesgotável fonte de informações vitalizadoras! Outros tesouros do passado, tais como coroas reais, objetos transmitidos de geração em geração e monumentos de homens ilustres, embaciaram, corroeram-se ou desmoronaram com o tempo, mas as declarações de nosso Deus, semelhantes a um tesouro, durarão por tempo indefinido. (Isa. 40:8) Contudo, surgem perguntas quanto a se houve contaminação dessas águas da verdade após terem sido colocadas no reservatório. Permaneceram inalteradas? Foram transmitidas fielmente dos textos dos idiomas originais, resultando em ser fidedigno aquilo que está disponível a povos de todos os idiomas na terra hoje? Acharemos ser um estudo emocionante examinar a parte deste reservatório conhecida como texto hebraico, observando o cuidado tomado para preservar sua exatidão, junto com as maravilhosas provisões feitas para sua transmissão e disponibilidade a todas as nações da humanidade, por meio de versões e de novas traduções.

      2. Como foram preservados até os dias de Esdras os escritos inspirados?

      2 Os documentos originais nos idiomas hebraico e aramaico foram registrados pelos secretários humanos de Deus, desde Moisés, em 1513 AEC, até pouco depois de 443 AEC. Tanto quanto se sabe hoje, nenhum desses escritos originais está atualmente em existência. No entanto, desde o início, tomou-se muito cuidado em preservar os escritos inspirados, incluindo cópias autorizadas. Por volta de 642 AEC, nos dias do Rei Josias, “o próprio livro da lei” de Moisés, sem dúvida o exemplar original, foi encontrado, guardado na casa de Jeová. Nessa época, já fazia 871 anos que fora preservado. O escritor bíblico Jeremias manifestou tamanho interesse nesta descoberta que a registrou por escrito em 2 Reis 22:8-10, e, por volta do ano 460 AEC, Esdras mencionou novamente o mesmo incidente. (2 Crô. 34:14-18) Estava interessado nessas coisas, pois “era copista destro da lei de Moisés, dada por Jeová, o Deus de Israel”. (Esd. 7:6) Sem dúvida, Esdras tinha acesso a outros rolos das Escrituras Hebraicas que já estavam elaborados no seu tempo, incluindo possivelmente os originais de alguns dos escritos inspirados. Deveras, Esdras parece ter tido a guarda dos escritos divinos em seus dias. — Nee. 8:1, 2.

      ERA DE COPIAR MANUSCRITOS

      3. Que necessidade surgiu de cópias adicionais das Escrituras, e como foi esta preenchida?

      3 A partir do tempo de Esdras, houve crescente demanda de cópias das Escrituras Hebraicas. Nem

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