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Estudo número 6 — O texto grego cristão das Escrituras Sagradas“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Unidas, de 1975, e o texto de Nestle-Aland, de 1979, foram consultados para atualizar as notas da edição de referências, de 1984 (em português, 1986).f
24. A que antigas versões recorreu também a Tradução do Novo Mundo? Quais são alguns exemplos?
24 Versões Antigas do Grego. Além dos manuscritos gregos, atualmente existem também para estudo muitos manuscritos de traduções das Escrituras Gregas Cristãs em outros idiomas. Existem mais de 50 manuscritos (ou fragmentos) de versões em latim antigo e milhares de manuscritos da Vulgata latina de Jerônimo. A Comissão de Tradução da Bíblia do Novo Mundo consultou esses textos, bem como as versões cóptica, armênia e siríaca.g
25. De que interesse especial são as versões no idioma hebraico, mencionadas na Tradução do Novo Mundo?
25 No mais tardar desde o século 14 foram produzidas traduções das Escrituras Gregas para o idioma hebraico. Essas são de interesse no sentido de que diversas delas restauram o nome divino nas Escrituras Cristãs. A Tradução do Novo Mundo faz muitas referências a estas versões hebraicas usando o símbolo “J” e um número elevado junto. Para pormenores, veja o prefácio da Tradução do Novo Mundo da Escrituras Sagradas — Com Referências, páginas 9-10, e o apêndice 1D, “O Nome Divino nas Escrituras Gregas Cristãs”.
VARIAÇÕES TEXTUAIS E SEU SIGNIFICADO
26. Como surgiram as variações textuais e as famílias de manuscritos?
26 Entre os mais de 13.000 manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs, existem muitas variações textuais. Os 5.000 manuscritos só no idioma grego mostram muitas de tais diferenças. Podemos facilmente compreender que cada cópia feita dos manuscritos antigos conteria erros distintivos do copista. À medida que um desses manuscritos fosse mandado para uso em determinada região, esses erros se repetiriam nas cópias desta região e se tornariam um traço característico de outros manuscritos ali. Foi dessa maneira que surgiram as famílias de manuscritos similares. Assim, não devem ser encarados com apreensão os milhares de erros dos copistas? Não indicam esses erros falta de fidelidade na transmissão do texto? De maneira alguma!
27. Que garantia temos quanto à integridade do texto grego?
27 F. J. A. Hort, que foi co-autor do texto de Westcott e Hort, escreve: “A grande maioria das palavras do Novo Testamento resiste a todos os processos discriminadores da crítica porque está livre de variação, e só precisa ser transcrito. . . . Se os erros relativamente insignificantes . . . forem postos de lado, as palavras ainda sujeitas à dúvida mal podem chegar, em nossa opinião, a constituir mais do que um milésimo do inteiro Novo Testamento.”h
28, 29. (a) Qual deve ser a nossa avaliação fundamental quanto ao apurado texto grego? (b) Que declaração de peso temos quanto a isso?
28 Avaliação da Transmissão Textual. Qual é, então, a avaliação fundamental quanto à integridade e à autenticidade textual, após esses muitos séculos de transmissão? Não só existem milhares de manuscritos para se comparar, mas as descobertas de manuscritos mais antigos da Bíblia durante as últimas décadas fazem remontar o texto grego a uma data tão antiga quanto por volta do ano 125 EC, somente umas duas décadas depois da morte do apóstolo João, que ocorreu em 100 EC, mais ou menos. As evidências provenientes desses manuscritos fornecem forte garantia de que temos hoje um texto grego fidedigno, em forma apurada. Note a avaliação que o ex-diretor e ex-bibliotecário do Museu Britânico, Sir Frederic Kenyon, fez do assunto:
29 “O intervalo, então, entre as datas da composição original e a mais antiga evidência existente se torna tão pequeno que é com efeito insignificante, e a última base para qualquer dúvida de que as Escrituras chegaram até nós substancialmente como foram escritas foi agora removida. Tanto a autenticidade como a integridade geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como finalmente estabelecidas. A integridade geral, porém, é uma coisa, e a certeza quanto aos pormenores é outra.”i
30. Por que podemos confiar que a Tradução do Novo Mundo fornece a seus leitores a fiel “declaração de Jeová”?
30 No tocante à última observação sobre “a certeza quanto aos pormenores”, a citação no parágrafo 27, feita pelo Dr. Hort, resolve isso. É trabalho dos refinadores textuais retificar os pormenores, e isso eles têm feito em grande medida. Por este motivo, o texto grego aprimorado de Westcott e Hort é geralmente aceito como sendo de superior qualidade. A parte das Escrituras Gregas Cristãs da Tradução do Novo Mundo, sendo baseada nesse excelente texto grego, pode assim proporcionar a seus leitores a fiel “declaração de Jeová”, conforme foi tão maravilhosamente preservada para nós no reservatório grego de manuscritos. — 1 Ped. 1:24, 25.
31. (a) O que têm as descobertas modernas mostrado quanto ao texto das Escrituras Gregas? (b) Como indica a tabela da página 309 a principal fonte para o texto das Escrituras Gregas Cristãs na Tradução do Novo Mundo, e quais são algumas das fontes secundárias que foram usadas?
31 De interesse adicional são os comentários de Sir Frederic Kenyon em seu livro Our Bible and the Ancient Manuscripts (A Nossa Bíblia e os Antigos Manuscritos), 1962, na página 249: “Devemos estar contentes de saber que a autenticidade geral do Novo Testamento foi notavelmente apoiada pelas descobertas modernas que reduziram tão grandemente o intervalo entre os manuscritos autógrafos originais e os mais antigos manuscritos existentes, e que as diferenças textuais, embora interessantes, não atingem as doutrinas fundamentais da fé cristã.” Conforme mostrado na página 309, na tabela “Fontes do Texto na Tradução do Novo Mundo, Escrituras Gregas Cristãs”, recorreu-se a todos os documentos relacionados para se obter uma tradução precisa para o inglês. Valiosas notas apóiam todas essas formas de fidedigna tradução. A Comissão de Tradução da Bíblia do Novo Mundo tem usado a nata da erudição bíblica, desenvolvida através dos séculos, para produzir uma excelente tradução. Quanta confiança podemos ter atualmente que as Escrituras Gregas Cristãs, da maneira como se acham disponíveis hoje, contêm deveras o “modelo de palavras salutares” conforme assentadas pelos inspirados discípulos de Jesus Cristo. Apeguemo-nos, pois, a essas preciosas palavras com fé e amor! — 2 Tim. 1:13.
32. Por que se dedicou aqui considerável espaço à consideração dos manuscritos e do texto das Escrituras Sagradas, e com que resultado satisfatório?
32 Tanto este como o estudo anterior foram dedicados à consideração dos manuscritos e do texto das Escrituras Sagradas. Por que se deu a isso tão extensiva consideração? O objetivo foi mostrar, conclusivamente, que tanto o texto das Escrituras Hebraicas como o das Escrituras Gregas são essencialmente iguais ao autêntico texto original, que Jeová inspirou homens fiéis da antiguidade a registrar. Aqueles escritos originais foram inspirados. Os copistas, embora hábeis, não foram inspirados. (Sal. 45:1; 2 Ped. 1:20, 21; 3:16) Por conseguinte, tem sido necessário investigar todo o vasto reservatório de cópias manuscritas a fim de identificar clara e inequivocamente as águas puras da verdade, conforme emanaram originalmente da Grandiosa Fonte, Jeová. Todos os agradecimentos cabem a Jeová pela maravilhosa dádiva de sua Palavra, a Bíblia inspirada, e pela revigorante mensagem do Reino que flui de suas páginas!
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Estudo número 7 — A Bíblia nos tempos modernos“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Estudos das Escrituras Inspiradas e de Seu Fundo Histórico
Estudo número 7 — A Bíblia nos tempos modernos
A história das sociedades bíblicas; o serviço da Sociedade Torre de Vigia na impressão e na publicação de Bíblias; a produção da Tradução do Novo Mundo.
1. (a) Para que fim foram dadas as comunicações divinas, e por que então algumas não foram registradas? (b) Que ordens específicas deu Jeová a muitos profetas, e com que proveito para nós “nos últimos dias”?
AS ESCRITURAS Sagradas, os 66 livros inspirados que hoje conhecemos como Bíblia, contêm “a palavra de Jeová” assentada por escrito. (Isa. 66:5) Por muitos séculos, essa “palavra” fluía livremente da parte de Jeová a seus profetas e servos na terra. Essas mensagens divinas cumpriram o seu objetivo imediato e deram também poderosos vislumbres de eventos que certamente ocorreriam no futuro então distante. Nem sempre se exigia que os profetas de Deus assentassem por escrito “a palavra de Jeová” que fora transmitida para eles. Por exemplo, algumas das declarações de Elias e Eliseu, feitas à geração de seu tempo, não foram preservadas em forma escrita. Por outro lado, os profetas Moisés, Isaías, Jeremias, Habacuque e outros receberam ordens específicas para ‘escrever’ ou para ‘escrever num livro ou num rolo’ “a palavra de Jeová” que lhes fora revelada. (Êxo. 17:14; Isa. 30:8; Jer. 30:2; Hab. 2:2; Rev. 1:11) As “declarações anteriormente feitas pelos santos profetas” foram assim preservadas, junto com outros escritos sagrados, para acordar as claras faculdades de raciocínio dos servos de Jeová e especialmente para dar orientação com respeito aos “últimos dias”. — 2 Ped. 3:1-3.
2. Que períodos da história foram notórios pela atividade incrementada em copiar e traduzir a Bíblia?
2 Muitas cópias das inspiradas Escrituras Hebraicas foram feitas do tempo de Esdras em diante. Começando no primeiro século da Era Comum, a Bíblia foi copiada e recopiada pelos primitivos cristãos e usada em dar testemunho dos propósitos de Jeová a respeito do Seu Cristo em toda a extensão do mundo então conhecido. Quando a impressão com tipos móveis se tornou comum (do século 15 em diante), deu-se ímpeto adicional à multiplicação e distribuição da Bíblia. Muita tradução bem como impressão foi empreendida por grupos particulares
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