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    • parece, falsos profetas usavam similares mantos de pêlos para tentar enganar as pessoas a aceitá-los como profetas de Jeová, de boa reputação, assim tornando mais críveis as suas mensagens. — Zac. 13:4.

      O termo ’addéreth também era usado com referência aos mantos custosos e régios, como aquele que foi roubado por Acã, “um manto oficial de Sinear, de bom aspecto”. (Jos. 7:21, 24) A antiga terra de Babilônia ou Sinear se notabilizava por seus belíssimos mantos. O rei de Nínive “despiu-se de seu manto oficial”, sem dúvida um manto esplêndido, e vestiu-se de saco (serapilheira) para mostrar seu arrependimento. — Jonas 3:6.

  • Manuscritos Da Bíblia
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    • MANUSCRITOS DA BÍBLIA

      As Escrituras Sagradas possuem, no que se refere a seu conteúdo, uma origem sobre-humana, mas, quanto à sua escrita e à sua preservação, uma história humana. Moisés começou a compilá-las, sob inspiração divina, em 1513 AEC, e o apóstolo João escreveu a sua parte final, mais de 1.600 anos depois. Visto que a Bíblia não era, originalmente, um único livro, seu cânon foi crescendo com o tempo, e surgiu a demanda de cópias de seus vários livros. Isto se deu, para exemplificar, depois do exílio babilônico, pois nem todos os judeus libertados voltaram para a Palestina. Antes, muitos se fixaram em outras partes, e surgiram sinagogas por todo o amplo território da resultante Dispersão judaica. Escribas preparavam cópias das Escrituras que eram necessárias a estas sinagogas, nas quais os judeus se reuniam para ouvir a leitura da Palavra de Deus. (Atos 15:21) Em épocas posteriores, entre os seguidores de Cristo, conscienciosos copistas labutaram em copiar os escritos inspirados, para o benefício das congregações cristãs que se multiplicavam, de modo que pudesse haver um intercâmbio e uma circulação geral deles. — Col. 4:16; veja NTV; PIB e nota; LR, nota.

      Antes que a imprensa de tipos móveis se tornasse comum (a partir do século XV EC), os escritos bíblicos originais e também cópias deles foram escritos a mão. Assim, são chamados “manuscritos” (Latim, manu scriptus, escritos a mão). Um manuscrito bíblico é uma cópia escrita a mão das Escrituras, no todo ou em parte, diferençando-se de uma que seja impressa. Os manuscritos bíblicos eram produzidos mormente em forma de rolos e códices.

      MATERIAIS

      Quanto às Escrituras, há manuscritos de couro, de papiro e de velino, bem como palimpsestos. O famoso Rolo do Mar Morto de Isaías, por exemplo, é um rolo de couro. O papiro, um tipo de papel feito de fibras duma planta aquática, foi usado para os manuscritos da Bíblia nas línguas originais, e para traduções deles, até por volta do quarto século EC. Nessa época, seu emprego para os manuscritos da Bíblia começou a ser suplantado pela utilização do velino, um pergaminho de fina qualidade, geralmente feito de pele de bezerro, de cordeiro ou de cabra, sendo um aperfeiçoamento do emprego anterior de peles de animais como materiais de escrita. Manuscritos renomados, tais como o Códice Sinaítico (Ms. Sinaítico) e o Códice Vaticano (Ms. Vaticano N.° 1209) do quarto século EC, são códices de pergaminho, ou de velino. Um palimpsesto (Lat. , palimpsestus; gr. , palímpsestos, significando “raspado novamente”) é um manuscrito do qual se removeu ou raspou a escrita anterior para dar lugar à escrita posterior. Famoso palimpsesto bíblico é o Códice Ephraemi Syri rescriptus (Cópia de Efraim), do século V EC. Se o escrito anterior (o escrito que foi raspado) for o importante do palimpsesto, há peritos que amiúde conseguem ler esta escrita raspada, por utilizar meios técnicos que incluem o emprego de reagentes químicos e a fotografia. Alguns manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs são lecionários, leituras bíblicas selecionadas para serem utilizadas em ofícios religiosos.

      ESTILOS DE ESCRITA

      Os manuscritos bíblicos escritos em grego (quer traduções das Escrituras Hebraicas, quer cópias das Escrituras Gregas Cristãs, quer ambas) podem ser divididos ou classificados quanto ao estilo de escrita, o que é também uma ajuda para datá-los. O estilo mais antigo (empregado especialmente até o século IX EC) é o manuscrito uncial, escrito em grandes letras maiúsculas separadas. Nele não existe, em geral, nenhuma separação de palavras, e faltam nele a pontuação e os acentos. O Códice Sinaítico é um de tais manuscritos unciais. As mudanças no estilo de escrita começaram a se fazer sentir no século VI, finalmente levando (no século IX EC) ao manuscrito cursivo ou de letras minúsculas, escrito com letras menores, muitas das quais foram unidas num estilo de escrita corrente ou fluente. A maioria dos manuscritos ainda existentes das Escrituras Gregas Cristãs apresentam um estilo cursivo de escrita. Os manuscritos cursivos permaneceram em voga até os primórdios da impressão.

      COPISTAS

      Ao ponto que se saiba hoje, não mais existe qualquer manuscrito original, ou autógrafo, escrito a mão, da Bíblia. Todavia, a Bíblia tem sido preservada numa forma exata e fidedigna porque os copistas bíblicos, em geral, aceitando as Escrituras como sendo divinamente inspiradas, buscaram a perfeição em seu trabalho árduo de produzir cópias manuscritas da Palavra de Deus. Os homens que copiavam as Escrituras Hebraicas nos dias do ministério de Jesus Cristo na terra, e durante séculos antes dessa época, eram chamados de “escribas” (Heb. , sophrím). Entre os escribas iniciais achava-se Esdras, mencionado nas Escrituras como “copista destro”. (Esd. 7:6) Escribas posteriores fizeram algumas alterações deliberadas do texto hebraico. No entanto, seus sucessores como escribas, os massoretas, as detectaram e registraram na Massorá, ou notas que aparecem nas margens do Texto Massorético hebraico que produziram. Os copistas das Escrituras Gregas Cristãs fizeram esforços árduos de reproduzir fielmente o texto das Escrituras.

      MANUSCRITOS DAS ESCRITURAS HEBRAICAS

      Há mais de 1.700 manuscritos de partes das Escrituras Hebraicas ainda existentes hoje em dia, em várias bibliotecas. A ampla maioria contém o Texto Massorético e data do décimo século EC, ou de uma data posterior. Os massoretas (da segunda metade do primeiro milênio EC) procuraram transmitir fielmente o texto hebraico, e não fizeram quaisquer alterações no fraseado do próprio texto. Não obstante, a fim de preservar a pronúncia tradicional do texto consonantal desprovido de vogais, eles inventaram sistemas de pontuação ou de acentuação vocálica. Em aditamento, em sua Massorá, ou notas marginais, trouxeram à atenção as peculiaridades textuais e forneceram as leituras corrigidas que reputaram necessárias. É o Texto Massorético que aparece nas Bíblias em hebraico impressas nos dias atuais.

      Os manuscritos das Escrituras Hebraicas danificados pelo uso nas sinagogas judaicas eram substituídos por cópias comprovadas, e os manuscritos gastos ou danificados eram estocados numa “genizá” (um recinto para depósito da sinagoga). Por fim, quando ela ficava repleta, os manuscritos eram removidos e cerimonialmente queimados. Sem dúvida, muitos manuscritos antigos pereceram desta forma. Mas o conteúdo da genizá da sinagoga do Velho Cairo foi poupado, provavelmente porque suas paredes estavam seladas e ela passou despercebida durante séculos. Após a reconstrução da sinagoga, em 1890 EC, foram reexaminados os manuscritos de sua genizá, e, dali, foram encaminhados a diversas bibliotecas manuscritos razoavelmente completos das Escrituras Hebraicas e fragmentos deles (afirmando-se que alguns datam do século VI EC).

      Um dos fragmentos mais antigos ainda existentes, que contém trechos bíblicos, é o papiro Nash, encontrado no Egito e preservado em Cambridge, Inglaterra. É do segundo ou do primeiro século AEC, e consiste em apenas quatro fragmentos de vinte e quatro linhas dum texto pré-massorético dos Dez Mandamentos, e alguns versículos de Deuteronômio, capítulos cinco e seis.

      Desde 1947, muitos rolos bíblicos e não-bíblicos foram encontrados em diversas áreas a O do mar Morto, e estes são geralmente mencionados como os Rolos do Mar Morto. Os mais significativos dentre eles são os manuscritos descobertos em diversas cavernas no uádi Qumran e por volta dele. Estes são também conhecidos como os Textos de Qumran, e, evidentemente, certa vez pertenceram a uma comunidade religiosa judaica centralizada na vizinha Khirbet Qumran. A primeira descoberta foi feita por um beduino, numa caverna a c. 13 km ao S de Jerico, onde ele encontrou vários jarros de barro contendo manuscritos antigos. Um destes era o agora renomado Rolo do Mar Morto de Isaías (1QIsa), um rolo bem-preservado de couro do inteiro livro de Isaías, exceto algumas lacunas. Contém uma forma de escrita hebraica pré-massorética, e tem sido datado de fins do segundo século ou do início do primeiro século AEC. Assim, é cerca de 1.000 anos mais antigo do que o mais velho manuscrito existente do Texto Massorético. Entretanto, embora apresente algumas diferenças de soletração, e de construção gramatical, não apresenta variações doutrinais quando comparado ao Texto Massorético. Entre os documentos recuperados na área de Qumran, há cerca de 100 rolos que representam partes de todos os livros das Escrituras Hebraicas, exceto Ester, existindo, no caso de alguns livros, mais de uma cópia. Diz-se

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