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Cultive a arte de escutarDespertai! — 1975 | 22 de maio
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pesar o que é dito em relação ao que eles próprios sabem; (5) a olhar adiante, para ver onde quem fala quer chegar; (6) escutar para saber o que não é dito.
Em aditamento a tal escutar, um executivo ou outro superintendente deve procurar ouvir as emoções por trás disso. Ademais, devido a relação entre as duas pessoas, o superintendente e o subordinado, ele tem de ouvir cuidadosamente o que está implícito, mas não é dito. Tem de avaliar que o subordinado talvez hesite em declarar abertamente as coisas. Talvez receie ofender, perder seu emprego, tornar as coisas piores ao invés de melhorá-las por meio do que diz, e, assim, hesitar realmente dizer o que tem em mente. De novo, nesse caso, por prestar atenção com simpatia, e então apresentar perguntas jeitosas, um superintendente pode chegar ao âmago do problema e de como este pode ser solucionado.
Escutar os Perturbados
A respeito dos que aconselham pessoas com problemas emocionais, fez-se a pergunta: “Que fator de per si num conselheiro é de máxima importância em ajudar as pessoas atribuladas?” E qual foi a resposta? “Prestar realmente atenção”, isso é, com os olhos, bem como com os ouvidos. Segundo um dos mais destacados psiquiatras dos Estados Unidos, o Dr. Karl Menninger, os benefícios de escutar são tanto diagnósticos como terapêuticos. Isso é, ouvir cuidadosamente com simpatia ajuda o conselheiro a entender melhor o problema, e tem efeito curativo para aquele que carece de ajuda.
Sublinha-se tanto o escutar porque a tendência humana é querer falar desde o início. Isto talvez se deva à autoconfiança, ao êxito, à posição, à educação ou à experiência da pessoa. O conselho da Bíblia, em Tiago 1:19 é mui apropriado em tais casos: ‘Seja rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor.’
Sublinhando a importância de escutar, ao invés de falar, por parte dos que dão conselhos, há a seguinte experiência da vida real:
Era o início duma manhã de domingo quando um ministro cristão estava dando os toques finais num discurso bíblico que deveria proferir mais tarde naquele dia. Subitamente, ficou atônito quando um rapaz irado entrou em seu gabinete sem bater e começou a lhe contar as suas frustrações. Passara a noite inteira remoendo-as. Ao invés de encorajar o rapaz a continuar a falar e, por meio de perguntas, habilitá-lo a avaliar seu problema, o ministro de imediato ofereceu o que achava ser conselho apropriado, a maior parte dele sendo de natureza repressiva. O rapaz se foi, mas voltou pouco depois num estado enraivecido, lançou-se sobre o ministro, tentando sufocá-lo. Felizmente algumas pessoas no andar de baixo ouviram o barulho, vieram ver o que estava acontecendo e conseguiram subjugar o rapaz.
Na verdade, se há de ajudar alguém perturbado, é mister ouvi-lo, e não só isso, mas deixar que a pessoa atribulada entenda que a escuta com interesse e preocupação. Faça-a expressar-se por meio de perguntas, tente chegar aos pontos específicos, por perguntar: “Como por exemplo?” e por fazer outras perguntas orientadoras e por incentivá-la a falar mediante expressões tais como “Sim”, e “hum-hum”. Não seja impaciente e, em especial, não se apresse a dar repreensão. Aparentemente a pessoa atribulada lhe procurou em busca de conselho e ajuda, mas aquilo de que ela igualmente precisa, ou talvez ainda mais, é duma oportunidade de ser ouvida por um ouvinte que lhe mostre simpatia. Este enfoque já ajudou até mesmo pessoas, que têm estado em instituições de tratamento mental e que foram julgadas pelas equipes como irrecuperavelmente insanas, a voltar à sanidade mental.
Muitíssimo apropriado é o conselho inspirado: “Para tudo há um tempo determinado, sim, há um tempo para todo assunto debaixo dos céus: . . . tempo para ficar quieto e tempo para falar.” (Ecl. 3:1-7) Quando um filho suplica que se lhe mostre interesse, quando um subordinado lhe chega com um problema ou um relatório, ou quando uma pessoa atribulada o procura em busca de admoestação ou conselho, tenha paciência, exerça empatia, coloque-se na posição da pessoa que lhe fala. Tenha presente as palavras de Eclesiastes, primeiro ‘fique quieto’ e escute, daí ‘fale’. Escute para obter informações. Escute também para captar as emoções por trás das coisas. E escute o que talvez esteja implícito e ainda assim não seja explicitamente declarado. Como tem sido bem observado, ‘aplique a moeda dourada da atenção prestada de forma graciosa e alegre, e os dividendos choverão sobre você’ na satisfação de ter verdadeiramente feito algum bem.
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Rochas, vento e mulheresDespertai! — 1975 | 22 de maio
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Rochas, vento e mulheres
Do correspondente de “Despertai!” na Coréia
“TEMOS muitas coisas lindas e interessantes em nossa ilha”, disse confiantemente o ilhéu de Cheju. Uma rápida olhadela em redor parecia confirmar o que nos disseram.
Nesta ilha, situada apenas a uns 150 quilômetros ao sul-sudoeste do ponto mais meridional da península da Coréia, as portas raramente são trancadas, e, se a família sai de casa por algum tempo, uma vareta é colocada cruzada nas traves do portão da frente, não para impedir a entrada de outros, mas para mostrar aos amigos, à distância, que não há ninguém em casa. As mulheres amiúde fazem serviço secular, deixando os homens em casa cuidando das crianças e arrumando a casa. As tangerinas florescem, junto com plantas semitropicais na praia meridional, todavia, a apenas cerca de 20 quilômetros, no cume do Monte Halla, a 2.012 metros de altitude, podem ser achadas plantas árticas.
Sim, a ilha de Cheju tem muitas caraterísticas interessantes, mas, conforme acrescentou o ilhéu com quem falávamos, “há três coisas que temos em abundância — rochas, vento e mulheres”.
“Três Abundâncias”
A ilha parece ser uma grande rocha coberta por muitas menores, de tamanhos variados. A maioria destas rochas se formaram quando o Monte Halla, no próprio âmago da ilha, era um vulcão ativo e cuspia blocos para todos os cantos da ilha. Bem a oeste do Monte Halla acha-se um vale rochoso incomum com mais de 500 pontas de rochas se salientando para cima.
A segunda abundância, o vento, acha-se em grande evidência dia e noite. Sopra forte e continuamente. “Mas”, explicou uma senhorita de bochechas rosadas, “não temos os tufões destrutivos que assolam outras ilhas desta área”. Também, nosso anfitrião coreano logo apontou que as mulheres de Cheju não usam maquilagem. As bochechas rosadas são “deveras reais”, sublinhou, “resultando da boa saúde natural e do vento vigoroso”.
A ilha de Cheju tem outra abundância, também — número desproporcionalmente grande de habitantes femininos. Isto se dá, em especial, no grupo de idade mediana. Por quê?
Lá há uns 500 anos atrás, a ilha de Cheju era usada como ilha de exílio para os dissidentes e intelectuais indesejados da parte continental da Coréia. Estes homens eram peritos que jamais fizeram serviços manuais, e, como nobres, recusavam-se a executar quaisquer tarefas servis. Assim, escravas foram enviadas junto com eles e, desde aquele tempo primitivo, as mulheres faziam o serviço
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