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  • O fascínio exercido pelo ocultismo
    Despertai! — 1986 | 22 de agosto
    • Para muitos, tais experiências são fascinantes. Como são possíveis? Admite The New Encyclopædia Britannica: “Não é nada atraente a idéia de fantasmas destes músicos germânicos enfileirarem-se para ditar suas composições recentes para esta senhora, em inglês.” E, todavia, observa essa enciclopédia: “Os fatos são indisputáveis; não existe explicação óbvia. Como tal, essa história é típica de muitas outras.”

      Considere também o informe do burgo de Flix, Humberside do Sul, Inglaterra. Às 16,53 horas de 1.º de junho de 1974, ocorreu uma grande explosão numa fábrica de produtos químicos. Quase cinco horas antes disso, uma jovem senhora, que morava a uns 40 quilômetros, disse ter visto um flash na televisão que anunciava a explosão, bem como a morte e o ferimento dos operários da fábrica. Antes das 14 horas daquele dia, ela falou sobre isso com duas outras pessoas que a visitavam. Daí, naquela noite, o noticiário de TV informou sobre o ocorrido, indicando o horário da explosão como tendo sido em fins da tarde. Todas as emissoras de TV que transmitiam naquela localidade negaram ter transmitido algum flash antes disso.

      Sente-se o leitor, assim como muitos outros, fascinado por tais experiências?

      Daí, existe o “jogo” que pode ser encarado como um passatempo inocente. É jogado com o que se chama de prancheta Ouija. Ao passo que há variedades da prancheta, trata-se em geral de um retângulo de uns 60 por 45 centímetros, e de uns 6 milímetros de espessura. Nela acham-se as letras do alfabeto, uma fileira de números, de 1 a 9, e 0, e a palavra “Sim” e a palavra “Não”. A parte mais importante é o pequeno ponteiro, em forma de coração, que aponta para cada letra, para soletrar uma mensagem.

      Os participantes colocam a prancheta no colo e põem os dedos de leve sobre o ponteiro em forma de coração. Daí, fazem uma pergunta e esperam a resposta. Funciona realmente? São muitíssimos os que afirmam que sim. “Às vezes, as respostas são surpreendentemente exatas”, escreveu o colunista George R. Plagenz. “Sabe-se de casos em que a prancheta Ouija até mesmo predisse eventos que aconteceram mais tarde.”

      Esse jogo fascina a milhões. Com efeito, faz alguns anos, ele foi chamado de “o jogo mais popular dos EUA — mais popular que o monopólio”.

      Crescente Popularidade

      “O oculto, o sobrenatural e o paranormal são um grande negócio”, comenta a revista U.S.News & World Report, “havendo pessoas de todas as rodas da vida que pagam bom dinheiro para consultar leitores [da sorte], videntes e outros que se intitulam visionários”.

      Entre tais visionários há astrólogos, psíquicos, espiritualistas e outros dentre os cerca de 600.000 praticantes do ocultismo nos Estados Unidos, que cobram até US$ 300 por seus conselhos. Gastam-se também ali milhões de dólares em revistas, livros, fitas e filmes que tratam do ocultismo.

      A situação é similar na Grã-Bretanha. Empresas de encomendas postais que fornecem livros e objetos utilizados em práticas ocultas estão em franca prosperidade. Um dos principais fornecedores da Grã-Bretanha alegadamente processa “centenas de pedidos por semana, e tem uns 20.000 clientes regulares alistados em seus registros”.

      “Há cinco anos”, veicula o jornal Guardian, de Londres, de 6 de março de 1985, “pensava-se que havia cerca de 60.000 feiticeiras na Grã-Bretanha: atualmente algumas feiticeiras calculam que o total aumentou para 80.000”.

      Deveras, o mundo ocidental experimenta o que The World Book Encyclopedia (Enciclopédia do Livro Mundial) chama de “amplo reavivamento do ocultismo”.

      Embora o ocultismo fascine a muitos, o que revela um exame minucioso dele? Existem perigos envolvidos? Se existem, quais são?

  • O mistério por trás do ocultismo
    Despertai! — 1986 | 22 de agosto
    • O mistério por trás do ocultismo

      HÁ UNS 500 anos, as pessoas acusadas de feitiçaria eram alvo da Inquisição. Uma bula papal de 1484 dava aos inquisidores o apoio oficial para a caça às bruxas. Isto levou à publicação do livro Malleus Maleficarium (O Martelo das Bruxas), que classificou a feitiçaria como sendo pior que a heresia. Em resultado disso, milhares de pessoas foram mortas.

      Nos tempos modernos, desenvolveu-se uma atitude radicalmente diferente para com os acontecimentos que a ciência moderna não consegue explicar. Esta mudança de atitude remonta a 1848, quando duas jovens, Margaret e Kate Fox, do estado de Nova Iorque, EUA, ouviram batidas misteriosas à porta de seu casebre. Julgando tratar-se duma tentativa de contato por parte do mundo dos espíritos, solicitaram um código, de modo a que houvesse comunicação inteligível. Estabeleceu-se a comunicação, e seguiram-se várias mensagens.

      Notícias dessa experiência espalharam-se mundo afora, e, junto com elas, floresceu o interesse pelo paranormal. Uma conseqüência disso foi que o espiritismo se tornou organizado como religião, atraindo muitos que ansiavam algum contato com seus entes queridos falecidos.

      Estudos Científicos da Paranormalidade

      Outro resultado destas experiências paranormais foi a fundação de associações para seu estudo científico. O estudo da paranormalidade é conhecido como parapsicologia, ou como pesquisas psíquicas.

      Por longo tempo, os principais ramos da ciência desprezaram tais pesquisas. Mas, então, em 1882, foi fundada em Londres a Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Seu objetivo expresso era “examinar, sem preconceito ou pré-julgamento, e no espírito científico, tais faculdades do homem, reais ou imaginárias, que parecem ser inexplicáveis à base de qualquer hipótese geralmente reconhecida”.

      A imagem das pesquisas psíquicas melhorou nos tempos recentes, à medida que cientistas de alta reputação empreendem investigações sobre a paranormalidade. É interessante que, em 18 de maio de 1985, a Universidade de Edimburgo (Escócia) tenha anunciado a nomeação do psicólogo americano, Dr. Robert Morris, como Professor de Parapsicologia. O jornal Sunday Telegraph o chamou de professor do desconhecido. Embora a idéia de atribuir tal destaque à parapsicologia tivesse recebido críticas, a revista New Scientist comentou:

      “Não se trata de a parapsicologia ser uma nova matéria das universidades britânicas. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas (sigla SPR, em inglês), o principal órgão da Grã-Bretanha nesse campo, celebrou seu centenário há uns dois anos, e sempre contou com fortes associações acadêmicas. O primeiro presidente da SPR foi Henry Sidgwick, professor de filosofia moral da Universidade de Cambridge. Desde então, 28 dentre os seus 50 presidentes, mais ou menos, têm sido professores universitários, e dois deles eram Prêmios Nobel. Oito das 44 universidades inglesas estão atualmente realizando pesquisas parapsicológicas.”

      Naturalmente, a parapsicologia ainda não goza de reconhecimento formal por parte das grandes instituições científicas, como tendo um status igual ao das ciências físicas. Muitos, efetivamente, afirmam que não existe tal coisa como uma experiência paranormal.

      Será Mero Truque?

      É verdade que algumas experiências, que se afirma serem produtos do poder oculto, nada mais são do que truques. Um exemplo envolvia as quatro filhas e a empregada dum clérigo. Mandava-se que uma das jovens saísse do quarto. As demais permaneciam, na companhia dos experimentadores. Escolhia-se um objeto, tal como uma carta de baralho. Convidava-se então a jovem a voltar ao aposento e, por transmissão de pensamento, identificar o objeto escolhido. Geralmente ela o descrevia corretamente. Contudo, anos depois, quando testadas por membros da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, duas das jovens admitiram trapacear por usarem dicas visuais e auditivas.

      Mais recentemente, o mágico James Randi montou um estratagema para mostrar que mesmo pesquisadores experientes podem ser tapeados. Fez arranjos para que dois mágicos jovens conseguissem emprego junto ao Dr. Peter Phillips, diretor de física da Universidade de Washington, o qual realizava experimentos no campo psíquico. “Continuo crendo que Mike Edwards [um dos jovens mágicos] torceu uma chave em minha mão sem jamais ter tocado nela”, escreveu Phillips. Mas, pelo visto, ele fora tapeado, como reconheceu mais tarde. Os mágicos afirmaram que seus feitos extraordinários foram todos realizados por prestidigitação, e não por poder paranormal.

      É claro que tem havido exemplos de tapeação. Todavia, Arthur J. Ellison, em seu discurso como presidente da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, em 1982, sustentou que existe “excelente evidência a favor de experiências que não se enquadram nos atuais modelos científicos representativos de nossas experiências normais deste universo”. Qual é o mistério que há por trás destas experiências?

      Será o Poder da Mente?

      Alguns acreditam que a mente possui poderes ocultos que podem ser utilizados para a realização de feitos extraordinários. Mas será que a mente tem o poder de fazer tremer mesas, movimentar o ponteiro duma prancheta Ouija, retorcer objetos de metal, ou de emitir uma força capaz de realizar outras coisas assim?

      Num artigo intitulado “O Segredo por trás da Mística da Prancheta Ouija”, o mágico Henry Gordon disse: “Bem, existe uma força invisível, mas não existe nada de paranormal sobre ela.”

      “Em psicologia, chama-se isto de automatismo”, afirma Gordon. “Automatismo é um comportamento motor, ou reação muscular, diante dum pensamento inconsciente . . . Este processo psicológico é responsável por muitos dos demais fenômenos chamados psíquicos.”

      É isto que se afirma comumente. Há, por exemplo, mestres das artes marciais que conseguem exercer o que chamam de poder ki. “Aprenda a fazer flutuar seu ‘ki’ ou mente, por concentrar-se no Ponto Um [baixo abdômen] e esticar seu braço”, instrui Black Belt, uma revista de artes marciais. “Finja que a água ou o poder está fluindo daquele ponto através de seu braço e dedo.”

      “Enquanto a pessoa continuar a treinar seu ‘Ki’”,diz Black Belt, “seus alunos jamais a suplantarão. O fundador da Aikido [uma das artes marciais], o Mestre Morihei Uyeshiba, tem mais de oitenta anos, mas, por enquanto, ninguém consegue enfrentá-lo. Ele é capaz de derrubar vinte homens fortes ao mesmo tempo. Ele se torna cada vez mais forte à medida que envelhece. . . . A pessoa tem de aceitar o ‘Ki’ como uma adição a seus cinco sentidos.”

      Mas será a mente humana realmente a fonte de tal poder extraordinário? Será que habilita pessoas a realizar feitos que não podem ser cientificamente explicados?

      Bem, considere o caso das atividades do tipo poltergeist em Enfield, Londres, Inglaterra, investigadas para a Sociedade de Pesquisas Psíquicas. A respeito deste tipo de atividades, Brian Inglis, autor de diversos livros sobre paranormalidade, explica: “As misteriosas batidas, movimentos da mobília e quebras não raro prosseguem por semanas a fio; e isto habilita os investigadores a converter as dependências, até certo ponto, em um laboratório, utilizando uma variedade de gravadores sofisticados.”

      No caso de Enfield, a pessoa mostrou-se muito disposta a ser investigada. Entretanto, de acordo com os dois pesquisadores, o sujeito aparente mostrou-se totalmente não-cooperador. “Ele mostrava o que parecia ser um prazer maldoso em frustrar os esforços dos observadores”, escreveu Inglis. “Os gravadores, por exemplo, ficaram sujeitos à interferência e a danos, às vezes dum tipo que os fabricantes jamais tinham encontrado antes.”

      Tais experiências apontam fortemente

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