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  • O oceano, gigante benévolo, porém indômito
    Despertai! — 1976 | 22 de outubro
    • vindoura Nova Ordem, o oceano não causará nenhum dano aos que amam a Ele. Sendo o Criador da terra, seu relato da criação, escrito há milhares de anos atrás, antevê o que os geólogos modernos têm descoberto pela pesquisa. Ao descrever os eventos do terceiro “dia” criativo (de milhares de anos de duração), o relato reza: “E Deus prosseguiu, dizendo: ‘Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar [há realmente um só oceano] e apareça a terra seca.’ E assim se deu. E Deus começou a chamar a terra seca de Terra, mas o ajuntamento de águas chamou de Mares.” — Gên. 1:9, 10.

      Ademais, o salmista escreveu poeticamente, sob inspiração:

      “Ele fundou a terra sobre os seus lugares estabelecidos;

      Não será abalada, por tempo indefinido ou para todo o sempre.

      Cobriste-a de água de profundeza como vestimenta.

      As águas pararam acima dos próprios montes.

      À tua censura começaram a fugir;

      Ao som do teu trovão foram postas a correr, tomadas de pânico —

      Montes passaram a subir,

      Vales planos passaram a descer —

      Ao lugar que para eles fundaste.

      Puseste um termo além do qual não passariam,

      Para que não cobrissem mais a terra.”

      — Sal. 104:5-9; compare com o Salmo 107:23-30.

      Quando Jesus Cristo esteve na terra, tinha domínio sobre o mar e os ventos. (Mat. 8:23-27; João 6:16-21) Como Rei celeste, durante seu reinado milenar sobre a terra, ele exercerá pleno controle sobre o poderio e os recursos oceânicos, de modo que sirva benevolamente a humanidade para sempre.

  • Eu era curador pela fé
    Despertai! — 1976 | 22 de outubro
    • Eu era curador pela fé

      Do correspondente de “Despertai!” em Guadalupe

      MINHA paciente está sentada à minha frente. Entre nós, sobre uma mesa, há um prato comum em que ardem três velas. Sob o prato, há grande folha de papel branco com três iniciais alinhadas em direção paralela às velas. A primeira vela representa a própria paciente; corresponde à inicial de seu nome. A segunda vela representa sua casa ou família. A terceira, seus interesses externos. Enquanto ouço seu relato, observo atentamente a cor da chama de cada vela, a fumaça, o pavio, se se inclina para a esquerda ou para a direita, e o fluxo da cera derretida.

      Esta senhora já está doente há um ano. Sua perna está terrivelmente inchada e, embora tenha recebido cuidados médicos, ainda sente dor. Assim, ela me veio pedir que a curasse de sua doença.

      Depois de observar atentamente os sinais das velas, e depois de invocar o espírito, toco na perna ruim dela, dizendo: “Em nome das três pessoas da Santíssima Trindade, seja curada.” Daí, receito algumas poções de ervas para minha paciente e insto com ela a que ore à Santíssima Trindade enquanto acende velas em casa em certos dias que eu designo.

      No passado, tais sessões eram comuns em minha casa. As pessoas costumavam procurar-me de toda a ilha de Guadalupe, aqui nas Caraíbas, trazendo com elas seus próprios problemas particulares. Algumas estavam doentes fisicamente, enquanto que outras queriam que eu “examinasse seus negócios”. Um homem talvez estivesse procurando emprego, ou talvez quisesse casar-se e, assim, estaria procurando uma boa esposa. Ou a mulher talvez enfrentasse dificuldades conjugais. Ainda outros, convictos de que seus inimigos tinham lançado um feitiço contra eles, pediam proteção.

      Assim é que, por quase vinte anos, eu era curador pela fé, convicto de que Deus me dera tal poder. Agora, contudo, ninguém mais vem recorrer a meus poderes. Gostaria de saber por que não sou mais um curador pela fé? Deixe-me contar-lhe.

      Educação Religiosa Inicial

      Nasci aqui em Guadalupe, numa pequena aldeia pesqueira do lado da ilha banhada pelo Atlântico. Meus pais eram camponeses humildes de origem hindu, e, embora fossem católicos praticantes sinceros, mantinham também a adoração e os ritos religiosos que seus antepassados tinham trazido da Índia.

      Junto à nossa casa havia um poste de bambu de dez metros com um trapo vermelho em seu topo, em honra à divindade “Maliemin”. Bem cedo de manhã, e por várias horas, tocava-se um tambor para atrair a atenção de Maliemin e para avisá-lo quando se faziam preparativos para oferecer-lhe sacrifícios. Meu pai acendia velas, oferecia primeiro orações e então os sacrifícios, consistindo em alimentos tais como arroz doce, cocos e bananas. Às vezes se oferecia um cabritinho de leite, e até que cheguei aos vinte anos era eu que segurava a corda enquanto a garganta dele era cortada. Uma fogueira de gravetos secos lançava fumaça em direção à divindade. Daí, os alimentos eram servidos às mulheres e às crianças, por serem consideradas sagradas. A mulher por sua fecundidade, e as crianças por sua inocência.

      Embora toda minha família praticasse esta adoração de Maliemin, todos assistíamos à Missa católica, pois o sacerdote jamais condenou a adoração de Maliemin. Quanto a mim, ao nascer fui batizado como católico. Cursei o catecismo, recebi a Comunhão, e fui confirmado e me casei segundo os ritos da Igreja Católica. E, de sua parte, a divindade Maliemin jamais me impediu de praticar a adoração católica.

      Sempre gostei de ler e, quando tinha quatorze anos, meu velho tio me deu pequeno missal católico. Mais tarde, fui falar com o sacerdote e lhe pedi um exemplar dos Evangelhos. Certo dia quando eu lia o Evangelho de Marcos, encontrei o seguinte trecho: “Outrossim, os seguintes sinais acompanharão os que crerem: Pelo uso do meu nome expulsarão demônios, falarão em línguas, e com as suas mãos apanharão serpentes, e, se beberem algo mortífero, absolutamente não lhes fará mal. Porão as suas mãos sobre doentes, e estes ficarão bons.” (Mar. 16:17, 18) Não sabia naquele tempo que tais versículos no fim do Evangelho segundo Marcos (versículos 9 a 20) eram espúrios, visto que não se encontram nos mais antigos manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs. Também li muitos livros que tratavam da astrologia e horóscopos. Associava-me com amigos que eram “médiuns” que utilizavam as pancadas nos móveis.

      Logo fiquei convicto de que também conseguiria curar pessoas, bem como resolver seus outros problemas. Comecei a preparar feitiços para dar boa sorte às pessoas. Quando invocava as três pessoas da Trindade por meio das três velas, meu corpo tremia todo. Achava então que estava em contato com meu deus e que podia ajudar as pessoas a resolver seus problemas.

      No entanto, li no Evangelho como Jesus curava os doentes, aleijados e paralíticos de forma instantânea. Quanto a mim, jamais conseguia curar desse modo. Precisava de vários dias e, às vezes, de várias sessões espíritas. Assim, ficava imaginando se, algum dia, conseguiria imitar Jesus.

      Foi por volta desse tempo que me sobreveio terrível calamidade. Meu filho caçula ficou doente. Tentei tudo para curá-lo, mas sem resultado. “A Santíssima Trindade” nada fez por mim. Vários médicos cuidaram dele por três anos, mas, por fim, ele morreu com 12 anos. Isto certamente foi terrível choque. Eu perguntava a mim mesmo: “Por que Deus é tão injusto comigo? Talvez eu tenha feito algo de mal a Ele. Se consigo curar outros, por que não consegui curar meu próprio filho?”

      Aprendi a Verdade Que Liberta

      Continuei praticando minhas curas pela fé, mas, dali em diante, com menor entusiasmo, até 1969, quando começou a ocorrer grande mudança em minha vida. Eu havia comprado uma Bíblia dum colportor adventista e assistira a algumas reuniões no templo dos Adventistas do Sétimo Dia. Mas, não prossegui. Apeguei-me à minha adoração católica e aos meus dons de curar pela fé.

      Daí, certo dia, uma das Testemunhas de Jeová me deixou um livro, ‘Coisas em Que É Impossível Que Deus Minta’. Comecei a lê-lo imediatamente, e, embora não compreendesse tudo, discerni que os adventistas estavam errados. Não muito depois disso, comecei a estudar seriamente a Bíblia com uma Testemunha de Jeová. Este estudo tornou-se fácil, graças à ajuda do livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. Este senhor sabia o que eu era e o que praticava. Assim, usou de tato ao explicar como os dons milagrosos possuídos pelos cristãos do primeiro século tiveram de terminar quando a assembléia cristã atingiu a madureza, conforme indicado em 1 Coríntios, capítulo 13, onde Paulo diz: “Quer haja dons de profetizar, serão eliminados; quer haja línguas, cessarão; . . . quando chegar o que é completo, será eliminado o que é parcial.” (1 Cor. 13:8-10) Este visitante me ensinou também que simplesmente fazer algo considerado milagroso não prova que é feito pelo poder do verdadeiro Deus. Pediu-me que lesse a declaração de Jesus em Mateus 7:21-23: “Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.”

      À medida que o estudo progredia, tornei-me cônscio da diferença entre minhas obras de cura e as feitas por Jesus Cristo. Fiquei realmente envergonhado de mim mesmo quando pensei em como costumava aceitar dinheiro, sob o pretexto de curar pessoas, e, no entanto, Jesus disse a seus seguidores fiéis: “De graça recebestes, de graça dai.” — Mat. 10:8.

      Nem pode imaginar quão surpreso fiquei quando Deuteronômio 18:10-14 me foi trazido à atenção. Ali está escrito: “Não se deve achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová, e é por causa destas coisas detestáveis que Jeová, teu Deus, as expulsa de diante de ti. Deves mostrar-te sem defeito para com Jeová, teu Deus. Porque estas nações que estás desapossando costumavam escutar os que praticam magia e os que adivinham; mas, quanto a ti, Jeová, teu Deus, não te deu nada disso.”

      Fiquei realmente comovido e decidi imediatamente abandonar tais práticas. Agora entendia que estivera servindo ao Diabo e a seus demônios por meio da astrologia e da prática da magia, e por confiar na ajuda duma suposta “Santíssima Trindade”, idéia trinitária essa que realmente foi transmitida da antiga religião babilônica.

      Durante várias noites depois disso não consegui dormir. Tive horríveis pesadelos em que pessoas doentes me imploravam que as curasse. Às vezes ouvia ruídos horripilantes, como se pedras caíssem sobre o telhado, ou sentia que alguém me tocava. Em meu temor, orava a Jeová, suplicando-lhe que me livrasse, pois compreendia que sofria ataques dos demônios. Por um mês inteiro sofri desse modo. Com efeito, comecei a me recuperar apenas depois de seguir o conselho de uma Testemunha de Jeová, que instou comigo para que queimasse todos os meus velhos livros de cura pela fé, de astrologia e de magia, assim como fizeram aquelas pessoas em Éfeso, nos dias dos apóstolos. — Atos 19:17-20.

      Dois meses depois que comecei a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, já comparecia às reuniões no Salão do Reino. Após nove meses de estudo, dediquei minha vida a Jeová e fui batizado em símbolo disso, em 1970. Ao invés de ser um suposto “curador pela fé” para outros, eu mesmo fora curado. A verdade me libertara — me libertara de ser escravo dos demônios e de suas mentiras. (João 8:32) Por experiência própria, sei que toda sorte de obras, sinais e prodígios mentirosos podem ser efetuados pelos poderes demoníacos, assim como disse o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 11:14: “O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz.” Graças a Jeová, que me chamou das trevas e me tirou da armadilha do Diabo para a sua maravilhosa luz! — 1 Ped. 2:9.

      Quando meus antigos pacientes se dirigiam a mim, eu lhes dizia: “Parei de trabalhar para o Diabo e seus demônios. Já queimei todos os meus livros. Agora, se quiser, posso ajudá-lo a conhecer o verdadeiro Deus e seu modo de trazer a saúde perfeita, conforme delineado na Bíblia.”

      Agora já sabe por que as pessoas não me procuram mais para que eu as cure de seus males. Pelo contrário, eu as procuro. Antes, queria em vão imitar as curas instantâneas e miraculosas feitas por Jesus. Agora, tornei-me um imitador de Jesus em outro sentido — em pregar de lugar em lugar as boas novas do reino de Deus. Às vezes as pessoas me perguntam: “O quê! Não é o senhor que curava as pessoas . . . ?” Daí, mostro-lhes que a libertação eterna da dor física acontecerá, segundo a promessa de Deus, no novo e perfeito sistema de coisas, conforme Revelação 21:4, que diz: “E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, num haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.”

      Anteriormente, eu guardava os segredos de minha magia só para mim mesmo. Não queria que outros soubessem como eu conseguia “curá-los”. Atualmente estou convicto de que descobri a verdade e desejo que todos saibam de que fonte a aprendi. Sou grato a Jeová por Ele me ter feito conhecer e apreciar sua Palavra e suas promessas preciosas, e usufruo o privilégio de trabalhar pela cura espiritual da humanidade, esta sendo mais proveitosa para eles, pois leva à vida eterna no Paraíso terrestre, em perfeita saúde e felicidade!

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