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  • Já fui macumbeiro
    Despertai! — 1977 | 22 de fevereiro
    • Já fui macumbeiro

      A NOITE já havia caído. Misturado com o burburinho do trânsito da cidade, há o constante bater de atabaques. Reconhece esse som?

      Revela a proximidade dum terreiro de macumba bem no centro da maior cidade do Brasil, São Paulo. Mas, poderia acontecer no Rio de Janeiro, em Salvador, Recife, Porto Alegre. O ritmo soturno é ouvido em muitas cidades por todo o país. Sei disso, porque assisti a centenas de tais sessões.

      Por quase vinte anos, participei de sessões espíritas. Durante doze desses anos, eu era macumbeiro ou umbandista, alcançando a posição logo abaixo de pai-de-santo, como é chamado o principal sacerdote ou macumbeiro da umbanda. Por várias noites da semana, eu participava nos ritos umbandistas.

      Tais ritos se caraterizam pelas ofertas sacrificiais e orações. Pode-se apresentar uma oferenda para manter afastado Exu, identificado comumente com o Diabo. A oferenda talvez inclua bebidas alcoólicas e alimentos tais como farofa torrada na manteiga ou óleo. Amiúde se matam e oferecem animais. Os participantes dançam ao redor da oferenda, e talvez a deixem então do lado de fora da porta, de modo que Exu não perturbe a sessão.

      Daí, ao ritmo de tambores e atabaques, os participantes dançam numa roda e cantam, invocando os espíritos para que desçam. À medida que a dança se torna mais frenética e a música mais alta, subitamente os “deuses” começam a apossar-se dos umbandistas. Enquanto estes ficam num estado de transe, são consultados por pessoas que vieram à sessão para obter respostas para problemas familiares, dificuldades de empregos ou outros assuntos a respeito dos quais desejam obter orientação ou instrução.

      Nestas sessões, eu recebia regularmente os espíritos. À medida que o canto e a dança atingiam o frenesi, eu subitamente sentia em mim um grande poder e o arrebatamento de ser levantado bem alto do chão. Embora consciente, não tinha controle sobre meus membros ou minha mente. Uma força invisível me possuía, movendo-me a falar. Não era simples êxtase. Uma força inteligente invisível me possuía, pois aquilo que eu proferia não eram idéias minhas mesmas.

      Como, talvez imagine, é que me envolvi na umbanda? Por que é tão difundida aqui no Brasil?

      Formação Religiosa

      Meus avós vieram da África Ocidental. Foram trazidos para o Brasil como escravos, na última centúria. Ainda me lembro deles. Com efeito, ainda consigo entender alguns dos dialetos africanos.

      O catolicismo romano era então a religião predominante no Brasil, assim como é hoje. Assim, meus pais se tornaram católicos romanos. Eu nasci em Nepomuceno, Minas Gerais, há setenta anos atrás, e fui criado como católico. Mais tarde, casei-me na Igreja Católica e batizei meus filhos nela.

      Embora católicos, jamais fomos encorajados a ler a Bíblia. Tinha muito pouca idéia ou quase nada, do que ela ensinava, como se dá com a maioria dos católicos aqui. As doutrinas da Igreja não me satisfaziam. Assim, interessei-me pelo espiritismo, com o tempo participando da umbanda local, ou macumba. Fazer isto não é incomum aqui no Brasil, pois a umbanda é muito popular.

      Na realidade, esta adoração se origina na África. Os primitivos escravos combinaram seus rituais tribais africanos com o catolicismo do Brasil. O que resultou disso foi uma forma de umbanda muito parecida à praticada em África. Os escravos simplesmente adotaram os enfeites da Igreja Católica, substituindo os santos católicos pelos seus próprios deuses. Assim, Ogum, o deus da guerra, tornou-se S. Jorge. Oxum, a deusa da água doce, tornou-se Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Iemanjá, a deusa do mar, tornou-se Nossa Senhora da Glória. E, para nós, a principal deidade, Oxalá, tornou-se identificada com Jesus Cristo, ao passo que, para outros grupos, ele se tornou o deus da criação.

      Assim, atualmente, a maioria dos católicos aqui participam da umbanda. W. W. da Matta e Silva, sacerdote umbandista, afirma que 70 por cento dos católicos brasileiros assistem a sessões de macumba. Outro relatório publicado afirma que “mais de 67 por cento dos católicos brasileiros assistem a sessões de macumba ou de umbanda”. O Bispo-Auxiliar do Rio de Janeiro, Castro Pinto, confirmou essas estatísticas e culpou a “superficialidade da instrução católica no Brasil” por esta situação.

      O Que a Umbanda Inclui

      A umbanda inclui a chamada “magia branca”, que visa fazer o bem às pessoas. Por exemplo, são realizadas curas. Isto me atraía. Todavia, ao mesmo tempo, grande número dos que consultam médiuns umbandistas desejam que se faça algum “trabalho” contra alguém. Amiúde se dispõem a pagar grandes somas para este trabalho, e os médiuns não têm nenhuma inclinação de rejeitá-las.

      Assim, fiquei confuso diante do que me parecia uma situação muito contraditória. No mesmo terreiro de umbanda faziam-se “trabalhos” para fins bons, antes da meia-noite, porém, logo depois dá meia-noite, realizavam-se sessões mais secretas para desfazer os feitiços ruins. Eu com freqüência me perguntava se isso era correto.

      Os interessados em fazer um “trabalho” tinham de estar presentes à cerimônia. Muitos vêm para realizar “trabalhos” que provocarão a doença ou até mesmo a morte de outra pessoa. Alguns talvez queiram que se faça tal “trabalho” para seu cônjuge, ou, talvez, para a amante ou o amante de seu cônjuge. Por outro lado, alguns vêm para que os espíritos manobrem as coisas de modo que eles possam ter casos extra-conjugais. Para fazer tais “trabalhos”, preparam-se oferendas sacrificiais, e amiúde estas têm de ser colocadas em encruzilhadas ou em outros lugares orientados pelos espíritos.

      Certo dia, um prefeito veio para que invocássemos os espíritos para ajudá-lo a derrotar seu oponente político. Imagine só um senhor, bem vestido e culto, sentar-se no chão de terra, num galpão mui quente, e fumar enormes charutos e beber cachaça barata. Sim, pessoas de todas as rodas da vida procuram os terreiros de umbanda para obter ajuda das forças espirituais. E, amiúde, sua finalidade é egoísta, e até mesmo maligna.

      No entanto, o que começou a me incomodar, em especial, foi a conduta dos próprios médiuns umbandistas. Brigas, ciúme, mentiras e a imoralidade sexual grassavam entre eles. Não era incomum um médium tentar fazer um “trabalho” contra outro. Estes umbandistas eram colegas meus, e tenho de admitir que minha própria conduta estava longe de ser boa. Na realidade, minha vida estava muito confusa.

      Anos antes, minha esposa me abandonara, e, por algum tempo, eu vivia consensualmente com uma mulher jovem. Nós brigávamos constantemente. Também, minha saúde começou a piorar. E, isso não era de se admirar, visto que, sob a influência dos espíritos, eu com freqüência bebia uma ou mais garrafas de cachaça de uma só vez. Fazia isso sem sentir quaisquer efeitos imediatos de bebedeira.

      A mãe da mulher com quem eu vivia é uma das Testemunhas de Jeová. Ela sempre me dizia que os espíritos eram anjos iníquos, e que só pretendiam ser “espíritos” de ancestrais mortos. Eu tentava ignorá-la. Mas, minhas dúvidas se tornaram mais persistentes. Ficava imaginando: Por que esses espíritos são tão atemorizantes? Por que são egoístas, tão indiferentes ao bem-estar de seus adoradores?

      Quando tomado pelos espíritos, o umbandista declara as oferendas que os espíritos exigem que os adeptos apresentem. Ofertas de comida, tais como milho cozido, azeite, galinhas e bebidas alcoólicas são exigidas. Mas, também se requerem roupas especiais, bem como contas, colares, imagens — todos sendo itens caros para as pessoas de poucos meios. Quando não conseguiam cumprir tais exigências, os adeptos amiúde ficavam angustiados; tudo ia mal em sua família. Às vezes, eles realmente sentiam que eram açoitados ou derrubados ao chão pelos espíritos. Os espíritos instilavam medo, e não amor, em seus adeptos.

      Participação Contínua

      No entanto, apesar das dúvidas, continuei a praticar a umbanda. Nas praias de Santos, a cerca de 70 quilômetros de São Paulo, participei no culto a Iemanjá, especialmente em seu dia festivo em dezembro. Grandes multidões de pessoas se reúnem nas praias do Brasil para assistir a cerimônias que duram a noite toda. Um despacho noticioso de 1.º de janeiro de 1974, do Rio de Janeiro, explica:

      “Dezenas de umbandistas trajados de branco se aglomeraram nas famosas praias de Copacabana e Ipanema, à noite passada, para a tradicional homenagem de véspera do Ano Novo, a Iemanjá a mística rainha do mar.

      “Os adeptos brasileiros dum culto de vodu chamado Umbanda — a maioria dos quais também são católicos romanos — consideram Iemanjá de significado religioso igual à Virgem Maria.

      “Bandos de curiosos residentes no Rio e pequenos grupos de turistas estrangeiros que tiravam fotografias entraram na areia para ver mais de perto, à medida que os adeptos espíritas, vestidos de branco, jogavam flores, pequenos barquinhos feitos à mão e garrafas de cachaça — poderoso rum brasileiro — no Oceano Atlântico, como ofertas à deusa da umbanda, alegadamente influente.”

      Sempre que se realizavam ritos em honra aos vários deuses e deusas da umbanda, eu estava presente. Junto às cachoeiras do interior do município de São Paulo, tomava parte na adoração de Oxum, a deusa da água doce. Eu levava despachos para os cemitérios à noite. Colocava nas encruzilhadas os objetos e as ofertas usados para lançar feitiços.

      Meu pai-de-santo instava comigo a que desse o último passo — “Fazer a cabeça”, a fim de me tornar um sacerdote principal ou pai-de-santo. No entanto, as dúvidas que pairavam em minha mente me faziam recuar. Ademais, estes ritos secretos de iniciação são caríssimos, chegando até a atingir de Cr$ 3.000,00 a Cr$ 6.000,00 há pouco mais de dois anos atrás. Naturalmente, eu sabia o que estava envolvido em tais ritos.

      Ritos de Iniciação dos Babalorixás

      O candidato tem de ficar no terreiro de umbanda, em completa seclusão, por vinte e um dias. A camarinha é semiescura, tendo uma simples esteira como cama. Dá-se ao candidato um banho de ervas para lhe transmitir poderes espirituais. Por fim, no vigésimo primeiro dia, por volta da meia-noite, o pai-de-santo e sete ajudantes iniciam a cerimônia. O candidato senta-se numa cadeira, com olhos fechados, esperando entrar em transe. Entoa-se uma oração cantada, num dialeto africano, e toca-se um sininho.

      Subitamente, o pai-de-santo belisca com força o candidato. Isto é para assegurar-se de que ele está inconsciente. Se gritar ou apenas piscar os olhos, o trabalho é cancelado. No entanto, se não sentir nada, o pai-de-santo raspa primeiro a cabeça do candidato, e então lhe inflige vários cortes em diversas partes do corpo, inclusive em seu peito nu.

      Ele é então levado para outro quarto para um banho de ervas de purificação. Depois disto, está pronto para receber vestes especiais e um batismo de sangue Em seguida, ajoelha-se em frente a uma bacia esmaltada em que há uma pequena tigela com alguns pratos em pé. Esta bacia, a tigela e pratos representam seu “deus” ou ‘anjo da guarda” e são chamados de “santo”. Todo pai-de-santo ou mãe-de-santo tem de ter tal “santo” ou “deus”, a fim de praticar a feitiçaria e manter a liderança num terreiro de umbanda.

      O chamado “santo” ou “deus” tem de estar preparado então para uso. Os ajudantes trazem um bode e o pai-de-santo corta-lhe o pescoço, deixando que o sangue escorra por cima da cabeça raspada do candidato, caindo na bacia esmaltada e nos pratos. A mesma coisa é feita com uma galinha e dois pombos. Os pés, a cabeça e as penas das aves, junto com a cauda e o órgão sexual do bode, são colocados todos dentro da tigela, com os pratos. O “deus” está então pronto para ser usado por este novo pai-de-santo (ou mãe-de-santo), que dirigirá o terreiro de umbanda e terá seguidores, ou os filhos e filhas de santo.

      Acende-se uma vela que dura sete dias, e, ao seu lado, são colocados dois potes de barro com água para os “deuses” beberem. Já então amanhece e se permite que o novo pai-de-santo se deite e durma. Teoricamente, ele é um pai-de-santo, embora, segundo a regra, devem passar-se sete anos antes de ser considerado um sacerdote completo.

      Ênfase ao Sexo

      Como já mencionei antes, grassava a imoralidade sexual entre os umbandistas. Sei que os espíritos, vez por outra, exigiam que seus adeptos tirassem a roupa, ou desnudassem seu peito, e tivessem relações sexuais. Comecei a imaginar se a razão disto não estava, de algum modo, relacionada com o desejo dos espíritos de gratificar desejos pervertidos. É isso que afirmava a mãe da mulher com quem eu vivia.

      Estou agora seguro de que ela estava certa. Por quê? Porque há tanta evidência que aponta essa conclusão. Citando apenas um exemplo: Uma conhecida minha, aqui em São Paulo, era mãe-de-santo; sua casa servia como terreiro de umbanda. Ela foi declarada “abençoada pelos deuses” devido a seus notáveis poderes. Até mesmo os médicos do Hospital Psiquiátrico de São Paulo a chamavam para exorcismar espíritos, e os pacientes deixavam o hospital aparentemente curados. Ela fez um pacto com um “espírito de luz”, assinando o contrato com seu próprio sangue.

      No entanto, com o tempo, ela descobriu que se tornara indefesa boneca nas mãos de forças malignas invisíveis. Sob ordem dos espíritos, ela se viu obrigada a fazer arranjos para que mulheres imorais engodassem o marido dela para longe de sua casa, e ele cometia adultério com elas. Daí, os espíritos exigiram que relações sexuais se tornassem parte dos trabalhos de cura que ela fazia em casa. A explicação dada foi de que, por este meio, a pessoa doente ficaria “descarregada” ou curada, sua doença sendo transferida para a médium por meio das relações sexuais. Os espíritos também ordenaram que as pacientes fossem tratadas por atos de lesbianismo. No caso de jovens, os espíritos encorajavam o “controle do sexo”, na realidade, a masturbação.

      A vida desta mulher, como a minha, tornara-se muito confusa. Seu lar fora arruinado pelas brigas e ciúme. Os espíritos até mesmo a surravam fisicamente, quando ela recusava cumprir as ordens deles. Mas, recentemente, ela me contou: “Às vezes eu pensava sobre minha vizinha, uma mulher humilde, paciente, e serenamente feliz, tão diferente de mim. Ela era Testemunha de Jeová. Eu ficava imaginando o que é que ela possuía e que eu almejava. Com o tempo, fui às reuniões dela. Ali, ao invés de medo do próximo, encontrei abundante amor e verdadeira compaixão.”

      Depois de dezenove anos sob o poder dos espíritos, esta mulher, em resultado do estudo bíblico e de orações a Jeová Deus, conseguiu libertar-se. Ela foi batizada pelas Testemunhas de Jeová em agosto de 1972. Ela me disse, recentemente: “Como minha vida mudou! Meus filhos vão comigo às reuniões cristãs no Salão do Reino das Testemunhas de Jeová da localidade, e meu marido voltou para casa. Agora nos esforçamos muito em construir uma nova vida.”

      Por Que Minha Vida Mudou

      No ínterim, a mãe da mulher com quem eu vivia continuava a me falar sobre a Bíblia. Ela indicava que a umbanda não trazia paz mental nem instilava amor, o sinal do verdadeiro cristianismo. Ela citou para mim a Bíblia, em 1 João 4:8 e João 13:35, onde ela diz que “Deus é amor”, e que os discípulos de Jesus seriam conhecidos pelo amor que tinham entre si.

      Daí, certa noite, em 1971, duas senhoras da classe média apareceram em nossa casa e pediram que eu fizesse um “trabalho” para provocar a morte do marido de uma delas. A senhora estava apaixonada por outro homem; assim, ela me ofereceu Cr$ 1.000,00 para este “trabalho”. Mas, desta vez, rejeitei a oferta atraente. Por quê?

      Bem, o que a mãe de minha companheira me dizia, à base da Bíblia, começara a causar impressão em mim. Eu simplesmente não mais conseguia concordar com tais práticas malignas. Queria aprender mais, assim, aceitei um estudo bíblico oferecido por uma das Testemunhas de Jeová.

      Ao estudarmos a Bíblia, era como se um véu fosse removido de meus olhos. Havia, segundo a doutrina da umbanda, chefes das falanges de espíritos. Dizia-se que os espíritos eram almas separadas de pessoas que já morreram. Mas, isso não poderia ser verdade! A Bíblia torna claro que a morte põe fim à consciência da pessoa; a alma não sobrevive para viver em alguma outra parte. A Bíblia ensina que a própria pessoa é uma alma vivente, e que, quando a pessoa morre, sua alma morre. Mesmo numa profecia sobre Jesus Cristo, a Bíblia diz: “Esvaziou a sua alma até a própria morte.” — Isa. 53:12.

      Quem, então, são os espíritos que se apoderam dos umbandistas e os habilitam a mostrar atos sobrenaturais? A mãe de minha companheira me dissera que eram anjos que se haviam tornado iníquos. Agora eu aprendia por mim mesmo. Li textos bíblicos que falam das “forças espirituais iníquas nos lugares celestiais”: A Bíblia também diz: “O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz. Portanto, não é grande coisa se os ministros dele também persistem em transformar-se em ministros de justiça.” — Efé. 6:12; 2 Cor. 11:14, 15.

      Aprendi que Satanás é identificado na Bíblia como a “serpente original”, portanto, era o anjo que, apresentando-se como amigo, apoderou-se da serpente no Jardim do Éden e enganou a Eva. (Rev. 12:9; Gên. 3:1-5) Mais tarde, no céu, quando “os filhos do verdadeiro Deus entraram para tomar sua posição perante Jeová”, diz a Bíblia, “Satanás passou a entrar no meio deles”. (Jó 1:6) Sim, Satanás certa vez fora um anjo na organização celeste de Deus, mas ele se desviara de Deus e se transformara num demônio. Também, outros ‘filhos de Deus’ se juntaram a ele em abandonar o verdadeiro Deus, Jeová, e tornaram-se anjos iníquos, ou demônios. É por isso que Satanás foi chamado Belzebu, “o governante dos demônios”. — Luc. 11:14-19.

      Mas, o que fez com que os anjos abandonassem seus lugares na organização celeste de Deus? A resposta disso é que realmente me surpreendeu. Ajustava-se tão bem às coisas que eu tinha realmente observado. A Bíblia afirma que, antes do dilúvio dos dias de Noé, “os filhos do verdadeiro Deus começaram a notar as filhas dos homens, que elas eram bem-parecidas; e foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram”. — Gên. 6:1-4.

      Bem, segundo aprendi, estes ‘filhos de Deus’ não podiam ser humanos. Pois a Bíblia mostra que, por sua rebelião, o primeiro homem, Adão, perdeu para si mesmo, bem como para sua descendência futura, a abençoada relação como ‘filhos de Deus’. Assim, estes “filhos do verdadeiro Deus” eram anjos que materializaram corpos humanos. Um dos discípulos de Cristo falou deles como “os anjos que não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta” no céu, para satisfazer suas paixões sexuais. Embora estes anjos iníquos, que voltaram para o domínio espiritual quando caíram as águas do Dilúvio, tivessem sido restringidos de materializar-se de novo como humanos, sua depravação sexual ainda é muito evidente, como eu bem sei. — Judas 6, 7.

      Por volta do tempo em que comecei a estudar a Bíblia, rompi finalmente com a adoração da umbanda. Por quê? Bem, quando eu estava ausente, o pai-de-santo de nosso terreiro de umbanda foi até a minha casa e fez propostas amorosas à minha companheira. Felizmente cheguei em tempo e o confrontei, segurando no braço dele e expulsando-o. Todas as ameaças contra nossa vida por deixarmos a umbanda resultaram ineficazes. Jeová Deus nos protegeu.

      À medida que eu e minha companheira estudamos a Palavra de Deus, começamos a produzir os frutos de seu espírito em nossa vida, em especial o amor, a paz e a alegria. (Gál. 5:22, 23) Isto significou o fim de nossas brigas e discussões. Endireitamos nossa situação marital, e, em janeiro de 1973, ambos simbolizamos nossa dedicação a Jeová Deus pelo modo biblicamente prescrito do batismo em água. Desde setembro de 1974, tenho gozado o privilégio de ser um dos servos ministeriais na congregação local das Testemunhas de Jeová.

      O que nos tornou tão felizes é servir o Deus de amor, Jeová, e sentir o genuíno amor que existe entre os verdadeiros seguidores de seu Filho, Jesus Cristo. Aguardamos confiantemente conseguir nossa plena reconciliação com Deus, usufruindo a prometida bênção: “O próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nom haverá sinais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” (Rev. 21:3, 4) — Contribuído.

      [Destaque na página 16]

      “Uma força inteligente invisível me possuía.”

      [Destaque na página 18]

      “Pessoas de todas as rodas da vida procuram os terreiros de umbanda para obter ajuda.”

      [Destaque na página 19]

      “Estes ritos secretos de iniciação são caríssimos, chegando até a atingir de Cr$ 3.000,00 a Cr$ 6.000,00.”

      [Destaque na página 20]

      ‘Até mesmo os médicos do Hospital Psiquiátrico de São Paulo chamavam uma conhecida minha para exorcismar espíritos.’

      [Destaque na página 20]

      “Os espíritos exigiram que relações sexuais se tornassem parte dos trabalhos de cura.”

      [Destaque na página 21]

      ‘A depravação sexual destes anjos iníquos ainda é muito evidente.’

      [Foto na página 17]

      A “filha de santo” num transe, tendo sobre si o sangue do sacrifício animal.

  • A boa conduta une uma família
    Despertai! — 1977 | 22 de fevereiro
    • A boa conduta une uma família

      QUANDO as pessoas começam a modificar sua vida, de modo a harmonizá-la com a vontade de Deus, os membros da família de início nem sempre ficam favoravelmente impressionados. Com o tempo, contudo, talvez venham a avaliar as mudanças proveitosas que a pessoa fez, e, assim, eles mesmos comecem a estudar a Bíblia.

      Esta foi a experiência dum senhor na República de São Marinho. Seus maus hábitos tornavam impossível a vida doméstica feliz. Ao invés de gastar tempo em casa, com sua família, ele amiúde ficava num bar durante a noite. Perturbado com seu modo de vida, orou a Deus, pedindo ajuda para acabar com seus maus hábitos. Mais tarde, enquanto visitava sua mãe, certo dia, soube que ela estudava a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Começou a assistir a tal estudo, mas, isto só suscitou a oposição da família. Sua esposa não se interessou pelo que ele aprendia. Ela até ameaçou abandoná-lo e levar os filhos.

      Daí, certo dia, este senhor entrou numa discussão com seu sogro sobre questões familiares. Seu sogro ficou tão irado que deu um soco em seu genro. Muito embora o genro soubesse que estava certo, não retaliou. Perdoou a seu sogro e não nutriu ressentimento algum contra ele. Impressionada com a conduta do marido dela neste assunto, a esposa começou a investigar as crenças que seu marido tinha aceito. Ela começou a assistir às reuniões das Testemunhas de Jeová. Comentando os acontecimentos mais tarde, o marido diz: “Iniciei um estudo bíblico com meus filhos e minha esposa, e que alegria é ver como ela está progredindo e como somos agora uma família unida.”

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