-
Espiritismo — por que aumenta o interesse nele?A Sentinela — 1987 | 1.° de setembro
-
-
encaram o espiritismo como “religião suplementar”. Ele notou também, num estudo recentemente publicado pela Universidade de Leiden, que o espiritismo é reconhecido como “parte duma ampla constituição religiosa, na qual se encontra ao lado do cristianismo”.
Mas, você talvez se pergunte: ‘É a aceitação do espiritismo pelas igrejas da cristandade uma garantia de que ele é aprovado por Deus? Fará o contato com os espíritos que você se aproxime mais dele? O que diz a Bíblia realmente sobre o espiritismo?’
-
-
Espiritismo — como o encara Deus?A Sentinela — 1987 | 1.° de setembro
-
-
Espiritismo — como o encara Deus?
“GOSTAR e não gostar das mesmas coisas é o que resulta numa sólida amizade”, disse o historiador romano Salústio. De fato, amigo é aquele com quem se tem o máximo em comum, alguém em quem se pode confiar. Do mesmo modo, Deus nos encara como amigos e nos permite achegar-nos a ele, se gostarmos e não gostarmos das mesmas coisas que ele. Isto significa que nos sentimos atraídos às qualidades de Deus, tais como o amor, a paz, a benignidade e a bondade, e que fazemos esforços sérios para imitar estas características na nossa vida. — Gálatas 5:22, 23.
Então, para saber se o espiritismo é aprovado por Deus, poderíamos examinar primeiro os seus frutos. (Mateus 7:17, 18) Ajuda-nos ele a desenvolver atraentes qualidades piedosas? Para saber isso, vejamos dois exemplos da vida real.
Adivinhação, Importunação e Morte
Asamaja Amelia, senhora de meia-idade, em Surinã, tinha 17 anos de idade quando se envolveu na adivinhação, uma forma de espiritismo. Visto que as predições dela se cumpriam e os indagadores se beneficiavam com os seus conselhos, ela era muito estimada na sua localidade. (Compare isso com Atos 16:16.) Mas, algo a perturbava.
“Os espíritos que falavam por meu intermédio eram bondosos para com os que procuravam sua ajuda”, disse ela, “mas ao mesmo tempo tornavam minha vida miserável. Depois de cada sessão, eu me sentia surrada, e quase não conseguia mexer-me. À noite, eu esperava algum descanso, mas os espíritos não me deixavam em paz. Continuavam a perturbar-me, falando comigo e mantendo-me acordada. E as coisas que diziam!” Ela suspirou e olhou para baixo, meneando a cabeça em aversão. “Gostavam de falar comigo sobre o sexo e insistiam em ter relações sexuais comigo. Era chocante. Eu era casada. Não queria ser infiel e lhes dizia isso. Mas não adiantava. Certa vez, uma força invisível me sobrepujou, tocou e apertou meu corpo, e até mesmo me mordeu. Eu me sentia miserável.”
Talvez exclame: ‘Espíritos incentivando a imoralidade sexual? Isto é um pouco exagerado!’ São os espíritos realmente tão degradados assim?
“A coisa é ainda pior!” disse Izaak, já mencionado. “Certa noite, fomos chamados para ajudar uma mulher doente, perturbada por um espírito. O líder do grupo — médium dum espírito mais forte — tentou enxotar o espírito. Durante um dia inteiro rogamos a ajuda do espírito dele. Dançamos e tocamos tambores, e aos poucos a mulher melhorou. Ele mandou que o espírito nela saísse, e isto funcionou. ‘Obtivemos a vitória’, disse eufórico o líder. Daí nos sentamos e descansamos.”
Os braços gesticulantes de Izaak paravam por um momento, enquanto ele pausava
-