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Quando o desastre assola — o que fará?Despertai! — 1970 | 8 de maio
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se sentiam movidas pela amorosa preocupação de seus pastores cristãos e a demonstração imediata e sobrepujante de amor por ações e presentes de seus irmãos cristãos. “Em nenhuma parte, exceto na organização de Jeová, poder-se-ia achar tal amor”; “sinto-me tão grato de ser parte da maravilhosa organização de Jeová”, disseram. Sem dúvida, a tempestade tornou as testemunhas de Jeová mais cônscias da presença da organização visível de Deus, do poder amplo da oração, e da força unificadora do amor cristão. Tornou-as orgulhosas e profundamente felizes de ser testemunhas de Jeová. — João 13:34, 35.
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O que é o espírito de vida do homem?Despertai! — 1970 | 8 de maio
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“A Tua Palavra É a Verdade”
O que é o espírito de vida do homem?
É NOITE. O povoado fidjiano está mergulhado nas trevas. Subitamente um grito revela que um espírito entrou de novo em Mereani. Em todas as choupanas, o povo temeroso e fascinado se junta à choupana de Mereani. Ali está ela, sentada, ereta, à luz dum lampião, jovem senhora casada que tem cerca de trinta anos. Seus olhos, incrivelmente injetados pela força que atua dentro dela, olham fixamente com uma intensidade ardente e avermelhada. Meia dúzia de homens fortes não conseguem segurá-la. Abre a boca e, com voz masculina profunda, de imponente autoridade, fala de forma vigorosa e avisa contra as ofensas aos costumes tribais. Para apaziguar o “tevoro” (diabo ou espírito) dentro dela, as pessoas temerosas lhe dão meio litro de bebida de uma raiz sagrada, que ela engole de uma só vez. Então, desmaia. Na manhã seguinte, Mereani não se lembra de nada da noite anterior.
2 Este incidente verdadeiro é típico do que acontece às vezes nas Ilhas Fidji. Embora os fidjianos professem ser cristãos, ainda crêem no “tevoro”, palavra relacionada com a palavra inglesa “devil” (“diabo”). Para a maioria deles, significa o “espírito” de um humano morto. Crêem que tal espírito pode causar dano ou fazer o bem aos vivos. Muitos fidjianos aprenderam isto desde a infância.
3 Por exemplo, muitos fidjianos crêem que o espírito dum homem morto possa levantar-se do túmulo na quarta noite (“Bogi Va”), quando se realiza uma festa de apaziguamento. Depois disso, o espírito está livre para ir de um lado para o outro, e fixar residência em algum lugar escuro, preferivelmente numa grande árvore “baka”. Esta espécie copada e enorme de figueira, na escuridão da noite, se presta idealmente a tais crenças.
4 Há crenças correspondentes em outras ilhas do sul do Pacífico. Em Samoa, fazem-se esforços especiais de “depositar o espírito” num descanso permanente, de modo que não cause mais dano. Eles exumarão os ossos dum morto e os ensoparão de água fervente. Num caso recente no Taiti, fez-se um buraco no túmulo, penetrando no caixão, e colocou-se longo cano no buraco, para levar água fervente para dentro do caixão. Esperava-se que o espírito de certa avó recentemente falecida deixasse de causar a doença mortífera em um dos seus netinhos.
5 Que faz com que as pessoas sustentem tais crenças? Uma das razões principais é que em todas as partes da terra há inegáveis fenômenos psíquicos. Estas ocorrências fantásticas são tidas como evidência de que os espíritos dos mortos continuam a viver. Outra razão é que muitos não sabem o que a Bíblia ensina sobre tais assuntos. Alguns até mesmo interpretam erroneamente o que ela diz. Não obstante, se a pessoa realmente quiser saber a verdade sobre o que acontece ao homem quando ele morre, tem de voltar-se para a Bíblia e deixar que ela fale por si. Somente ela contém as idéias Daquele que sabe, por ter criado o homem. Também, explica verazmente o que é o espírito de vida do homem e o que acontece com este por ocasião da morte. — Isa. 45:11, 12.
6 Note primeiro que a Bíblia não atribui qualquer idéia de imperecebilidade, imortalidade ou indestrutibilidade à palavra “alma”. Não, a Bíblia não fala da alma como algo que vive depois da morte. Antes, mostra que a alma é a própria criatura vivente, seja ela peixe, ave, animal ou homem. (Gên. 1:20, 24; 2:7) Com efeito, Deus enfaticamente nos diz que “a alma que pecar — ela é que morrerá”. — Eze. 18:4, 20.
7 Não obstante, alguns talvez pensem que Eclesiastes 12:7 apóie a idéia de que o espírito de vida do homem continue a viver conscientemente após a morte: “Então o pó retorna à terra, assim como veio a ser, e o próprio espírito retorna ao verdadeiro Deus que o deu.” Arrazoam que, se o espírito de vida do homem retorna para o verdadeiro Deus, então não seria capaz de outro movimento ou ação? Não seria capaz de retornar para visitar a vizinhança dos parentes do homem morto?
8 Em realidade, tal raciocínio não é nada mais que simples especulação. É ler em tal versículo algo que não existe nele. Será que diz que o espírito de vida do homem vai para seu anterior povoado ou lar e assume residência numa vizinha árvore “baka”, ou diz que retorna para Deus? O que Deus diz sobre este assunto em Sua Palavra é a verdade. — Tito 1:2; Núm. 23:19.
9 Eclesiastes 9:5, 6, 10 diz explicitamente que os mortos são impotentes, inativos e não sentem quaisquer emoções. O que, então, é este espírito e como é que retorna para Deus? O espírito a que se refere Eclesiastes 12:7 não é a alma, a própria criatura vivente, mas é a impessoal força de vida nas células do corpo do homem que eventualmente deixa o corpo por ocasião da morte. Visto que Deus é o único que tem o poder de restaurar esta força de vida a uma pessoa, por ocasião da morte, ela vem a estar sob a jurisdição de Deus. Depende agora de Jeová Deus, por meio de seu Juiz, Jesus Cristo, decidir se ressuscitará tal pessoa. — João 5:21.
10 Poderíamos ilustrar isto pelo caso de alguém que empresta um objeto a um amigo. Quando o amigo vem devolvê-lo, o dono talvez lhe peça que o deixe à porta de sua choupana. Embora a pessoa que o pediu emprestado não o tenha colocado nas mãos do dono, o objeto se acha mais uma vez de posse do proprietário e sob a sua jurisdição. Assim se dá com a força de vida do homem por ocasião da morte; ela ‘volta para Deus’.
11 Neste ponto, alguns talvez fiquem admirados, pensando nos incidentes fantásticos que envolvem espíritos. O fato é que estes são obra de demônios, de espíritos iníquos. Tais forças más personificam astutamente as pessoas humanas mortas, no esforço concentrado de fazer parecer que os mortos vivem e que Deus mente. Com freqüência, dominam as pessoas, como no exemplo dado no primeiro parágrafo, para dar força a suas sórdidas pretensões. — Efé. 6:12.
12 A fim de evitar colocar-nos sob a perigosa influência dos demônios, precisamos armar-nos das verdades da Bíblia. O curso gratuito de estudo bíblico domiciliar durante seis meses, oferecido pelas testemunhas de Jeová, o ajudará a fazer isto. Tire sabiamente proveito deste arranjo agora, no curto tempo que resta antes que Deus destrua este perverso sistema de coisas. Será ricamente
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