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EspíritoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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física para ilustrar uma revivificação espiritual. Mostra também que o termo grego pneúma, bem como o hebraico rúahh, podem representar a força vitalizadora da parte de Deus que anima a alma ou pessoa humana. Como diz Tiago 2:26: “O corpo sem espírito [pneúma] está morto.”
Por conseguinte, quando Deus criou o homem no Éden e soprou em suas narinas o “fôlego [neshamáh] de vida”, é evidente que simultaneamente Deus fez com que a força de vida ou espírito (rúahh) vitalizasse todas as células no corpo de Adão. — Gên. 2:7; compare com Salmo 104:30; Atos 17:25.
Esta força de vida é transmitida de pais para filhos por meio da concepção. Visto que Jeová era a Fonte original desta força de vida para o homem, e o Autor do processo procriativo, a vida da pessoa pode ser corretamente atribuída a Ele, embora seja recebida, não diretamente, mas de forma indireta, por meio dos pais da pessoa. — Compare com Jó 10:9-12; Salmo 139:13-16; Eclesiastes 11:5.
A força de vida ou espírito é impessoal
Conforme observado, as Escrituras se referem a rúahh, ou força de vida, como existindo não só nos humanos, mas também nos animais. (Gên. 6:17; 7:15, 22) Eclesiastes 3:18-22 mostra que o homem morre do mesmo modo que os animais, pois “todos eles têm apenas um só espírito [rúahh], de modo que não há nenhuma superioridade do homem sobre o animal”, isto é, quanto à força de vida que é comum a ambos. Sendo assim, é evidente que o “espírito”, ou força de vida (rúahh), conforme usado neste sentido, é impessoal. Como ilustração, poder-se-ia compará-lo a outra força invisível, a eletricidade, que pode ser usada para fazer operar vários tipos de máquinas — fazendo com que os fogões produzam calor, os ventiladores gerem vento, os computadores equacionem problemas, os televisores produzam imagens, vozes e outros sons — ainda assim, esta corrente elétrica jamais assume qualquer das características das máquinas em que opera ou em que se mostra ativa.
Assim, o Salmo 146:3, 4 afirma que, quando ’sai o espírito [rúahh] do homem, ele volta ao seu solo; naquele dia perecem deveras seus pensamentos’. O espírito, ou força de vida, que estava ativo nas células corpóreas do homem, não retém quaisquer das características dessas células, tais como as células cerebrais e seu papel no processo de raciocínio. Se o espírito, ou força de vida (rúahh; pneúma) não fosse impessoal, então isso significaria que os filhos de certas viúvas israelitas que foram ressuscitados pelos profetas Elias e Eliseu estavam realmente gozando duma existência consciente em alguma outra parte durante o período em que estavam mortos. Assim, também, teria acontecido com Lázaro, que foi ressuscitado cerca de quatro dias após a sua morte. (1 Reis 17:17-23; 2 Reis 4:32-37; João 11:38-44) Se esse fosse o caso, é razoável que se teriam lembrado de tal existência consciente durante tal período, e, ao serem ressuscitados, a teriam descrito, falando sobre ela. Nada existe que indique que qualquer deles tenha feito isso. Assim, a personalidade do indivíduo morto não é perpetuada na força de vida ou espírito que para de funcionar nas células corpóreas da pessoa falecida.
Eclesiastes 12:7 declara que, ao morrer, o corpo duma pessoa retorna ao pó “e o próprio espírito retorna ao verdadeiro Deus que o deu”. A própria pessoa jamais esteve no céu junto com Deus; o que “retorna” a Deus, portanto, é a força vital que habilitou tal pessoa a viver.
Em vista da natureza impessoal da força de vida, ou espírito, encontrada no homem (e também na criação animal), torna-se evidente que a declaração de Davi no Salmo 31:5, citada por Jesus por ocasião de sua morte (Luc. 23:46): “Às tuas mãos confio o meu espírito”, significava que ele invocava a Deus para guardar ou cuidar da sua força de vida. (Compare com Atos 7:59.) Não é necessário que haja uma transmissão real e literal de alguma força deste planeta para a presença celeste de Deus. Assim como o cheiro fragrante dos sacrifícios animais era mencionado como sendo ‘cheirado’ por Deus (Gên. 8:20, 21), ao passo que tal cheiro, sem dúvida, permanecia dentro da atmosfera terrestre, assim também Deus podia ‘juntar’, ou podia aceitar como tendo sido confiado a Ele, o espírito ou força de vida, em sentido figurado, isto é, sem qualquer transmissão literal da força vital desde a terra. (Jó 34:14; Luc. 23:46) Confiar alguém o seu espírito evidentemente quer dizer, então, que a pessoa coloca sua esperança em Deus quanto a uma restauração futura de tal força de vida a ela, mediante uma ressurreição. — Compare com Números 16:22; 27:16; Jó 12:10; Salmo 104:29, 30.
FORÇA ATIVADORA
Tanto rúahh como pneúma são usadas para designar a força que faz com que uma pessoa demonstre certa atitude ou emoção, ou aja ou proceda de certo modo. Ao passo que tal força dentro da pessoa é invisível em si, ela produz efeitos visíveis. Tal uso dos termos hebraico e grego traduzidos “espírito”, e basicamente relacionados com o fôlego, ou ao ar em movimento, é comparável, em considerável grau, a expressões em português. Assim, falamos de uma pessoa ‘assumir ares’ ou manifestar um ‘ar de calma’, ou de ‘ter um mau espírito’. Falamos de ‘abater o espírito da pessoa’, no sentido de desencorajá-la e desanimá-la. Numa aplicação a um grupo de pessoas e à força ativadora ou motivadora que prevalece entre elas, talvez falemos de ‘imbuir-se do espírito do momento’ em que estão reunidas, ou podemos referir-nos a um ‘espírito de tumulto’ que as infeta. Metaforicamente podemos nos referir a uma ‘atmosfera de descontentamento’ ou a ‘ventos de mudança e de revolução que sopram através duma nação’. Por meio disso tudo, referimo-nos a esta força ativadora invisível que opera nas pessoas, que as move a falar e a agir do modo como o fazem.
Similarmente, lemos sobre a “amargura de espírito” de Isaque e de Rebeca, resultante do casamento de Esaú com mulheres hititas (Gên. 26:34, 35), e a tristeza de espírito que dominou Acabe, privando-o do apetite. (1 Reis 21:5) Um “espírito de ciúme” poderia mover um homem a encarar com suspeita sua esposa, chegando mesmo a fazer acusações de adultério contra ela. — Núm. 5:14, 30.
O sentido básico duma força que move e dá “impulso” ou “motivação” às ações e à linguagem duma pessoa também é visto na referência a Josué como sendo “um homem em quem há espírito” (Núm. 27:18), e a Calebe como demonstrando “diferente espírito” em relação à maioria dos israelitas, que ficaram com o moral baixo devido ao péssimo relatório dos dez espias. (Núm. 14:24) Elias era um homem dotado de muito impulso e força em seu zeloso serviço a Deus, e Eliseu procurou “duas parcelas” do espírito de Elias, qual sucessor dele. (2 Reis 2:9, 15) João, o Batizador, demonstrou esse mesmo ‘impulso’ vigoroso e zelo vibrante que Elias demonstrara, e isto resultou em João exercer poderoso impacto sobre seus ouvintes; assim, poder-se-ia dizer que ele saíra “com o espírito e o poder de Elias”. (Luc. 1:17) Como contraste, a riqueza e a sabedoria de Salomão exerceram tamanho efeito assombroso e sobrepujante sobre a rainha de Sabá que “se mostrou não haver mais espírito nela”. (1 Reis 10:4, 5) Neste mesmo sentido fundamental, o espírito, ou força ativadora, da pessoa pode ser ‘incitado’ ou ‘despertado’ (1 Crô. 5:26; Esd. 1:1, 5; Ageu 1:14; compare com Eclesiastes 10:4), ficar ‘agitado’ ou ‘irritado’ (Gên. 41:8; Dan. 2:1, 3; Atos 17:16), ser ‘acalmado’ (Juí. 8:3), ser ‘afligido’, ‘desmaiar’ (Jó 7:11; Sal. 142:2, 3; compare com João 11:33; 13:21), ser ‘reavivado’ ou ‘reanimado’. — Gên. 45:27, 28; Isa. 57:15, 16; 1 Cor. 16:17, 18; 2 Cor. 7:13; compare com 2 Coríntios 2:13.
Sublinha-se fortemente a necessidade vital de se controlar o próprio espírito. “Como uma cidade arrombada, sem muralha, é o homem que não domina seu espírito.” (Pro. 25:28) Sob provocação, talvez aja como o insensato que impacientemente ‘deixa sair todo o seu espírito’, ao passo que o sábio “o mantém calmo até o último”. (Pro. 29:11; compare com 14:29, 30.) Moisés permitiu-se ser indevidamente provocado quando os israelitas “amarguraram-lhe o espírito” em certa ocasião, e “ele começou a falar precipitadamente com os seus lábios”, para seu próprio dano. (Sal. 106:32, 33) Assim, “melhor é o vagaroso em irar-se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade”. (Pro. 16:32) Para isto é essencial a humildade (Pro. 16:18, 19; Ecl. 7:8, 9), e aquele que é “humilde de espírito segurará a glória”.
(Pro. 29:23) O conhecimento e o discernimento mantêm um homem com “espírito frio”, controlando a língua. (Pro. 17:27; 15:4) Jeová faz “a avaliação dos espíritos” e julga aqueles que não ‘se guardam quanto ao seu espírito’. — Pro. 16:2; Mal. 2:14-16.
Espírito demonstrado por um grupo de pessoas
Assim como uma pessoa pode mostrar certo espírito, assim também um grupo ou conjunto de pessoas pode manifestar certo espírito. (Gál. 6:18; 1 Tes. 5:23) A congregação cristã devia ser unida em espírito, refletindo o espírito de seu Cabeça, Cristo Jesus. — 2 Cor. 11:4; Fil. 1:27; compare com 2 Coríntios 12:18; Filipenses 2:19-21.
Paulo se refere ao “espírito do mundo” em contraste com o espírito de Deus. (1 Cor. 2:12) Sob o controle do adversário de Deus (1 João 5:19), o mundo demonstra um espírito de satisfação dos desejos da carne decaída, de egoísmo, resultando em inimizade com Deus. (Efé. 2:1-3; Tia. 4:5) Como o Israel infiel, a motivação impura do mundo promove a fornicação, quer física quer espiritual, junto com a idolatria. — Osé. 4:12, 13; 5:4; Zac. 13:2; compare com 2 Coríntios 7:1.
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ESPÍRITO SANTO
Veja ESPÍRITO.
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ESPONJA
O esqueleto absorvente, resistente, elástico, de certos animais aquáticos encontrados em abundância nas águas do E do mar Mediterrâneo e em outras partes. Provavelmente se obtinham esponjas (tanto no passado como no presente) por meio de mergulhadores, que as removiam a mão das rochas submersas. Depois que o animal vivo morreu e se decompôs dentro de seu esqueleto, a esponja era lavada cabalmente até que só restava seu esqueleto.
A característica da esponja de absorver e soltar líquidos a tornava comercialmente importante nos tempos antigos, para o banho e para a limpeza. Uma esponja ensopada em vinho acre e colocada na ponta duma cana foi oferecida a Jesus Cristo, quando ele estava na estaca de tortura. — Mat. 27:48; Mar. 15:36; João 19:29.
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ESPOSA
Jeová Deus proveu uma esposa para Adão, o primeiro homem, por tirar dele uma costela e fazer dela a mulher. Desta forma, ela se tornou osso dos seus ossos e carne de sua carne. Ela era o complemento de Adão e foi criada para ser sua ajudadora. (Gên. 2:18, 23) Deus lidava diretamente com Adão, e Adão, por sua vez, transmitia os mandamentos de Deus para sua esposa. Por motivo de ter sido criado primeiro, e por ser criado à imagem de Deus, Adão gozava de prioridade como cabeça, e era o porta-voz de Deus para ela. Sua condição como cabeça devia ser exercida com amor, e a mulher, como ajudadora, devia cooperar no mandato procriativo que fora dado ao casal. — Gên. 1:28; veja MULHER.
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