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O espírito e a Palavra de Deus — provisões divinas para a vidaA Sentinela — 1968 | 15 de março
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(Efé. 4:27) Tendo nossas mentes bem despertas, vivas, ansiosas de fazer a vontade de Deus, poderemos mover a carne a obedecer, apesar de suas limitações e imperfeições. — 1 Cor. 9:26, 27; Rom. 6:12-14.
16. (a) O que continua a agir em oposição a nossas mentes renovadas? (b) O que é necessário a fim de triunfar sobre os desejos da carne?
16 Assim, Deus não faz um milagre em nosso caso, removendo a imperfeição e a inclinação para o pecado de nossos corpos. Ainda está ali, e ficamos muito cônscios disso, dia após dia, muito embora nos esforcemos diligentemente em seguir um proceder piedoso. “Acho assim a seguinte lei no meu caso: que, quando quero fazer o que é direito, está presente em mim aquilo que é mau. Eu realmente me deleito na lei de Deus segundo o homem que sou no íntimo, mas observo em meus membros outra lei, guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está nos meus membros. . . . Assim, pois, com a mente, eu mesmo sou escravo da lei de Deus, mas com a minha carne, escravo da lei do pecado.” (Rom. 7:21-25) Não poderíamos triunfar sobre os desejos da carne em nossa própria força. É por isso que Deus nos concede a ajuda que precisamos muito além do que podemos fazer nós próprios para cumprir os requisitos, “para que o poder além do normal seja o de Deus e não o de nós mesmos”. (2 Cor. 4:7) Ele nos dá seu espírito, não para fazer um milagre que remova o problema, mas para nos dar o entendimento de como enfrentá-lo, de suportá-lo, de ser treinados por ele, de provarmos a integridade por meio dele. “Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo.” — 2 Tim. 1:7; Luc. 11:13.
17. (a) Ao passarmos por várias provas, do que não devemos perder a visão? (b) Por que estamos sujeitos plenamente à prova, às vezes?
17 Não devemos pensar que nossas provas são sempre especiais, envolvendo a grande questão da soberania universal, tal como o foi a prova de Jó, e, todavia, jamais devemos ir ao outro extremo e achar que não contribuímos para a vindicação do nome de Jeová pelo nosso proceder de fidelidade sob prova. O Diabo e seus demônios agiriam de forma a destruir os servos de Deus sem qualquer misericórdia se Deus não provesse a proteção necessária e o clima em que se possam nutrir a fé, a esperança e o amor e se possa manter integridade. O Diabo repetidas vezes põe em dúvida a integridade e a retidão dos servos de Deus e ele amiúde manobra os assuntos de tal modo que sejamos tentados, maltratados, ameaçados ou soframos outro tipo de interferência. Algumas questões se delineiam de forma bem nítida, e, às vezes, talvez pareça custar a se fazer a decisão quanto a se a pessoa manterá ou não a integridade e a fidelidade sob prova. Se Jeová efetuasse indiscriminadamente a libertação milagrosa, então, haveria uma base para que o Diabo zombasse de Jeová, de que não permitiu que a questão seguisse seu pleno rumo: ‘Jeová a ajudou bem no momento crucial; se Ele não a tivesse livrado bem naquele momento, com certeza teria falhado na prova a que a submeti naquele tempo.’ Assim, os resultados seriam inconclusivos quanto à questão. — Pro. 27:11; Rev. 7:1-4, 9-17.
18. O que podemos esperar no sentido de alívio, da parte de Jeová?
18 Por outro lado, se o teste ou prova for feito além do que é razoável, além do ponto em que provaria algo com respeito à questão, então haveria justificativa para que Jeová interferisse misericordiosamente, trazendo alívio, com alguma operação, quer pelos seus santos anjos, que são servos públicos em favor dos santos na terra, quer de outra forma. A pessoa talvez não sinta esta ajuda especial, mas sentirá o alívio. Jeová poderá pôr um paradeiro no assunto, provendo uma saída, se a prova serviu a seu propósito, ou poderá permitir que continue até seu limite, em alguns casos, se a fidelidade até à morte for o único meio de a questão ser resolvida. “Conseqüentemente, quem pensa estar em pé, acautele-se para que não caia. Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” — 1 Cor. 10:12, 13; 2 Cor. 4:7-12.
19. Visto que Jeová “avalia os espíritos”, o que deveríamos ser cuidadosos em fazer?
19 Quão confortadoras são as palavras de Paulo: “Por isso, não desistimos; porém, ainda que o homem que somo por fora se definhe, certamente o homem que somos por dentro está sendo renovado de dia em dia.” (2 Cor. 4:16) É o “homem que somos por dentro” que desejamos manter renovado e salvaguardado. Ao perseverarmos, lembramo-nos de que Jeová “avalia os espíritos.” (Pro. 16:2) Observe para ver se deixamos que o espírito deste mundo e sua sabedoria nos motivem, ou se nos apegamos de perto à sua Palavra e correspondemos a seu espírito. “Não contristeis o espírito santo de Deus, . . . prossegui percebendo qual é a vontade de Jeová. . . . ficai cheios de espírito.” — Efé. 4:30; 5:17, 18; Gál. 5:16-26.
20. Para que propósito Jeová nos tem dado seu espírito e sua Palavra? O que mostrará o artigo seguinte?
20 Se havemos de viver na nova ordem de coisas de Deus para a humanidade, temos de aproveitar todas as provisões que Jeová tem feito para a vida. Neste artigo, temos visto como o seu espírito e sua Palavra são indispensáveis ajudas, sem as quais não podemos fazer isso. Há uma terceira provisão que também é indispensável, e, no artigo seguinte, veremos como ela também é uma provisão amorosa de Jeová para seu povo que busca a vida.
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Reconhecendo a parte desempenhada pela Organização de JeováA Sentinela — 1968 | 15 de março
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Reconhecendo a parte desempenhada pela Organização de Jeová
“Aquele que se isola busca o seu próprio anseio egoísta; insurge-se contra toda a sabedoria prática.” — Pro. 18:1.
1. Que desejo ardente colocou Jeová dentro das criaturas humanas, e o que acontece quando este não pode ser devidamente satisfeito?
QUANDO Jeová Deus criou o homem e então criou sua mulher ajudadora, propôs que deveriam multiplicar sua espécie na terra e encher a terra. Com o tempo, a terra ficaria cheia de criaturas humanas perfeitas, todavia, não ficaria superpovoada. Não era a vontade de Deus que ninguém vivesse uma vida não relacionada com as demais pessoas. Deveriam viver como uma enorme família feliz de Deus, cada um se preocupando e tendo consideração para com os demais em torno dele. O homem é gregário por natureza. Todos apreciamos o companheirismo de outros. Um dos meios extremos de punição é colocar a pessoa na solitária. Alguns dos servos de Deus foram assim tratados e se tornou necessário que recorressem a todos os recursos à sua disposição para manterem seu equilíbrio espiritual e mental. Estavam sós quanto à sua
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