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Desde quando estamos “nos últimos dias”?A Sentinela — 1981 | 15 de maio
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Desde quando estamos “nos últimos dias”?
“Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis.” — 2 Tim. 3:1, “Missionários Capuchinhos”.
1, 2. (a) Por que é excelente que já tenhamos avançado tanto no “tempo do fim”? (b) O que tem a dizer a Bíblia sobre isso, em 2 Pedro 3:13, 14?
“OS ÚLTIMOS DIAS” de quê? Já que significam os últimos dias dum velho sistema de coisas dessatisfatório, malogrado e sem esperança, é bom que já chegamos ao “tempo do fim” dele. (Dan. 12:4) Felizmente, para nós, o fim completo da velha organização de coisas não deixará a nossa terra como vazio amedrontador, desocupado e sem vida. Dará lugar ao início dum novo sistema de coisas justo e pacífico, que promete ter o maior êxito. Portanto, é muito bom para nós que agora já avançamos tanto no “tempo do fim”. A Bíblia, o Livro inspirado que predisse o atual “tempo do fim”, em termos calorosos, tem o seguinte a dizer:
2 “Mas, há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça. Por isso, amados, visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” — 2 Ped. 3:13, 14.
3, 4. (a) Onde, quando e por que falou o apóstolo Pedro sobre os “últimos dias”, e a quem? (b) Na sua explicação, que profecia citou Pedro?
3 Cerca de 30 anos antes de escrever estas palavras, o apóstolo cristão Pedro falou sobre os “últimos dias”. Isto se deu no dia festivo de Pentecostes (6 de sivã) do ano 33 E.C. Ele falou na cidade de Jerusalém, mas não no templo de Herodes, naquela cidade. Falou num bairro residencial, onde cerca de 120 discípulos de Jesus Cristo, que fora pouco tempo antes pendurado numa estaca, se haviam reunido numa sala de sobrado, de manhã cedo, antes das 9 horas. De repente, cumpriram-se suas expectativas. O espírito santo, que Jesus Cristo prometera derramar sobre eles após a sua volta para o céu, caiu sobre eles com uma demonstração visível. Foram inspirados a falar em línguas estrangeiras sobre “as coisas magníficas de Deus”. (Atos 2:1-11) Os celebrantes judaicos reuniram-se aos milhares para presenciar este espetáculo e para saber de que se tratava. O apóstolo Pedro foi inspirado a falar-lhes, explicando:
4 “Isto é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: ‘“E nos últimos dias”, diz Deus, “derramarei do meu espírito sobre toda sorte de carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, e os vossos jovens terão visões e os vossos anciãos terão sonhos; e até mesmo sobre os meus escravos e sobre as minhas escravas derramarei naqueles dias do meu espírito, e eles profetizarão. E darei portentos em cima no céu e sinais baixo na terra: sangue, e fogo, e fumaça brumosa; o sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e ilustre dia de Jeová. E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.”’” — Atos 2:16-21.
5. (a) Segundo Pedro, quando tinham começado esses “últimos dias”? (b) O que se pode dizer sobre se Pedro se referia então aos “últimos dias” do sistema de coisas do velho mundo?
5 Quando havia Deus proferido essas coisas? Centenas de anos antes, em Joel 2:28-32. No hebraico, a profecia começa por dizer: “E depois terá de acontecer que derramarei meu espírito sobre toda sorte de carne”, e assim por diante. O apóstolo Pedro, sob a inspiração do espírito de Deus, localizou quando, na corrente do tempo, se aplica o “depois”, por dizer que é “nos últimos dias”. De modo que, cerca de 850 anos após o término da profecia de Joel, esses “últimos dias” haviam começado, e Pedro vivia neles. Mas, agora perguntamos, vivia Pedro nos “últimos dias” de todo o sistema mundial de coisas? Dificilmente, porque nós existimos hoje, vivendo mais de 19 séculos depois de Pedro ter sido morto como mártir cristão. (João 21:18, 19; 2 Ped. 1:14) Como se pode argumentar mesmo biblicamente que os “últimos dias” se aplicam a todo este processo de tempo desde os dias de Pedro até e inclusive os nossos tempos dificultosos, que ainda não acabaram? Não se pode argumentar assim, embora durante todos estes últimos 19 séculos, até agora, Deus, evidentemente, tenha derramado seu espírito sobre crentes de toda sorte de carne, tornando-os filhos e filhas espirituais de Jeová Deus por meio de Jesus Cristo.
6. Quando começaram os “últimos dias” em que Pedro vivia?
6 Falam as Escrituras sobre Pedro vivendo nos “últimos dias” de algo lá naquele tempo? Sim! Aqueles “últimos dias” específicos começaram com o batismo de Jesus por João, o Batizador, e com a unção de Jesus com espírito santo após a sua saída da água. Ele se tornou assim o Cristo ou Ungido. — Atos 10:37, 38.
7. Como indicou Paulo, em Hebreus 1:1, 2, que esses “últimos dias” começaram quando Jesus tinha 30 anos de idade?
7 De modo que os “últimos dias”, lá naquele tempo, começaram em meados do segundo semestre de 29 E.C., quando Jesus de Nazaré era homem adulto de 30 anos de idade. (Luc. 3:21-23) O apóstolo Paulo, indicando o período de tempo disso, escreveu aos cristãos hebreus (evidentemente em Jerusalém) e disse: “Deus, que há muito, em muitas ocasiões e de muitos modos, falou aos nossos antepassados por intermédio dos profetas, [quando?] no fim destes dias nos falou por intermédio dum Filho, a quem designou herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez os sistemas de coisas.” — Heb. 1:1, 2.
8. (a) O que disse João, o Batizador, indicando que os “últimos dias” eram iminentes? (b) Por que era oportuno para os judeus o aviso dado por Pedro em Pentecostes?
8 Sim, aquele tempo mostrou ser o “fim destes dias” do sistema judaico de coisas, lá no Oriente Médio. Não é de admirar, pois, que João, o Batizador, dissesse aos saduceus e aos fariseus que vieram a ele para ser batizados: “Descendência de víboras, quem vos insinuou fugir do vindouro furor? Produzi, pois, fruto próprio do arrependimento.” (Mat. 3:7, 8) Só assim podiam esperar escapar do fogo da tribulação destrutiva que consumiria os membros de sua nação, qual palha, em sentido figurado, no ano 70 E.C. Portanto, no dia de Pentecostes de 33 E.C., o apóstolo Pedro disse aos judeus arrependidos, que se apresentaram para o batismo em água: “Sede salvos desta geração pervertida.” — Atos 2:37-40.
OS “ÚLTIMOS DIAS” DO PACTO DA LEI E DO SISTEMA JUDAICO
9. O batismo de Jesus e sua unção com espírito santo pressagiavam os “últimos dias” para que pacto, e por quê?
9 Jesus nasceu sob o pacto da Lei judaico conforme mediado pelo profeta Moisés. Quando Jesus foi batizado e ungido com espírito santo, ele se tornou Mediador dum novo pacto, que seria feito com judeus ou israelitas espirituais. Isso pressagiava os “últimos dias” para o pacto da Lei judaico e o sistema judaico que girava em torno do templo herodiano, lá em Jerusalém. Quando Jesus subiu ao céu como Mediador entre Deus e seus discípulos, o novo pacto foi selado com o valor do sangue de seu perfeito sacrifício humano. A prova disso foi fornecida naquele maravilhoso dia de Pentecostes com o derramamento do espírito santo, que produziu israelitas espirituais, com quem era feito o novo pacto. Ao mesmo tempo, isto eliminou ou cancelou o antigo pacto da Lei com o Israel carnal. (Efé. 2:15, 16; Col. 2:13, 14) Mas o favor especial de Deus foi prolongado para com os judeus por mais três anos e meio, até meados do segundo semestre de 36 E.C. Por quê?
10. (a) Por que continuou temporariamente o favor de Jeová para com os judeus após Pentecostes de 33 E.C.? (b) Quando, porém, terminou o sistema judaico, no Oriente Médio?
10 Porque a profecia especificava que o favor especial de Deus continuaria com o seu povo pactuado por “setenta semanas de anos”, e este período de 490 anos terminou em 36 E.C., sendo o próprio Jesus Cristo martirizado no meio dessa 70.ª semana. (Dan. 9:24-27, Matos Soares) Mas Jerusalém e seu templo não foram destruídos naquele ano, nem foram os judeus deportados da província da Judéia naquele ano. Quando isso ocorreu em 70 E.C., acabou então o sistema judaico de coisas no Oriente Médio. Foi este “fim” que Jesus teve em mente quando fez a sua profecia aos seus discípulos.
11. (a) O que mostra que Jesus estava pensando no “fim” da Jerusalém terrestre quando fez a sua profecia aos seus discípulos, no Monte das Oliveiras? (b) Disse Jesus ali que os “tempos designados das nações” só começariam após a destruição de Jerusalém, que ocorreria 37 anos depois do discurso de Pedro em Pentecostes?
11 Pedro, André, Tiago e João perguntaram a Jesus:“ Quando sucederão estas coisas?” Que coisas? Quando Jesus percorrera o templo, ele dissera: “Não observais todas estas coisas? Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” (Mat. 24:1-3; Mar. 13:1, 2; Luc. 21:5, 6) Na profecia que Jesus proferiu depois no Monte das Oliveiras, ele disse: “Haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:23, 24) Jesus não disse ali que os “tempos designados das nações” só começariam em 70 E.C., com a destruição de Jerusalém e a despovoação de toda a Judéia. Este fim calamitoso do sistema judaico de coisas em Jerusalém e em torno dela, bem como de seu templo, ocorreu 37 anos depois do discurso de Pedro no dia de Pentecostes, de modo que ele estava certo ao dizer que o derramamento do espírito de Deus estava ocorrendo “nos últimos dias” — da ordem judaica de coisas.
12. Além de falsos cristos e falsos profetas, que mais comporia o “sinal” de que os discípulos judaicos viviam nos “últimos dias”?
12 Na sua profecia de Mateus 24:4-22, Jesus mostrou que a mera vinda de falsos cristos e falsos profetas não seria todo o “sinal” de que seus discípulos judaicos viviam nos “últimos dias” do sistema judaico de coisas. Jesus acrescentou: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.
13. Que atividades humanas fariam parte do “sinal”?
13 “Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim [télos]. Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes.” — Mat. 24:3-16.
14. Segundo Paulo, o que se daria com os judeus até então?
14 Até então, o quê? O apóstolo Paulo, escrevendo por volta do ano 50 E.C., referiu-se aos judeus, dizendo: “Sempre enchem a medida de seus pecados. Mas, por fim veio sobre eles o furor dele [de Deus].” (1 Tes. 2:16) Isso devia ser esperado nos “últimos dias” do sistema judaico de coisas, lá no Oriente Médio.
15. Foram ou não foram bem-sucedidos os esforços dos judeus de protelar o “fim” de seus “últimos dias”, e por quê?
15 Os judeus não cristianizados tentaram protelar o fim dos “últimos dias” do seu sistema palestinense de coisas. Em 65 E.C., levantaram-se contra os seus suseranos romanos. Isto resultou num estado judaico independente por uns cinco anos. Até mesmo foram cunhadas moedas judaicas para comemorar esses anos desesperados. Mas, o fim (télos) veio implacavelmente em 70 E.C., às mãos dos romanos empenhados em manter o prestígio.
16. (a) Em 2 Timóteo 3:1-5, 12, referia-se Paulo aos “últimos dias” para os Judeus, de 29 a 70 E.C.? Por quê? (b) Era possível haver outros “últimos dias” para o cumprimento da profecia de Paulo?
16 Por volta do ano 65 E.C., durante o seu segundo e último encarceramento antes de seu martírio, o apóstolo Paulo escreveu ao seu fiel companheiro missionário Timóteo. Em 2 Timóteo 3:1-5, 12, Paulo escreveu-lhe sobre as condições morais e religiosas que prevaleceriam durante o que ele chamou de “últimos dias”. É provável que Timóteo tenha sobrevivido à destruição de Jerusalém em 70 E.C. É assim evidente que Paulo não estava escrevendo a Timóteo sobre os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, o período de 29 a 70 E.C. Paulo estava escrevendo sobre um período futuro de últimos dias, após o tempo da destruição de Jerusalém, aplicando-o em escala maior a mais do que apenas ao povo judaico, a saber, a todas as partes do mundo. A revolta judaica de 65 a 70 E.C. certamente não cumpriu a predição de Paulo em 2 Timóteo 3:1-5. Quando os cristãos viram “a coisa repugnante”, o exército romano, desolador, “estar em pé num lugar santo”, ou na vizinhança do templo, fugiram de Jerusalém e de toda a Judéia para a Peréia.
A DURAÇÃO DE QUE “ÚLTIMOS DIAS”?
17. Caso se argumente que os “últimos dias” correspondem a toda a “Era Cristã”, até agora, o que significaria isso quanto à extensão do tempo?
17 No entanto, alguns estudantes da Bíblia talvez argumentem que os “últimos dias” abrangem toda a “Era Cristã”, desde o dia de Pentecostes, quando Pedro citou Joel 2:28-32, até a nossa própria data (1981) e até o futuro indefinido. Pois bem, o que significaria isso? O seguinte: A chamada Era Judaica estendeu-se desde 1513 A.E.C., quando se fez o pacto da Lei no monte Sinai, até 70 E.C. Trata-se dum período de 1.582 anos. Em comparação, quanto tempo dura a chamada Era Cristã, se for medida a partir de Pentecostes de 33 E.C., quando foi derramado o espírito santo e foi estabelecida a primeira congregação cristã, na antiga Jerusalém? Ela já dura mais de 1.947 anos. Isto significaria que os “últimos dias”, se corressem contemporaneamente com a Era Cristã, eram centenas de anos mais longos do que a precedente Era Judaica. Estranho, não acha?
18. Visto que o espírito santo tem sido derramado durante toda a “Era Cristã”, apesar da grande apostasia o que se argumenta a respeito da expressão “últimos dias”?
18 Todavia, poderia ser apresentado o argumento numa pergunta de objeção: Não é durante os “últimos dias” que o espírito santo deve ser derramado, e não foi derramado sem interrupção, apesar da grande apostasia, desde Pentecostes de 33 E.C., até agora? Não existem, nos últimos anos, alguns que afirmam ter sido ungidos com espírito santo, de modo que se sentem obrigados a tomar dos emblemas da Ceia ou Refeição Noturna do Senhor? Então, logicamente, não significa isso que os “últimos dias” de Atos 2:16-21 coincidem com a inteira Era Cristã, com este longo período ininterrupto do derramamento do espírito de unção?
19. A quem se dirigiu primeiro Joel 2:28-32, e cumpriu-se a profecia antes de começarem os “últimos dias” de seu sistema de coisas na Palestina ou durante esses dias?
19 Contudo, temos de encarar o fato de que o período do favor espiritual de Deus para com os judeus circuncisos terminou em 36 E.C., quando não-judeus, gentios, incircuncisos, começaram a ser admitidos na congregação gerada pelo espírito, dos discípulos de Cristo. Também, os dias do sistema judaico de coisas, com seu templo em Jerusalém, durou ainda mais, até 70 E.C. A profecia de Joel 2:28-32, citada pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, foi primeiro dirigida aos judeus circuncisos, e a história bíblica prova que houve um derramamento do espírito de unção durante os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, na sua Terra da Promessa, e não antes desses “dias”. Tais dias certamente não eram os últimos dias do Império Romano, a sexta potência mundial da história bíblica. Esta sexta potência mundial só foi sucedida pela sétima potência mundial (o Império Britânico com suas colônias americanas) em 1763 E.C., em cumprimento da sétima cabeça da fera simbólica de Revelação 13:1-3, que tinha sete cabeças e 10 chifres.
20. Atualmente, que corpos políticos estão incontestavelmente nos seus “últimos dias”?
20 Hoje, é incontestável que o Império Britânico, a Comunidade Britânica de Nações, relacionada com ele, e seu aliado, os Estados Unidos da América, se encontram nos seus “últimos dias”. O arranjo internacional, do qual esses corpos políticos são firmes defensores, a saber, as Nações Unidas, com suas 152 nações-membros, também se encontra nos seus “últimos dias”. Quão desarrazoado é, então, argumentar que a longa Era Cristã seja os “últimos dias” a que se refere a profecia de Joel!
21. Será que a profecia de Joel, a respeito do espírito santo, não admite nenhum período similar, igual, de “últimos dias”?
21 O apóstolo Pedro, baseando-se no desenvolvimento dos fatos, aplicou a profecia de Joel à parte final do sistema judaico de coisas no Oriente Médio. Mas, nem Pedro, nem Joel 2:28, 29, estavam dizendo que não haveria nenhum período similar de “últimos dias”, nada semelhante, durante o qual, de modo correspondente, se derramaria acentuadamente o espírito santo.
22. (a) Cumpriram-se todas as particularidades da profecia de Joel 2:28-32 durante os “últimos dias” do antigo sistema judaico? (b) Cumpriram-se naquele tempo todas as partes da pergunta múltipla feita pelos discípulos a Jesus, ou o que é preciso provar ainda?
22 Além disso, o que Joel predisse relacionado com o derramamento do espírito santo, a saber, portentos celestiais, sinais terrestres, fogo, fumaça brumosa, o escurecimento do sol, a transformação da lua em sangue, nada disso se realizou nos “últimos dias” em que o apóstolo Pedro viveu. Por conseguinte, para Jeová, o Inspirador da profecia, ser mostrado fiel em tudo o que predissera, tinha de haver outro período de tempo chamado de “últimos dias”, para que se cumprissem todas as partes de sua profecia. Ainda precisam ser aduzidos fatos históricos para responder à pergunta feita pelos quatro apóstolos a Jesus Cristo: “Qual será o sinal da tua presença [parousia] e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3) A evidência hoje disponível prova que nós mesmos vivemos no cumprimento moderno dos “últimos dias”. Mas, desde quando, e por quê? Temos de dar, a seguir, sincera atenção a esta indagação.
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Após estes “últimos dias” vem o Reino messiânico de Deus!A Sentinela — 1981 | 15 de maio
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Após estes “últimos dias” vem o Reino messiânico de Deus!
1. (a) A expressão “últimos dias” requer o que com respeito a estes dias? (b) Será que os “últimos dias” do sistema judaico tiveram um fim?
DIAS chamados de “últimos dias” devem ter um fim. No caso dos judeus e de seu templo reconstruído em Jerusalém, esses dias terminaram no ano 70 E.C. Do contrário, porque seriam chamados de “últimos dias”? Mas, historicamente, tiveram um fim (télos). Falando sobre aqueles dias finais do sistema judaico de coisas, Jesus disse: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20.
2. (a) Quem eram os “escolhidos”, por causa dos quais foi abreviada a “grande tribulação” sobre Jerusalém? (b) Que conceito sobre o cumprimento das palavras proféticas de Jesus torna-as extravagantes?
2 Relata-se que 97.000 judeus dentro de Jerusalém sobreviveram ao sítio e à desolação de sua cidade santa e do seu templo construído pelo Rei Herodes. Todavia, esses não eram os “escolhidos” pelos quais se abreviou aquela “grande tribulação”. Antes, eram os cristãos que, após o levantamento do primeiro sítio, em 66 E.C., obedeceram prontamente ao conselho de Jesus, dado em Mateus 24:16-20, e fugiram da cidade condenada, para fora da província da Judéia. Tudo isso, lá naquele tempo, já era bastante horrível. Mas, se as palavras de Jesus sobre isso, em Mateus 24:21, 22, e Marcos 13:19, 20, se restringissem apenas ao fim (télos) de Jerusalém em 70 E.C., então a sua linguagem sobre isso torna-se extravagante. Certamente, aquela não era a maior tribulação que já ocorrera em toda a história humana, registrada.
3. As palavras descritivas de Jesus assumem sua proporção correta apenas quando encaramos a destruição da antiga Jerusalém de que ponto de vista?
3 As palavras de comparação, de Jesus, assumem suas proporções corretas apenas quando encaramos a destruição de Jerusalém como típica ou como vislumbre duma “grande tribulação” sem paralelo, ainda futura, a destruição da cristandade, que afirma já ter um bilhão de membros. A destruição dela inicia a de todo o império mundial da religião falsa. Pouco depois virá a destruição de todos os elementos mundanos, que se separaram do império babilônico, mundial, da religião falsa, mas que não estão a favor do reino messiânico de Deus. O número dos humanos vivos, eliminados durante essa “grande tribulação” excederá em muito o número de todos os destruídos no dilúvio dos dias de Noé, isto é, nos anos 2370-2369 A.E.C.
4. (a) As “guerras e relatos de guerras”, sobre as quais Jesus profetizou, deviam ocorrer durante que período de tempo? (b) O que indica serem chamados de “um princípio das dores de aflição”?
4 Na profecia de Jesus, em Mateus 24:4-22, as “guerras e relatos de guerras” sobre que ele falou limitavam-se a um período específico. No caso do sistema judaico de coisas, sobre o qual os discípulos perguntaram primeiro, tratava-se do período dos “últimos dias” de 29 a 70 E.C. Este período ficou deveras marcado por “guerras e relatos de guerras”, junto com fomes, pestilências e terremotos. Os judeus, sem dúvida, sentiram alguns dos efeitos de tais coisas calamitosas. Mas, Jesus disse que essas coisas eram apenas “um princípio das dores de aflição”. (Mat. 24:8) Não seriam os últimos estertores da morte.
5. (a) Levaram aquelas coisas aflitivas, naquele tempo à “presença”, de Cristo e à “terminação do sistema de coisas”? (b) Também, fez-se a pregação do Reino no alcance predito? Por quê?
5 Essas coisas desastrosas levaram ao fim (télos) do sistema judaico de coisas na Palestina. Mas, conforme podemos ver hoje, não mostraram ser “o sinal da . . . presença [de Cristo] e da terminação do sistema de coisas”, coisas incluídas na série de perguntas dos discípulos. (Mat. 24:3; Mar. 13:4) Também, durante os “últimos dias” do sistema judaico, a pregação destas “boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”, necessariamente era em escala limitada, por causa do número reduzido de pregadores do Reino, fazendo-se essa pregação sob perseguição. (Mat. 24:9-14) Naturalmente, porém, o mundo inteiro era para eles campo aberto, porque a pregação do Reino não devia ficar limitada apenas aos judeus circuncisos. Depois da ressurreição de Jesus dentre os mortos, seus discípulos receberam a ordem de ir e ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações’. (Mat. 28:19, 20) De modo que a pregação do Reino, em escala global, então ainda tinha de ser futura, após 70 E.C.
6. (a) A ocorrência de que coisas foi predita para depois da tribulação sobre os judeus, naquele tempo? (b) Por que não se juntam os “escolhidos” a “todas as tribos da terra” no lamento delas?
6 Referindo-se à “grande tribulação” sobre Jerusalém em 70 E.C., Jesus passou a falar sobre as coisas que ocorreriam “imediatamente depois da tribulação daqueles dias”. (Mat. 24:29) Haveria o aparecimento do “sinal do Filho do homem”; também haveria um lamento, não da parte de apenas as 12 tribos espalhadas dos judeus naturais, mas da parte de “todas as tribos da terra”. Igualmente, haveria o ajuntamento de todos “os seus escolhidos” até ser completo. Estes “escolhidos” não se juntariam a “todas as tribos da terra” no lamento sobre a iminente calamidade mundial. Em vez de se lamentarem, alegrar-se-iam com o “sinal do Filho do homem” aparecendo no céu. (Mat. 24:30, 31) Regozijar-se-iam com a evidência de que estavam nos “últimos dias” do sistema do velho mundo. Desde aquele ano lamentoso de 1914 E.C., ano da primeira guerra mundial da humanidade, temos essa evidência em medida extraordinária.
7. Após o fim dos “últimos dias” do sistema global de coisas, o que se deve esperar, segundo a oração do Pai-Nosso?
7 Os “últimos dias” de alguma coisa tem de ser seguido por algo mais. O que se seguirá aos “últimos dias” deste sistema global de coisas? Não importa o que os prognosticadores do mundo prevejam sobre a condição da terra após uma esperada terceira guerra mundial, as Testemunhas de Jeová prevêem o reino messiânico de Deus, aquele pelo qual Jesus ensinou seus discípulos a orar na Oração do Pai-Nosso. — Mat. 6:9, 10.
8. Por que fazem os cristãos ainda a oração do Pai-Nosso, apesar do que Paulo escreveu por volta de 60-61 E.C., em Colossenses?
8 Ainda fazemos esta oração, sem considerar o que o apóstolo Paulo escreveu em Colossenses 1:13, por volta de 60-61 E.C. Lá naquele tempo, ele escreveu: “Ele [o Pai celestial] nos livrou da autoridade da escuridão e nos transferiu para o reino do Filho do seu amor.” Isto se refere a um reino espiritual, para o qual haviam sido transferidos os cristãos colossenses enquanto ainda na carne, aqui na terra, numa cidade religiosamente obscurecida da Ásia Menor. Não se pode negar que a situação espiritual deles, na terra, sob o domínio de Satanás, o Diabo, não era o cumprimento da Oração do Pai-Nosso: “Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino.” (Luc. 11:2; Mat. 6:9, 10) Para esta oração ser respondida plenamente, tinha de haver a entronização do Filho do amor de Deus, e mais do que apenas um reino espiritual em operação sobre os seus discípulos terrestres.
O REI MESSIÂNICO E SEUS SÚDITOS QUAIS OVELHAS
9, 10. (a) Jesus, na sua ilustração das ovelhas e dos cabritos, referiu-se em que sentido ao seu reinado? (b) Depois de que realização de Jesus ocorreria a obra de separação, e o que significaria ou subentenderia esta realização?
9 Na sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”, Jesus referiu-se ao seu reinado no pleno sentido. De acordo com o relato do apóstolo Mateus, Jesus encerrou sua profecia com a ilustração das ovelhas e dos cabritos simbólicos. Em Mateus 25:31, 32, ele iniciou a ilustração por dizer: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros [pessoas, não nações] assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” Isto ocorre depois de Satanás, o Diabo, e seus demônios serem expulsos do seu lugar e dos seus privilégios celestiais para a vizinhança de nossa terra, pelo entronizado Rei Jesus Cristo. Tudo isso é conforme foi retratado profeticamente em Revelação 12:5-9. Sobre o significado deste acontecimento lemos:
10 “E [eu, João,] ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte. Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.’” — Rev. 12:10-12.
11. (a) Segundo os acontecimentos, quando começaram a cavalgar os “quatro cavaleiros do Apocalipse”? (b) Nosso período de guerras, desde 1914, corresponde a que período limitado predito na profecia de Jesus sobre os “últimos dias”?
11 Que pessoa informada pode negar que nosso século 20 tem sido marcado por tal extraordinário “ai da terra e do mar”, desde 1914, ano em que, segundo todas as evidências, começaram a cavalgar os chamados “quatro cavaleiros do Apocalipse”? (Veja Revelação 6:1-8.) Este deve ser o “sinal” inconfundível de que começaram em 1914 os “últimos dias” deste sistema mundial de coisas e de que entramos na “terminação do sistema de coisas”. Certamente, também, desde a expulsão de Satanás, o Diabo, e de seus demônios, do céu, tem sido para eles os “últimos dias” antes de serem lançados no abismo, em antecipação ao reinado milenar do Messias Jesus. (Rev. 20:1-3, 7) Torna-se evidente que a Primeira Guerra Mundial de 1914 e a Segunda Guerra Mundial de 1939, bem como as dezenas de guerras que se seguiram desde 1945, em toda a terra, são um paralelo moderno das “guerras e relatos de guerras” (junto com fomes, pestilências e terremotos), que Jesus disse que tornariam os anos de 29 a 70 E.C. os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, o qual girava em torno de Jerusalém e de seu templo reconstruído.
12. Em 70 E.C., se Jerusalém não atingiu o cumprimento do que Jesus predisse em Mateus 24:21, 22, que dizer daquilo para onde se encaminha hoje o sistema global de coisas?
12 A angustiante aflição que sobreveio a Jerusalém em 70 E.C. não atingiu o que Jesus descreveu na sua profecia de Mateus 24:21, 22. Mas, hoje, a antitípica Jerusalém (a cristandade), sim, todo o império mundial da religião falsa, sim, todo o sistema global de coisas, encaminha-se para a “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. Não é de estranhar, então, que estejamos presenciando o cumprimento da profecia feita pelo apóstolo Paulo por volta de 65 E.C. e registrada em 2 Timóteo 3:1: “Podes ter a certeza [Timóteo] de que nos últimos dias haverá tempos difíceis.” — The Jerusalem Bible.
ÚLTIMA PROCLAMAÇÃO MUNDIAL
13. De acordo com Revelação 12:11, que outro aspecto da profecia de Jesus destacaria a “terminação do sistema de coisas”?
13 Segundo Revelação 12:11, depois de Satanás, o Diabo, ser expulso do céu, os cristãos que ele acusava “o venceram . . . por causa da palavra do seu testemunho”. O cumprimento disso tem sido outro aspecto daquilo que Jesus disse que tornaria notável a “terminação do sistema de coisas”. Que aspecto? “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim [télos].” (Mat. 24:14) Isto precede ao fim dos “últimos dias”.
14. De que modo ultrapassou este testemunho do reino aquele dado durante os “últimos dias” do sistema judaico de coisas?
14 Tal testemunho, dado pelas Testemunhas de Jeová desde o fim da Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918, já ultrapassou em muito o testemunho internacional dado durante os “últimos dias” do sistema judaico de coisas, de 29 a 70 E.C. Lá naquele tempo, deu-se testemunho na Ásia, na Europa e na África. Hoje está sendo dado não só nestes continentes, mas também nas Américas, na Austrália e nas ilhas do Oceano Pacífico, sim, em todo o globo.
15. Para minimizar esta realização, o que talvez digam os zombadores sobre os missionários da cristandade durante os últimos séculos?
15 Os que zombam disso talvez queiram minimizar esta realização e enfatizar que os missionários da cristandade, nos séculos passados, chegaram a todos estes lugares antes de surgirem as testemunhas cristãs de Jeová. É verdade! Mas o testemunho do Reino dado pelas Testemunhas de Jeová desde 1914, é algo bem diferente do que os missionários da cristandade divulgaram, tanto antes como desde 1914.
16, 17. (a) Em que difere o testemunho do Reino dado desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918 daquilo que foi pregado pelos missionários da cristandade? (b) Em prova disso, o que disse a revista Torre de Vigia no seu número de 1.º de julho de 1920 (em inglês)?
16 “Diferente” — em que sentido? No sentido de que não tem sido um testemunho a respeito do reino mencionado em Colossenses 1:13, “o reino do Filho do seu amor [o de Deus]”, para o qual os 144.000 israelitas espirituais, “selados”, já foram transferidos. (Rev. 7:1-8) O que as Testemunhas de Jeová estão pregando em todo o mundo, desde 1918, é algo exclusivo, algo que distingue os dias atuais como os “últimos dias” do sistema de coisas político, social, judicial e militarizado. É um testemunho mundial a respeito do governo real agora já estabelecido nos céus, empossado para expulsar o Diabo e seus demônios do lugar do seu trono. (Rev. 12:5-9) Menos de dois anos após o fim da Primeira Guerra Mundial, A Torre de Vigia e Arauto da Presença de Cristo (em inglês; agora A Sentinela, em português), no seu número de 1.º de julho de 1920, publicou o artigo principal intitulado “Evangelho do Reino” e citou Mateus 24:14, passando a dizer debaixo do subtítulo “Trabalho Para Todos”:
17 “ O evangelho significa boas novas. As boas novas aqui são a respeito do fim da velha ordem de coisas e do estabelecimento do reino do Messias. Isto significa que está passando a sombria noite do pecado e da tristeza. Significa que está caindo o império de Satanás, sem jamais erguer-se de novo.” — Páginas 199, 200.
18. (a) Segundo a profecia de Jesus, depois de que “virá o fim”? (b) Com referência a Joel 2:28, 29, nossos “últimos dias” são paralelos a que dias anteriores?
18 Quando a pregação destas boas novas do reino messiânico, como já estabelecido nos céus em 1914, tiver sido feita no alcance que Deus quer, “então virá o fim [télos]”. (Mat. 24:14) De modo que esta pregação final do Reino, em todo o mundo, ocorre dentro dos “últimos dias” deste sistema de coisas. Os dias atuais, portanto, são os propícios para o cumprimento final da profecia de Joel 2:28, 29, assim como houve um cumprimento inicial da profecia nos dias do apóstolo Pedro e de seus co-apóstolos, conforme ele mesmo explicou em Pentecostes de 33 E.C. Os nossos “últimos dias” são assim um paralelo moderno dos “últimos dias” deles.
19. Para completar a comparação dos períodos dos “últimos dias” em todos os aspectos, que ocorrência durante os “últimos dias” em que os apóstolos viveram também deve ter um paralelo moderno?
19 Todavia, para completar o paralelo em todos os seus aspectos, também tem havido um derramamento do espírito santo de unção sobre “toda sorte de carne”, nos nossos “últimos dias”? (Atos 2:16-19) Não hesitamos em dizer que tem havido um cumprimento notável de Joel 2:28, 29, desde o ano de 1914, que abalou o mundo. Durante a Primeira Guerra Mundial, os adversários do reino messiânico, em especial os clérigos da cristandade, conseguiram fazer proibir ou seriamente restringir a pregação do Reino pelos servos ungidos de Jeová. Era como durante os 51 dias desde a morte de Jesus, em 14 de nisã, até a manhã de Pentecostes, em 6 de sivã de 33 E.C. No 50.º dia após a ressurreição de Jesus, seus poucos discípulos, reunidos em Jerusalém, receberam poder do alto, quando chegou sobre eles o espírito de unção e eles se tornaram Suas testemunhas públicas.
20. Após a libertação de servos destacados da Sociedade Torre de Vigia do encarceramento, em 1919, o que ocorreu para corresponder ao que é apresentado em Revelação 11:7-13?
20 Do mesmo modo, depois do livramento dos funcionários da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.) e de seus companheiros de prisão, do encarceramento na penitenciária de Atlanta, Geórgia, E.U.A., em março do ano de após-guerra de 1919, passou a operar fortemente o espírito santo sobre o restante dos servos dedicados e batizados de Jeová, na terra. Sob a força impelente dele, passaram a empenhar-se na obra delineada para eles em Mateus 24:14, a de dar o testemunho final do reino estabelecido de Deus, até o “fim”. Isto corresponde ao que é apresentado pictoricamente em Revelação 11:7-13.
21. (a) Em Pentecostes de 33 E.C., o que aconteceu com milhares de celebrantes judaicos em Jerusalém? (b) Correspondentemente, a partir de 1919, os congressos gerais destacaram-se com que aspecto notável?
21 Lá em 33 E.C., cerca de 3.000 celebrantes judaicos da festividade de Pentecostes foram batizados em Jerusalém, “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”, com a garantia de receberem o derramamento do espírito santo. Mais tarde, o número dos que receberam o espírito santo de unção aumentou para cerca de 5.000. (Atos 2:37-41; 4:4; Mat. 28:19, 20) Nos nossos próprios atuais “últimos dias”, e menos de seis meses depois do livramento dos membros do pessoal da sede da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.), do encarceramento em Atlanta, Geórgia, realizou-se um congresso geral em Cedar Point, Ohio, E.U.A., de 1.º a 8 de setembro de 1919, e neste congresso foram batizados mais de 200, no Lago Erie, na esperança de serem batizados no corpo espiritual de Cristo. No segundo congresso de Cedar Point, três anos mais tarde, foram batizados 361 como membros prospectivos do corpo espiritual de Cristo e com a esperança celestial. No congresso de Columbus (Ohio), em 1924, foram batizados 485.
22. No congresso de Indianápolis, de 1925, que aplicação foi feita de Joel 2:28, 29, e o que mostra que Deus é Cronometrista exato e Profeta com respeito a esta profecia?
22 No ano de 1925, no congresso de Indianápolis, Indiana, E.U.A., não só foram batizadas muitas pessoas, mas também foi proferido um discurso bem vital. Intitulava-se “Derramamento do Espírito Santo”, e fez a aplicação atual de Joel 2:28, 29. Milhares mais do que em qualquer tempo anterior foram relatados como tomando do pão e do vinho na celebração anual da Ceia do Senhor. (Watch Tower de 15 de novembro de 1925, páginas 339-344.) De modo que, durante estes “últimos dias” desde o ano de 1914, dilacerado pela guerra, tem sido derramado espírito santo de maneira especialmente acentuada, para provar que Jeová é Cronometrista fiel e Profeta infalível. Agora, dentro em breve, estes “últimos dias” chegarão ao seu “fim” (télos), na maior “tribulação” da terra.
23. Depois das coisas precedentes, que governo existirá, com que benefícios para os sobreviventes da “tribulação” e para todos os mortos resgatados?
23 Depois de tudo isso, o que acontecerá, finalmente? Revelação 19:11 a 20:6 responde: O reino messiânico de Jeová Deus, de mil anos, introduzindo “na terra paz entre homens de boa vontade”, primeiro entre os sobreviventes terrestres da “grande tribulação”, a saber, o restante daqueles sobre que se derramou espírito santo durante os “últimos dias” e também os da “grande multidão” de seus companheiros semelhantes a ovelhas, que se apegaram a eles até o “fim” (télos). (Luc. 2:14; Mat. 24:21; Rev. 7:9, 14, 15) Daí, no tempo devido, ao passo que esses mil anos avançam grandiosamente para o seu fim bem-sucedido, haverá a ressurreição de todos os mortos humanos, que acatarão a voz do Cordeiro de Deus, o Rei messiânico, Jesus, que deu a sua vida humana perfeita como resgate para todos eles. — Rev. 20:11 a 21:4; João 5:28, 29.
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