-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
-
-
fala de “Moisés, a quem Jeová conhecia face a face”, nunca podia significar que Moisés viu a própria face ou pessoa de Jeová. E assim como a boca faz parte da face, então, quando Jeová disse: “Boca a boca falo como ele”, não pode significar que Moisés via a face de Deus ou estava em contato direto e imediato com Deus. Apenas tinha uma audiência pessoal com Deus, mediante anjos, os quais, conforme Jesus disse em Mateus 18:10, “sempre [em ocasiões necessárias] observam o rosto de meu Pai, que está no céu”.
O modo de Jeová tratar com Moisés foi tão impressionante, que foi como se Moisés tivesse realmente visto a Deus com os seus próprios olhos, em vez de apenas ter tido uma visão mental ou um sonho, em que ouvisse Deus falar, que era o modo costumeiro em que Deus se comunicava com seus profetas. Jeová nunca foi realmente visto por Moisés, e foi por meio de anjos que Deus falou com ele, mas os tratos de Jeová com Moisés foram tão reais, que Moisés agia como se tivesse visto “Aquele que é invisível”. (Heb. 11:27) E o modo em que a descrição foi assentada por escrito dava a impressão e se lia como se Moisés tivesse visto e ouvido o próprio Jeová Deus.
● Seleciona Deus ainda pessoas para estarem associadas com seu Filho no reino celestial? Ou é a esperança de vida terrestre hoje a única que os que se dedicam a Jeová têm? — E. U. A.
A seleção dos herdeiros do Reino, para estarem associados com Jesus Cristo, começou no dia de Pentecostes de 33 E. C., com o derramamento do espírito de Deus sobre cerca de 120 dos discípulos de Jesus. (Atos 2:1-21) Uns sessenta anos depois, Jesus Cristo revelou ao apóstolo João que o número total dos herdeiros do Reino seria de 144.000. — Rev. 7:1-8; 14:1-3.
Desde Pentecostes de 33 E. C., Jeová Deus tem selecionado os que hão de ser co-herdeiros de seu Filho. É impossível dizer quantos foram acrescentados, durante os séculos, aos primeiros milhares mencionados no livro dos Atos. (Atos 2:41; 4:4) Mesmo nos tempos modernos, até por volta de 1935, a chamada continuou para recolher os remanescentes dos 144.000, ou o “restante”. Desde então, porém, a ênfase primária é dada ao ajuntamento da “grande multidão” de “outras ovelhas”, que têm esperanças terrenas. A “noiva” fez o convite a tais para beberem da água da vida. (Rev. 22:17) Seu número tem aumentado muito, ao passo que o número dos que professam ter a chamada celestial (Heb. 3:1) têm diminuído. Estes que têm entrado, na grande maioria, aguardam as bênçãos de vida eterna numa terra paradísica. Seu número é agora várias vezes maior do que os 144.000. — Luc 23:43; João 10:16; Rev. 7:9-15.
Significa isso que, desde por volta de 1935, os já ressuscitados ao céu, junto com os do restante gerado pelo espírito, ainda na terra, compõem o pleno número dos 144.000? Sim, esta é a conclusão indicada pela evidência. A chamada geral para tais cessou de ser feita. Mas, deste lado da “grande tribulação”, é possível que alguns destes remanescentes na terra se mostrem infiéis. (Mat. 24:21, 22) Deus tem o propósito de ter o pleno número dos 144.000 fiéis, com lugares permanentes no Reino, quando a sua obra com eles estiver completa. Concordemente, quando um destes ainda na terra se mostra infiel, sua posição tem de ser ocupada por um substituto. (1 Cor. 9:27; Rev. 3:11) Por quem? Pode ser por uma pessoa recém-batizada ou pode ser por alguém da “grande multidão”, que provou que mantém a integridade sob prova até àquele ponto no tempo. Não podemos restringir Jeová Deus ou Cristo Jesus em tal seleção. Mas os exemplos e os princípios bíblicos certamente favorecem mais a seleção de uma pessoa provada pelo tempo do que de um novato, especialmente em vista da brevidade do tempo remanescente. (Veja Lucas 22:28, 29; 1 Tim. 3:6) Deus, por certo, tem um grande estoque de reserva entre tais fiéis “outras ovelhas”, às quais pode recorrer, se quiser.
Intimamente relacionado com esta questão da escolha de substitutos é a ‘selagem’ mencionada em Revelação 7:1-3. O apóstolo Paulo nos diz o que é a selagem, em Efésios 1:13, 14: “Por meio dele [Cristo], também, depois de terdes crido, fostes selados com o prometido espírito santo, que é penhor antecipado da nossa herança.” Este “penhor” assegura-lhes que são os escolhidos. É o penhor da vida celestial para a qual são chamados, e designados como os gerados pelo espírito de Deus, tendo a esperança de obter a recompensa final da vida celestial, se se provarem fiéis. — 2 Cor. 5:5.
Portanto, desde Pentecostes de 33 E. C., os que foram chamados, inclusive os cristãos nos tempos modernos, chamados para a vocação celestial, receberam o selo do espírito santo. O selecionado como substituto recebe também este selo. Então, qual é a selagem dos 144.000 que é completada durante o tempo em que os “quatro ventos” do céu estão sendo segurados? A visão de Revelação revela que finalmente 144.000 obtêm todos este selo em forma permanente. O selo que recebem por ocasião de sua chamada por Deus é guardado por eles, não perdido por infidelidade. O selo permanece nas suas “testas” durante a prova, indicando que Deus os aprovou como seus escravos provados e fiéis, à vista de todos. Terão os seus lugares assegurados como “os chamados, e escolhidos, e fiéis. (Rev. 17:14) Conforme salientado no livro “Cumprir-se-á Então, o Mistério de Deus, página 83, esta selagem se refere à selagem final e irremovível do pleno número dos cristãos dedicados, batizados e ungidos, ‘os escravos de nosso Deus’, . . . dos que mantinham o ‘selo do Deus vivente’ na sua testa até à sua prova final e decisiva, até à morte de mártir, se necessário”.
O apóstolo Paulo, perto do fim de seu ministério terrestre, expressou a convicção de que tinha mantido o selo pela fidelidade, pois escreveu: “O tempo devido para o meu livramento é iminente. Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. Doravante me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo juiz, me dará como recompensa naquele dia.” — 2 Tim. 4:6-8.
Recentemente, em diversas partes da terra, têm aparecido alguns que agora professam ser dos remanescentes que têm a esperança de serem herdeiros do Reino, embora se tenham apenas recentemente dedicado a Jeová Deus. Se são em verdade e de fato destes prospectivos associados ou do “restante” do Reino não cabe a nós julgar. O caso é entre a pessoa e Jeová Deus, e só o tempo o mostrará. Todos os que fazem tal afirmação, porém, farão bem em se perguntar se a sua convicção é algo remanescente do ensino babilônico, de que todos os bons vão para o céu, ou se talvez se deva a um conceito errôneo, ao emocionalismo, ou mesmo à procura enganada de destaque. (Veja A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, páginas 78-80.) Os que deveras foram gerados pelo espírito de Deus e chamados para a esperança celestial têm certeza disso, assim como diz o apóstolo Paulo: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente.” — Rom. 8:16, 17.
No passado, alguém talvez tenha participado sinceramente dos emblemas na celebração da Refeição Noturna do Senhor, porém, mais tarde se deu conta de que nunca foi do “restante”, mas que é da “grande multidão”. Torna-o isso culpado de participar dos emblemas “indignamente”, no significado das palavras de Paulo em 1 Coríntios 11:27-34? Não, se não tiver mostrado intencionalmente desrespeito pelo significado destes emblemas.
O contexto mostra que Paulo, ao falar do julgamento que sobreviria a alguém que participasse indignamente dos emblemas, falava de pessoas que tratavam a refeição como apenas parte de sua refeição noturna regular, alguns até mesmo se embriagando nesta ocasião. Tais mostravam desrespeito e assim desprezavam o valor do corpo e do sangue do Senhor Jesus Cristo. (1 Cor. 11:20-22, 33, 34) Por certo, os que enganadamente participaram, laborando sob uma impressão errônea, mas que fizeram isso com todo o respeito, não procuravam ser desrespeitosos. Lembre-se de que Paulo estava escrevendo aos “santificados”, “chamados para ser santos”, portanto, a cristãos que estavam sob a obrigação de celebrar a refeição noturna do Senhor em lembrança dele, participando dos seus emblemas. (1 Cor. 1:2) Segue-se também, logicamente, que qualquer que pretenda ser do “restante” e que participe de modo insincero e hipócrita cai no desfavor de Deus. Portanto, a pessoa deve certamente primeiro esquadrinhar o coração, e também dar séria consideração às Escrituras, antes de participar. Deve ter muito cuidado o estar plenamente convencida, antes de participar.
-
-
Uma criança responde com tatoA Sentinela — 1971 | 15 de fevereiro
-
-
Uma criança responde com tato
◆ Em Atlanta, Geórgia, uma menina de nove anos, que é testemunha de Jeová, falava às suas colegas de escola sobre as suas crenças baseadas na Bíblia. Informava-as também sobre o conceito cristão com respeito a atos de nacionalismo. Aconteceu o seguinte:
“Uma menina disse-me que a mãe dela mandou que não brincasse mais comigo. Eu perguntei por que, e ela disse que a mãe dela não queria que brincasse com qualquer das testemunhas de Jeová. Eu disse então a menina: ‘Bem, se eu fosse você, obedeceria a ela. Isto é o que a Bíblia nos ensina que devemos fazer. Por isso acho que não vamos mais brincar juntas.’
“No dia seguinte ela voltou e me disse: ‘Rita, eu contei à mamãe que você me disse que eu devia obedecer a ela e não mais brincar com você, e ela disse: “Se esta é a crença de Rita, então pode brincar com ela. Talvez um pouco disso se apegue a você!”’”
-