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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1974 | 15 de julho
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contrárias às leis de Deus, conforme especificadas na Bíblia, os cristãos atuais, como os cristãos do primeiro século, darão obedientemente ‘a César as coisas de César’ e ao mesmo tempo darão ‘a Deus as coisas de Deus’, a saber, sua adoração e seu serviço. — Atos 4:19; 5:29; Mar. 12:17.
● Em 1 Coríntios 10:13, o apóstolo Paulo escreveu: “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” Qual é a origem de tal tentação e como provê Deus a saída para o cristão?
Conforme ilustrado pelo que Israel passou no ermo, mencionado por Paulo nos versículos precedentes, a “tentação” resulta de circunstâncias que podem induzir alguém a violar a lei de Deus. Um pouco antes, neste mesmo capítulo, Paulo escreveu: “Estas coisas tornaram-se exemplos para nós [cristãos], para que não fôssemos pessoas desejosas de coisas prejudiciais, assim como eles as desejaram. Nem nos tornássemos idólatras, assim como alguns deles se tornaram; como está escrito: ‘O povo assentou-se para comer e beber, e levantaram-se para se divertir.’ Nem pratiquemos fornicação, assim como alguns deles cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia. Nem ponhamos Jeová à prova, assim como alguns deles o puseram à prova, só para perecerem pelas serpentes. Nem sejamos resmungadores, assim como alguns deles resmungaram, só para perecerem pelo destruidor.” — 1 Cor. 10:6-10.
Eram as circunstâncias de tal natureza, que os israelitas não podiam resistir às tentações envolvidas? Considere os fatos. Os israelitas passaram a desejar “coisas prejudiciais” no tempo em que Jeová lhes proveu milagrosamente um suprimento de codornizes para um mês. Haviam passado algum tempo sem carne, mas haviam sido bem supridos de maná para comer. Contudo, cederam à tentação de cobiça tão desenfreada, que “quem recolhia menos ajuntou dez ômeres” ou cerca de 220 decalitros de codornizes. — Núm. 11:19, 20, 31-35.
Anteriormente, enquanto Moisés recebia a Lei no monte Sinai, os israelitas tornaram-se “idólatras”, conforme menciona Paulo. Entregaram-se a adoração dum bezerro e entregaram-se a prazeres sensuais. Por que? A ausência de seu líder visível foi a circunstância que deu margem para a tentação, pois disseram a Arão: “Levanta-te, faze para nós um deus que vá adiante de nós, pois quanto a este Moisés, o homem que nos fez subir da terra do Egito, certamente não sabemos o que lhe aconteceu.” — Êxo. 32:1, 6.
Pouco antes de entrarem na Terra da Promessa, milhares de israelitas foram seduzidos por mulheres moabitas. Pela associação com tais mulheres, estimularam-se suas paixões pecaminosas ao ponto de cometerem imoralidade sexual. Foi nesta ocasião, mencionada por Paulo, que milhares deles caíram num só dia pelo seu pecado. — Núm. 25:1.
Às vezes, os israelitas cediam também à tentação de queixas rebeldes. Numa ocasião, falaram contra Jeová e Moisés: “Por que nos fizeste subir do Egito para morrermos no ermo? Pois não há pão nem água, e nossa alma chegou a abominar o pão desprezível.” (Núm. 21:5) Com tais queixas, ‘puseram à prova a paciência de Jeová’. Puseram-no à prova quanto a se tais queixas ficariam sem punição.
Uma das ocasiões em que os israelitas não resistiram à tentação de murmurar foi após a destruição dos rebeldes Corá, Datã, Abirão e seus companheiros. Isto foi porque começaram a raciocinar que a execução dos rebeldes foi uma injustiça. Números 16:41 diz: “No dia seguinte, toda a assembléia dos filhos de Israel começou a resmungar contra Moisés e Arão, dizendo: ‘Vós é que fizestes morrer o povo de Jeová.’” Por criticarem o modo em que se administrava a justiça, 14.700 israelitas pereceram num divinamente enviado flagelo. — Núm. 16:49.
É evidente que nenhuma destas tentações era de natureza tal que os israelitas não pudessem ter resistido a elas. Mas os israelitas cederam à tentação porque se esqueceram de Jeová, de seu cuidado amoroso com eles e da justeza de Sua lei e de Seus modos. Perderam a fé.
Como no caso dos israelitas, as tentações que confrontam os cristãos são comuns aos homens. Portanto, se os cristãos fizerem os necessários esforços de resistir a tais tentações e se confiarem em Jeová Deus para ampará-los, poderão permanecer fiéis. Isto é porque “Deus é fiel” e ele não permitirá que seu povo seja ‘tentado além do que pode agüentar’. Ele nunca deixará ou abandonará seus servos ao ponto de deixá-los entrar em situações ou circunstâncias que tornam humanamente impossível fazerem a Sua vontade.
No caso das circunstâncias e situações que ele permite, Jeová prove a saída por fortalecer seu povo para resistir à tentação. Por exemplo, outros talvez sujeitem o cristão a maus tratos físicos no empenho de fazê-lo renunciar à sua fé. Tal circunstância pode tentar o cristão a ceder, a fim de escapar de mais torturas e possivelmente à morte. Mas, à base da garantia inspirada dada pelo apóstolo Paulo, ele sabe que as circunstâncias que criam a tentação apenas são temporárias. Jeová não permitirá que a situação se desenvolva ao ponto em que Ele não possa fortalecer a fé cristã e a força espiritual o bastante para se manter a integridade.
Também, por meio de seu espírito, Jeová ampara os que sofrem pressões. Agindo para lembrar e ensinar, o espírito santo de Deus faz recordar as coisas necessárias que precisam saber das Escrituras Sagradas para resistir à tentação e ajuda-os a discernir a aplicação correta de tais coisas. (João 14:26) Por isso, não são enganados a seguir o rumo errado. Compreendem as verdadeiras questões envolvidas. Muitos foram assim amparados por Jeová para continuarem fiéis até à própria morte. Não foi a morte que lhes proveu a saída, mas a ajuda provida por Jeová tornou possível que agüentassem até o fim, sem ceder à tentação.
Jeová não só ajuda seus servos por meio de seu espírito, mas usa também seus anjos a favor deles. Hebreus 1:14 diz: “Não são todos eles espíritos para serviço público, enviados para ministrar aos que hão de herdar a salvação?”
“Mantende-vos vigilantes e orai continuamente, para que não entreis em tentação. O espírito, naturalmente, está ansioso, mas a carne é fraca.” — Mat. 26:41.
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Em quem pode confiar?A Sentinela — 1974 | 15 de julho
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Em quem pode confiar?
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