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Proclama-se liberdade no “país dos livres”A Sentinela — 1977 | 15 de junho
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três anos. A atitude do povo comum está mudando, e aquela parede macia de cortês resistência mental está começando a desmoronar. Os acontecimentos mundiais, às próprias portas da Tailândia, fazem com que muitos duvidem de que no atual sistema de coisas baste sua filosofia de Tam Dee Dai Dee (Faça o Bem — Receba o Bem). A verdade, a verdade da Bíblia, incita muitos a tomar uma ação positiva em aceitar o reino de Jeová por Cristo Jesus, a fim de ficarem realmente ‘libertos’, com a perspectiva de bênçãos eternas numa terra paradísica.
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Espírito santo em açãoA Sentinela — 1977 | 15 de junho
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Espírito santo em ação
“O espírito [é] despejado sobre nós do alto.” — Isa. 32:15.
1. Por que há agora necessidade urgente da ação do espírito santo a favor dos que amam a justiça?
HÁ AGORA necessidade urgente de o espírito santo estar em ação. Este espírito tem sua origem em Jeová, o Deus Altíssimo. É a força ativa, invisível, que ele põe em operação segundo a sua santa vontade. Mas, por que se precisa especialmente hoje da atividade do espírito santo a favor daqueles que amam o que é justo, bom e santo? Isto se dá por causa daquilo com que se confrontam agora.
2. Que trio aterrador domina hoje o cenário terrestre e que perguntas podemos fazer sobre o efeito que isso tem sobre nós?
2 Atualmente, o cenário terrestre é dominado por uma “fera”, por um “falso profeta” e por um “dragão”. A influência deste trio aterrador é muito grande, atingindo até mesmo os governantes políticos do mundo, os “reis de toda a terra habitada”. (Rev. 16:13, 14) Isto cria um grave perigo para nós, o povo comum, porque o modo em que agem nossos regentes governamentais afeta em grande escala a nós, gente pequena. Não obstante, será que nós, individualmente, apesar do que nossos governantes políticos façam, podemos adotar uma atitude pessoal a respeito da “fera”, do “falso profeta” e do “dragão”? Até que ponto nos deixaremos influenciar por estes — em prejuízo nosso? Que defesa temos?
3. Como é esta “fera” descrita em Revelação, capítulo treze, e que pergunta fazem sobre ela seus admiradores?
3 A “fera” está solta em todo o mundo! Esta criatura feroz é apoiada pelo “dragão” cor de fogo. Não se trata apenas de alguma fera saída da mata virgem do Brasil ou da selva dum país da África central. É um tipo de criatura que tem poder, autoridade e até mesmo um trono. De modo que exerce domínio, não no reino animal, mas domínio no campo político. Neste respeito, possui inteligência igual à de sete cabeças. Tem formidável poder de agressão e de defesa, igual ao de dez chifres em sete cabeças. Este é o motivo pelo qual é descrito no livro profético de Revelação ou Apocalipse como fera de sete cabeças e dez chifres. Granjeou a admiração de pessoas patrióticas, em toda a parte. Estas acham que essa fera simbólica, de sete cabeças e dez chifres, é invencível. Esses veneradores fazem a pergunta desafiadora: “Quem é semelhante à fera e quem pode batalhar contra ela?” — Rev. 13:1-4.
4. Por quanto tempo ainda estará presente esta “fera”?
4 Nós, pessoas comuns, temos visto todo o tempo esta “fera” em ação, mas, será que algum de nós já a identificou? Já descobrimos por que é representada assim no livro de Revelação? Esta “fera” existe hoje, e pessoas amedrontadas se perguntam por quanto tempo ainda estará presente. A Bíblia inspirada responde que ela estará com a humanidade até o fim, até se encontrar com aquele que pode “batalhar contra ela” e destruí-la. Então ela não será mais idolatrada.
5. O que é simbolizado pela “fera” de sete cabeças, e por que coisa sobre-humana é ela controlada?
5 Esta “fera” é simbólica, assim como as quatro feras retratadas na profecia de Daniel, capítulo sete. Aquelas quatro feras simbolizavam certos governos humanos, impérios, potências políticas, mundiais, tais como o Império Babilônico, o Império Medo-Persa, o Império Grego e o Império Romano, com algo acrescentado para retratar a hodierna potência mundial dupla anglo-americana. Mas o que simboliza a “fera” de Revelação, capítulos treze a dezenove? O domínio político, humano, como um todo, em escala global. Embora controle o mundo inteiro, não é uma federação de todos os governos nacionais, com uma capital mundial, central. Compõe-se de muitas partes políticas, que foram dominadas durante os milênios por uma sucessão de sete potências mundiais. Acima disso, tem havido o domínio dum “dragão” sobre-humano, cor de fogo.
6. (a) Qual é a origem do atual governo terrestre? b) A que domínio se sujeita tal governo?
6 O governo terreno de toda a humanidade, atualmente, é de origem humana. Por isso é retratado em Revelação 13:1 como ‘ascendendo do mar’. Ascendeu do vasto “mar” da humanidade, que é tão desassossegada como o mar literal e dessatisfeita, porque recusa estar sujeita ao domínio do Criador do céu e da terra. (Isa. 57:20, 21) O domínio a que ela se sujeita é o do “dragão” sobre-humano, cor de fogo. Isto explica por que Revelação 13:2 nos informa que “o dragão deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade”. Não é mistério quanto a quem é simbolizado pelo “dragão”. Revelação, capítulo doze, versículo nove, diz claramente que o “dragão” é “a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. Satanás, o “dragão”, não está sozinho em dominar todos os governos políticos da terra. Ele tem legiões de anjos, espíritos sobre-humanos iguais a si mesmo, e estes demônios lutam do lado do “dragão” na questão da soberania universal.
7. Igual a um deus, o “dragão” usa a quem como porta-voz na terra?
7 O apóstolo cristão Paulo chamou a Satanás de “deus deste sistema de coisas”. (2 Cor. 4:4) Igual a um deus, este “dragão” tem um profeta na terra. Que espécie de profeta? Um “falso profeta”, porque este age como porta-voz do “dragão”, que está “desencaminhando toda a terra habitada”. (Rev. 12:9) É lógico, pois, que sua profecia deve ser desencaminhadora, e, por isso, ‘falsa’. Somos hoje desencaminhados por ele?
8. Por que se permitiu que o “falso profeta” falasse como representante de toda a “terra”?
8 Não cometamos o engano de pensar que este “falso profeta” é algum homem. Ele é, de fato, uma figura composta, um sistema político, que se destaca de todos os outros governos. Isto tem sido tão notável, que a “fera” reconhece que o “falso profeta” é a entidade política, dominante, da atualidade. E por que não? Pois, tornou-se a maior das potências mundiais de toda a história humana, segundo a profecia bíblica. Por isso se lhe permite falar como representante de toda a “fera”.
9. Com que autoridade falou o “falso profeta” até agora, e em que sentido foi desencaminhadora a sua profecia?
9 Especialmente durante os últimos dois séculos, este “profeta” anglo-americano tem deixado ouvir sua voz com autoridade, que ainda não foi derrubada. Como sétima potência mundial mencionada na profecia bíblica, esta potência mundial dupla, anglo-americana, tem realizado “sinais”, para impressionar todos os povos e desencaminhá-los da sujeição ao Criador do céu e da terra. Tem sido o principal proponente e apoiador da atual organização das Nações Unidas, para assegurar a paz e a segurança do mundo. (Rev. 19:20) A combinação política britânico-estadunidense está entre as principais forças militares nucleares da terra. Confiando na sua própria força, não profetiza a favor do domínio de toda a terra pelo Criador, Jeová Deus.
“TRÊS ESPÍRITOS IMUNDOS SEMELHANTES A RÃS”
10, 11. (a) Por causa de que ameaça contra toda a humanidade precisamos ser avisados a respeito do trio, agora dominante do “dragão” da “fera” e do “falso profeta”? (b) Que aviso nos dá Revelação 16:13-16?
10 Em face destes fatos já mencionados, podemos dizer verazmente que o cenário mundial do século vinte é dominado pela “fera”, pelo “falso profeta” e pelo “dragão” simbólicos? Sim! Por isso, todos precisamos ser avisados a respeito deste trio que desafia a Deus, porque está decidido a causar a destruição de toda a humanidade. Como? Não por uma terceira guerra mundial, nuclear, mas por uma guerra universal, no que a Bíblia chama de Har-Magedon. O último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, dá a todas as pessoas tal aviso. Embora este último livro use de linguagem simbólica, é bem específico e compreensível quanto ao resultado desastroso de tal guerra universal para toda a humanidade. Ao lermos Revelação 16:13-16, podemos ver o que o aviso, dado em linguagem representativa, quer dizer. Na Nova Bíblia inglesa, estes versículos rezam:
11 “Então vi sair da boca do dragão, da boca da fera e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs. Estes espíritos eram Diabos, com o poder de operar milagres. Foram enviados para convocar todos os reis do mundo para o grande dia de batalha de Deus, o soberano Senhor. . . . De modo que reuniram os reis no lugar chamado, em hebraico, Armagedom.”
12. (a) O que são realmente aqueles três espíritos semelhantes a rãs, que saem da boca do “dragão”, da “fera” e do “falso profeta”? (b) A que conduzem estes “espíritos” toda a humanidade?
12 Os “espíritos imundos” que saltam “semelhantes a rãs” da boca do dragão, da fera e do falso profeta, não são criaturas espirituais, literais, tais como Diabos ou demônios. Visto que saem de três bocas, representam propaganda, e neste caso, propaganda tão imunda como rãs, que se enfunam e que fazem um som lúgubre de coaxo. É uma propaganda vigorosa, com força impelente ou persuasiva. Por isso, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas diz: “São, de fato, expressões inspiradas por demônios.” São “impuras expressões inspiradas” que procedem da boca do dragão, da fera e do falso profeta. Para onde é que tais expressões vigorosas levam os governantes do povo? Para nenhum outro resultado senão a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. Sim, levam a uma guerra, não entre homem e homem, como numa terceira guerra mundial, nuclear, mas a uma guerra entre o homem e Deus. Não é isso algo muito sério? De fato, é!
13. Se não quisermos marchar também para o Har-Magedon, de que ajuda precisaremos, e por quê?
13 A marcha para o campo de batalha do Har-Magedon está em progresso! Será que a propaganda imunda, impura, persuade-nos individualmente a marchar junto com os “reis de toda a terra habitada? Vamos deixar nos influenciar pela propaganda ao ponto de lutar contra Deus, o Todo-poderoso? Se pessoalmente não quisermos fazer isso, então, como podemos resistir com bom êxito à força impelente das “impuras expressões inspiradas” que procedem do dragão, da fera e do falso profeta? Só podemos fazer isso com a ajuda da força neutralizante do espírito santo do Deus Todo-poderoso. Esta é uma força muito superior, não imunda ou impura, mas santa. Em Revelação 4:5, sua eficácia é retratada como sendo sétupla, como as sete lâmpadas que simbolizavam “os sete espíritos de Deus”. O espírito de Deus é sua invisível e santa força ativa. Se formos esclarecidos e fortalecidos por ele, poderemos vencer a força impelente dos três impuros “espíritos de demônios” ou “expressões inspiradas por demônios”. — Rev. 16:14, Almeida; NM.
14, 15. (a) O que seria mais aterrorizante para nós do que encontrarmo-nos desarmados com uma literal fera, dragão e falso profeta ao mesmo tempo? (b) Do que modo pode uma montanha de oposição tornar-se terreno plano?
14 É provável que alguém exclame agora, desalentado: ‘Ora, isto significa que eu teria de tomar posição contra o mundo inteiro. Isto é assustador!’ Sim, de fato seria assim para alguém que não tem o espírito de Deus. O que aconteceria se tivéssemos de enfrentar, desarmados, uma fera literal, um dragão cor de fogo e mais um falso profeta, tudo ao mesmo tempo? Seria aterrorizante? Claro que sim! Mas, que dizer de resistirmos às coisas maiores simbolizadas pela fera, pelo dragão cor de fogo e pelo falso profeta? Certamente, seria muito mais aterrorizante resistir a um animalesco sistema mundial de domínio político, a um “falso profeta” de potência nuclear e ao seu controlador sobre-humano, o grande Dragão, Satanás, o Diabo! Poderia um mero homem fazer isso, sem proteção adequada? Nunca poderíamos resistir na nossa própria força à propaganda e às pressões de tais fontes poderosas, recusando transigir, para não sermos participantes com eles. Aquele conjunto triplo, envolvendo céu e terra, ergue-se qual montanha alta no nosso caminho. Como poderemos vencê-lo?
15 Se tivermos a Deus, o Todo-poderoso, do nosso lado, poderemos lidar com a pressão e a oposição de todo o mundo. Há dezenove séculos atrás, o apóstolo cristão Paulo sofreu a morte de mártir nas garras da “fera” política, e ainda assim disse destemidamente: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rom. 8:31) Portanto, aquilo que pode parecer para nós uma montanha intransponível de oposição, o Deus Todo-poderoso pode transformar em terra plana. Foi isto o que Ele disse ao governador da antiga Jerusalém, a quem Ele comissionou para reconstruir o templo naquela cidade. A fim de animar o governador Zorobabel a prosseguir, apesar da oposição montanhesca por mundanos de fora, Deus lhe disse: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” — Zac. 4:6.
16. Como no caso do Governador Zorobabel, o que somos obrigados a submeter a uma prova, se queremos estar do lado vencedor no Har-Magedon?
16 No sexto século antes de nossa Era Comum, o governador de Jerusalém pôs o espírito de Deus à prova, por agir em harmonia com a comissão que recebera de Deus. Por provar que Deus era verdadeiro, ele teve a alegria de ver o templo terminado no ano 515 A. E. C. e de inaugurá-lo. (Zac. 4:8-10) Do mesmo modo hoje, nossa fé no espírito de Deus está sendo posta à prova, porque enfrentamos a oposição da aliança tríplice da “fera”, do “falso profeta” e do “dragão”. Somos obrigados a pôr o espírito de Deus à prova, a fim de continuarmos a adorar Jeová como Deus, no seu templo espiritual, e permanecermos separados e distintos do mundo. Se fizermos isso, forçosamente estaremos do lado vitorioso na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon.
ESPÍRITO DESPEJADO DO ALTO
17, 18. (a) Quanto ao espírito, de que modo não falhou Jeová ao seu povo após a desolação deles na Primeira Guerra Mundial? (b) Como foi indicado isso de antemão por Jeová, em Isaías 32:12-16?
17 Jeová, a Fonte de espírito santo, não falhou aos seus adoradores neste crítico “tempo do fim”, em que nos encontramos desde o ano da Guerra Mundial de 1914. Fielmente, ele pôs o espírito santo em operação a favor de seu povo dedicado e batizado. Predisse que faria isso. A Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918 E. C., foi assinalada por dificuldades mundiais e pela perseguição desoladora movida a estes estudantes conscienciosos e proclamadores da Palavra escrita de Deus, a Bíblia Sagrada. Não questionamos nem por um instante que Deus era sábio e correto em permitir que lhes sobreviesse tal provação disciplinar. Ela foi até mesmo prefigurada pelo que sobreveio ao antigo reino de Judá e sua capital, Jerusalém. No capítulo trinta e dois da profecia de Isaías, Jeová descreveu a devastação lamentável que havia de sobrevir ao seu povo delinqüente, e o que aconteceria quando se arrependessem e retornassem a Ele. Ele disse:
18 “Batei-vos no peito em lamentação pelos campos desejáveis, pela videira frutífera. [Por quê?] No solo do meu povo surgem apenas espinhos, espinheiros, pois estão sobre todas as casas de exultação, sim, sobre a vila rejubilante [Jerusalém]. Pois a própria torre de habitação foi abandonada, e o próprio rebuliço da cidade foi deixado; [a elevação de] Ofel e a torre de vigia se tornaram campos baldios, por tempo indefinido a exultação de zebras, pasto de greis; até que o espírito seja despejado sobre nós do alto e o ermo se torne um pomar, e o próprio pomar seja considerado como uma verdadeira floresta. E no ermo há de residir o juízo e no pomar morará a própria justiça.” — Isa. 32:12-16.
19. Qual foi a calamidade nacional a que Isaías se referiu?
19 Podemos hoje identificar a calamidade nacional que o profeta Isaías descreveu ali com mais de um século de antecedência? Sim, foi a desolação da terra do reino de Judá, por setenta anos, tempo em que os israelitas deportados foram mantidos como exilados na terra pagã de Babilônia. Eles eram os sobreviventes da chocante destruição da cidade santa de Jerusalém e de seu templo, pelos babilônios, em 607 A. E. C. Isto certamente deve ter sido uma experiência desanimadora para aqueles sobreviventes. Enquanto languesciam num país idólatra, o templo da adoração de Jeová jazia em ruínas, Jerusalém era uma cidade morta, sem movimentação, e sua terra, antes produtiva, era um matagal cheio de espinheiros, lugar de zebras pularem, sem serem molestadas pelo homem.
20. (a) Como foi que a antiga Babilônia calculou mal o seu poder como carcereira do povo de Jeová? (b) Na força de que retornaram os israelitas arrependidos, e com que efeito sobre sua pátria?
20 A Babilônia idólatra, em desafio a Jeová Deus, mantinha os exilados israelitas como numa prisão. Como Terceira Potência Mundial no cenário do mundo antigo, sentia-se bastante forte para impedir que a terra desolada de Judá alguma vez fosse de novo ocupada pelos adoradores do Deus rival, Jeová. Ela não acreditava que Jeová pudesse suscitar o conquistador persa, Ciro, a quem ele mencionara por nome já muito tempo antes. No tempo devido, este conquistador apareceu em cena. Assim como predito, Ciro quebrantou o poder dos carcereiros impiedosos e libertou os prisioneiros israelitas. Assim, em 539 A. E. C., o desolador do domínio terrestre do povo de Jeová foi derrotado de sua posição elevada de Potência Mundial. Então, em 537 A. E. C., foi despejado do alto o espírito de Jeová sobre os exilados israelitas, arrependidos. Na força e sob a orientação daquela força ativa da parte do Deus Altíssimo, o restante dos israelitas arrependidos partiu de Babilônia e retornou à sua pátria desolada, para reconstruir Jerusalém e seu santo templo. Sua terra novamente ocupada perdeu aos poucos seu aspecto desolado, ao passo que a converteram numa terra muito frutífera, cuja beleza se avizinhava à do Paraíso, o Jardim do Éden.
21. Como se enquadra aquele acontecimento antigo no cumprimento da profecia de Isaías, capítulo trinta e dois?
21 Entretanto, constituiu aquele acontecimento, de há mais de 2.500 anos, todo o cumprimento que a profecia de Isaías, capítulo trinta e dois, havia de ter? Não! O cumprimento que houve lá naquele tempo foi apenas um cumprimento em miniatura, para ilustrar um cumprimento pleno durante nosso próprio século vinte. Este cumprimento maior e derradeiro já tem ocorrido agora com aqueles que hoje são o povo aprovado do mesmo Deus, Jeová.
22. Durante a Primeira Guerra Mundial, que espécie de armas foram usadas na guerra contra as testemunhas cristãs de Jeová, e por que se enfureceram as nações com elas?
22 Desde o ano de 1931 E. C., estes cristãos restabelecidos são conhecidos como Testemunhas de Jeová. Mas, anos antes disso, houve uma calamidade espiritual que lhes sobreveio durante a Primeira Guerra Mundial. Simultaneamente com aquela guerra sangrenta, com armas mortíferas, travou-se contra eles uma guerra por parte da “fera” simbólica, que havia recebido seu poder, um trono e grande autoridade do “dragão”, Satanás, o Diabo. No entanto, esta guerra não foi travada com armas mortíferas, porque os atacados Estudantes da Bíblia, cristãos, eram gente inofensiva e desarmada. Antes, usaram-se armas políticas e judiciais, chegando ao encarceramento de cristãos pacíficos e inocentes. (Rev. 13:3-7) As nações inclinadas à guerra, que constituem a “fera” simbólica, ficaram furiosas porque estas testemunhas cristãs de Jeová proclamavam o reino Dele, por Cristo, como único governo legítimo para toda a terra agora, visto que os designados “tempos dos gentios” já haviam terminado por volta dos meados do segundo semestre do ano de 1914 E. C. — Luc. 21:24, Almeida; Rev. 11:15-18.
23. Por quem foram instigadas as nações inclinadas à guerra, e por que trio poderoso foi vencido o restante dos proclamadores do Reino?
23 As nações furiosas foram instigadas pelos líderes religiosos, pertencentes a Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que tem suas raízes na antiga Babilônia. Naquele império religioso, a cristandade tomou a dianteira em incitar as nações a agir e a perseguir o pequeno restante de israelitas espirituais. O restante, sendo uma minoria inofensiva e desarmada, foi vencido pela aliança tríplice da “fera”, do “falso profeta” e do “dragão”. Este trio poderoso conjugou as forças para levar o restante dos proclamadores do Reino ao cativeiro à Babilônia, a Grande. Veremos nas páginas seguintes o que se seguiu então e como a profecia de Isaías, capítulo trinta e dois, teve seu cumprimento final.
[Foto na página 369]
TRIO QUE DESAFIA A DEUS
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A atuação do espírito despejado do altoA Sentinela — 1977 | 15 de junho
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A atuação do espírito despejado do alto
1. Antes de findar a Primeira Guerra Mundial, em 1918, a que condição havia sido reduzido o domínio espiritual do restante do Israel espiritual?
ANTES de terminar a Primeira Guerra Mundial, em 11 de novembro de 1918, veio a desolação do domínio espiritual do restante perseguido dos israelitas espirituais. Em sentido espiritual, tornou-se como ermo, em que não se produziam publicamente os ‘frutos do reino’ por meio da pregação destemida destas “boas novas do reino”, por parte do restante ungido. (Mat. 21:43; 24:14) Abateu-se então sobre o internacionalmente odiado e oprimido restante dos embaixadores do Reino a incerteza e o desânimo.
2. O que serviu de indício se a condição desolada do restante havia de continuar indefinidamente, e o que era necessário para alterar a situação?
2 Aprovou Jeová Deus que esta condição desoladora de seu povo dedicado continuasse para sempre? Não. Nos tempos pré-cristãos, ele decretara que Jerusalém e a terra de Judá jazessem desoladas por um tempo limitado, por não mais de setenta anos. O Império Babilônico não se devia gloriar de suas vítimas, Jerusalém e Judá, por todo o tempo. Do mesmo modo, não era do propósito de Deus que as vítimas de Babilônia, a Grande, a saber, os do restante do Israel espiritual, fossem deixados indefinidamente no estado de desolação. Portanto, do que se precisava então para alterar a situação para a glória de seu Deus, Jeová? Duma operação especial do espírito santo para com eles!
3. De acordo com Isaías 32:15, 16, a condição desolada do povo de Jeová devia continuar até a ocorrência de quê?
3 Em Isaías 32:15, Jeová assegurou ao seu povo que sua condição lamentavelmente desolada duraria apenas “até que o espírito seja despejado sobre nós do alto”. O que aconteceria então? “E o ermo”, conforme prossegue a profecia, “se torne um pomar, e o próprio pomar seja considerado como uma verdadeira floresta. E no ermo há de residir o juízo e no pomar morará a própria justiça”. — Isa. 32:15, 16.
4, 5. (a) Assim o que havia de acontecer ao restante dos israelitas espirituais? (b) Como foi isso confirmado ao restante, na visão dada a Ezequiel, mostrando um vale cheio de ossos de mortos?
4 Ah! sim, para o restante dos israelitas espirituais havia de ter um derramamento do espírito, junto com sua libertação de Babilônia, a Grande. Esta perspectiva brilhante lhes foi confirmada pela visão que Jeová deu ao seu profeta Ezequiel, enquanto este profeta ainda era exilado na antiga Babilônia. Na visão, ele observou um vale plano cheio de ossos desconjuntados de inúmeros israelitas mortos.
5 O caso parecia desesperador para aqueles israelitas falecidos. Para os israelitas vivos, exilados na antiga Babilônia, centenas de quilômetros longe de sua pátria desolada, o caso parecia igualmente desesperador. Não era desesperador, porém, do ponto de vista do Deus Todo-poderoso. Ele é o Deus que pode até mesmo ressuscitar os mortos. Séculos antes disso, ele usara seus profetas Elias e Eliseu para ressuscitar literalmente pessoas falecidas, por meio do espírito santo. Portanto, na visão dada a Ezequiel, ele recriou e revivificou todos aqueles israelitas falecidos. Explicando o significado da visão, Jeová disse: “Tereis de saber que eu sou Jeová, quando eu abrir as vossas sepulturas e quando vos fizer subir das vossas sepulturas [em Babilônia], ó meu povo. E vou pôr em vós o meu espírito e tereis de reviver, e vou estabelecer-vos sobre o vosso solo; e tereis de saber que eu, Jeová, é que falei e fiz isso.” — Eze. 37:13, 14.
6. Como veio a haver uma ressurreição espiritual, e o que diziam as nações espectadoras em espanto, diante do que observavam?
6 Fiel a esta profecia, Babilônia deixou de ser sepultura da nação judaica. Ocorreu uma ressurreição espiritual. Como por milagre, em 537 A.E.C., um grupo de israelitas exilados e de seus ajudantes saiu marchando de Babilônia e se estabeleceu na sua pátria. Puseram-se a reconstruir Jerusalém e seu templo, transformando sua pátria, por muito tempo desolada, num paraíso. Não mais havia qualquer razão para se baterem no peito em “lamentação pelos campos desejáveis, pela videira frutífera”, que foram desolados pelos conquistadores babilônicos, em 607 A. E. C. Que manifestação do espírito santo em ação! As nações pagãs, observando isso, ficaram espantadas! O Salmo 126:2 relata que disseram: “Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles.”
7. Neste século vinte, a respeito de quem se proferiram as palavras do Salmo 126:2, e por quê?
7 O mesmo foi dito em nosso próprio século vinte. Referente a quem? Não referente aos judeus naturais, que povoaram a Palestina depois da Primeira Guerra Mundial e que mais tarde lutaram com uma “força militar” para estabelecer a república de Israel, em 1948. Não, mas as palavras proféticas do Salmo 126:2 foram escritas referente aos internacionais odiados e perseguidos Estudantes da Bíblia, libertos da servidão à Babilônia, a Grande, no ano de após guerra de 1919. Sobre esses cristãos restabelecidos, que são israelitas espirituais, veio um derramamento de espírito desde o alto. Lembrava aos Estudantes da Bíblia o Pentecostes de 33 E. C., embora não fosse acompanhado por “línguas, como que de fogo”, visíveis, pousando sobre as cabeças dos discípulos, habilitando-os milagrosamente a falar em diferentes línguas estrangeiras, que não haviam aprendido. — Atos 2:1-4; Joel 2:28, 29; Isa. 32:15.
8. Para que obra do após-guerra fora preservado o restante do Israel espiritual e por que podiam eles legitimamente adotar o nome “Testemunhas de Jeová”?
8 Em resultado, estes espiritualmente revitalizados cristãos ficaram mais animados no serviço ativo de Jeová do que em qualquer tempo anterior. Testemunhar, testemunhar, testemunhar sobre o reino estabelecido de Deus — em todo o mundo! passou a ser seu brado. Este se tornou então seu objetivo principal na vida. Segundo a Bíblia, este foi o motivo pelo qual Deus os preservou vivos durante a Primeira Guerra Mundial e os libertou da servidão à Babilônia, a Grande. (Mat. 24:9-14) De modo que reajuntaram seus membros espalhados e se reorganizaram para dar o testemunho mundial do Reino, até o fim. Veio então o ano de 1931. Por meio de centenas de milhões de tratados gratuitos, por dezenas de milhões de livros encadernados, por uma campanha mundial de conferências bíblicas e por meio de centenas de estações de rádio, haviam até então dado testemunho global do nome de Jeová e de seu reino messiânico. Fizeram tudo isso livres do “espírito de covardia”. (2 Tim. 1:7) Então, com as palavras de Isaías 43:10 ressoando-lhes nos ouvidos, estes defensores ungidos de Jeová e de seu reino por Cristo adotaram o nome apoiado pela Bíblia de “Testemunhas de Jeová”.
9, 10. (a) Quem fracassou em livrar a terra daquele nome? (b) Quem além do restante do Israel espiritual está decidido a que o nome continue vivo, e, por isso, o que fizeram?
9 Até o dia de hoje, todas as forças religiosas de Babilônia, a Grande, e seus sequazes políticos, judiciais e militares tentaram, mas mostraram-se incapazes de eliminar da terra este nome levado pelos proclamadores do Reino de Deus. Ele continua vivo! E assim também aqueles que o levam!
10 Uma “grande multidão” de pessoas tementes a Deus, em toda a terra, está decidida a que este nome continue vivo e significativo, embora elas mesmas não sejam israelitas espirituais. Observaram o que o Deus, que leva o nome Jeová, fez pelo povo do seu nome, pelo restante do Israel espiritual. Discerniram sobre quem foi despejado do alto o espírito de Deus. Por isso, os que hoje constituem a “grande multidão” são aqueles, “entre as nações”, que dizem: “Jeová tem feito uma grande coisa naquilo que fez com eles. (Sal. 126:2) O Deus que pôde fazer isso com um restante tão pequeno de israelitas espirituais é o Deus a quem os da “grande multidão” querem adorar e servir. Sem temerem o ódio e a perseguição internacionais, dedicaram-se ao mesmo Deus, por meio de Cristo, e puseram-se do lado do restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová. Assumiram também a responsabilidade de ser Suas Testemunhas, sem se envergonharem. — Rev. 7:9-17; Zac. 8:23.
DEFESA CONTRA “EXPRESSÕES INSPIRADAS POR DEMÔNIOS”
11. Sobre que coaxam o dragão, a fera e o falso profeta, mas, não obstante, o que fazem ouvir o restante e a “grande multidão”?
11 Atualmente, o restante ungido e a “grande multidão” enfrentam unidos o “dragão” diabólico, a “fera” de potência nuclear e o “falso profeta” político. Revelação 12:17 esclarece que o “dragão”, Satanás, o Diabo, saiu para travar guerra contra o restante ungido. Para isso, ele usa sua “fera” política e o “falso profeta” anglo-americano aqui na terra. Prosseguem, assim, as expressões inspiradas por demônios, semelhantes a rãs, a sair de sua boca, sobre a adoração do Estado, sobre a soberania nacional, sobre o materialismo, sobre a paz e segurança mundiais mediante as Nações Unidas. Não obstante, as Testemunhas de Jeová fizeram com que se ouvissem em todo o mundo as boas novas do reino messiânico de Deus. Esta mensagem do Reino penetrou em mais de duzentas terras e ilhas do mar. É evidente que o coaxante dragão, a fera e o falso profeta gostariam de abafar a mensagem do Reino. A religiosa Babilônia, a Grande, especialmente a cristandade, gostaria de fazer isso, visto que a cristandade afirma ser ela a única a falar por Deus.
12. A situação atual é semelhante a que situação do Rei Acabe e de seus falsos profetas, e do profeta de Jeová, Micaías?
12 A situação é semelhante à do profeta de Jeová, Micaías e os falsos profetas de Acabe, rei de Israel, por volta de 920 A. E. C. Os falsos profetas predisseram uma vitória militar ao Rei Acabe. Micaías, porém, predisse-lhe calamidade. Ele salientou que, pela permissão de Jeová, o Rei Acabe estava sendo enganado para a sua própria ruína, por uma enganosa expressão inspirada na boca de seus falsos profetas. Um falso profeta, chamado Zedequias, objetou a isso. Segundo 1 Reis 22:24, ele “aproximou-se então e deu uma bofetada em Micaías, e disse: ‘Por onde é que passou o espírito de Jeová de mim para falar contigo?’” No entanto, o espírito de Jeová havia realmente falado por meio de Micaías, porque o Rei Acabe não voltou com vida daquela guerra. — 1 Reis 22:20-38.
13. Em que sentido mostrou o restante ungido do Israel espiritual que era semelhante ao profeta Micaías?
13 Há um paralelo moderno deste incidente, especialmente desde o ano de 1919, quando os vitoriosos aliados militares da Primeira Guerra Mundial adotaram a proposta da Liga das Nações, a fim de resguardar a paz e segurança mundiais. O restante ungido dos israelitas espirituais foi como o profeta Micaías. Do alto, despejara-se sobre eles espírito santo, e, conforme predito, o efeito foi que profetizaram, declarando as profecias da Bíblia inspirada de Jeová. (Joel 2:28, 29) Predisseram destemidamente, à base das profecias, que a Liga das Nações fracassaria. Proclamaram também uma mensagem de aviso contra os reis ou governantes políticos da cristandade, que correspondem ao Rei Acabe, do Israel apóstata.
14. De que mensagem a respeito dos governantes da cristandade ressentiram-se os clérigos, e como agiram iguais à Rainha Jezabel?
14 O restante declarou que, na vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, aqueles professos governantes “cristãos” sofrerão a derrota e serão destruídos por Deus executar neles o julgamento. Isto ocorrerá apesar de os clérigos da cristandade, iguais a Zedequias e seu bando de profetas falsos, terem abençoado os governos e as forças militares dos governantes da cristandade. Os clérigos afirmam ter o direito exclusivo de falar em nome de Deus e de ter Seu espírito. Por isso, ressentem-se da mensagem calamitosa que o restante ungido tem proclamado a respeito dos governantes políticos e dos exércitos, sobre os quais eles, os clérigos, têm pedido a bênção divina em oração. Tentaram suprimir a pregação feita pelo restante ungido, como se esta não fosse autorizada por Deus e não fosse feita por meio do espírito de Jeová. Incitaram à perseguição violenta contra o restante ungido, assim como a esposa de Acabe, a Rainha Jezabel, perseguia Elias e mais cem profetas de Jeová. — 1 Reis 18:13.
15. Quando se esclarecerá aos clérigos da cristandade sobre se eles tiveram alguma vez o espírito de Deus, e por que não verão nenhuma vitória dos governantes da cristandade?
15 Assim, na realidade, os clérigos da cristandade esbofetearam o restante ungido e disseram: “Por onde é que passou o espírito de Jeová de mim para falar contigo?” (1 Reis 22:24) Dentro em pouco, os clérigos serão esclarecidos sobre se eles alguma vez tiveram o espírito de Jeová. Nunca verão os governantes da cristandade e seus exércitos obter a vitória. De fato, nem viverão para ver a destruição dos seus amigos políticos e militares, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Por que não? Porque, antes de começar aquela guerra no Har-Magedon, aqueles ainda amistosos elementos políticos, que hoje são parte ativa da organização das Nações Unidas, passarão a odiar o clero da cristandade e outros líderes religiosos de Babilônia, a Grande, e os aniquilarão. — Rev. 16:14, 16; 17:3-18.
16. No entanto, o que presenciará o restante semelhante a Micaías?
16 Que dizer, porém, do restante ungido, sobre quem Jeová tem despejado seu espírito do alto? Eles sobreviveram à bofetada dos clérigos da cristandade. Verão o cumprimento da mensagem que lhes foi comunicada da Bíblia, pelo espírito de Deus. Deveras, presenciarão a destruição dos governantes mundiais, conduzidos ao Har-Magedon pela propaganda, semelhante a rãs, procedente do dragão, da fera e do falso profeta.
“O ESPÍRITO DE GLÓRIA, SIM, O ESPÍRITO DE DEUS”
17. Nesta “terminação do sistema de coisas”, por que não significam o vitupério e a perseguição lançada sobre o restante e a “grande multidão” que estes não tenham o espírito de Deus?
17 Moveu-se violenta perseguição ao restante ungido e às suas co-testemunhas, a “grande multidão” de “outras ovelhas” de Cristo, na atualidade. (João 10:16) Indica isso que todas essas testemunhas cristãs de Jeová não têm o espírito Dele? Não! De fato, evidencia o contrário, porque Cristo predisse que isto aconteceria na “terminação do sistema de coisas”. Seus verdadeiros discípulos haviam de ser odiados por todas as nações e ser perseguidos por darem testemunho do seu reino messiânico. (Mat. 24:3, 9-14) Ódio, vitupério e perseguição, por nos apegarmos ao nome de Cristo, como o agora já reinante Rei, não são motivo real para nos envergonharmos, como se fizéssemos algo de errado.
18. De acordo com 1 Pedro 4:14, por que são realmente felizes aqueles que são vituperados pelo nome de Cristo?
18 O apóstolo Pedro, mártir do primeiro século, escreveu: “Se fordes vituperados pelo nome de Cristo, felizes sois, porque o espírito de glória, sim, o espírito de Deus, está repousando sobre vós.” (1 Ped. 4:14) Ou, conforme o fraseia a Nova Bíblia Inglesa: “Se o nome de Cristo vos for lançado no rosto como insulto, considerai-vos felizes, porque então repousa sobre vós aquele glorioso Espírito que é o Espírito de Deus.”
19. Com que objetivo nos vituperam as pessoas por causa do nome de Cristo, mas que espécie de espírito nos dá Deus?
19 Aqueles que nos vituperam por obedecermos às ordens de Deus, mediante Cristo, querem envergonhar-nos ao ponto de desistirmos do serviço de Deus e não mais pregarmos “estas boas novas do reino”, em testemunho mundial. Mas o espírito que Deus coloca sobre seus pregadores do Reino não induz a nenhum sentimento de vergonha ou de culpa, como se fosse por terem feito algo de errado. Faz com que nos sintamos honrados e glorificados, e está associado com a glória resplendente de Deus. É um espírito que nos induz a exultar “em tribulações, visto que sabemos que tribulação produz perseverança; perseverança, por sua vez, uma condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, esperança, e a esperança não conduz a desapontamento; porque o amor de Deus tem sido derramado em nossos corações por intermédio do espírito santo, que nos foi dado”. — Rom. 5:3-5.
20. Em harmonia com o Salmo 69:9, limita-se o vitupério lançado sobre nós ao vitupério por causa do nome de Cristo?
20 Nós, os que somos testemunhas cristãs de Jeová, temos o privilégio de ser vituperados por mais do que apenas “pelo nome de Cristo”. Temos o privilégio de ser vituperados especialmente pelo nome Daquele por quem Jesus Cristo levou vitupério. “Até mesmo [o] Cristo não agradou a si mesmo; mas, assim como está escrito: ‘Os vitupérios daqueles que te vituperaram caíram sobre mim.’” (Rom. 15:3) As palavras citadas ali, do Salmo 69:9, identificam o Vituperado como sendo Jeová, por cuja casa de adoração Jesus Cristo foi tão zeloso. — João 2:17.
21. O que se pode dizer quanto ao espírito repousar sobre nós quando somos vituperados por causa do nome de Jeová?
21 É uma gloriosa honra ser vituperado por causa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. É honra ainda maior ser vituperado por causa de Jeová Deus, o Pai de Jesus Cristo, visto que o Pai é maior do que o Filho. (João 14:28) Visto que o “espírito de Deus” repousa sobre nós, os que somos vituperados por causa do nome de Cristo, deve repousar sobre nós em medida ainda mais plena quando suportamos vitupério por causa do nome de seu próprio Pai e Deus, Jeová. Por mantermos nossa integridade a Deus, até que nossos vituperadores sejam destruídos na vindoura “grande tribulação”, nunca se afastará de nós o “espírito de glória” de Deus. — Rev. 7:14-17; 1 Ped. 4:14.
“O ESPÍRITO E A NOIVA”
22. Por que não somos levados pela propaganda coaxante do “dragão”, da “fera” e do “falso profeta” a acompanhar os governantes mundanos, e contra que espírito somos protegidos?
22 Podemos esperar mais vitupério da parte do diabólico “dragão”, da “fera” política e do “falso profeta” anglo-americano, porque não marchamos junto com os governantes políticos e seus exércitos para o campo de batalha do Har-Magedon. Sua propaganda coaxante e sua hostilidade às Testemunhas de Jeová nunca nos induzirão a adorar alguém ou alguma coisa diferente de Deus, nem nos fará renunciar à soberania universal Dele ou parar de buscar primeiro as coisas preciosas do Seu reino messiânico. Temos o “espírito de glória, sim, o espírito de Deus”, para neutralizar todas as “expressões inspiradas” que levam todas as nações à “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:13-16; 19:19-21) Nós, da nossa parte, escutamos e damos ouvidos a “expressões inspiradas” que procedem da Palavra sagrada de Deus, a Bíblia. Orientamos nosso rumo na vida em harmonia com essas expressões inspiradas. Por isso, é o espírito de Jeová, que inspirou os profetas a escrever a Bíblia, que este em ação na nossa vida. Protege-nos contra sermos influenciados pelo “espírito do mundo”. — 1 Cor. 2:12.
23. Com todo o respeito, a voz de quem deixamos agora ser ouvida em toda a parte, e para quem se mantém o restante virginalmente puro?
23 Com todo o respeito, fazemos ouvir em toda a terra a voz ‘do espírito e da noiva’. Reconhecemos quem é esta “noiva”. Ela é a congregação dos discípulos gerados pelo espírito, os quais são prometidos em casamento ao Noivo celestial, Jesus Cristo. Atualmente, na terra, ela é representada pelo restante ungido, que em breve estará unido com Cristo, no céu. Por este motivo, o restante da classe da “noiva” não participa na fornicação religiosa cometida agora por Babilônia, a Grande, com os governantes políticos da terra. Em vez de se meteram na política e fazer amizade com o mundo, os que fazem parte da classe da “noiva” mantêm-se virginalmente puros para seu Noivo celestial, Jesus Cristo, a quem proclamam em toda a parte como Rei reinante à mão direita de Deus, no céu. — Rev. 17:5, 18; 21:2-14, 21-24; Tia. 4:4.
24. Qual é o “espírito” mencionado em Revelação 22:17?
24 É com respeito aos nossos próprios dias que Revelação 22:17 diz: “E o espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’ E quem ouve, diga: ‘Vem!’ E quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” O “espírito” mencionado aqui é a força ativa de Jeová, que se faz ouvir por meio das expressões inspiradas encontradas nas profecias da Bíblia. Este espírito é ativo no restante da classe da “noiva”.
25. Quem aceitou o convite feito ‘pelo espírito e pela noiva’, e a quem se chegaram para obter a “água” que sacia a sede?
25 Será que alguém, hoje na terra, escuta e aceita o convite feito ‘pelo espírito e pela noiva’? Sim, em especial desde 1935 E.C., ano em que se esclareceu ao restante da classe da “noiva” a identidade da “grande multidão” de Revelação 7:9-17. Em resposta ao convite divino, milhares de sedentos da “água da vida” saíram de Babilônia, a Grande, atacada pela seca. Desviaram-se das “cisternas” mundanas, rotas, que não podem conter nenhuma “água” que realmente sustente a vida, para a humanidade moribunda. Por meio de Jesus Cristo, o Noivo celestial, chegaram-se a Jeová Deus, “fonte de águas vivas”, “a fonte da vida”. — Jer. 2:13; Sal. 36:9.
26. Em fazer o que se juntam aqueles que se tornam membros da “grande multidão” aos do restante da classe da “noiva”, e com que resultado?
26 Espiritualmente revigorados por beberem da “água da vida”, os membros da “grande multidão” juntam-se ao restante ungido da classe da “noiva” em fazer o convite a mais outros. E a “grande multidão” fica assim cada vez maior. Jeová colocou seu espírito sobre os membros da “grande multidão”, e estes não se envergonham de ser vituperados pelo nome Dele e pelo de seu Cristo. As boas novas continuam assim sendo pregadas cada vez mais extensivamente pela união do restante e da “grande multidão”, divulgando a provisão de Deus para que homens e mulheres obedientes possam obter a vida eterna num lar paradísico, aqui na terra, sob o reino messiânico de Deus. Estas “boas novas” continuarão a ser pregadas em todo o mundo, até que venha o fim sobre este sistema iníquo de coisas, ainda controlado pelo “dragão”, pela “fera” e pelo “falso profeta”.
27. (a) De que modo somente podemos explicar a pregação mundial do Reino feita até agora? (b) Para que semearemos agora, visando a vida eterna?
27 Até agora, a pregação mundial destas “boas novas do reino” foi simplesmente miraculosa. Como explicamos isso? A única maneira é que o espírito santo tem estado e ainda está em ação. Deus o pôs em ação por causa do que ele predisse, a saber, a pregação das boas novas do reino em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações, antes de vir o fim delas. Nada do que homens e demônios têm feito pôde neutralizar o espírito de Deus. Em vista de Sua regra inflexível, de que aquilo “que o homem semear, isso também ceifará”, refreemo-nos de ainda semear para a nossa carne corruta e semeemos, em vez disso, para o espírito santo de Deus. Se doravante semearmos para este, ceifaremos no tempo devido, daquele espírito divino, a vida eterna na nova ordem de Deus. (Gál. 6:7, 8) Graças a Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, que Seu espírito esteja poderosamente em ação, neste tempo de urgente necessidade da parte de todos os que amam a justiça e a paz!
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O amado João escreve sobre o amorA Sentinela — 1977 | 15 de junho
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O amado João escreve sobre o amor
O PRÓPRIO Jesus, como certo homem, “semeou excelente semente no seu campo”. Mas, com o passar dos anos, aquele campo cristão de trigo começou a parecer mais um campo de joio. (Mat. 13:24-43) Lobos opressivos estavam entrando no rebanho e causando estragos, o que faz lembrar as palavras de Paulo, em Atos 20:29, 30. Sim, quando o apóstolo João olhava em volta de si, naqueles anos finais do primeiro século de nossa Era Comum, ele viu que já se haviam levantado muitos anticristos, o que lhe era prova de que era de fato a “última hora”, no que se referia à organização cristã pura na terra. — 1 João 2:18.
Haviam decorrido mais de cinqüenta anos desde que o espírito santo pela primeira vez inspirou um dos discípulos de Cristo a escrever para a Escritura. João talvez não fosse por natureza escritor e talvez nem lhe tivesse ocorrido que ele, como um dos homens indoutos e comuns, de Atos 4:13, escreveria certo dia uma narrativa evangélica da vida de Jesus, assim como haviam feito Mateus, Marcos e Lucas.
Mas, então, enquanto era prisioneiro na ilha de Patmos, por causa de Jesus Cristo, recebeu instruções específicas de escrever a Revelação (Apocalipse). Parece que esta ordem direta de escrever fortaleceu tanto a João, que o induziu a escrever também seu Evangelho e três cartas.
Não pode haver dúvida de que João escreveu a primeira destas três cartas (embora ela mesma não o declare). Desde os tempos mais primitivos, ela foi reconhecida como tendo a ele por escritor. E a evidência interna é ainda mais forte. Quando ouvimos uma voz familiar ao telefone, não precisamos perguntar: “Quem fala?” O mesmo se dá com a primeira carta de João. Ao ponto em que conhecemos o seu Evangelho, a tal ponto podemos ver e ouvir João nesta carta. E isto se aplica tanto ao seu estilo de escrita, tal como a sintaxe e o vocabulário, quanto ao assunto. Por exemplo, apenas nos escritos de João encontramos Jesus mencionado como “a Palavra”. — João 1:1; 1 João 1:1; Rev. 19:3.
Quando escreveu João a sua primeira carta? Visto que ele fala sobre muitos opositores ou anticristos já existindo, o tempo deve ter sido já bastante avançado. Neste respeito, ajuda uma comparação
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