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RessurreiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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filho do pecador Adão, mas a pessoa pode aumentá-los por seu próprio proceder pecaminoso deliberado e voluntário, e, assim, morrer por tal pecado, que está além de ser coberto pelo resgate.
O pecado contra o espírito santo
Jesus Cristo disse que aquele que pecou contra o espírito santo não seria perdoado no atual sistema de coisas, nem no vindouro. (Mat. 12:31, 32) Alguém a quem Deus julgue que pecou contra o espírito santo no atual sistema de coisas, por conseguinte, não se beneficiaria duma ressurreição, uma vez que os pecados dessa pessoa jamais seriam perdoados, tornando inútil a ressurreição para ela. Jesus proferiu o julgamento contra Judas Iscariotes ao chamá-lo de “filho da destruição”. O resgate não se aplicaria a ele, e, a destruição dele já tendo sido um julgamento judicialmente confirmado, Judas não obteria uma ressurreição. — João 17:12.
A seus opositores, os líderes religiosos judeus, Jesus disse: “Como haveis de fugir do julgamento da Geena [um símbolo da destruição eterna]?” (Mat. 23:33; veja GEENA.) Suas palavras indicam que tais pessoas, caso não tenham tomado medidas para voltar-se para Deus antes de sua morte, receberiam um julgamento final adverso. Neste caso, uma ressurreição de nada lhes serviria. Isto parece também dar-se com o “homem que é contra a lei”. (2 Tes. 2:3, 8; veja HOMEM QUE É CONTRA A LEI.) Paulo menciona os que conheciam a verdade, tinham sido partícipes do espirito santo e então se afastavam, como se pondo numa condição em que é impossível ‘reanimá-los novamente ao arrependimento, porque eles de novo pregam para si mesmos o Filho de Deus numa estaca e o expõem ao opróbrio público’. O resgate não mais poderia ajudá-los; por isso, eles não receberiam nenhuma ressurreição. O apóstolo prossegue assemelhando tais pessoas a um campo que só produz espinhos e abrolhos, e é rejeitado, acabando sendo queimado. Isto ilustra o futuro diante deles: o completo aniquilamento. — Heb. 6:4-8.
De novo, Paulo diz aos que ‘praticam o pecado deliberadamente, depois de terem recebido o conhecimento exato da verdade, [que] não há mais nenhum sacrifício pelos pecados, mas há uma certa expectativa terrível de julgamento e há um ciúme ardente que vai consumir os que estão em oposição’. Ilustra então isto: “Qualquer homem que tiver desconsiderado a lei de Moisés morre sem compaixão, pelo testemunho de dois ou três. De quanto mais severa punição, achais, será contado digno aquele que tiver pisado o Filho de Deus e que tiver considerado de pouco valor o sangue do pacto com que foi santificado, e que tiver ultrajado com desdém o espirito de benignidade imerecida? . . . Coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivente.” O julgamento é mais severo no sentido de que tais pessoas não são simplesmente mortas e sepultadas no Seol, como eram os violadores da Lei de Moisés. Tais pessoas vão para a Geena, da qual não existe ressurreição. — Heb. 10: 26-31.
O apóstolo também fala de alguns que “serão submetidos à punição judicial da destruição eterna de diante do Senhor e da glória da sua força, no tempo em que ele vem para ser glorificado em conexão com os seus santos”. (2 Tes. 1:9, 10) Estes, por conseguinte, não sobreviveriam para o reino milenar de Cristo, e, uma vez que a destruição deles é “eterna”, não obteriam nenhuma ressurreição. Pedro escreve a seus irmãos, apontando que eles, como a “casa de Deus”, acham-se sob julgamento, e então cita Provérbios 11:31 (LXX), avisando-os do perigo da desobediência. Aqui dá a entender que o presente julgamento deles poderia terminar com um julgamento de destruição eterna para eles, assim como Paulo havia escrito. — 1 Ped. 4:17, 18.
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RestanteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RESTANTE
Diversas palavras hebraicas e gregas, que têm sentido bem similar, são empregadas nas Escrituras com referência aos remanescentes duma família, duma nação, duma tribo ou duma espécie; aos sobreviventes de uma matança ou destruição; à posteridade, ou àqueles que são capazes de dar prosseguimento à linhagem de descendência, ao nome ou às atividades duma nação, tribo ou grupo; àqueles que permanecem fiéis a Deus, dentre uma nação ou grupo de pessoas que se desviaram.
Noé e sua família constituíam um restante do mundo da humanidade que precedeu o Dilúvio. O verbo sha’ár, restar, é usado para descrevê-los como os únicos que continuaram sobrevivendo. (Gên. 7:23) Mais tarde, no Egito, José disse a seus irmãos: “Por conseguinte, Deus enviou-me na frente de vós, a fim de pôr para vós um restante [isto é, para preservar a posteridade e a linhagem familiar; compare com 2 Samuel 14:7] na terra e para vos preservar vivos por meio dum grande escape.” — Gên. 45:4, 7.
UM RESTANTE DE ISRAEL RETORNA DO EXÍLIO
As referências mais freqüentes, na Bíblia, a um restante, dizem respeito aos que eram o povo de Deus. Deus avisou Israel, mediante seus profetas, de que puniria a desobediência dos israelitas, mas também proveu conforto por predizer que um restante seria preservado, retornaria a Jerusalém e a reconstruiria, e prosperaria e daria frutos. — Isa. 1:9; 11:11, 16; 37:31, 32; Jer. 23:3; 31:7-9.
Jeová forneceu uma visão ao profeta Jeremias, depois de o Rei Nabucodonosor, de Babilônia, ter levado alguns cativos junto com o Rei Joaquim, de Judá, em 617 AEC. Os bons figos, na visão, representavam os exilados que foram levados então. Os figos ruins representavam o restante que permaneceu em Jerusalém, sob o Rei Zedequias (realmente o maior número
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