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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1961 | 1.° de abril
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e Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.” — 1 Cor. 1:14, 15, ARA.
Além disso, o batismo realizado pelos discípulos de Jesus antes de Pentecostes foi o mesmo que o de João e seus discípulos; a saber, tinha por fim simbolizar o arrependimento em preparação para o prometido Messias. Se o próprio Jesus tivesse batizado, não teria sido lógico que fizesse isso em preparação para si próprio. Seria obrigado a começar algo novo; um batismo em seu próprio nome, sendo que o tempo para isso chegou só no dia de Pentecostes.
Temos assim amplas e fortes razões por que Jesus Cristo, quando na terra, deixou entregue aos discípulos o batismo em água, em símbolo de arrependimento.
● Qual é o pecado imperdoável contra o espírito santo, de que Jesus falou? — B. E., Nova Iorque.
Jesus acabara de curar um homem possesso de demônios, que tinha estado cego e mudo. As multidões maravilhavam-se, mas os fariseus zombavam e diziam que Jesus fazia isso por meio de Belzebu. Jesus refutou a afirmação deles por mostrar que, se Satanás expulsasse a Satanás, estaria dividido contra si mesmo, e seu reino não ficaria de pé. Também, se Jesus expulsava os demônios por meio de Belzebu, por meio de quem, então, os expulsavam os filhos deles? Daí ele disse: “Toda espécie de pecado e blasfêmia será perdoada aos homens, mas a blasfêmia contra o espirito não será perdoada. Por exemplo, qualquer que falar uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas, qualquer que falar contra o espirito santo, não lhe será perdoado, não, nem no presente sistema de coisas, nem no vindouro.” — Mat. 12:22-32, NM.
Não podiam falar contra o Filho do homem e mais tarde ser perdoados na base de sua ignorância dos fatos a respeito dele. Seus pecados de ignorância eram perdoáveis se não resistissem ao conhecimento da verdade quando confrontados com ela. No entanto, era diferente quando os fariseus diziam: “Este não expulsa os demônios senão por meio de Belzebu, o dominador dos demônios.” Por quê? Porque era um pecado contra o espírito santo, pois era manifesto que uma cura tal como Jesus acabara de realizar não podia ser feita por poder humano. E dizer que foi Satanás, era ilógico, conforme Jesus lhes mostrou. Os fariseus não diziam que tais curas eram de Satanás quando os filhos deles expulsavam demônios. Por que dizê-lo agora, arbitrariamente, no caso de Jesus? Por que dizerem então que era o espírito de Deus quem o fazia no caso dos filhos deles, mas negarem a operação manifesta do espírito santo quando Jesus o fazia? Por quê? Porque não amavam a verdade e não queriam ser induzidos à conclusão verídica de que eram falsos instrutores e que Jesus era o Messias. Admitirem isto, significaria que teriam de abandonar as práticas egoístas. Demasiadas coisas egoístas estavam em jogo para eles.
Por isso resistiram à conclusão verídica à qual as obras de Jesus os deviam ter levado. Que falassem contra o Filho do homem, se quisessem; contudo, deviam ter atendido o testemunho dado a eles pelas suas obras, obras feitas pelo poder do espírito santo. Jesus disse: “Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas, se as faço, embora não me, creiais a mim, crede nas obras.” (João 5:36; 10:37, 38, NTR) Quando disseram que estas obras milagrosas foram feitas por Satanás, eles pecaram contra o espírito. Blasfemaram do espírito de Deus, dizendo que era de Satanás. Resistiram deliberadamente e por razões egoístas à demonstração do seu poder. Estêvão disse a tais: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao espírito santo.” — Atos 7:51, NTR.
Foi esta qualidade deliberada que fazia o pecado imperdoável, porque os fazia indóceis, além de correção e opostos à provisão divina de perdão. Conforme Jesus disse: “Aquele que blasfemar contra o espírito santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.” (Mar. 3:28-30, ALA) Não há sacrifício para cobrir tal pecado deliberado contra o espírito santo, “nem no presente sistema de coisas, nem no vindouro”. Isto não significa que tais fariseus voltarão no dia milenar de juízo, mas ainda sem perdão; isto não serviria para nada. Significa que a operação do espírito de Deus será então bem manifesta, como foi quando Jesus estava na terra, e que então, como quando Jesus estava na terra, alguns pecarão contra a operação manifesta do espírito santo, especialmente no fim do reinado de mil anos, quando Satanás será solto para a prova final dos habitantes da terra. Tal pecado ainda será Imperdoável, naquele tempo distante.
João escreve: “Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para morte.” (1 João 5:16, 17, NTR) Quando alguém peca por ignorância ou por imperfeição humana, há perdão disponível. Mas, para o pecado deliberado, não há sacrifício expiador de pecados: “Se praticarmos o pecado deliberadamente após termos recebido o conhecimento acurado da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas há uma certa expectação terrível de juízo e há um ciúme ardente que há de devorar os que estão em oposição.” (Heb. 10:26, 27, NM) O pecado deliberado, com os olhos bem abertos para a operação inegável do espírito santo ou a força ativa de Deus, é imperdoável e nós não devemos orar pelo perdão de tais pecadores. Mesmo antes do tempo de Cristo não se fazia intercessão para tais. (Jer. 7:1-16; 11:14; 14:11) Os pecadores deliberados, insinceros e impenitentes, determinados no seu proceder mau e não dispostos a se harmonizar com os requisitos de Deus, ‘não têm perdão para sempre’, o que significa que, na morte, sofrem a segunda morte.
Vemos assim que a pessoa não precisa ser da classe dos ungidos para pecar contra o espírito santo, nem precisa ter o espírito de Deus sobre si, como a classe das “outras ovelhas”, para pecar contra ele. Muitos na organização visível de Satanás pecam contra o espírito santo por deliberada e obstinadamente desobedecerem ao que sabem estar escrito na Palavra de Deus e por não se conformarem à sociedade do Novo Mundo ao verem a operação manifesta do espírito de Deus sobre a sua organização visível.
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ESTUDOS DA “SENTINELA” PARA AS SEMANAS
30 de abril: Segurança Durante a “Guerra do Grande Dia do Deus Todo-poderoso”, § 1-28. Página 197.
7 de maio: Segurança Durante a “Guerra do Grande Dia do Deus Todo-poderoso”, § 29-56. Página 204.
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