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  • As pessoas estão correndo!
    Despertai! — 1981 | 22 de junho
    • As pessoas estão correndo!

      As estatísticas mostram que o “jogging” (corrida rústica) é parte da rotina diária de um terço das pessoas, na União Soviética. Vinte e cinco milhões nos Estados Unidos, afirmam certa estimativa recente, praticam a corrida. A febre da corrida começou nos anos 60. Quais os benefícios? E os perigos?

      “RATOS fisicamente ativos vivem 25 por cento mais do que os sedentários.” Somos informados de que as experiências já provaram isto. Isto por ora ainda não foi estabelecido no caso dos humanos, mas os indícios são de que a longevidade é influenciada favoravelmente pelo exercício.

      Certo patologista disse que, com base em autópsias por ele realizadas, duas dentre cada três mortes são prematuras e relacionam-se ao coração da pessoa ociosa, ao pulmão de fumante e ao fígado de beberrão. A Administração de Amparo à Velhice, dos E.U.A., declarou: “A falta de uso é o inimigo mortal do corpo humano. Sabemos, atualmente, que como a pessoa vive, e não quanto tempo ela vive, é o responsável por muitos dos problemas físicos normalmente associados à idade avançada.” Similarmente, certo médico disse: “A maioria de nós não se gasta. Enferrujamos.”

      Todo mundo faz fé em algum tipo de exercício, mas, muitos não fazem fé num bom suadouro. Soluções cômodas, de atraente apresentação, 30 minutos de exercício sem suar, por semana, e a dieta dum homem que aprecia a bebida — eis aí a síndrome hodierna de se conseguir algo sem fazer esforço. A Comissão de Exercícios e Aptidão Física da Associação Médica Americana condenou os praticantes de exercícios que não exigem esforço: “Não proporcionam nenhum benefício ou valor ocultos. Seu maior defeito é que a maioria deles realiza pouco para melhorar a aptidão física do coração e dos pulmões, os quais são os que mais precisam de exercício, nos dias de hoje.” É necessário exercício estrênuo e prolongado, disse a comissão.

      Correr faz você perder peso — uma carga para seu coração. Não apenas queima gorduras, também restringe a fome. A taxa baixa de açúcar no sangue estimula a pessoa a sentir fome, mas, o exercício libera a gordura na corrente sangüínea para produzir energia, de modo que a taxa de açúcar no sangue não cai muito. Curiosamente, um estudo com porcos confirma isso. Quarenta e cinco correram, sobre esteiras ergométricas, e o outro grupo ficou ocioso. Foi deixado alimento disponível diante de ambos os grupos. Os porcos sedentários comeram mais do que os que correram, e, ao final do teste os que correram pesavam 9 quilos a menos do que os que ficaram ociosos.

      É crença comum que os que fazem exercício ou trabalho pesado, necessitam de carne. O que se necessita para o exercício estrênuo é de energia, e esta não provém do consumo de carne. Os famosos índios tarahumara, do México, disputam corridas de 240 km, por esporte, em terrenos montanhosos, e o fazem sem consumir, praticamente, nada de carne, leite ou ovos. Seu alimento básico é feijão, abóbora e milho. Eles não apenas têm tal surpreendente resistência, mas vivem, também, em média, vidas muitíssimo mais longas. Uma bem-planejada dieta vegetariana supre as necessidades do organismo.

      É interessante que certo professor universitário descobriu que, num período de quatro anos, o auxílio-doença envolvendo homens sedentários era em média de US$ 400 (Cr$ 30 mil), mas apenas de US$ 200 (Cr$ 15 mil) para os que regularmente praticavam exercício. Certa seguradora reduziu os prêmios do seguro de vida em até 20 por cento para os que fazem 20 minutos de exercícios, três vezes por semana, que obrigue o coração e os pulmões a funcionarem vigorosamente.

      Afirmações Pretensiosas Demais

      O Dr. T. J. Bassler, patologista especializado em maratonas, sustenta: “É biologicamente impossível a aterosclerose progredir em qualquer pessoa capaz de percorrer nem que seja apenas andando, a distância de 42 km (a distância da maratona).” Disse, adicionalmente: “Até que exista evidência duma autópsia de aterosclerose fatal entre os corredores de maratonas, parece sábio aconselhar este estilo de vida como prevenção desta doença.”

      O New England Journal of Medicine (Revista de Medicina da Nova Inglaterra) apresentou evidência duma autópsia da doença que provocou a morte de um corredor, e outros casos nos quais as autópsias revelaram aterosclerose avançada. São conhecidos, também, vários casos de corredores de longa distância, incluindo participantes de maratonas, que morreram de ataques cardíacos. Não se pode discordar de que o exercício é valioso, mas os programas de exercício precisam ser talhados de acordo com o indivíduo.

      O Dr. Chris Barnard, o cirurgião do transplante de coração, dedica-se, um pouco, à corrida rústica. Não se entusiasmou, contudo, com a mania na qual se transformou. Está preocupado, em especial, quanto ao lugar onde grande parte da corrida rústica é praticada — nas cidades. “Um estudo apresentado na Cidade do Cabo faz alguns anos”, disse ele, “descobriu que os pombos citadinos tinham em seus ossos uma quantidade de chumbo sete vezes superior à de seus primos do interior”. Acrescentou: “Cada grande rodovia é um esgoto de gases nocivos das descargas de veículos.”

      Milhares Participam em Maratonas!

      Milhões de corredores cobrem alguns quilômetros, duas ou três vezes por semana, mas, muitos milhares vão além disso e participam em maratonas — uma distância de 42,195 km. Em 1980, por exemplo, 14.012 participaram na maratona de Nova Iorque. Nem todos conseguiram ir até o fim, mas 12.622 o foram. Para 4.000 participantes, esta foi sua primeira maratona, em Nova Iorque. Incluídos no total estavam centenas de estrangeiros, de 44 países. Cerca de dois milhões de expectadores se alinhavam nas ruas, torcendo por eles.

      O vencedor foi Alberto Salazar, num tempo de 2 horas, 9 minutos e 41 segundos. A 74.ª finalista foi Grete Waitz, a primeira mulher a chegar até o final, tendo quebrado o recorde mundial feminino — o novo recorde sendo de 2 horas, 25 minutos e 41 segundos. O mais velho finalista tinha 77 anos, o mais novo, 10. Corredores de 5 a 84 anos participam em maratonas. Também, alguns em cadeiras de rodas, alguns cegos e alguns com pernas mecânicas.

      Antigos Corredores à Distância

      Há 2.500 anos, segundo consta, o mensageiro grego Filípedes correu 35 km, do campo de batalha de Maratona até Atenas, para levar a notícia de uma vitória grega sobre os persas. Diz a tradição que ele transmitiu ofegante a boa notícia, caindo morto em seguida. É a sua corrida que é agora comemorada nas maratonas.

      Não foi Filípedes, porém, o primeiro a correr tal distância. O profeta Elias aproximou-se mais da distância de uma maratona, 400 anos antes do que o mensageiro grego. Do monte Carmelo, perto do mar Mediterrâneo, até Jezreel, são cerca de 40 quilômetros. Elias fez tal corrida com a ajuda do poder de Jeová: “E a própria mão de Jeová mostrou estar sobre Elias, de modo que ele cingiu seus quadris e foi correr adiante de Acabe [que ia num carro] até Jezreel.” — 1 Reis 18:46.

      Correr é bom. Produz muitos benefícios. Existem perigos, também. É sábio tomar cuidado e exercer moderação. E não faca disto uma religião, como alguns têm feito. Os três artigos seguintes explicam isso mais cabalmente.

  • Prefere não correr?
    Despertai! — 1981 | 22 de junho
    • Prefere não correr?

      Extenuante demais? Muito monótono? Sem graça? Consome muito tempo? Não há espaço para correr? Neste caso, opte por qualquer outro exercício aeróbico.

      AERÓBICO? Nenhum dentre os aplicados corredores teria que indagar do que se trata, porém, alguns outros sim. A Encyclopœdia Britannica nos informa:

      “AERÓBICOS, sistema de condicionamento físico desenvolvido para aumentar a eficiência da absorção de oxigênio pelo corpo. Exercícios aeróbicos típicos (p. ex., caminhadas, corridas, natação e ciclismo) estimulam a atividade do coração e dos pulmões por um período suficientemente longo para produzir mudanças benéficas no corpo (efeito de treinamento). Usa-se um sistema de tabela com pontos para indicar a quantidade de energia gasta num exercício.” — Edição de 1976, volume 1, página 113 da Micropædia (em inglês).

      As tabelas aeróbicas aferem o progresso da pessoa, e foram elaboradas para diferentes faixas etárias e para vários tipos de exercício. Na definição acima, a frase-chave que faz com que sejam aeróbicos os exercícios é “um período suficientemente longo para produzir mudanças benéficas no corpo”. Precisa-se dar condições ao coração para bater suficientemente rápido, sem interrupção, durante um período mínimo de tempo, dependendo da idade, caso contrário as mudanças benéficas não se processarão. Quais são tais mudanças é explicado no artigo de duas páginas, logo a seguir.

      Quão rápido precisa bater o coração, para se poder qualificar o exercício de aeróbico? Uma fórmula sugerida: Anote 220. Subtraia sua idade. Este número representa sua batida cardíaca máxima, por minuto. Multiplique este número por 0,7 e terá o número de batidas por minuto que o coração terá que bater, para efeito de treinamento aeróbico.

      Consideremos agora suas objeções à corrida. Extenuante demais? Tente a CAMINHADA. Talvez seja o menos estrênuo e o mais seguro exercício aeróbico, para o maior número de pessoas. Pode ser praticado com segurança em qualquer idade, até a velhice. Mesmo aqueles que planejam praticar a corrida fariam bem em iniciar com caminhadas, em seguida combinando caminhadas com corrida, daí, finalmente, só corrida. Lembre-se, contudo, que a caminhada, para ter efeito aeróbico, precisa ser vigorosa. O vaguear descontraído, e até mesmo o andar numa velocidade normal, não aceleram suficientemente as batidas do coração. Num teste, homens na faixa dos 40 a 57 anos caminharam com passadas rápidas durante 40 minutos, quatro dias por semana, e apresentaram melhora igual a de homens da mesma idade que correram 30 minutos, três vezes por semana. O caminhar exige mais tempo, mas, consegue os mesmos resultados e é mais seguro para muitas pessoas.

      Seu problema é falta de espaço, e acha que correr consome muito tempo? Tente PULAR CORDA. Pode ser feito dentro de casa e ao ar livre. Não depende das condições atmosféricas. Exige menos tempo e produz resultados comparáveis. “Para produzir a maior aptidão dentro do menor prazo”, diz o Dr. Kaare Rodahl, do Instituto de Fisiologia do Trabalho em Oslo, Noruega, “nada ultrapassa a simples corda de pular”. Na Universidade Estadual do Arizona, E.U.A., a metade dos 92 estudantes fora de forma foi submetida a um programa de corrida rústica, 30 minutos por dia, e a outra metade a um programa de pular corda, 10 minutos diários. Testes posteriores acusaram quase igualdade de eficiência cardiovascular, em ambos os grupos.

      Correr é muito monótono? Tente o CICLISMO. Mas, tome cuidado para não ser atropelado por veículos e não atropelar pedestres. Use vias secundárias, se existirem, mas não fique parando pelo caminho para cheirar as flores. Mantenha uma velocidade firme, que fará seu coração trabalhar a um ritmo necessário para fazer com que seu exercício seja aeróbico.

      Sem graça? Tente a NATAÇÃO. Você se mantém refrescado. Cair n’água é divertido. Estabelece-se um ritmo, à medida que for golpeando a água com braçadas firmes e poderosas. Trata-se dum exercício agradável, que movimenta todos os músculos do corpo, e, se for contínuo, durante todo o período de treinamento, o coração e os pulmões são empenhados o suficiente para produzir os benefícios.

      Ainda existem outras possibilidades. O tênis agora é popular. O individual, rápido, é bom — jogar em duplas pode dar aos jogadores muita folga. O basquetebol pode ser aeróbico, se não for truncado por muitas cobranças de faltas. Qualquer que seja sua opção, em matéria de exercício, se a intenção for produzir os benefícios advindos dos aeróbicos, este precisa mantê-lo em movimento, num lufa-lufa constante. O que demanda do coração e dos pulmões precisa ser forte, constante e cobrir um espaço mínimo de tempo.

      E, naturalmente, sempre dentro dos limites seguros permitidos pelo seu próprio corpo, conforme determinados por exame médico. Agora, vire a página, por favor, e constate os benefícios do exercício aeróbico.

  • Será que correr realmente lhe agrada?
    Despertai! — 1981 | 22 de junho
    • Será que correr realmente lhe agrada?

      O seu coração se dá bem com ele. O correr é também desejável para outras partes do seu corpo.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DO CORAÇÃO

      Fá-lo trabalhar menos, produzindo mais. Com exercício, as fibras do músculo do coração se alongam e se fortalecem, suas cavidades aumentam e, em resultado, pode bombear mais sangue em cada contração. Antes de exercitar-se, uma pulsação do coração pode bombear menos do que meia xícara; ao ficar em forma, cada batida pode bombear quase uma xícara cheia. Visto que bombeia mais com cada batida, os batimentos diminuem e o coração tem mais descanso no intervalo das contrações. Devido a este exercício, depois dum período de tempo, a medição dos batimentos do coração, em repouso, pode acusar um decréscimo de 10 a 20 batidas por minuto. As pequenas artérias que conduzem sangue ao coração dilatam-se com os exercícios e são capazes de suprir mais sangue rico em oxigênio para o coração. Os exercícios também resultam numa diminuição gradual da pressão sangüínea.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DOS PULMÕES

      Exercícios vigorosos fazem com que as fibras dos músculos exijam grande quantidade de oxigênio. Elas o obtêm do sangue, o qual vai buscá-lo nos pulmões. Os pulmões, com suas centenas de milhares de bolhas de tecido úmidas, espumosas, conhecidas como alvéolos, são fornecedores eficientes de oxigênio para o sangue, que flui através deles. São muito adaptáveis, mudam rapidamente, reagindo ao exercício. Os vasos sanguíneos dos pulmões se dilatam, aumentando a área por onde o oxigênio passa para a corrente sangüínea. Os músculos respiratórios do abdômen, o diafragma e o tórax ficam mais fortes e mais eficientes. Aumenta grandemente o volume de ar que os pulmões dum corredor em boa forma pode inalar — o volume por minuto talvez triplifique.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DO SANGUE

      O exercício aeróbico produz, em maior quantidade, a enzima fibrinolisina. Esta dissolve coágulos sanguíneos, e aventou-se a teoria de que pode também dissolver velhos coágulos nas artérias coronárias que poderiam causar ataques cardíacos. Num certo teste, a capacidade do sangue em dissolver coágulos quase quadruplicou em algumas pessoas empenhadas num programa de 10 semanas de exercício. Corredores em boa forma têm níveis mais altos de lipoproteína de alta densidade (HDL) no sangue. As HDL transportam o excesso de colesterol das paredes das artérias, inibindo a formação de gorduras que podem obstruir os vasos e provocar ataques cardíacos. Em músculos exercitados, as artérias adjacentes produzem novos canais e os capilares ficam mais densos, proporcionando maior quantidade de oxigênio às fibras musculares. O exercício aumenta, também, o número de glóbulos vermelhos, transportadores do oxigênio.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DOS NERVOS

      Os nervos, até mesmo os diminutos dendritos, semelhantes a fios de cabelo, tornam-se mais eficientes em transmitir impulsos eletroquímicos e por esse meio ativam melhor as fibras musculares a aumentar a resistência e, em última análise, a força. Com treinamento e uso, os reflexos substituem ações voluntárias e o movimento se torna mais eficiente. Músculos não empenhados descansam mais e poupa-se energia. O Dr. Lucien Brouha, autoridade na fisiologia do atletismo, declara: “O resultado final é que, para determinado desempenho, ocorre uma diminuição no dispêndio de energia que pode atingir um quarto do total da energia necessária antes dos exercícios.” Os homens não são camundongos, contudo, é digno de nota que filhotes de camundongos submetidos a exercícios desenvolveram maiores neurônios motores, um tipo de células nervosas, do que os que não o foram.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DA MENTE

      Os corredores falam a respeito das alegrias de se correr e de “enlevos naturais”. Mais especificamente, um hospital psiquiátrico em Knoxville, Tennessee, E.U.A., constatou que o correr deixa os pacientes num estado de menor ansiedade. O Dr. Alan Clark, do Hospital São José, em Atlanta, Geórgia, E.U.A., diz: “É bem conhecido que o exercício é o melhor tranqüilizante. Eu me recuso a medicar pacientes portadores de simples ansiedade neurótica, até que façam uma experiência adequada com os exercícios aeróbicos.” Um artigo no Medical World News (Notícias Médicas Mundiais) intitulava-se: “A Corrida Rústica Pode Afastar os Deprimidos do Divã do Analista.” Falava a respeito de dois estudos, feitos na Universidade de Wisconsin e na Universidade da Virgínia, E.U.A., que confirmavam tal conceito. Um estudo demonstrava que o exercício estimula, no cérebro, a produção do neurotransmissor norepinefrina, a qual alivia a depressão.

      O QUE A CORRIDA FAZ EM BENEFÍCIO DOS MÚSCULOS

      Que os músculos pedem exercício, deve parecer evidente a todos. Sem ele, tornam-se flácidos. Os detalhes a respeito de seu funcionamento, contudo, são tão impressionantes que merecerão consideração, no artigo seguinte. Também, será considerado um exercício de muito maior importância.

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