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  • Algo melhor do que o futebol americano de primeira categoria
    Despertai! — 1976 | 22 de setembro
    • Algo melhor do que o futebol americano de primeira categoria

      Dois jogadores profissionais de futebol americano nos contam o que verificaram ser muito melhor.

      HOUVE época em que os esportes eram mais importantes para mim do que comer ou dormir. Eram toda a minha vida. Tendo-me desenvolvido fisicamente a ponto de ter 1,90 metros de altura e pesar mais de 90 quilos, tornei-me bem conhecido no atletismo colegial.

      Na faculdade, concentrei-me no futebol americano, jogando como ponta de lança na Universidade da Califórnia em Berkeley. Fui escolhido durante três anos como o melhor jogador da “All Pacific Coast” e, quando veterano, entrei para o time do “Pro-Grid All America”, seleção composta pelos profissionais do futebol.

      Daí, em 1973, fui convocado para os “Oakland Raiders”, uma das melhores equipes do futebol profissional. Tive uma primeira temporada bem sucedida. Mas, em 1974, quando larguei o futebol, isso constituiu notícia de primeira página na seção esportiva local. O Chronicle de São Francisco noticiou:

      “Um ‘grupo de persuasão’, formado por dois representantes do ‘Raider’ até agora não conseguiu mudar a idéia [dele] . . . Que ele é agora reconhecido como grande jogador é atestado pela urgência dos enviados do ‘Raider’ em tentar convencê-lo a voltar.” — 21 de junho de 1974.

      Muitos perguntam: “Por que desistiu? Por que abandonou tão brilhante futuro no futebol?”

      Atitude Para com o Jogo

      Não foi por não apreciar o futebol profissional. Eu o apreciava. Deliciava-me em jogar contra os melhores jogadores desta nação, confrontando minha perícia com a deles.

      Na verdade, trata-se dum jogo duro, e cada ano dezenas de profissionais ficam gravemente feridos. Com efeito, todo ano, um de cada oito jogadores, segundo se afirma, precisa ser operada no joelho. O temor de ficar contundido, porém, não teve nada que ver com minha desistência. Francamente, eu gostava do confronto físico.

      Financeiramente, ganhava mais dinheiro, em um só ano, no futebol profissional, do que poderia ganhar em vários anos na minha presente profissão de carpinteiro. E tinha a perspectiva de ganhar muito mais nos anos vindouros.

      Aspectos Incômodos

      Entretanto, havia coisas relacionadas ao futebol que começaram a incomodar-me; sem dúvida minha educação anterior influenciava meus sentimentos. Mamãe começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová quando eu tinha dez anos, mas eu estava interessado demais nos esportes para prestar muita atenção a isso. No entanto, mais tarde, quando os colegas me pressionavam a tomar tóxicos, eu rejeitava isso vigorosamente. Depois de um ano e meio em Berkeley, porém, eu cedi e comecei a tomar anfetaminas antes dos jogos.

      As anfetaminas tornam mais ativo o jogador durante a partida. Eliminam qualquer sensação de cansaço, e fazem com que jogue rápido o tempo todo, tornando-o super-rápido. Muitos jogadores profissionais as tomam porque seu trabalho, seu modo de vida, depende de se manterem alertas e velozes ao máximo durante a partida. Mas, permanecem despertos durante horas ou até mesmo dias depois disso. Amiúde, não conseguia dormir um dia inteiro depois duma partida. Assim, os jogadores talvez tomem outros tóxicos depois dum jogo para descontrair-se.

      Com o tempo, passei também a fumar maconha e cheirar cocaína. Sabia que isso era errado, e tal coisa me incomodava. Mas, os jogadores com quem me associava as usavam, e eu também. Outra coisa que começou a me afligir era o modo imoral de vida que faz parte dos esportes profissionais.

      Sempre havia moças por perto, esperando ser escolhidas para sair com jogadores. Os jogadores casados com freqüência saíam com moças que não eram as esposas deles. A atitude das pessoas parecia ser: ‘Bem, ele é jogador profissional, de modo que tudo está O. K.’ E isso era como que desculpado, como se fosse algo esperado, porque um jogador de futebol é “alguém especial”.

      Como principiante, eu admirava muita gente da equipe. Mas, as coisas que diziam — elas simplesmente acabavam por completo com estes meus sentimentos e o respeito que eu sentia por eles. Exemplificando, eles costumavam dizer: “Sabe, eu saí com cinco garotas na semana passada, não incluindo a minha esposa.” Eu olhava para tal pessoa e pensava comigo mesmo: ‘Então esse é o cara que eu idolatrava. Espero jamais me tornar como ele.’

      Mas, com o tempo, comecei a fazer o mesmo tipo de coisas, exceto que era solteiro. Se as pessoas soubessem o que há nos bastidores do futebol profissional — as coisas são realmente ruins, uma vida de extravagâncias e muito imoral! Não estou afirmando que todos estão envolvidos em tal conduta, mas ela é muito comum entre jogadores.

      Efeito Sobre a Personalidade

      Receber todo tipo de adulação deveras influi sobre a pessoa. Certo homem viajou centenas de quilômetros para apertar a mão dum colega de equipe antes duma partida — um jogador bem conhecido que fazia comerciais de TV. “Eu simplesmente gostaria de apertar sua mão porque acho que é um jogador maravilhoso”, disse o senhor, ao estender sua mão, acrescentando, “embora eu ainda torça pelo Kansas City”. Nisso, o jogador retirou sua mão, gritando: ‘Tirem daqui esse . . . Não quero . . .” E começou a xingá-lo.

      Isso me aborreceu muito — a arrogância e o orgulho. Por ser famoso, o jogador se acha com direito de tratar as pessoas desse jeito. Nem todos, naturalmente, fazem isso, mas é uma tendência geral. Sei disso. Embora não alcançasse o estrelato no profissionalismo, eu o alcançara na faculdade e isso influiu sobre mim.

      É difícil ser humilde quando se é um herói do campus, e as pessoas sempre lhe dizem que você é o maior! Quando eu visitava minha família, mamãe e seus amigos tentavam mostrar-me o ponto de vista da Bíblia. Mas, eu só estava interessado em minha carreira, e dava risadinhas diante da idéia de ser um cristão humilde. Achava que eles deviam orgulhar-se de minhas consecuções.

      Séria Reflexão

      Eu tinha o que pensava que queria, mas, ainda assim, não era realmente feliz; minha vida simplesmente não tinha finalidade. Assim, decidi fazer algumas mudanças, limpar minha vida. Deixei de fumar maconha e de cheirar cocaína.

      Daí, certa noite, no início de 1974, alguns colegas me disseram: “Vamos ver O Exorcista.” Foi o filme mais sádico, mais maligno que já vi. Saindo do cinema, tive uma sensação mui desconfortável. Eu me lembrava de que, quando jovem, estudara na Bíblia sobre a existência de forças iníquas invisíveis.

      Telefonei para minha irmã e seu marido, em Modesto, que são Testemunhas de Jeová. Eles confirmaram que os demônios podem realmente exercer influência adversa sobre os humanos e os assuntos terrestres. (Efé. 6:12; Atos 16:16-18; 19:11-17) Preocupado, pulei para dentro do meu carro e me dirigi para Modesto.

      Mediante nossas palestras bíblicas, fiquei convicto de que existe realmente um mundo espiritual. Mas, se isso acontecia, tinha realmente de haver um Deus verdadeiro. Isso significava que minhas energias estavam sendo desperdiçadas, se minha vida não era usada em harmonia com o Seu propósito. Nesse ponto, cheguei a uma encruzilhada da minha vida.

      Podia ver que não havia real satisfação e felicidade na vereda que eu trilhava, apenas uma sensação vazia e frívola de inutilidade. Esta era a vereda com todos os enfeites materiais — muito dinheiro, fama mundana, imoralidade, tóxicos, etc. Mas, havia outra vereda, uma que envolvia o estudo bíblico, reuniões cristãs, o serviço a Deus — uma vida simples e sem complicações, mas repleta de verdadeiro significado. Esta é a vereda que então resolvi trilhar.

      Realmente Melhor

      Ao saber de minha decisão, representantes dos “Raiders” me visitaram para tentar fazer-me mudar de idéia. Para eles, abandonar tal carreira lucrativa parecia tolice. Expliquei-lhes que ainda gostava do futebol, mas que minha relação com Jeová Deus tinha agora se tornado muito mais importante para mim.

      Contei-lhes em que resultaram minhas associações em tais círculos — uso de tóxicos, vida dissoluta, uma disposição arrogante e orgulhosa. Todo esse estilo de vida ligado ao futebol profissional, expliquei-lhes, interferiria na vida cristã que eu queria levar agora. Também, estava sendo idolatrado pelos torcedores, e não queria contribuir mais para tal idolatria. E, adicionalmente, queria ficar mais livre para devotar mais tempo à obra urgente de pregar o Reino, em imitação do exemplo de Cristo. — Luc. 4:43.

      Por submeter-me ao batismo em água, no verão setentrional de 1974, simbolizei minha dedicação para servir a Jeová Deus, e desde então tenho sido abençoado espiritualmente. Nos meus dias de jogador de futebol, sentira muitas emoções, tais como ser carregado do campo como herói diante de 70.000 torcedores que gritavam, no fim da partida de Stanford. Recentemente, porém, tivera uma alegria ainda maior.

      Ao fazer visitas de casa em casa na obra de pregação, encontrei um rapaz que estava sinceramente interessado na Palavra de Deus. Revisitei-o várias vezes, e ele concordou que eu dirigisse um estudo bíblico semanal em sua casa. Esta é a maior alegria que já tive, porque significa que estou participando na obra de ‘fazer discípulos’, que Jesus Cristo iniciou e incentivou seus verdadeiros seguidores a continuar. — Mat. 28:19, 20.

      Outros que já foram jogadores profissionais de futebol pensam da mesma maneira que eu. Um deles vive perto de Stockton, Califórnia. Passou sete temporadas na Liga Nacional de Futebol, cinco como atacante-defensor de primeira linha. Mas, deixarei que ele fale sobre isso.

      Alcançar Algo Ambicionado

      No curso colegial, eu era muito cotado como atacante no time de futebol do Colégio Édison. Daí, ao me formar, um dilúvio de cerca de quarenta propostas surgiu de várias faculdades por todo o país. Decidi ficar perto de casa e cursar a Faculdade Estadual de San José.

      Depois de quatro anos de futebol colegial, era considerado uma das melhores perspectivas profissionais desta nação. Praticamente todo time da Liga Nacional de Futebol entrou em contato comigo. Tinha 1,93 metros de altura e pesava 110 quilos, mas podia correr 40 jardas (uns 36 metros) em 4,9 segundos.

      Os “Green Bay Packers” me contrataram na terceira rodada do recrutamento nas faculdades em 1966. Como gratificação por assinar um contrato, deram-me um novo Oldsmobile Toronado e US$ 10.000 em dinheiro. Meu salário inicial era de US$ 18.000 por ano.

      Eu tinha 21 anos e andava com mais de US$ 5.000 no bolso, em notas de cem dólares. Pensava comigo mesmo: ‘Bem, isso é que vale. Tenho dinheiro, um carro novo, prestígio, as melhores roupas, e sou reconhecido e bem recebido nos melhores restaurantes.’

      Campo de Treinamento

      Em julho de 1966, apresentei-me ao campo de treinamento dos “Packers”, já em excelente condição física. Os treinos de condicionamento eram extenuantes, e foi então que valeu a pena meu programa de condicionamento anterior. Nenhum dos veteranos parecia estar em tão boas condições quanto eu; alguns saíam agonizantes dos treinos e vomitavam.

      Antes, porém, que a temporada começasse, o treinador Lombardi me chamou de lado. Acabara de receber um telefonema dos “Cardinals” de S. Luís, Missúri. Tinham perdido um bom atacante, devido a um sopro cardíaco que o removeu do futebol, e precisavam de bom substituto. Assim, os “Packers” me negociaram com S. Luís por um bom jogador recém-contratado, além de substancial soma.

      Como É o Jogo

      Em S. Luís, continuei a melhorar, com o tempo tornando-me o homem-chave da linha defensiva e o principal bloqueador da equipe. Os treinadores sublinhavam a necessidade de ser duro, e, sendo excecionalmente forte, tornei-me altamente perito em derrubar meu adversário. Não é sem razão que o jogo na linha de defesa tem sido chamado de “guerra”!

      Eu, como atacante-defensor, agarrava e derrubava os adversários, e os atacantes-defensores podem bater com mãos abertas. É legal. Aprendi a bater na parte de cima da cabeça dos oponentes, nas têmporas. Isso é chamado de “tapa na cabeça”. Se bater com bastante força, dá dor de cabeça aos atacantes. Assim, quanto mais cedo eu machucava meu adversário, e então concentrava-me na sua contusão — onde quer que sua contusão estivesse — tanto mais proveito tirava.

      No instante em que a bola era agarrada, eu atingia o atacante tão duramente quanto possível. Isto sacudia a cabeça dele e me dava oportunidade de livrar-me dele e chegar ao capitão do time. Usávamos também os cotovelos e os antebraços. Certa vez, rachei o capacete dum camarada com meu braço.

      Muitos dos jogadores contra quem jogava no futebol profissional tinham sido meus colegas de faculdade. Mas, no dia do jogo, tornávamo-nos inimigos mortais, tentando bater fisicamente uns nos outros. Meu bom amigo e colega de quarto na faculdade veio mais tarde a jogar pelos “Cleveland Browns”. Eu o atingi, certo dia, quando ele jogava em Cleveland, e mais tarde ele teve que baixar ao hospital e ser operado. Eu e minha esposa nos sentimos mal com isso.

      Estratégia de Jogo

      Posso lembrar-me de certa vez, quando jogávamos em Cleveland. Os treinadores nos disseram que o capitão deles tinha problemas no pescoço. Sugeriram que, se tivesse oportunidade, eu devia tentar pô-lo fora do jogo. Assim, durante o jogo, eu atravessei a linha, passei pelo centro e um guarda, e ali estava ele. Tentei acertar-lhe a cabeça com meu braço, e ele se atrapalhou com a bola.

      Meus colegas de equipe me elogiaram. Mas, eu observei o capitão se contorcendo de dor no chão. Subitamente pensei sobre mim mesmo: “Será que me transformei numa espécie de animal? Este é um jogo, mas estou tentando deixar alguém aleijado.” Também considerei que ele tinha esposa e família, assim como eu. A multidão me aplaudia, mas não me senti bem com o que tinha feito.

      Depois disso, tornou-se cada vez mais difícil para mim tentar ferir deliberadamente um adversário. Naturalmente, em nossas sessões semanais de estratégia, considerávamos as fraquezas e contusões dos jogadores do time adversário. Nossa estratégia era especificamente atingir um adversário onde ele fosse mais vulnerável, onde sofrera anterior contusão.

      Quando, mais tarde, jogamos contra os “Jets” de Nova Iorque, foi-nos indicado que seu capitão e astro havia sofrido várias contusões no joelho. Assim, esse era o lugar para atingi-lo. Em um jogo, tive oportunidade de ferir gravemente os joelhos dele. Os treinadores mais tarde me perguntaram por que eu não o fizera. Disse-lhes que não achava que isso fosse necessário. Meus colegas acharam isso estranho.

      Em 1971, jogamos contra os “Buffalo Bills”. Seu astro defensor tinha sofrido uma contusão no tornozelo e devíamos supostamente tirá-lo do jogo. Em certa jogada, agarrei seu tornozelo e, quando ele caiu, comecei a torcê-lo, o que é perfeitamente legal. Mas, não prossegui. Tendo esta nova atitude, cada semana os adversários realmente me agradeciam por não feri-los de forma deliberada no campo.

      Fatores Que Influenciaram a Mudança de Atitude

      Uma contusão nas costas que sofri num jogo em 1969 foi um dos fatores que me fizeram mudar de atitude. Na maior parte daquela temporada, joguei sentindo constantes dores nas costas e nas pernas, muito embora tomasse analgésicos. Quando seu efeito desaparecia, eu sentia tanta dor a ponto de rolar pela casa. Em abril de 1970, fui operado da espinha, o que parecia melhorar um pouco minhas condições. Dali em diante, não queria ser responsável por outrem ser ferido desse modo. Havia outras coisas envolvidas, porém, em eu me tornar cada vez mais hesitante em ferir outros de modo deliberado.

      Por volta do tempo da minha operação, minha esposa começou a estudar a Bíblia com uma das Testemunhas de Jeová. Não gostei disso. Pensei que tudo não passava de outro esquema religioso para obter dinheiro. Assim, eu lhe disse: “Se você quer estudar, que estude. Mas, eu não vou envolver-me nisso.” E não me envolvi.

      No entanto, com o tempo minha esposa começou a me fazer perguntas, tais como: Qual é o nome de Deus? Por que Cristo morreu? O que é o reino de Deus? As perguntas não eram difíceis. Mas, eu não sabia as respostas. Isto me incomodava. Eu cria em Deus, e tinha lido um pouco da Bíblia. Todavia, notava agora que só sabia muito pouco sobre o que a Bíblia ensina.

      Assim, mais tarde, mudei de idéia e comecei a participar junto com minha esposa nos seus estudos bíblicos semanais. Eu os apreciava, porque obtinha as respostas diretamente da Palavra de Deus. Daí, comecei a freqüentar um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová em Stockton, Califórnia.

      Algo Melhor

      Com o tempo, senti-me movido a visitar as casas das pessoas e partilhar com elas as boas coisas que tinha aprendido sobre os propósitos de Deus. Isto me dava real satisfação, porque sabia que tais informações da Palavra de Deus podiam deveras ajudar outros, assim como a sua aplicação em nossas vidas tinha ajudado a mim e a minha família. Em fevereiro de 1972, eu e minha esposa simbolizamos nossa dedicação para servir a Jeová Deus por sermos batizados em água numa assembléia cristã.

      Mas, ainda tinha um contrato de futebol por mais dois anos. Assim, quando julho chegou, senti-me obrigado a me apresentar ao campo de treinamento. Isto realmente me perturbou, visto que sentia grande dificuldade em harmonizar a brutalidade do futebol profissional — especialmente sua linha de ataque interior — com os princípios cristãos. (Gál. 5:22, 23) Todavia, manter a palavra, por cumprir um contrato, também é vital, como indica a Palavra de Deus.(Mat. 5:37) Eu orava a Deus muitas vezes a respeito do que me parecia um dilema.

      Daí, no meio da temporada de 1972, voltei a sentir minha antiga contusão nas costas, e, em outubro, baixei ao hospital para outra operação. Sendo que meu valor futuro para eles estava em dúvida, os “Cardinals” concordaram em me liberar do contrato. Fiquei muito contente de me tornar livre.

      Não é que eu creia que os esportes, tais como o futebol, sejam ruins em si mesmos. Posso apreciá-los. Mas, é deveras triste ver como o egoísmo e a atitude de ganhar a todo custo está levando os esportes profissionais à beira da ruína. Todavia, isso não deveria ser surpresa, visto que o inteiro sistema de coisas acha-se permeado do mesmo espírito de egoísmo cobiça.

      Verdadeiramente é uma alegria saber que nosso Criador tem presente algo melhor para os humanos que O servem. Sua Palavra deixa claro que, dentro em breve, Ele eliminará por completo este inteiro sistema, com todo seu egoísmo e cobiça, substituindo-o por um novo sistema de coisas em que morará a justiça. (Mat. 24:36-39; 2 Ped. 3:5, 13) Uma promessa da Bíblia a respeito do novo sistema acalenta meu coração. Ela diz, em Revelação 21:4, que Deus “enxugará dos . . . olhos [humanos] toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, num clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”.

      Devotar uma pessoa seu tempo e seus esforços em falar a outros sobre estes grandiosos propósitos de Deus para abençoar a humanidade me parece uma carreira muito melhor do que o futebol de primeira categoria. — Contribuído.

  • A conduta excelente dá testemunho
    Despertai! — 1976 | 22 de setembro
    • A conduta excelente dá testemunho

      ● “Deixai brilhar a vossa luz perante os homens, para que vejam as vossas obras excelentes e dêem glória ao vosso Pai, que esta nos céus.” (Mat. 5:16) Essas palavras proferidas por Jesus Cristo sublinham que o modo de uma pessoa se comportar pode ter poderoso efeito sobre outros, fazendo com que criem apreço pela verdadeira adoração.

      Isto se deu com um motorista de ônibus na Finlândia. Em sua juventude, criou ojeriza pela religião por causa do fanatismo de seus pais. Mas isto mudou em 1975, quando guiou um ônibus fretado por um grupo de Testemunhas de Jeová que assistiam a um congresso em Helsínqui. Não tendo nada mais a fazer durante o dia, assistiu ao congresso e ouviu o programa. No último dia da assembléia, quando levava os congressistas de volta para casa, ele lhes disse:

      “Eu os chamei de ‘amigos’ quando partimos para o congresso, no primeiro dia, e o fiz simplesmente pro forma. Mas, agora, posso, de coração, chamá-los de ‘amigos’. Sua profunda sinceridade, sua notável amabilidade e sua afeição uns pelos outros causaram profunda impressão em mim. Eu não tinha nenhum tempo para a religião anteriormente, mas agora preciso dizer que vocês mudaram minha perspectiva. Desejo examinar de perto sua religião.”

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