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A aplicação dos princípios bíblicos no larA Sentinela — 1975 | 1.° de fevereiro
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assim que o pecado envolveu a família humana.
16. De que modo é a sujeição uma manifestação do verdadeiro amor e como deve evidenciar-se?
16 A sujeição correta é uma manifestação de verdadeiro amor. Quando, como verdadeiro cristão, deu o passo da dedicação, evidenciou seu amor a Jeová e sua sujeição completa e voluntária a ele, para fazer a sua vontade. Na congregação cristã, também deve haver o espírito de consideração e sujeição mútua de “uns aos outros, no temor de Cristo”. Nisto os anciãos devem tomar a dianteira, não ‘dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-se exemplos para o rebanho’. O mesmo espírito deve prevalecer no lar. Isto é bem ilustrado no corpo humano, em que todos os membros têm de ser ‘harmoniosamente conjuntados e feitos cooperar’ para realizar algo. Ora, nem mesmo a cabeça, no alto, pode dizer aos pés: “Não tenho necessidade de vós.” — 1 Ped. 5:3; Efé. 4:16; 1 Cor. 12:21.
17. A que se deve muitas vezes a incompatibilidade, contudo, qual pode ser amiúde a solução?
17 Onde há tal boa atitude de cooperação, poucos são os problemas maritais e familiares que não possam ser solucionados rápida e facilmente. Em outras palavras, a ausência desta atitude muitas vezes é a raiz do problema. Mesmo quando apenas um dos cônjuges é cristão dedicado que demonstra esta atitude correta, pode contribuir muito para impedir que os problemas cheguem ao ponto de causar fricção e dissensão. Paulo fez a súplica “que andeis dignamente da chamada com que fostes chamados, com completa humildade mental e brandura, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”. — Efé. 4:1, 2.
18. (a) O que podemos aprender do conselho de Paulo em Filipenses 2:2-4? (b) Em que é possível que ‘os outros sejam superiores a nós’?
18 Ele expressou isso ainda mais vigorosamente aos filipenses, dizendo: “Tornai plena a minha alegria por serdes da mesma mentalidade e terdes o mesmo amor, . . . não fazendo nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considerando os outros superiores a vós, não visando, em interesse pessoal, apenas os vossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros.” (Fil. 2:2-4) É você tal pessoa de humildade mental, ou é egocêntrico e egotístico, insistindo em que sempre tem razão na sua opinião sobre coisas e pessoas? Como marido ou ancião, observa sua esposa ou outros na congregação que têm humildade mental? Evidencia-se a todos que considera os outros superiores a si mesmo? Sem dúvida eles são, em certas qualidades e capacidades. Talvez tenha provido toda a mobília para o lar, mas conseguiria arranjá-la de modo tão convidativo e repousante como sua esposa faz? Não são até mesmo seus pequeninos mais desinibidos e espontâneos em expressar alegria e afeto?
19. Até que ponto deve a esposa estar em sujeição ao seu marido, e por quê?
19 Paulo passa a mostrar a bela relação entre os princípios bíblicos de amor, sujeição e chefia. Visto que “o marido é cabeça de sua esposa, assim como também o Cristo é cabeça da congregação”, ela está em sujeição a ele. Até que ponto? Bem, “assim como a congregação está sujeita ao Cristo, também as esposas estejam sujeitas aos seus maridos, em tudo”. Seu marido talvez não seja cristão dedicado e até mesmo talvez se oponha por causa disso, mas isso não anula nem reduz o princípio da chefia. Ela não se deve sujeitar ressentida à chefia dele, e deve fazer apenas uma exceção quando a sujeição violaria outro princípio bíblico. — Efé. 5:22-24.
20. Até que ponto deve o marido amar sua esposa, e por quê?
20 Pôr em operação o princípio do verdadeiro amor agape é responsabilidade principal do marido cristão. Até que ponto? “Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como também o Cristo amou a congregação e se entregou por ela, para que a santificasse . . . [e por fim] apresentasse a congregação a si mesmo em todo o seu esplendor, . . . santa e sem mácula”, como nota gloriosa. Isto certamente subentende alta consideração da parte do marido para com sua esposa, ao passo que a esposa “deve ter profundo respeito pelo seu marido”. — Efé. 5:25-27, 33.
21. Como e por que se aplicam o amor e a sujeição aos filhos?
21 Para os filhos, salienta-se a devida obediência e sujeição. Debaixo da sadia e amorosa disciplina bíblica de seus “pais em união com o Senhor”, devem ser obedientes “em tudo”, com a promessa de que lhes ‘irá bem e que perdurarão por longo tempo na terra’. — Efé. 6:1-4; Col. 3:20.
22. Como confirma Pedro a necessidade de todos termos humildade mental?
22 Finalmente, é animador e revigorante notar como Pedro, do seu próprio modo, confirma os mesmos princípios bíblicos salientados por Paulo. Pedro também enfatiza a necessidade de cada um ser de mentalidade humilde. Ele escreve: “Finalmente, sede todos da mesma mentalidade, compartilhando os sentimentos, exercendo amor fraternal, ternamente afetuosos [compassivos], humildes na mente.” E novamente: “Todos vós, porém, cingi-vos de humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 3:8; 5:5; veja ed. ingl. 1971.) Isto foi bem exemplificado pelo modo em que Jesus lavou os pés de seus discípulos como modelo a seguir. Quando foi pela última vez que figurativamente lavou os pés de alguém, por prestar de bom grado algum serviço humilde a um membro da família ou a alguém na congregação? Este também é um amoroso princípio bíblico que faremos bem em aplicar mais vezes. — João 13:4-9.
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‘Luzes do mundo’ por 1.900 anosA Sentinela — 1975 | 1.° de fevereiro
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‘Luzes do mundo’ por 1.900 anos
QUE grupo de pessoas tem iluminado o mundo?
Alguns dirão: os cientistas. Escreveram-se livros para contar a história do gradual descobrimento dos mistérios da “natureza” pela ciência. E, em certo sentido, suas descobertas têm trazido iluminação. Sabemos agora mais sobre a estrutura das coisas — o universo, o corpo do homem e o átomo. Temos mais “conveniências”, comunicação e transporte mais rápidos.
Mas, temos também a bomba nuclear e as armas de guerra químicas e biológicas. Temos uma sociedade baseada numa economia que entraria em colapso sem certas fontes de energia para eletricidade, viagens e transportes. Temos um ambiente natural poluído, arruinado, porque o homem não tem verdadeira iluminação quanto ao uso das descobertas dum modo que beneficie toda a humanidade.
Bem se poderia fazer a pergunta: Sente-se a população do mundo mais feliz em razão do “progresso” da ciência sob a administração humana?
Que dizer da religião? As religiões da cristandade tomaram a dianteira em serem uma ‘luz’, seus líderes destacando-se entre as ‘luzes’ deste mundo. Contudo, fornecem qualquer orientação real ao povo ou aos governos neste tempo, em que há tantos problemas? Levaram o povo mais perto de Deus e das qualidades divinas de amor e paz?
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