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As dez tribos — ficaram perdidas?A Sentinela — 1973 | 15 de janeiro
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selvagem” em outras versões mais modernas, tais como a edição atualizada da Versão Almeida.
Em vista de toda esta evidência, quão fraca é a posição dos que querem identificar a Grã-Bretanha e os Estados Unidos com as “tribos perdidas” de Efraim e Manassés!
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Respeito feminino pela chefia — como é demonstrado?A Sentinela — 1973 | 15 de janeiro
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Respeito feminino pela chefia — como é demonstrado?
O HOMEM foi criado à “imagem” de Deus. (Gên. 1:26) Visto que Deus é “Espírito”, é evidente que não está envolvida nisso nenhuma semelhança física entre Deus e o homem. (João 4:24) Antes, o homem foi criado com qualidades de moral semelhantes às de Deus — amor e justiça, poder e sabedoria — que o colocam muito acima dos animais. Por isso, o homem pode apreciar as coisas que Deus aprecia e de que gosta. Estas incluem a beleza, as artes, o falar, o raciocínio e processos similares que envolvem a mente e o coração.
A mulher também foi criada com estas qualidades. Entretanto, sua posição é diferente da do homem. A Bíblia nos diz: “[O homem é] imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.” (1 Cor. 11:7) Mas, por que não diz este texto que a mulher também é à “imagem” de Deus?
Deve ser lembrado que o homem foi criado primeiro e que ficou por algum tempo sozinho, sendo sozinho à imagem de Deus A mulher foi feita do homem, e devia estar sujeita ao homem. A posição da mulher, portanto, é tal que não pode refletir a posição de Deus, de chefia para com suas criaturas, e é esta questão de chefia que e considerada em 1 Coríntios, capítulo 11. Jeová Deus não está sujeito a ninguém. Dessemelhante da mulher, o homem não tem nenhum chefe terreno sobre si, no que se refere aos assuntos relacionados com sua esposa e seus filhos. Portanto, neste respeito, só ele é à “imagem de Deus”. Em outros sentidos, naturalmente, a mulher participa com o homem em refletir as qualidades admiráveis e amáveis de Deus.
Estar a mulher sujeita ao homem não a degrada. Isto se vê em que se diz que ela é “a glória do homem”. Alguém degradado ou relaxado, quer homem, quer mulher, não poderia servir de glória real para ninguém. Mas quem tem uma condição digna, quem é notável na boa conduta e em qualidades admiráveis, definitivamente dá crédito ou glória aos seus associados.
Como “glória do homem”, a mulher pode e deve elevar e realçar a posição de maior responsabilidade do homem como “imagem e glória de Deus”. O marido deve poder louvá-la assim como se faz com a esposa capaz mencionada no livro bíblico de Provérbios: “Há muitas filhas que demonstraram capacidade, mas tu — tu sobrepujaste a todas elas.” — Pro. 31:29.
SUBMISSÃO AO MARIDO
Para que a mulher seja a “glória” de seu marido ela terá de mostrar o devido respeito para com a chefia dele. Mesmo quando seu marido não é adorador fiel de Jeová, ela deve permanecer submissa e apoiar as decisões dele como chefe da casa. Ela deve manter uma conduta digna de louvor e mostrar ser de verdadeiro valimento para seu marido. Isto está em harmonia com o conselho dado pelo apóstolo Pedro: “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito. . . . seja o vosso adorno . . . a pessoa secreta do coração na vestimenta incorruptível dum espírito quieto e brando, que é de grande valor aos olhos de Deus.” — 1 Ped. 3:1-4.
Na sua submissão, a mulher cristã deve demonstrar um “espírito quieto e brando”. Isto significa que, não importa qual a situação, seu sentimento predominante deve ser o de calma e de equilíbrio, não de agressividade. Seu coração deve induzi-la a manifestar a devida sujeição ao seu chefe marital. Assim se deu no caso da esposa de Abraão, Sara. Conforme observou Pedro: “Assim se costumavam adornar também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, sujeitando-se aos seus próprios maridos, assim como Sara costumava obedecer a Abraão, chamando-o de ‘senhor’.” (1 Ped. 3:5, 6) Sara referiu-se ao seu marido como “senhor” não apenas audivelmente para outros o ouvirem, mas até mesmo “no íntimo”. — Gên. 18:12.
Ser a mulher cristã semelhante a Sara, naturalmente, significa nunca fazer nada contrário à vontade de Deus. Isto se dá porque ela está sujeita à lei superior de Deus e de Cristo. Portanto, quando a “lei” de seu marido interfere na adoração verdadeira, ela, igual aos apóstolos do primeiro século E. C., ‘obedecerá a Deus como governante antes que a um homem’. (Atos 5:29) Em todos os outros campos, porém, sua submissão ao marido deve ser exemplar.
USAR COBERTURA NA CABEÇA
Há ocasiões em que a mulher cristã exibe um sinal externo de seu reconhecimento da chefia do homem. Isto se dá quando ela precisa cuidar de assuntos relacionados com a adoração, que normalmente seriam tratados pelo seu marido ou por outro homem. A base disso é apresentada em 1 Coríntios 11:4-6: “Todo homem que orar ou profetizar com algo sobre a sua cabeça envergonha aquele que é sua cabeça; mas toda mulher que orar ou profetizar com a sua cabeça descoberta envergonha aquele que é sua cabeça, pois é a mesma coisa como se fosse mulher de cabeça rapada. Porque, se a mulher não se cobrir, seja também tosquiada; mas, se é ignominioso para a mulher ser tosquiada ou rapada, que se cubra.”
Ora, na família, o marido e pai é representante de Deus para com a esposa e os filhos. Como tal, deve assumir a liderança na questão da adoração. Contudo, se o marido for incrédulo, esta responsabilidade poderá recair sobre a mãe. Por isso, quando a mulher cristã ora em voz alta a favor de si mesma e de outros ou quando dirige um estudo bíblico para os filhos ou para outros na presença de seu marido, ela usará corretamente uma cobertura na cabeça. Demonstra assim que reconhece que ela está servindo no lugar de seu marido.
Visto que tem autorização divina de ensinar os filhos (Pro. 1:8; 6:20; veja 2 Timóteo 1:5; 3:14, 15), normalmente não usaria uma cobertura na cabeça quando seu marido não está presente. Entretanto, pode haver na família um filho que é servo dedicado e batizado de Jeová Deus. Neste caso, a mãe usaria uma cobertura na cabeça se orar em voz alta a favor dum grupo na presença dele ou se dirigir um estudo bíblico para ele e os outros filhos. O motivo disso é que o filho é membro da congregação cristã, e, como tal, devia receber instrução dos varões da congregação. (1 Tim. 2:12) Se o pai for crente, o filho receberá tal ensino de seu pai. De modo que cobrir a mãe a cabeça significaria que nesta questão ela age em lugar do marido e/ou dos varões da congregação. No entanto, tratando-se de outros assuntos da família, a mãe pode exercer sua autoridade para com o filho sem cobrir a cabeça.
Nas congregações das testemunhas cristãs de Jeová surgem situações que exigem que as mulheres cubram a cabeça. Às vezes pode acontecer que nenhum varão batizado das Testemunhas esteja presente numa reunião congregacional (usualmente nas congregações ou nos grupos que são pequenos). Isto torna necessário que uma mulher ou moça batizada das Testemunhas ore ou presida à reunião. Reconhecendo que ela faz algo que normalmente é feito por um homem, usará uma cobertura na cabeça.
Há ocasiões em que mulheres cristãs têm de interpretar oralmente discursos bíblicos em outras línguas ou ler oralmente os parágrafos dum compêndio bíblico usado numa reunião de congregação. Mulheres que cumprem tais deveres não estão presidindo ou ensinando. Por isso não precisam cobrir a cabeça. Algumas mulheres cristãs, porém, talvez queiram fazer isso por causa de sua consciência. Certamente, não há nada de errado nisso.
A instrução dos crentes masculinos deve ser provida pelos homens da congregação. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio.” (1 Tim. 2:12) Todavia, tanto homens como mulheres podem participar em instruir os de fora. De fato, Jesus Cristo comissionou seus seguidores: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 28:19, 20) Tais prospectivos discípulos, naturalmente, incluiriam tanto homens como mulheres. Visto que tal pregação e ensino são da responsabilidade tanto dos homens como das mulheres, então, ao falar a outros sobre a Palavra de Deus na presença dum varão das testemunhas de Jeová, a mulher não precisará cobrir a cabeça. Mas, se preferir fazer isso por causa de sua consciência, não há objeção a isso.
A situação é um pouco diferente quando se dirige um estudo bíblico regular, programado, num lar e está presente um varão dedicado e batizado. Trata-se duma sessão programada de instrução e de ensino, à qual preside usualmente aquele que dirige o estudo. Estando presente um varão batizado das Testemunhas, torna-se uma ampliação da congregação. Se por algum motivo uma Testemunha feminina, batizada, dirigir tal estudo, ela cobriria corretamente a cabeça, reconhecendo assim que o homem daria normalmente a instrução bíblica em tais circunstâncias.
Há um bom motivo para as mulheres cristãs darem a devida consideração a cobrir a cabeça quando a ocasião o exige. Conforme salientou o apóstolo Paulo, faz-se isso “por causa dos anjos”. (1 Cor. 11:10) Sim, as mulheres cristãs têm o privilégio de dar bom exemplo aos anjos na sua própria sujeição leal a Jeová Deus e seu Rei reinante, Jesus Cristo. Isto não significa que os anjos aprendam do bom exemplo das mulheres cristãs. Milhões de anjos sujeitaram-se lealmente a Deus muito antes de o homem ter sido criado, e eles continuam a fazer isso. Entretanto, assim como nós somos encorajados pelo bom exemplo de concrentes, assim também os anjos se deleitam em ver mulheres que encaram corretamente a chefia.
Que bom incentivo isto deve dar às mulheres cristãs para continuarem a mostrar o devido respeito pela chefia no arranjo de Jeová!
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 15 de janeiro
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Perguntas dos Leitores
● Ficou Jesus impuro quando tocou numa menina falecida, conforme se relata em Mateus 9:25, a fim de ressuscitá-la? — Inglaterra.
Segundo a lei mosaica, o israelita que tocasse num cadáver humano tornava-se cerimonialmente impuro por sete dias. A fim de ficar novamente puro, tinha de passar por uma cerimônia de purificação. Esta incluía banhar-se e lavar suas vestimentas no sétimo dia. — Núm. 19:11-19.
O apóstolo Mateus nos conta que um líder Judaico, de nome Jairo, chegou certa vez a Jesus e disse que sua filha estava doente e à beira da morte: “Minha filha, agora, já deve estar morta; mas vem e põe a tua mão sobre ela, e passará a viver.” (Mat. 9:18) As narrativas evangélicas de Marcos e Lucas assegura-nos que, quando Jesus chegou até lá, a menina já falecera. “Enquanto ainda falava, vieram alguns homens da casa do presidente da sinagoga e disseram: ‘Tua filha morreu! Por que incomodar ainda o instrutor?”’ (Mar. 5:35; Luc 8:49) Portanto, se Jesus tocasse no cadáver dela, ficaria impuro? Não, de maneira nenhuma.
Jesus ressuscitou a menina, trazendo-a de volta à vida. Mateus escreveu: “Ele entrou e pegou na mão da menina, e ela se levantou.” (Mat. 9:25) Longe de Jesus ficar impuro, ele removeu a causa da impureza, o cadáver. Fez isso por fazer a menina reviver. “A donzela levantou-se imediatamente e começou a andar.” Portanto, ela não era impura e não tornava impuro a ninguém que a tocasse. Jesus foi o instrumento para trazer a pureza, e ele não teve necessidade de se submeter a uma cerimônia de purificação. — Mar. 5:41, 42; Luc. 8:54, 55.
● Por que não coincidiu o começo da Primeira Guerra Mundial com a primeira parte de outubro, quando terminaram Os “tempos designados das nações”? — E. U. A.
Conforme se mostrou muitas vezes nesta revista, Jesus recebeu o reinado sobre as nações em 1914 E. C., ao expirarem os “tempos designados das nações” ou Tempos dos Gentios. (Luc. 21:24; Dan. 4:16, 17, 31, 32) Estes “tempos designados” começaram 2.520 ano, antes, depois da destruição de Jerusalém em 607 A. E. C. e o assassinato do governador Judaico Gedalias. O assassinato de Gedalias, no mês de tisri (setembro/outubro) (“na sétima lua nova”, tradução inglesa de Byington) induziu os Judeus remanescentes na terra de Judá a fugir. (Jer. 41:1, 2; 43:2-7) Até que os Judeus temerosos fugissem para o Egito, já deve ter sido pelo menos meados de tisri, a fim de dar bastante tempo para os acontecimentos mencionados na Bíblia como ocorrendo entre o assassinado e a fuga. (Veja Jeremias 41:4, 10-42:7.) Isto coloca o começo dos Tempos dos Gentios por volta do 15 de tisri de 607 A. E. C.
No fim dos Tempos dos Gentios, por volta de 15 de tisri (4/5 de outubro) de 1914 E. C., cumprira-se Revelação 11:15: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo.” Jeová Deus, com a entronização de seu Filho Jesus Cristo, assumiu o poder para governar como rei sobre o mundo da humanidade. A regência do grande adversário, Satanás, o Diabo, estava para terminar.
Sendo Satanás o ‘governante do mundo’ da humanidade afastada de Deus, ele certamente não quis que o Reino assumisse o pleno controle dos assuntos da terra. (João 12:31; 14:30; 16:11) Mais de dezenove séculos antes, ele manobrou os assuntos de tal modo que, se não fosse pela intervenção divina, Herodes, o Grande, teria matado o menino Jesus. (Mat. 2:13) De modo similar, já antes do nascimento do reino celestial, Satanás aprontou-se para o ataque Junto com seus demônios. Isto é descrito simbolicamente em Revelação 12:3-5, onde lemos: “Viu-se outro sinal no céu, e eis um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres, e nas suas cabeças sete diademas; e a sua cauda puxa um terço das estrelas do céu, e as lançou para baixo à terra. E o dragão ficou parado diante da mulher, que estava para dar à luz, para que, quando desse à luz, pudesse devorar-lhe o filho. E ela deu à luz um filho, um varão, que há de pastorear todas as nações com vara de ferro. E o filho dela foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”
Por isso não é surpreendente que a Primeira Guerra Mundial tenha irrompido cerca de dois
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