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Por que é tão difícil para os pais deixá-los partir?Despertai! — 1983 | 8 de agosto
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se dá numa fase da vida já repleta de crises. As mulheres entram na menopausa, que, segundo certo escritor, “talvez parece a ela uma desnecessária reafirmação da declaração: ‘Você não terá mais filhos.’” Os homens talvez enfrentem crescente pressão ou descontentamento no emprego. A aposentadoria talvez desponte no horizonte. A inflação pode ter corroído as economias da família. A saúde talvez comece a se debilitar. Aparentemente despojados da paternidade, alguns até mesmo duvidam de seu valor próprio.
Não é de admirar que alguns pais obstinadamente se recusam a deixá-los partir! A ânsia de se apegar pode parecer irresistível. Mas, dizer até logo não significa necessariamente perder seus filhos. Significa pôr o seu relacionamento com eles sob novos termos e preencher a lacuna que a partida deles deixou em sua vida.
Mas, como? E por que é deixá-los partir tão importante para um relacionamento saudável com seus filhos crescidos?
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“O homem deixará”Despertai! — 1983 | 8 de agosto
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“O homem deixará”
“CERTO DIA nosso filho chegou em casa”, lembra-se Antônio, “e dava para adivinhar que algo lhe passava pela mente. Sentou-se comigo e com minha esposa, e disse: ‘Pois bem, gente. Encontrei a moça com quem vou me casar.’”
Deus previu cenas assim, ao dizer: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” (Gênesis 2:24) Compreenda, portanto, que a partida de seus filhos é algo inevitável.
Isso, naturalmente, não significa que seus filhos devam sair de casa prematuramente. Mas, como disse o salmista: “Como flechas na mão dum poderoso, assim são os filhos da mocidade.” Mais cedo ou mais tarde a flecha deixa a aljava e é lançada na vida. — Salmo 127:4.
Como uma flecha atirada, seu filho ou sua filha adulto(a) é basicamente removido (a) de sua jurisdição, depois que ele(a) parte. Casado, ele torna-se cabeça de sua própria família. Sua filha passa a estar sob a autoridade de seu marido. — Efésios 5:21-28, 33.
A Bíblia mostra, porém, que pode ser difícil vocês se acostumarem a essa nova independência. A mãe de Jesus, por exemplo, aparentemente achava que retinha alguma autoridade sobre ele — mesmo depois que ele crescera e fora ungido qual Messias! Numa festa de casamento, Maria disse a Jesus: “Eles não têm vinho.” (Sugerindo: ‘Faça algo a respeito.’) Mas, com palavras firmes, porém bondosas, Jesus lembrou-lhe a sua independência — e realizou seu primeiro milagre. — João 2:2-11.
O patriarca Jacó também teve dificuldade em deixar seu filho partir. Sua esposa amada, Raquel, morrera de parto ao dar à luz o filho que ele chamou de Benjamim. Pode imaginar o apego emocional que deve ter tido por esse filho! Assim, quando se lhe pediu que permitisse Benjamim viajar ao Egito, Jacó objetou: ‘Poderá sobrevir-lhe um acidente fatal’, e o manteve em casa. — Gênesis 35:16-18; 42:4.
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