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  • Pregador, Pregação
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    • desta exortação de ‘pregar a palavra’, Paulo avisou Timóteo sobre a apostasia que começava a manifestar-se, e que deveria desenvolver-se até atingir graves proporções. (2 Tim. 2:16-19; 3:1-7) Em seqüência à sua exortação a Timóteo para que se apegasse ‘à palavra’, e não se desviasse dela, em sua pregação, Paulo mostra a necessidade de urgência, dizendo: “Pois haverá um período de tempo em que não suportarão o ensino salutar”, mas, antes, procurarão instrutores para lhes ensinar de acordo com os próprios desejos de tais pessoas, e, assim, “desviarão os seus ouvidos da verdade”, desta forma descrevendo Paulo, não pessoas de fora, mas os que estavam na congregação. (2 Tim. 4:3, 4) Timóteo, por conseguinte, não devia perder seu equilíbrio espiritual, mas manter-se continuamente destemido em declarar a Palavra de Deus (e não as filosofias humanas ou especulações inúteis) aos irmãos, muito embora isto pudesse trazer-lhe dificuldades e sofrimentos da parte dos que tinham inclinações erradas no seio das congregações. (Compare com 1 Timóteo 6:3-5,  20, 21; 2 Timóteo 1:6-8, 13; 2:1-3, 14, 15, 23-26; 3:14-17; 4:5.) Por assim fazer, Timóteo seria um empecilho para a apostasia, e estaria isento da responsabilidade de ser culpado de sangue, assim como Paulo se isentara. — Atos 20:25-32.

      A PREGAÇAO AOS ESPÍRITOS EM PRISÃO

      Em 1 Pedro 3:19, 20, depois de descrever a ressurreição de Jesus para a vida espiritual, afirma o apóstolo: “Neste estado, também, ele foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais outrora tinham sido desobedientes, quando a paciência de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se construía a arca.” Comentando este texto, o Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, afirma: “Em 1 Ped. 3:19, a referência provável é feita, não às boas notícias (não havendo evidência real de que Noé as tenha pregado, nem havendo evidência de que os espíritos das pessoas antediluvianas estejam realmente ‘em prisão’), mas ao ato de Cristo, depois de Sua ressurreição, de proclamar Sua vitória aos decaídos espíritos angélicos.” (Vol. III, p. 201) Como se tem observado, kery’sso se refere a uma proclamação, que talvez não seja apenas de algo bom, mas também de algo mau, como no caso em que Jonas proclamou a vindoura destruição de Nínive. Os únicos espíritos aprisionados a que as Escrituras se referem são aqueles anjos, dos dias de Noé, que foram ‘entregues a covas de profunda escuridão’ (2 Ped. 2:4, 5), e que foram ‘reservados com laços sempiternos, em profunda escuridão, para o julgamento do grande dia’. (Judas 6) Por conseguinte, a pregação que o ressuscitado Jesus fez a tais anjos injustos só poderia ter sido uma pregação de julgamento.

  • Pregar (Pendurar) Na Estaca
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • PREGAR (PENDURAR) NA ESTACA

      Em sentido literal, o pregar ou prender uma vítima, quer morta, quer viva, a uma estaca. A execução de Jesus Cristo é o caso mais conhecido. (Luc. 24:20; João 19:14-16; Atos 2:23, 36) As nações, nos tempos antigos, costumavam pregar ou pendurar pessoas, de várias formas, em estacas.

      Os assírios, famosos por sua selvageria bélica, empalavam os cativos por pendurar os corpos nus deles sobre estacas pontiagudas que lhes atravessavam os abdomes, chegando até a cavidade torácica das vítimas. Encontraram-se vários relevos contidos em monumentos, um de tais representando o ataque e a conquista assíria de Laquis, nos quais se mostra este método de empalação. — 2 Reis 19:8.

      Os persas também utilizavam o pregar na estaca como forma de punição. Alguns afirmam que os persas costumeiramente decapitavam ou esfolavam aqueles a quem pregavam na estaca. Dario, o Grande, proibiu que se interferisse com a reconstrução do templo de Jerusalém, e qualquer violador desse decreto deveria ser pregado num madeiro arrancado da própria casa do violador. (Esd. 6:11) No reinado de Assuero (Xerxes I), filho de Dario, dois dos porteiros do palácio foram pendurados ou pregados numa estaca, o castigo usualmente ministrado pelos persas aos traidores. (Ester 2:21-23) Hamã e seus dez filhos foram similarmente pendurados numa estaca. (Ester 5:14; 6:4; 7:9, 10; 9:10, 13, 14, 25) Heródoto (História, Livro III, seções 125, 159; Livro IV, seção 43, Clás. Jackson) também cita outros exemplos de pessoas penduradas em estacas pelos persas.

      Era a lei judaica que os culpados de crimes hediondos, tais como blasfêmia ou idolatria, fossem primeiramente mortos por apedrejamento, decapitação ou por algum outro método, e daí os cadáveres deles fossem expostos em estacas ou árvores, como exemplos admoestadores para outros. (Deut. 21:22, 23; Jos. 8:29; 10:26; 2 Sam. 21:6, 9) Os egípcios talvez também matassem primeiro seus criminosos, antes de amarrá-los em estacas, conforme indicado pelas palavras proféticas de José ao chefe dos padeiros de Faraó: “Faraó te levantará a cabeça de cima de ti e certamente te pendurará num madeiro.” — Gên. 40:19, 22; 41:13.

      Os gregos e os romanos, segundo se diz, adotaram dos fenícios o costume de pregar ou pendurar na estaca, e não foi senão nos dias de Constantino que foi abolido do império. Só mui raramente é que um cidadão romano era pregado na estaca, pois esta punição era usualmente ministrada a escravos e a criminosos da espécie mais baixa. Tanto os judeus como os romanos encaravam o pregar na estaca como símbolo de humilhação e de vergonha, somente reservado para os amaldiçoados. — Deut. 21:23; Gál. 3:13; Fil. 2:8.

      No primeiro século, se os judeus tinham o direito de pregar uma pessoa na estaca por motivos religiosos (ponto a respeito do qual pairam algumas dúvidas), é bem certo que não podiam fazê-lo no caso de ofensas civis; apenas uma autoridade romana, como Pôncio Pilatos, dispunha de tal autoridade. (João 18: 31; 19:10) Todavia, os judeus, e especialmente seus principais sacerdotes e governantes, assumiram a responsabilidade primária por pregarem a Cristo na estaca. — Mar. 15:1-15; Atos 2:36; 4:10; 5:30; 1 Cor. 2:8.

      Os romanos às vezes amarravam a vítima na estaca, caso em que ela podia continuar vivendo por vários dias, antes de sua resistência física ser minada pela tortura da dor, da sede, da fome e da exposição ao sol. Como se deu no caso de Jesus, era costumeiro entre os romanos pregar as mãos (e, provavelmente, também os pés) do acusado em uma estaca. (João 20:25, 27; Luc. 24:39; Sal. 22:16, nota da NM, ed. 1957, em inglês: “LXXVg, ‘Eles furaram [perfuraram] minhas mãos e [meus] pés’”; Col. 2:14) Visto que os pulsos sempre foram reconhecidos pelos anatomistas como sendo parte das mãos, alguns profissionais médicos julgam que os cravos foram traspassados entre os pequenos ossos dos pulsos para impedir que a carne fosse rasgada, como poderia ocorrer se traspassados pelas palmas das mãos. — Veja Arizona Medicine (Medicina do Arizona, EUA), março de 1965, p. 184.

      O registro não afirma se os malfeitores pendurados na estaca ao lado de Jesus foram pregados ou simplesmente amarrados nas estacas. Se foram apenas amarrados, isto poderia explicar por que, quando Jesus foi encontrado morto, eles ainda estavam vivos e foi necessário quebrar-lhes as pernas. (João 19:32, 33) A morte por sufocamento logo seguiu à fratura das pernas deles, uma vez que, como alguns imaginam, isto os impediria de erguer o corpo para aliviar a tensão dos músculos torácicos. Naturalmente, não se trata dum ponto conclusivo que explique por que os malfeitores conseguiram viver mais do que Jesus, pois eles não tinham experimentado a tortura mental e física que fora infligida a Jesus. Ele havia previamente passado por uma provação, a noite toda, às mãos de seus inimigos, além de ser espancado pelos soldados romanos, talvez ao ponto de não poder carregar a sua própria estaca de tortura, como era costumeiro. — Mar. 14:32 a 15:21; Luc. 22:39 a 23:26.

      JESUS É PREGADO NA ESTACA

      A maioria das traduções da Bíblia dizem que Cristo foi “crucificado”, em vez de “pregado na estaca”. Isto se dá por causa da crença comum de que o instrumento de tortura sobre o qual ele foi pendurado era uma “cruz” composta de duas barras de madeira, em vez de um único poste ou estaca. A tradição, e não as Escrituras, também afirma que o homem condenado carregou apenas a barra vertical da cruz, chamada patibulum ou antenna, em vez de a ambas as partes. Deste modo, alguns tentam evitar o problema de se ter peso demais para um homem arrastar ou carregar por uns 500 metros, desde o Castelo de Antônia até o Gólgota.

      Todavia, o que dizem os próprios escritores da Bíblia a respeito de tais assuntos? Eles empregaram o substantivo grego staurós 27 vezes, e os verbos stauróo 44 vezes, systauróo (o prefixo sy, que significa “com”) 5 vezes, e anastauróo (anã, que significa “novamente”) 1 vez. Eles também empregaram o termo grego xy’lon, que significa madeira, 5 vezes, para referir-se ao instrumento de tortura (madeiro) sobre o qual Jesus foi pregado.

      Staurós, tanto no grego clássico como no koiné, não transmite a idéia de uma “cruz” feita de dois lenhos. Significa somente uma estaca reta, um pau, trave ou poste reto, como poderia ser usado para uma cerca, uma estaca ou paliçada. Diz O Novo Dicionário da Bíblia, de Douglas, de 1966, sob “Cruz”, página 379: “O vocábulo grego para ‘cruz’ (staurós, verbo stauroõ), significa primariamente um poste reto ou uma trave, e secundariamente um poste usado como instrumento de castigo e execução.”

      Terem Lucas, Pedro e Paulo também empregado o termo xy’lon como sinônimo de staurós supre-nos evidência adicional de que Jesus foi pregado numa estaca reta, sem uma barra transversal, pois é isto que xy’lon significa, neste sentido especial. (Atos 5:30; 10:39; 13:29; Gál. 3:13; 1 Ped. 2:24) Xy’lon também ocorre na Septuaginta grega, em Esdras 6:11, onde se fala duma barra ou madeiro único em que devia ser pendurado um violador da lei.

      A Tradução do Novo Mundo, por conseguinte, transmite com fidelidade ao leitor esta idéia básica do texto grego, por traduzir staurós como “estaca de tortura”, e o verbo stauróo como “pregar na estaca”, ou poste. Desta forma, não existe nenhuma confusão de staurós com as tradicionais cruzes eclesiásticas. (Veja ESTACA DE TORTURA.) A questão de um único homem, como Simão, de Cirene, levar uma estaca de tortura, como as Escrituras afirmam, é perfeitamente razoável, pois se a estaca tinha 15 cm de diâmetro, e 3,60 m de comprimento, provavelmente pesava pouco mais de 45 kg. — Mar. 15:21.

      Observe o que W. E. Vine afirma sobre este assunto: “STAUROS (staurós) denota, primariamente, uma estaca ou poste reto. Nela eram pregados para execução os malfeitores. Tanto o substantivo como o verbo stauroõ, pregar a uma estaca ou poste, devem ser originalmente diferençados da forma eclesiástica de uma cruz de dois barrotes.“ O perito

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