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É Jesus Cristo o prometido Messias?A Sentinela — 1960 | 1.° de maio
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Muitos judeus deixariam de ver que os profetas predisseram duas vindas do Messias, cada uma para um fim específico. Na sua primeira vinda, o Messias viria como homem; na sua segunda vinda ou presença, ele viria como gloriosa criatura espiritual, para dar cumprimento às gloriosas profecias a respeito do seu domínio eterno. Muitos judeus rejeitariam o Messias como homem, por acharem que deveria cumprir estas maravilhosas profecias a respeito de sua vinda em glória na sua primeira vinda.
TRES PONTOS DESTACADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Calcula-se que haja trezentas ou mais referências ao Messias nas Escrituras Hebraicas. Em realidade, somente três delas bastam para determinar a identidade do Messias além de qualquer dúvida.
Primeiro, aquele que se destinava a ser o prometido Messias havia de nascer duma virgem, pelo poder de Deus, assim como Jeová Deus predisse através de Isaías: “Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho.” — Isa. 7:14, Al.
Segundo, o Messias, pouco depois de ser morto, ressuscitaria dentre os mortos, pelo poder de Deus. Isto foi predito no Salmo 16:10: “Pois não abandonarás a minha alma ao Seol.”
Terceiro, o Messias tinha de aparecer no tempo exato. Quando O anjo Gabriel disse a Daniel, e este profeta o conta a nós: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer á justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias [o ungido, VB], o Príncipe, sete semanas; e sessenta e duas semanas.” — Dan. 9:24, 25, Al.
Portanto, “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” até ao Messias, o príncipe, decorreriam sessenta e nove semanas. Qual é a duração destas sessenta e nove semanas? Não se trata de semanas de dias, mas de semanas de anos, em harmonia com a regra “cada dia por um armo”, muitas vezes encontrada na cronologia bíblica. — Eze. 4:6; Núm. 14:34.
Quando começaram estas sessenta e nove semanas de anos, ou 483 anos? Começaram, conforme disse Daniel, “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. Quando foi isso? A história nos diz que foi em 455 A. C. Naquele ano, o Rei Artaxerxes decretou que Jerusalém e seus muros fossem reedificados. Isto é encontrado em Neemias 2:1-8. Assim, começando com 455 A. C., os 483 anos terminariam em 29 E. C. Este era o tempo exato para o Messias aparecer. Não podia aparecer na terra nem antes nem depois daquela data.
Pois bem, apareceu o Messias em 29 E. C? Apareceu, sim! Lucas 3:1-4 diz: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério Cesar, . . . veio a palavra de Deus a João, filho de Zacharias, no deserto. Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados.” Cerca de seis meses depois, Jesus de Nazaré dirigiu-se a João e foi batizado, e neste batismo evidenciou-se que Jesus se tornou o Messias, o Ungido; pois ele foi ungido com o espírito santo de Deus. — Veja-se Mateus 3:13-17, João 1:32-34 e Lucas 4:17-19.
Somente Jesus Cristo preencheu todos os requisitos estabelecidos pelas Escrituras Hebraicas. Êle nasceu da tribo de Judá, como descendente do Rei Davi. (Mat. 1:1-3; Luc. 3:31, 33) ele nasceu em Belém. (Mat. 2:1, 5, 6) Nasceu duma virgem. (Mat. 1:22, 23) Entrou em Jerusalém montado numa jumenta. (Mat. 21:4, 5) Foi rejeitado pelo povo judeu como um todo. (Mar. 9:12; 12:10, 11; João 1:11; Atos 4:11) Manteve-se calado diante dos seus acusadores; foi pendurado numa estaca. (Mat. 27:12-14; Mar. 15:25, NM) Foi ressuscitado dentre os mortos, havendo mais de quinhentas testemunhas disso. (Mar. 16:6; Atos 2:31; 1 Cor. 15:6) Jesus foi ungido como Messias no ano exato predito por Daniel — 29 E. C.!
Jesus Cristo é a Semente da mulher de Deus, a Semente de Abraão, o Príncipe da Paz, o prometido Messias. O Messias é agora Rei, tendo recebido o reino celestial das mãos de seu Pai. Somente os que dão atenção e obedecem às palavras do Messias sobreviverão para o novo mundo de Deus, para usufruir alia bênção de vida eterna depois que este mundo e seu deus, Satanás, o Diabo, forem destruídos pela Semente da mulher de Deus. Quão vital é dar ouvidos ao aviso de Moisés: “Toda a alma que não ouvir a esse profeta, será exterminada do meio do povo”! — Atos 3:23.
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Pregar para dar testemunhoA Sentinela — 1960 | 1.° de maio
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Pregar para dar testemunho
QUE Cristo Jesus ordenou aos seus seguidores que pregassem as “boas novas do reino” é evidente tanto do seu exemplo como da instrução que lhes deu. Muitos, porém, tomaram as instruções de Jesus como significando que devem tentar converter o mundo; e em vista do fato de que professam fazer isso às ordens de Deus, afirmam que Deus está tentando converter o mundo. (Como se Deus precisasse tentar fazer algo!) — Mat. 24:14, NM.
Visto que tais professos cristãos crêem que o homem tem uma alma imortal, que na morte vai ou para o céu ou para o inferno (ou para o purgatório), eles se vêem confrontados por um dilema. Ou o caso é que todos os que nunca ouviram que “abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” estão condenados a sofrer o tormento eterno, e assim os cristãos se vêem confrontados pela tarefa irrealizável de tentar converter o mundo — irrealizável porque os povos pagãos aumentam de população muito mais ràpidamente do que estão sendo convertidos; ou Deus terá de salvar a todos à base do fato de nunca terem tido nenhuma oportunidade, caso em que se precisa perguntar: Por que não manter toda a humanidade em ignorância e salvar depois a todos? — Atos 4:12, ARA.
Mas a Palavra de Deus não apresenta nenhum dilema. Ela mostra que Deus é perfeito em sabedoria, justiça, amor e poder, e que ele realiza tudo o que decide fazer; que ele decretou que o salário do pecado é a morte, não o tormento eterno, e que por causa do seu amor e por causa do seu nome ele tomou providências pelas quais os obedientes da humanidade podem recuperar o que seu primeiro pai Adão perdeu para eles, a saber, a vida eterna num mundo justo. A Palavra de Deus mostra além disso que este mundo justo está às portas, o que significa que o fim deste velho mundo iníquo também está próximo. Deus faz, portanto, que se realize uma grande obra de pregação, para dar testemunho, avisando a todos os iníquos da sua ruína e oferecendo a todos os que amam a justiça a via de escape para o novo mundo de Deus.
Na execução desta obra de pregação para dar testemunho, os servos de Deus esforçam-se em fazer a mensagem que oferecem tão convincente como possível. Sua motivação no cumprimento desta obra de pregação é o amor, o amor a Deus e o amor ao seu próximo: Na realização desta obra usam os mesmos métodos empregados por Jesus e pelos seus discípulos, junto com os meios modernos de comunicação que se acham à sua disposição, tais como a imprensa, o rádio e a televisão. Em resultado de tal pregação, milhões de pessoas ouviram pela primeira vez falar de Jeová e dos seus propósitos, e centenas de milhares se debicaram a Jeová, participando agora na obra de pregação. — Apo. 7:9, 10.
Hoje em dia não há obra mais agradável em que alguém se possa empenhar do que a de pregar para dar testemunho. Não se trata da tarefa irrealizável de tentar converter o mundo, nem é inútil, como se todos fossem salvos por causa de ignorância.
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