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  • 5B A presença (parusia) de Cristo
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • grega é·leu·sis, “vinda”, que ocorre uma vez no texto grego, em At 7:52, como e·leú·se·os (lat.: ad·vén·tu). As palavras pa·rou·sí·a e é·leu·sis não são usadas intercambiavelmente. TDNT, Vol. V, p. 865, observa que “os termos [pá·rei·mi e pa·rou·sí·a] nunca são usados para a vinda de Cristo na carne, e παρουσία nunca tem o sentido de volta. A idéia de mais de uma parousia é primeiro encontrada somente na Igreja posterior [não antes de Justino, do segundo século EC] . . . Um pré-requisito básico para o entendimento do mundo de idéias do primitivo cristianismo é o de que devemos livrar-nos plenamente dessa noção [de mais de uma parousia].”

      Israel P. Warren, D.D., escreveu na sua obra The Parousia, Portland, Maine, EUA (1879), pp. 12-15, a respeito do significado desta palavra: “Nós é que muitas vezes falamos sobre o ‘segundo advento’, a ‘segunda vinda’, etc., mas as Escrituras nunca falam sobre uma ‘segunda Parousia’. Qualquer que fosse a natureza dela, era algo peculiar, que nunca antes ocorreu, e que nunca mais ocorreria. Seria uma presença diferente e superior a todas as outras manifestações dele aos homens, de modo que a designação dela deveria corretamente ficar isolada, sem outro epíteto qualificativo além do artigo, — A PRESENÇA.

      “À base deste conceito sobre a palavra evidencia-se, acho eu, que nem a palavra inglesa [para] ‘vinda’ nem a latina ‘advento’ sejam a melhor representação da original. Não se harmonizam com a etimologia dela; não correspondem à idéia do verbo do qual se deriva; nem poderiam apropriadamente substituir a palavra mais exata, ‘presença’, nos casos em que os tradutores usaram esta última. Tampouco a idéia radical [básica] delas é a mesma. ‘Vinda’ e ‘advento’ destacam mais o conceito duma aproximação a nós, dum movimento em direção a nós; ‘parousia’, a de estar conosco, sem referência a como isso começou. A força das anteriores acaba com a chegada; a da última começa com ela. Aquelas são palavras de movimento; esta, a de repouso. O espaço de tempo abrangido pela ação das anteriores é limitado, pode ser momentâneo; o da última é ilimitado. . . .

      “Se os nossos tradutores tivessem feito com esta palavra técnica ‘parousia’ o que fizeram com ‘baptisma’, — transferindo-a sem mudança — ou se na tradução tivessem usado seu equivalente etimológico exato, presença, e se tivessem bem entendido, como se daria neste caso, de que não há tal coisa como uma ‘segunda Presença’, acho que toda a doutrina teria sido diferente do que é agora. As frases ‘segundo advento’ e ‘segunda vinda’ nunca teriam sido ouvidas. Ter-se-ia ensinado à igreja a falar da PRESENÇA DO SENHOR, como aquela que realizaria sua esperança, quer no futuro próximo, quer num período remoto, — aquela em que o mundo havia de ser feito novo, em que se alcançaria uma ressurreição tanto espiritual como corpórea, e em que se administrariam justiça e recompensas eternas.”

      Bauer, p. 630, também declara que pa·rou·sí·a “tornou-se o termo oficial para a visita duma pessoa de grande destaque, esp[ecialmente] a de reis e imperadores em visita a uma província”. Em Mt 24:3, bem como em outros textos, tais como 1Te 3:13 e 2Te 2:1, a palavra pa·rou·sí·a refere-se à presença régia de Jesus Cristo desde a sua entronização como Rei, nos últimos dias deste sistema de coisas.

  • 5C “Estaca de tortura”
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 5C “Estaca de tortura”

      Gr.: σταυρός (stau·rós); lat.: crux

      “Estaca de tortura”, em Mt 27:40, é a expressão usada em conexão com a execução de Jesus no Calvário, isto é, o Lugar da Caveira. Não há nenhuma evidência de que a palavra grega stau·rós significasse aqui cruz, tal como os pagãos usavam como símbolo religioso durante muitos séculos antes de Cristo.

      No grego clássico, a palavra stau·rós significava apenas estaca ou poste vertical, ou estaca de fundação. O verbo stau·ró·o significava cercar com estacas para formar uma estacada ou paliçada. Os escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs escreveram no grego comum (koi·né) e usaram a palavra stau·rós para se referir à mesma coisa que no grego clássico, a saber, a uma simples estaca ou poste, sem trave de qualquer espécie ou em qualquer ângulo. Não há prova ao contrário. Os apóstolos Pedro e Paulo também usaram a palavra xý·lon para se referir ao instrumento de tortura em que Jesus foi pregado, e isto mostra que se tratava duma estaca vertical sem trave, porque este é o significado de xý·lon neste sentido especial. (At 5:30; 10:39; 13:29; Gál 3:13; 1Pe 2:24) Na LXX encontramos xý·lon em Esd 6:11 (2 Esdras 6:11), e ali é mencionado como viga em que o violador da lei devia ser pendurado, do mesmo modo que em At 5:30; 10:39.

      Sobre o significado de stau·rós diz W. E. Vine, na sua obra An Expository Dictionary of New Testament Words (reimpressão de 1966), Vol. I, p. 256: “STAUROS (σταυρός) denota primariamente um poste ou uma estaca vertical. Em tais pregavam-se malfeitores para serem executados. Tanto o substantivo como o verbo stauroō, prender a uma estaca ou poste, originalmente devem ser diferenciados da forma eclesiástica de uma cruz de duas traves. A forma desta última teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.º séc. A.D., as igrejas ou se tinham apartado ou tinham parodiado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reterem seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com o madeiro atravessado um pouco abaixado, para representar a cruz de Cristo.”

      O dicionário latino de Lewis e Short apresenta o sentido básico de crux como “uma árvore, armação ou outro instrumento de execução feito de madeira em que se pregavam ou penduravam criminosos”. Nos escritos de Lívio, historiador romano do primeiro século AEC, crux significa apenas uma estaca. “Cruz” é apenas um significado posterior de crux. Uma simples estaca para se fixar nela um criminoso era chamada em latim de crux sím·plex. Tal instrumento de tortura foi ilustrado por Justo Lipsio (1547-1606) no seu livro De cruce libri tres, Antuérpia, 1629, p. 19. A fotografia da crux simplex na nossa p. 1518 é uma reprodução exata tirada de seu livro.

      O livro Das Kreuz und die Kreuzigung (A Cruz e a Crucificação), de Hermann Fulda, Breslau, 1878, p. 109, diz: “Nem sempre havia árvores disponíveis nos lugares escolhidos para a execução pública. De modo que uma simples viga era fincada no chão. Os renegados eram amarrados ou pregados nela pelas mãos erguidas e muitas vezes também pelos pés.” Depois de apresentar muita prova, Fulda conclui nas pp. 219, 220: “Jesus morreu numa simples estaca de morte: Em apoio disto falam (a) o uso então costumeiro deste meio de execução no Oriente, (b) indiretamente, a própria história dos sofrimentos de Jesus e (c) muitas expressões dos primitivos padres da igreja.”

      Paul Wilhelm Schmidt, que fora professor na Universidade de Basiléia, na sua obra Die Geschichte Jesu (A História de Jesus), Vol. 2, Tübingen e Leipzig, Alemanha, 1904, pp. 386-394, fez um estudo detalhado da palavra grega stau·rós. Na p. 386 de sua obra ele diz: “σταυρός [stau·rós] refere-se a todo poste ou tronco de árvore ereto, vertical.” A respeito da execução da punição imposta a Jesus, P. W. Schmidt escreveu nas pp. 387-389: “Além dos açoites, segundo os relatos evangélicos, só entra em consideração a forma mais simples de crucificação romana para a punição imposta a Jesus, a suspensão do corpo despido numa estaca, a qual, a propósito, Jesus teve de carregar ou arrastar até o lugar da execução, para intensificar a ignominiosa punição. . . . Tudo o mais, além duma simples suspensão, é refutado pela grande escala em que esta execução muitas vezes era realizada: 2000 de uma só vez por Varo (Ant. Jos. XVII 10. 10), por Quadrato (Guerras Judaicas [em inglês] II 12. 6), pelo Procurador Félix (Guerras Judaicas II 15. 2 [13. 2]), por Tito (Guerras Judaicas VII. 1 [V 11. 1]).”

      Portanto, falta totalmente qualquer evidência de que Jesus Cristo tenha sido crucificado em dois pedaços de madeira colocados em ângulo reto. Não queremos acrescentar nada à Palavra escrita de Deus pela inserção nas Escrituras inspiradas do conceito pagão da cruz, mas vertemos stau·rós e xý·lon de acordo com o significado mais simples. Visto que Jesus usou stau·rós para representar o sofrimento e a vergonha ou tortura de seus seguidores (Mt 16:24), traduzimos stau·rós por “estaca de tortura”, para diferenciá-la de xý·lon, que traduzimos por “madeiro”, ou, na nota ao pé da página, por “árvore”, como em At 5:30.

      [Foto na página 1518]

      Ilustração da Crux Simplex.

  • 5D O livramento para estar com Cristo
    Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
    • 5D O livramento para estar com Cristo

      Fil 1:23 — “livramento”. Gr.: a·na·lý·sai; lat.: dis·sól·vi

      O verbo a·na·lý·sai é usado aqui como verbo substantivado. Ocorre apenas mais uma vez nas Escrituras Gregas Cristãs, em Lu 12:36, onde se refere à volta de Cristo. O substantivo relacionado, a·ná·ly·sis, ocorre uma vez, em 2Ti 4:6, onde o apóstolo diz: “O tempo devido para o meu livramento é iminente.” Em Lu 12:36 vertemos este verbo por “voltar”, porque se refere à saída ou partida do amo dos servos da festa de casamento, terminando assim a festa. Mas aqui, em Fil 1:23, não traduzimos o verbo por “volta” ou “partida”, mas por “livramento”. O motivo é que esta palavra pode transmitir duas idéias: o livramento do próprio apóstolo para estar com Cristo na sua volta e livrar-se o Senhor das restrições celestiais para voltar conforme ele prometeu.

      De modo algum diz o apóstolo aqui que assim que morresse seria mudado para ser espírito, a fim de estar para sempre com Cristo. Ficar assim com Cristo, o Senhor, só será possível na volta de Cristo, quando os mortos em Cristo serão ressuscitados primeiro, segundo a declaração inspirada do próprio apóstolo em 1Te 4:15-17. É a esta volta de Cristo e ao livramento do apóstolo para sempre estar com o Senhor que Paulo se refere em Fil 1:23. Ele diz ali que lhe eram possíveis imediatamente duas coisas, a saber, (1) continuar a viver na carne e (2) morrer. Em vista das circunstâncias a serem consideradas, ele se expressa como estando sob pressão destas duas coisas, sem dar a conhecer qual dessas coisas ele preferiria. Daí, ele apresenta uma terceira coisa, a qual ele realmente deseja. Não há dúvida de que preferia esta coisa, a saber, “o livramento”, porque significava ele estar com Cristo.

      Portanto, a expressão to a·na·lý·sai, “o livramento”, não pode ser aplicada à morte do apóstolo como criatura humana e sua partida desta vida. Deve referir-se aos eventos por ocasião da volta e presença de Cristo (veja Ap. 5B), e à ressurreição de todos os mortos em Cristo, para estarem com ele para sempre.

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