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  • Uma pílula amarga de se engolir
    Despertai! — 1977 | 8 de maio
    • a casca marrom-avermelhada da árvore cinchona ou quina ainda tem um grande papel a desempenhar no alívio dos efeitos debilitantes da malária. De qualquer modo, espero que nossa visita de inspeção torne um pouco mais fácil para os malarientos engolir esta pílula amarga.

  • O que há por trás das cores deslumbrantes do outono?
    Despertai! — 1977 | 8 de maio
    • O que há por trás das cores deslumbrantes do outono?

      OS ÍNDIOS norte-americanos tentaram explicar a misteriosa beleza das folhas do outono. Sua lenda afirmava que, os caçadores do céu matavam o Grande Urso. Seu sangue derramado, afirmavam, salpicara muitas folhas de vermelho, ao passo que a gordura respingada da caçarola do caçador matizara outras de amarelo.

      Esta explicação provavelmente pouco satisfaz a nossa curiosidade sobre a fantástica composição de cores do outono. O que realmente se passa naquelas folhas coloridas? Por que algumas ficam avermelhadas, outras amareladas ou alaranjadas, ou purpúreas, e ainda outras apenas castanhas? O que faz com que a mesma árvore se revista de várias cores diferentes? E por que somente algumas áreas terrestres gozam de espetaculares exibições outonais?

      Talvez se surpreenda de saber que grande parte das cores já existe nas folhas por todo o verão! Simplesmente não consegue vê-las. A superpredominância da clorofila verde nas folhas, durante o verão, mascara as outras cores. Mas, no outono, algo acontece com a clorofila na árvores frondosas. É vital compreendermos isso a fim de sabermos por que as folhas mudam de cor.

      Estas árvores deciduifólias, em contraste com as sempre-verdes, perdem suas folhas todo ano. O rutilar anual das cores outonais é simples reflexo das mudanças físicas e químicas ocorridas neste processo. As cores avisam os observadores de que ocorre maravilhosa vedação das folhas. Como assim?

      Bem, trata-se de uma reação química ainda pouco entendida, em que a clorofila das folhas utiliza a luz solar por todo o verão para obter alimento (açúcares) da água, e bióxido de carbono do ar. Para fazê-lo, as folhas retiram água do solo, mas grande parte dela se evapora na atmosfera.

      Mas, no inverno, acha-se disponível bem pouca água. Amiúde é congelada no solo. Daí, a perda de água vital através das folhas tem de cessar. Os troncos e os ramos também precisam ser suberificados do frio do inverno. Para o bem da própria árvore, suas folhas têm de cair. Assim, à medida que a luz solar declina no período anterior ao inverno, a maioria das árvores frondosas começa a fechar sua fábrica de alimentos.

      Suberificação Que se Revela

      À medida que os dias ficam mais curtos, uma camada de células especializadas começa a formar-se entre o galho de folhas e a extremidade do caule por onde cresce. Esta camada suberosa de abscisão gradualmente corta o suprimento de água que vem de baixo, bem como cessa o fluxo de açúcares das folhas para a árvore. Quando a suberificação finalmente se completa, o peso da folha e seu agitar ao vento são suficientes para mandá-la flutuando para o solo. Mas, no ínterim, acontecem coisas notáveis.

      Perdendo sua reserva abundante de água e de luz solar estival, o atarefado laboratório químico se vê privado de matérias-primas. Assim, a instável clorofila das folhas começa a decompor-se e desvanecer, revelando os pigmentos coloridos já existentes nelas. Estes são, principalmente, os carotenóides, pigmentos responsáveis por cores que variam do amarelo pálido (xantofilas) à cor de cenoura (carotenos). Os carotenóides são muito mais estáveis que a clorofila, e, assim, permanecem nas folhas dos choupos, vidoeiros, faias-pretas, e outras árvores, iluminando o panorama com tons dourados.

      Mas, que dizer dos vermelhos, púrpuras e até mesmo azuis vivos que tornam tão espetacular a exibição outonal em certas partes do mundo? Estas são as antocianinas. Elas também dão às maçãs sua coloração vermelha, aos repolhos a cor púrpura, às violetas sua cor azul, etc. As antocianinas também predominam em algumas árvores, tais como o bordo japonês (vermelho) e a ameixeira de folhas purpúreas, que são vistas por todo o verão. Mas, na maioria das plantas, este pigmento só se forma no outono.

      As antocianinas são muito mais sensíveis às influências externas do que outros pigmentos vegetais. Se os fluidos das folhas forem ácidos, parecem vermelhas; se os fluidos forem neutros, violetas; e se forem alcalinos, azuis. Assim, qualquer flutuação na composição química das antocianinas ou da acidez das folhas pode produzir grande leque de cores.

      Visto que estes pigmentos são compostos de açúcares, e os dias claros e ensolarados contribuem para a boa produção de açúcares, as variações do tempo no outono também podem influir no brilho da exibição de folhas. Se os dias claros forem seguidos de noites frias e gélidas, o friozinho freia o movimento dos açúcares das folhas para as árvores durante a noite. Aumentam as concentrações de açúcares, contribuindo para maior produção de cores. Mas, se, durante o outono, o tempo for nublado ou as noites tépidas, as cores ficarão muito mais apagadas.

      A produção da antocianina em algumas plantas é tão sensível à luz que, se uma folha sombrear outra, uma imagem da folha superior aparecerá em verde ou amarelo na inferior, contrastando com o vermelho da parte que tomou sol! Isto também explica por que partes duma árvore, mais expostas ao sol, podem ter cores brilhantes, enquanto outras partes da mesma árvore possuem pouca coloração.

      Por fim, há as cores castanhas que amiúde se combinam com os amarelos, constituindo os lindos amarelo-dourados e marrom-dourados que dão destaque ao panorama outonal. Os marrons em geral aparecem em células que envelhecem, num processo similar ao ocorrido quando uma maçã cortada fica marrom quando exposta ao ar. No caso da faia e de alguns carvalhos, trata-se dum marrom vibrante porque as células foliares ainda estão bem vivas, embora envelheçam, quando se forma o marrom.

      Por outro lado, algumas folhas se tornam marrons apenas quando estão quase que mortas ou já caíram ao solo. Este marrom e alguns amarelos são as únicas cores outonais vistas em muitas partes do mundo onde há algumas poucas árvores deciduifólias. Por que será que tão poucos lugares apresentam brilhantes espetáculos outonais, com sua ampla variedade de cores?

      Espetáculo Para Poucos

      Apenas limitadas regiões da terra são abençoadas com as condições que produzem esses deslumbrantes espetáculos. Em primeiro lugar, tem de haver grande número de árvores deciduifólias, bem como uma variedade delas. Elas têm de possuir a habilidade genética de produzir os pigmentos que tornam tão coloridas as folhas. Muitas variedades simplesmente não produzem as antocianinas. Outro fator importante, é o tempo claro e gélido do outono. Poucas partes do mundo satisfazem tais exigências, e elas se acham mormente no hemisfério norte.

      As Ilhas Britânicas e a Europa centro-ocidental possuem grandes florestas de deciduifólias, bem como a China oriental, a Coréia e partes do Japão. E estas apresentam belíssima coloração outonal. Muitos crêem, porém, que é na parte oriental dos Estados Unidos, e no sudeste do Canadá que ocorrem os maiores espetáculos de cores. A grande diversidade de variedade de árvores com potencial de colorido vermelho e condições ideais de tempo outonal parecem cooperar na obtenção de resultados que são deveras emocionantes.

      Os espetáculos de folhas outonais, em alguns estados, atraem pessoas de lugares distantes, como atração turística anual. Até mesmo se publicam boletins que descrevem o estágio da coloração nas diferentes áreas. Há congestionamento de trânsito em estradas vicinais do interior normalmente adormecido, causado pelos que o povo local amiúde chama de “doidos pelas folhas”.

      Mas, estes amantes da beleza sentem legítimo espanto diante do que vêem. Só um Químico sem par, o próprio Criador, pode fazer de tal magnificência uma parte do que, de outra forma, é um exercício rotineiro de sobrevivência para as árvores.

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