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Meu filho sumiu!Despertai! — 1984 | 8 de outubro
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minha própria cidade — estou sempre olhando para eles e imaginando se, caso o menino se vire, será Taj. Jamais deixarei de procurá-lo.”
Anete não é a única. Há, literalmente, dezenas de milhares de crianças que cada ano são consideradas desaparecidas de casa e que jamais são vistas. Algumas delas, como Taj, fogem de uma situação doméstica ameaçadora ou desagradável. Outras são levadas, ou simplesmente desaparecem. O que acontece com tais crianças? Por que estão desaparecidas?
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Por que desaparecem as criançasDespertai! — 1984 | 8 de outubro
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Por que desaparecem as crianças
PROVAVELMENTE já houve uma ocasião, na vida de toda mãe, em que seu filho pareceu ter desaparecido. O filho talvez demorou a voltar da escola, dum local onde foi brincar, ou do mercado local. Ao passar o tempo, a mãe talvez fique cheia de preocupação com a segurança de seu filho, e pode até iniciar uma busca. Geralmente, o filho ausente entra em casa — são e salvo — talvez para enfrentar então alguma medida disciplinar às mãos do genitor superpreocupado.
Todavia, há crescente número de crianças que não voltam para casa, que simplesmente somem de vista. Quantos? Ninguém realmente sabe. “Não temos estes dados, infelizmente”, afirma Leo Goldstone, conselheiro-sênior de estatísticas da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). “Internacionalmente, não os coletamos.” Visto que a maioria dos casos são encarados exclusivamente como problema local, também não existem estatísticas precisas nos EUA ou no Brasil. Como declara a senadora dos EUA, Paula Hawkins: “Ninguém sequer sabe quantas crianças desaparecem por ano.” Acrescenta: “Mas, sabemos que se trata dum problema que não mais podemos desperceber.”
Não obstante, há estimativas. “O Departamento de Saúde e de Serviços Humanos dos Estados Unidos calcula que 1,8 milhão de crianças somem de casa por ano”, veicula The New York Times. “A maioria volta quase de imediato. Muitas são vítimas de seqüestro por um genitor. Centenas tornam-se vítimas de ações delituosas. Mas ainda restam 50.000 crianças, por ano, sem explicação alguma.” O jornal também declara que mil cadáveres de jovens “não são reclamados cada ano neste país”.
A Maioria São Fujões
Sem comparação, o maior número de crianças dadas como desaparecidas são fujões. Apenas na Itália, mais de 50.000 jovens são dados como fugindo de casa todo ano. Nos Estados Unidos, há calculadamente 1.300.000 de tais incidentes por ano. “Mas estes são fujões episódicos”, afirma Charles Sutherland, diretor de Search (Busca), editores do Relatório Nacional de Pessoas Fugitivas/Desaparecidas, dos EUA, “não são realmente pessoas desaparecidas. Também incluem fujões crônicos”.
Até 90 por cento dos fujões voltam num
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