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O que dizer sobre a superioridade racial?Despertai! — 1978 | 22 de março
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em massa. Até mesmo as famílias eram separadas, e os traficantes ou os novos amos davam novos nomes aos escravos. O objetivo era tornar os negros subservientes e obedientes. Nesse processo, distorciam-se suas personalidades, suprimiam-se suas mentalidades, e, compreendendo a futilidade de resistir, os negros não raro começavam a comportar-se como se fossem inferiores.
Formularam-se códigos escravistas, para garantir sua completa subordinação. Afirma The Encyclopedia Americana:
“Escravos não podiam ter propriedades, possuir armas de fogo, empenhar-se no comércio, deixar a plantação sem permissão de seus donos, testemunhar num tribunal exceto contra outros negros, fazer contratos aprender a ler e escrever, ou realizar reuniões sem a presença de pessoas brancas. . . . o homicídio ou estupro dum escravo ou dum africano livre por uma pessoa branca não era considerado crime grave.” — Vol. 20 1959, p. 67.
Na maioria dos estados escravocratas, o castigo de se ensinar um negro a ler ou escrever era multa ou açoite, ou então a prisão.
Em 1808, os Estados Unidos tornaram ilegal o tráfico de escravos. No entanto, o tráfico continuou, apesar da lei, visto haver maior demanda de escravos do que nunca. Isto levou à suprema perversão — a produção de escravos para venda. Explica The Encyclopedia Americana:
“Desenvolveu-se um comércio doméstico escravista, de ampla escala e lucrativo, e alguns dos incidentes mais cruéis e de sangue frio do sistema escravista estavam ligados ao mesmo, tal como a multiplicação de escravos nos estados mais antigos para a venda mais para o sul, e o constante rompimento dos vínculos familiares pela venda, em separado, de seus membros.” — Vol. 20, 1959, p. 67.
Sim, o conceito de que os negros “não eram gente” levou a multiplicação e à venda deles, como se faz comumente com gado. Daí, abruptamente, em 1865, a escravidão foi plenamente abolida nos Estados Unidos; em 13 de maio de 1888, no Brasil. Todavia, as atitudes persistiram, e os negros eram mantidos “em seu devido lugar” — o de subordinação aos brancos — por leis de segregação e outros meios.
O linchamento por enforcamento era um importante instrumento de controle, nos EUA. Houve, em média, 166 linchamentos anuais entre 1890 e 1900. Também, como relata The Encyclopedia Americana: “A exploração sexual de mulheres negras por homens brancos continuou a ser tolerada. Os negros recebiam tratamento crassamente injusto e discriminatório às mãos da polícia e, freqüentemente, dos tribunais.” — Vol. 20, 1959, p. 70.
Estamos falando de história antiga? Não, os avós de muitos negros agora vivos eram escravos. E as pessoas que vivem hoje ouviram dos próprios lábios de ex-escravos como era a vida então. Até mesmo na década de 50, os veículos de divulgação nos Estados Unidos representavam os negros como sendo inferiores—invariavelmente seu papel era de empregados dos brancos.
Em geral, porém, não se viam negros de forma alguma, quer em revistas, na televisão, quer em jornais, exceto em histórias de crime. Sofriam discriminação de todo modo, obtendo escolarização de segunda classe, e sendo barrados em certos tipos de emprego e em muitos outros benefícios usufruídos por brancos. Praticamente em toda a parte se lhes fechavam as portas da oportunidade, privando a muitos de qualquer esperança de melhorarem sua sorte
Em vista destas circunstâncias, pode-se realmente esperar que os negros obtenham tão bons resultados, em média, quanto os brancos, em consecuções educativas e em outras? Seria justo julgá-los inferiores como raça, quando não se ajustam a determinado padrão? O que acontece quando se lhes abrem oportunidades?
Oportunidade e Motivação
Antes de 1947, as principais ligas de beisebol dos EUA barravam os negros. Nesse ano, a medida que as tensões raciais amiúde foram crescendo, permitiu-se que um negro jogasse. Logo os negros começaram a brilhar no beisebol. Em 1971, ano em que foram campeões mundiais, em certo jogo, os “Pittsburgh Pirates” (Piratas de Pittsburgo) apresentaram em campo uma equipe de nove jogadores — todos negros. A situação é similar em outros esportes, fazendo com que o Times de Nova Iorque, em 1977, dissesse que “o basquete profissional é virtualmente um esporte de negros”.
O que significa isto? Que as pessoas de cor são biologicamente superiores aos brancos? Ou significa que, quando se lhes abrem oportunidades, e se lhes fornecem instrução e motivação, os negros podem obter resultados tão bons? Obviamente, este último é o caso. As raças não nasceram com talento para serem jogadores de beisebol ou futebol, músicos, cientistas, professores universitários, etc. Essas coisas têm de ser aprendidas.
É errado estereotipar raças, afirmando que uma raça é naturalmente obtusa e lenta, enquanto que outra é agressiva e militante, ao passo que ainda outra é branda e subserviente, etc. As raças são o que são especialmente devido à instrução, à formação e à motivação que recebem. A guisa de exemplo, os chineses eram amiúde caraterizados por muitos como sendo naturalmente brandos e subservientes. Mas, considerando-se a educação e motivação diferentes que receberam-nas últimas décadas sob o comunismo, poucos os caraterizariam dessa forma hoje em dia.
Todavia, persiste o conceito de que, por natureza, biologicamente, os negros como raça são mais lentos mentalmente e menos inteligentes do que os brancos. Existe evidência fidedigna de que isto se dá?
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São os brancos mais inteligentes do que os negros?Despertai! — 1978 | 22 de março
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São os brancos mais inteligentes do que os negros?
SÃO, afirmam muitos. Os brancos, como raça, dispõem de mais inteligência congênita do que os negros.
William Shockley, Prêmio Nobel de física, assevera fortemente que isto se dá. Afirma: “Minha pesquisa me leva inescapavelmente à opinião de que a causa principal dos déficits intelectual e social dos negros
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