BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O abuso do álcool — quão ameaçador é?
    Despertai! — 1978 | 22 de junho
    • O que também possuem em comum é que sua dependência do álcool prejudica sua vida de algum modo — emocional, física, econômica ou socialmente.

      Crescente Ameaça

      Declara a revista World Health (Sande Mundial): “Em qualquer tipo de avaliação, as deficiências relacionadas à bebida se classificariam como o maior amálgama, do mundo, dos problemas de saúde.” Esta publicação também comenta: “Na maior parte do mundo, a incidência aumenta, às vezes a um índice explosivo “

      Nos Estados Unidos há agora, calculadamente, 10 milhões de dependentes do álcool, um aumento de vários milhões nos anos recentes. Milhões de outros adquirem hábitos insensatos de beber que poderiam levá-los ao alcoolismo.

      A ameaça à vida e à felicidade, devido ao abuso do álcool, é muito real; não é brincadeira. Por exemplo, um motorista que tenha bebido constitui grave ameaça à vida. A cada ano, apenas nos EUA, calculadamente 25.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito relacionados ao álcool. Isto constitui cerca de metade das mortes ocorridas nas rodovias. E cerca de 500.000 pessoas ficam feridas, graças a motoristas que beberam. A maioria dos motoristas que beberam não eram pessoas que apenas bebiam ‘socialmente’, mas alcoólatras, pessoas que dependiam do álcool.

      Num estudo, feito na Califórnia, EUA, sobre 1.000 motoristas mortalmente feridos, 65 por cento dos responsáveis pelos acidentes estavam sob a influência do álcool.

      Em aditamento, cada ano presencia cerca de 20.000 mortes resultantes de acidentes que envolvem o álcool, naquele país, sem contar os acidentes rodoviários. 6tuase dois terços de todos os homicídios e cerca de um terço de todos os suicídios estão relacionados ao álcool, bem como a metade dos mortos em incêndios e em afogamentos. Milhares morrem devido a doenças relacionadas ao álcool.

      Com efeito, nos EUA, muito mais pessoas morrem ou ficam feridas, cada ano, devido ao abuso do álcool, do que as que foram mortas ou feridas em qualquer ano da Guerra do Vietname. Também, relatórios do Departamento Federal de Investigações (FBI) indicam que mais de 40 por cento de todas as prisões envolvem incidentes relacionados ao álcool.

      É tão comum e problemática a ingestão de bebida alcoólica que cerca de um de cada cinco estadunidenses entrevistados afirma que isso provoca graves dificuldades na família dele ou dela. Alguns nutrem tão fortes sentimentos sobre tais dificuldades que cerca de 20 por cento estão agora a favor da volta à proibição total.

      O abuso do álcool ameaça as pessoas inocentes ainda de outra forma. O Dr Fritz Henn, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Iowa, EUA, afirma: “Em nossos estudos e em outros, o álcool parece estar envolvido em grande número tanto de estupros como de ataques sexuais contra crianças. É provavelmente, de per si, a caraterística mais habitual em ambos os crimes.”

      Cerca de um de cada 10 operários nos EUA possui certo grau de dependência do álcool. Isto resulta num desperdício de cerca de US$ 25 bilhões (Cr$ 450 bilhões) anuais para a economia, resultante de doenças, absenteísmo, ineficiência e acidentes. “Beber em excesso é responsável por mais perdas causadas à indústria do que todas as outras doenças combinadas”, relata U. S. News & World Report.

      Na União Soviética, a imprensa continuamente lembra a seus leitores que grande quinhão do crime, acidentes de transito, divórcios, absenteísmo ao trabalho, delinqüência juvenil e afogamentos, pode ser atribuído ao abuso do álcool. O governo elevou o preço das bebidas alcoólicas na tentativa de barrar a onda avolumante de alcoolismo.

      O alcoolismo é considerado o maior problema doméstico da França. Certo juiz, da cidade de Lille, afirmou que a queixa mais comum das mulheres que solicitavam o divórcio era a bebedeira dos maridos. Em Brest, um chefe de polícia disse: “Tenho visto tanto alcoolismo que me deixou traumatizado — e não posso deixar de pensar em todos os casos que perdemos.” Sessenta por cento dos acidentes industriais do país foram atribuídos ao abuso do álcool.

      Em certo país da América do Sul, alta autoridade chamou o abuso do álcool em seu país de “a mais grave doença social”. Numa nação após outra, os relatórios são similares.

      Sem dúvida, então, uma praga de abuso do álcool — de grandes proporções — varre amplas partes do mundo. Mas como e por que o alcoolismo se arraiga numa pessoa? Como poderá dizer se alguém se está tornando dependente do álcool, ou já o é? Como podem ser ajudadas as pessoas que têm graves problemas com a bebida?

  • O que leva à dependência do álcool?
    Despertai! — 1978 | 22 de junho
    • O que leva à dependência do álcool?

      POR QUE as pessoas se tornam dependentes do álcool? Existem indícios precoces de que a pessoa corre perigo de se tornar alcoólatra?

      Naturalmente, a causa imediata do alcoolismo é o álcool. Caso as pessoas, tomassem bebidas alcoólicas, não se poderiam tornar dependentes delas.

      No entanto, as bebidas alcoólicas acham-se disponíveis na maioria dos lugares, hoje, e continuarão a estar. Também, as pessoas em geral querem ter a liberdade de decidir por si mesmas se beberão ou não. E, em muitas sociedades, não é provável que os problemas desapareçam pela proscrição das bebidas alcoólicas. A era da lei seca nos Estados Unidos mostrava isso.

      O que é mister é bom controle sobre a bebida. Todavia, pouquíssimas pessoas que têm graves problemas com o álcool imaginaram que perderiam o controle sobre a bebida. Deveras, grande parte dos que já são dependentes do álcool não imaginam que são, nem querem admitir isso.

      Sinais Precoces

      O bêbedo habitual é, obviamente, um dependente do álcool, e é reconhecido facilmente como tal. Mas, no caso de muitos outros, em especial nos primeiros estágios, seu alcoolismo talvez não seja tão óbvio, até para eles próprios.

      Existem, porém, sinais claros que apontam para o abuso em potencial ou real do álcool. Exemplificando: se a pessoa honestamente propuser a si mesma várias perguntas, poderá com freqüência determinar prontamente se ela, ou alguém que conhece, tende para a dependência do álcool, ou já é um dependente dele.

      A experiência de organizações, tais como os Alcoólicos Anônimos, é de que, se a pessoa responder “Sim” a até três das seguintes perguntas, pode ficar razoavelmente segura de que o álcool se tornou um problema.

      1. Bebe agora com mais freqüência do que costumava fazê-lo, e toma bebidas mais fortes?

      2. Toma vários tragos todo dia, ou mesmo em vários dias da semana?

      3. Será que a bebida prejudicou sua reputação?

      4. Fica ressentido quando outros o avisam sobre a bebida?

      5. Bebe para fugir das preocupações ou aflições?

      6. Toma, às vezes, os drinques de uma só vez, ao invés de ir sorvendo-os aos poucos?

      7. Sente, às vezes, ânsia de tomar uma bebida alcoólica?

      8. Bebe amiúde sozinho?

      9. Tem a bebida lhe causado problemas tais como o ressentimento de membros de sua família?

      10. Defende seu bebericar porque acha que poderia deixar de beber quando quisesse, mas, ainda assim, não pára de beber?

      11. Se já tentou parar de beber por certo período, digamos, um mês, deixou de alcançar este seu alvo?

      12. Está ficando desleixado quanto à sua aparência, como, por exemplo, engordando muito devido à bebida, mas mesmo assim continua bebendo?

      13. Será que a bebida o tornou descuidado com a saúde, o emprego, os hábitos de gastar, ou o bem-estar da família?

      14. Procura, ou faz arranjos para ocasiões, tais como reuniões sociais, como desculpa para beber?

      15. Guarda uma garrafa de bebida alcoólica escondida em alguma parte, para beber quando outros não estão observando?

      Apenas alguns “Sins” a tais perguntas podem indicar dificuldades. Muitos “Sins” mostrariam que já se estabeleceu certo grau de alcoolismo

      Mas por que as pessoas criam problemas com o álcool, em primeiro lugar? Que fatores entram em cena?

      Muitos Fatores

      É difícil distinguir qualquer condição ou atitude, de per si, que leve uma pessoa a se tornar dependente do álcool. O corpo humano, a mente e as emoções são muito complexos. E as pessoas diferem grandemente uma da outra em sua constituição mental, emocional e física.

      Até mesmo o tamanho do corpo constitui diferença. Pessoas mais corpulentas têm mais água no corpo do que as pequenas. O álcool é diluído na água. Assim, sendo iguais todas as outras coisas, a pessoa menor usualmente será atingida de forma mais rápida pela mesma quantidade de álcool do que uma pessoa mais corpulenta.

      Também, no caso em que todos os fatores, tais como o tamanho do corpo, a formação, os problemas e as pressões, e os hábitos de beber, parecem ser similares, uma pessoa que começa a beber, com o tempo, tornar-se-á viciada, ao passo que outra, com o mesmo conjunto de circunstâncias, não se tornará. Assim, não se pode afirmar que certo problema, disposição emocional, experiência da infância ou ambiente cultural, automaticamente produza um alcoólico.

      Todavia, há fatores que produzem altos índices de alcoolismo. À guisa de exemplo, onde a sociedade propende para o álcool, promovendo-o e anunciando-o, mostrando-o ser algo comum em eventos sociais e em lugares onde se come, então mais pessoas serão induzidas a beber. E, quando beber demais ou a bebedice é representada, não só como algo comum, mas, até mesmo, como humorístico, então se reduz o estigma contra o alcoolismo.

      Em tal ambiente, em especial nas reuniões sociais, faz-se que a pessoa se sinta acanhada, quase como que uma intrusa, se não beber. Os que tentam abster-se do álcool, por terem problemas com ele, talvez se achem sob constante pressão de ajustar-se aos outros.

      Fatores econômicos também desempenham sua parte. Há muito abuso do álcool entre os pobres, em especial nas grandes cidades das sociedades industriais. A pobreza pode trazer a sensação de frustração, a qualidade tranqüilizante do álcool mascarando temporariamente a dor da realidade.

      Por outro lado, a afluência em alguns países trouxe consigo maior bebericar por parte de grupos de renda média e alta. Também, há as pressões do emprego e as sociais que conduzem a se beber mais. Um estudo dos hábitos de beber de 8.000 executivos estadunidenses revelava que 27 por cento eram beberrões inveterados, consumindo a média de cerca de 180 mililitros de álcool todo dia, sete dias por semana. No Japão, relata-se que cerca de 60 por cento das pessoas em posição de supervisão têm problemas com bebida. E mais donas-de-casa nas nações mais ricas tornam-se agora alcoólicas.

      Problemas maritais e familiares não raro fazem um cônjuge, ou ambos, voltar-se para o álcool, na tentativa de obter alívio da infelicidade. A solidão também pode levar alguém a beber demais, assim como pode o desapontamento, o temor do futuro, a falta de confiança, ou até mesmo uma tragédia, tal como a morte dum ente querido

      Mas as pessoas que bebem demais para tentar reduzir seus problemas, sua ansiedade ou depressão, sempre verificam que acabam tendo problemas, ansiedade e depressão ainda maiores. Estas são as conseqüências inevitáveis do alcoolismo

      Jovens Que Bebem

      Um grupo de médicos, escrevendo no Times de Nova Iorque, declarou: “Uma preocupação especialmente profunda, de nossos tempos, é o surpreendente aumento da ingestão de bebida pelos jovens, com dramático aumento na prevalência do abuso geral do álcool, do alcoolismo e do vício múltiplo”

      O principal problema de saúde dos jovens, nos EUA, é o alcoolismo. Situa-se como ameaça muito mais grave do que o vício de entorpecentes, tais como a heroína. Certa autoridade governamental o chama de “problema devastador . . . de proporções epidêmicas”.

      Uma pesquisa revelou que cerca de um terço dos estudantes de 2.º grau daquela nação têm problemas com a bebida. E, agora a dependência do álcool está sendo encontrada em crianças que são ainda mais moças, nem tendo ingressado ainda no 2.º grau.

      Na Alemanha, os pesquisadores da Universidade de Kiel declaram que um sexto dos jovens da Alemanha, entre 10 e 18 anos, estão “ameaçados pelo alcoolismo”. Outros países, em que o alcoolismo em geral aumenta, também verificam que seus jovens estão mais envolvidos.

      Um resultado imediato é observado pelo Sunday Globe, de Boston, EUA, que disse: “As mortes no trânsito, que envolvem motoristas adolescentes que passaram a beber depois que a idade permitida para se beber foi reduzida, subiram três vezes.”

      Mas, por que mais jovens estão bebendo? Uma razão é a ‘pressão dos colegas’, a influência dos amigos. “Todos os meus amigos bebem”, disse certo jovem, numa declaração típica. Outro afirmou: “Eu não queria parecer ‘quadradão’, por isso comecei a beber.”

      Assim como se dá com os adultos, muitos jovens bebem porque, como disse um deles: “Beber me faz sentir feliz, e me ajuda a passar momentos agradáveis.” Alguns outros motivos que os jovens dão são: sentem-se entediados com a vida; têm problemas em casa ou na escola; ou temem o futuro, num mundo de durezas e incertezas.

      O motivo mais comum, porém, indicado pelos jovens para explicar seus hábitos de beber, é a influência dos pais e da sociedade adulta em geral. O livro Teen-Age Alcoholism (Alcoolismo Entre Adolescentes) declara: “No caso da bebida, embora a influência do grupo de colegas seja importante, os pais exercem a maior influência.” Na Alemanha, verificou-se que, quando o pai bebe muito, seus filhos também o fazem mais amiúde.

      Muitos pais, porém, não abusam do álcool. E insistem que os filhos não bebam de modo regular até que tenham bastante idade para o fazerem com responsabilidade. Os estudos revelam que, em tais famílias, cerca da metade apenas dos jovens se metem em dificuldades com o álcool, em comparação com as famílias em que os próprios pais bebem muito.

      Quando é comum, numa sociedade, que

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar