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  • O surto da jogatina — como encara isso?
    A Sentinela — 1975 | 1.° de junho
    • O surto da jogatina — como encara isso?

      O SURTO da jogatina legalizada tem sido fenomenal em todo o mundo. Mais de setenta e cinco países têm loterias, e florescem também outras formas de jogos de azar.

      Vários países asiáticos legalizaram recentemente jogos em cassinos. Cassinos modernos são também grandes atrações em Suazilândia, Lesoto e Botsuana, na África.

      O parlamento britânico, em 1960, votou a legalização de formas populares de jogos de azar, inclusive apostas fora dos hipódromos e em cassinos. A Austrália tem cerca de 2.500 agenciadores de apostas licenciados pelo estado. O povo aposta mais de 5,5 bilhões de dólares por ano, o que é mais do que o governo gasta com educação, defesa, habitações, serviços sociais e de beneficência em conjunto!

      Cerca de cinqüenta milhões de estadunidenses apostam cada ano, entre 30 a 100 bilhões de dólares, dependendo da estimativa que se prefere. A vasta maioria deste dinheiro é apostada ilegalmente. Muitos estados, porém, apressam-se agora a legalizar loterias, aprovar novos hipódromos e as apostas fora deles.

      No começo de 1974, oito estados ali tinham loterias, estando pelo menos mais quatro prestes a começar. A cidade de Nova Iorque começou a legalizar apostas turfísticas fora dos hipódromos (Off-Track Betting, ou OTB) em 1971, e muitos outros lugares talvez também o façam em breve. Também Nova Jersey, Maryland e Havaí supostamente consideram juntar-se a Nevada na legalização da jogatina em cassinos.

      Como se dá que uma atividade antes exercida quase que só ilegalmente, agora está sendo legalizada!

      POR QUE A LEGALIZAÇÃO É POSSÍVEL

      Na maior parte, a mudança da atitude do público é responsável por isso. Há uma geração atrás, jogos de azar, mesmo para “bons” fins, eram considerados moralmente errados. Mas não é assim que a maioria das pessoas os encara agora. O que se dá no seu caso, leitor?

      Comentando a crescente aceitação da jogatina, a revista Newsweek observou: “A tendência pode ser atribuída em parte à permissividade geral da sociedade; igual ao álcool, à maconha e à liberdade sexual, a instituição da jogatina perde constantemente seu valor de choque e torna-se aceitável como parte da vida moderna.”

      Alguns legisladores têm feito empenho árduo em prol da legalização. Argumentam que os jogos de azar são diversos e que os governos, em vez de os criminosos, deviam receber o dinheiro que o povo perde no pagamento desta diversão. As grandes religiões aparentemente concordariam com isso, conforme observou o sacerdote episcopal William S. Van Meter: “Oficialmente, os episcopais, os judeus e os católicos romanos não acham que os jogos de azar sejam imorais.”

      Mas o que acha você, leitor? É realmente cristão, é coerente com a Bíblia, incentivar uma atividade que causou problemas a tantas pessoas? Alguns aparentemente acham que a legalização se justifica. Esperam que, pela legalização da jogatina, as atividades ilegais deixem de existir.

      Será que isto tem acontecido?

      PREJUDICA A JOGATINA ILEGAL?

      Há pouco tempo atrás, um relatório da Fundação Nacional de Ciência (dos E. U. A.) observou: “As loterias estaduais tiveram um impacto muito limitado na jogatina ilegal . . . O jogo legal não agrada suficientemente aos apostadores do jogo ilegal para desviá-los deste.”

      Jogadores informados sabem que as loterias estaduais retribuem apenas pouco de cada dólar apostado, em comparação com a renda do dólar apostado ilegalmente. Até mesmo as OTB de Nova Iorque tiraram muito pouco negócio importante dos agenciadores ilegais de apostas. Os grandes apostadores continuam com tais, por causa das vantagens que oferecem. Por exemplo, os ganhos são livres de impostos, os agenciadores fornecem crédito e há tipos de apostas, tais como as acumuladas, os números, e assim por diante, que as operações legais não oferecem.

      Também, o que talvez surpreenda a muitos, é que a grande maioria das apostas ilegais ali são feitas no futebol americano, no basquete e em outros esportes. E ali não há apostas legais para tais competições. Em resultado, a legalização das loterias e das OTB tem tido o efeito de incentivar as pessoas a procurar tais atrativos ilegais de apostas. Isto foi o que verificou um recente estudo do Departamento de Polícia de Nova Iorque.

      Este estudo calculou que as apostas ilegais aumentaram em 62 por cento em 1972. O Chefe de Polícia Paul F. Delise explicou: “Criou-se um ambiente de jogatina. Visto que é agora possível apostar legalmente nos cavalos, milhares de pessoas, que nunca antes nem mesmo teriam pensado em apostas no futebol [americano], no basquete ou no basebol, apostam agora com os agenciadores de apostas.”

      VERDADEIRO SURTO

      Cerca de 200.000 pessoas apostam agora diariamente nas mais de 120 casas novas de OTB na cidade de Nova Iorque. Ali apostam cerca de 23 por cento dos adultos da cidade. Em 1973, apostaram cerca de 691 milhões de dólares, calculando-se para 1974 a soma de 800 milhões. No entanto, aproximadamente duas vezes esta quantia é apostada ilegalmente na cidade! Alguns redatores de esportes calculam que mais da metade dos aficionados do futebol americano apostam nos jogos.

      “As apostas tornaram-se tão comuns, que são a regra, não a exceção”, lamenta Ruth Spirito, do Conselho Comunitário do Nordeste de Bronx, de Nova Iorque. O mesmo acontece em outros países onde a jogatina foi legalizada. “O nível das apostas”, observou o jornal Daily Mail de Londres, “é agora tão elevado, que constitui uma ameaça social”.

      É a jogatina realmente uma ameaça? Quais são as suas conseqüências?

  • O que a jogatina faz às pessoas
    A Sentinela — 1975 | 1.° de junho
    • O que a jogatina faz às pessoas

      CERTO postalista nova-iorquino nunca antes havia apostado. Daí, abriu na vizinhança uma casa de apostas turfísticas. Uma aposta levava a outra. Recentemente, quando sua esposa telefonou para Jogadores Anônimos, o homem devia 5.000 dólares e acabava de sair correndo para apostar seus últimos 16 dólares, deixando atrás uma geladeira vazia e dois filhos famintos.

      As experiências muitas vezes são grotescas. O dono duma próspera firma de confecções foi consultar um psiquiatra por causa de sua compulsão de apostar. Para compreender melhor o caso, o psiquiatra acompanhou o homem ao hipódromo. Observou fascinado o homem ganhar dinheiro em sete dentre nove corridas. Intrigado, o psiquiatra decidiu experimentar. Em pouco tempo também tornou-se jogador inveterado, e, com o tempo, perdeu a sua clientela.

      Talvez diga que isto é incrível. “É, típico”, respondeu um ex-jogador ao saber desta experiência. “Tenho visto muitos casos semelhantes.”

      COMPULSÃO INSIDIOSA

      Esta compulsão de apostar começa dum modo aparentemente inocente. “Vejo entrar as senhoras”, explicou um vendedor de bilhetes numa casa de apostas de OTB. “No começo, apostam 2 ou 4 dólares. Depois passam para vinte e trinta. Depois de alguns meses, apostam 50 a 60 dólares por corrida. Quantas tenho visto assim? Só na minha loja — pelo menos 20.”

      É assombroso o número dos que ficam profundamente envolvidos nas apostas. “Metade dos fregueses [de OTB] apostam seis dias por semana”, afirma um membro de Jogadores Anônimos. Muitos perderam o domínio de si mesmos e lamentam que começaram. Uma dona-de-casa de Brooklyn chorou, dizendo: “Eu gostaria de não ser apostadora regular.” E um jovem lamentou: “Tenho perdido tanto, ultimamente, . . . mas não consigo parar; está no meu sangue.”

      Muitos empresários de destaque também se tornaram jogadores inveterados. O periódico Dun’s Review, no seu artigo sobre “O Vício Oculto dos Executivos”, concluiu que a jogatina é “uma das mais sérias ameaças para os E. U. A. — ainda mais do que o alcoolismo e o vício das drogas”.

      É verdade que nem todos os que começam tornam-se jogadores inveterados. De fato, muitos consideram os jogos de azar como ‘diversão inofensiva’. Mas, são realmente isso? Em que resulta muitas vezes tal “diversão”? Talvez fique surpreso de saber quantos lares são afetados pelas conseqüências tristes.

      Segundo cálculos do Instituto Nacional de Saúde Mental nos Estados Unidos, há só ali 10 milhões de jogadores inveterados! E tais pessoas jogam ou apostam ao ponto de entrarem em sérias dificuldades financeiras e pessoais, causando

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