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  • A religião perde terreno no “Cinturão da Bíblia”
    Despertai! — 1973 | 8 de setembro
    • A religião perde terreno no “Cinturão da Bíblia”

      POR mais de dois séculos, a parte meridional dos Estados Unidos tem sido um baluarte do modo de pensar conservador da religião protestante. Batistas, metodistas e outros grupos religiosos “fundamentalistas” dominaram de tal modo a área que veio a ser mencionada como “o Cinturão da Bíblia”.

      Mas, agora, a frente anteriormente sólida apresentada pelas igrejas da Região Sul se está desmoronando. Em 1971, apenas a Igreja Batista, dentre estes principais grupos religiosos do Sul, conseguiu aumentar o número de membros. Tratava-se de um aumento nominal de 1,2 por cento, apenas um décimo de um por cento a mais que o aumento demográfico. O aumento de 1972 foi um tanto mais impressivo.

      No entanto, outros problemas além do de seu rol de membros afligem as igrejas sulistas. Um anterior presidente da Convenção Batista do Sul disse a uma conferência de evangelismo que “uma onda gigantesca de paganismo, hedonismo e ateísmo ameaça . . . a igreja”. O Statesman de Austin (Texas, EUA) cita-o como afirmando: “Num tempo em que a igreja encara o maior desafio, a igreja se acha na condição mais anêmica e doentia. . . . Vivemos para ver a Igreja [Batista] morrer diante de nossos próprios olhos.”

      Os observadores de outras denominações se expressam de formas similares. Alguns acham que talvez seja impossível reavivar a igreja ‘moribunda’. Os pregadores se sentem frustrados devido à decrescente influência da religião no Sul. Ken Forshee, pastor da Igreja Cristã de Highland Hills, na cidade de Oklahoma, concluiu, depois de entrevistar ministros de vinte e cinco igrejas dessa localidade:

      “Para cada homem que eu possa apontar que deriva prazer do ministério, três deixariam o ministério se tivessem alguma idéia do que poderiam fazer. Esta é uma das questões mais críticas da igreja atualmente.”

      Um associado de Forshee, Rex Vaughan, se refere “a um grande grau de desespero da parte dos clérigos e também dos leigos — uma falta de visão e de instrumentos concretos”.

      Mas, por que esta ‘falta de visão concreta’ no que veio a ser considerado o próprio coração da religião fundamentalista dos EUA? Porque questões críticas, peculiares às igrejas meridionais dos EUA, confrontam “o Cinturão da Bíblia”. Para exemplificar, há as mudanças associadas à integração racial. Para entender seu efeito, é preciso examinar brevemente a história do sul dos EUA.

  • A questão racial abala as igrejas do “Cinturão da Bíblia”
    Despertai! — 1973 | 8 de setembro
    • A questão racial abala as igrejas do “Cinturão da Bíblia”

      NO INÍCIO do século dezenove, achavam-se igrejas da mesma organização religiosa tanto no Norte como no Sul dos EUA. A escravidão negra, também, existia em ambas as regiões daquele país. Mas, a escravidão negra não deu muito certo no Norte, onde havia maior concentração de comércio, de manufaturas e se dava a expansão para o oeste. No Sul, contudo, onde a colheita de algodão era a base da economia, a escravidão provia a mão de obra barata.

      À medida que as duas regiões do país se dividiram politicamente devido à questão da escravidão, também se separaram religiosamente. As igrejas do Norte condenaram a escravidão como ‘impura’; ao passo que as do Sul a chamavam de ‘santa’. Os ultradevotos sulistas procuraram textos isolados para tentar provar que era correta a escravidão negra forçada. Em 1844, a Igreja Metodista no Norte e no Sul se dividiu devido à questão da escravidão negra; os batistas fizeram o mesmo um ano depois. Daí, em 1861, o ano em que irrompeu a Guerra Civil, os presbiterianos se dividiram seguindo a linha política de Mason-Dixon, ou seja, os limites entre Pensilvânia e Maryland.

      As igrejas no Sul até mesmo se envolveram na escravidão, segundo E. M. Poteat Jr., ministro da Igreja Batista Memorial Pullen, em Raleigh, Carolina do Norte. Afirma ele: “Não só homens cristãos mantinham escravos para a Glória de Deus, mas as próprias igrejas freqüentemente promoviam o Reino dos céus por alugarem escravos que se tornaram bens móveis da Casa de Deus.”

      A escravidão negra assim se tornou firmemente arraigada no Sul. Não se deve olvidar, porém, que, se a escravidão negra tivesse sido economicamente bem sucedida no Norte, onde existira anteriormente, as igrejas ali, sem dúvida, teriam-na apoiado apaixonadamente como fizeram seus correspondentes sulistas.

      Preconceitos Raciais Depois da Guerra Civil

      Depois que o Sul ficou derrotado, no fim da Guerra Civil, em 1865, seus clérigos, todavia, apegaram-se ao que era característico deles — o protestantismo do “Cinturão da Bíblia”. “Se não podemos obter nossa independência política, estabeleçamos pelo menos nossa independência mental”, insistiu um pregador metodista de Mississippi no fim da Confederação. A publicação Southern White Protestantism in the Twentieth Century, (O Protestantismo Sulista Branco no Século Vinte), de K. K. Bailey, afirma: “Os líderes sulistas estavam convictos de que a religião branca no Sul era uma forma mais pura do que a mesma denominação no Norte.”

      Os escravos talvez tenham sido legalmente libertos depois da Guerra Civil, mas os negros continuaram a sofrer ostracismo social. Os extremistas no Sul mantinham a supremacia branca! Até mesmo pregadores metodistas e batistas figuraram no rol da temida Ku Klux Klan para hostilizar os negros emancipados. A maioria da população negra no Sul ficou afligida pela pobreza e analfabetismo durante décadas depois da Proclamação da Emancipação em 1863.

      Como conseqüência, os negros párias não receberam suficiente instrução para poder ler a Bíblia. Usualmente não eram bem acolhidos nas igrejas brancas, assim, começaram seus próprios ofícios que, de início, consistiam em pouco mais do que conversarem e cantarem. Compuseram seus próprios cânticos, os ‘spirituals religiosos’. Qualquer sermão que era proferido não era nada mais, amiúde, do que uma história bíblica que havia sido transmitida de pai para filho e grandemente embelezada no ínterim.

      Mas, mesmo que os brancos tivessem permitido que os negros se juntassem a suas igrejas, poucos teriam feito isso. Como afirma o autor do livro Deep South (O Coração do Sul): “Visto que o Cristianismo, conforme representado pelos batistas e metodistas anglo-saxônicos, era a única religião que conheciam, e estava tão definitivamente ligada ao chefe e senhor de terras branco, havia o temor de que seriam compelidos a passar a eternidade onde o Deus da raça branca continuaria a impor-lhes a mesma crueldade e injustiça que sempre haviam conhecido.”

      A história dos Estados Unidos mostra que os negros pouco querem ter que ver com um Deus racista branco. A maioria, ao invés, prefere seu próprio ramo da religião fundamentalista.

      Efeitos das Mudanças Modernas Sobre as Igrejas Sulistas

      Daí, dramaticamente, em 1954, o inteiro complexo de eventos começou a mudar no Sul. O Supremo Tribunal dos EUA deu um golpe contra a segregação escolar. Desde aquele tempo, os negros agitam “o Cinturão da Bíblia”. Desmoronam muros que escravizaram as mentes e os espíritos das pessoas de cor por cem anos, e emerge uma geração de negros formados em faculdades, que falam o que pensam e exigem a igualdade com os brancos.

      Os velhos argumentos religiosos da supremacia branca perderam sua força diante da avalancha de leis federais e de movimentos de protesto que contam com apoio nacional. Muitos abandonaram as igrejas que antes tinham conceitos racistas. No entanto, nas mudanças radicais ocorridas nos últimos anos recentes, as igrejas negras do Sul também não ficaram ilesas.

      Ao invés, as igrejas negras se tornaram pontos de reunião para se organizar protestos e demonstrações. Pregadores negros, destacados na luta em prol da justiça social, até mesmo aspiram cargos políticos que vão desde vereador a senador.

      Ademais, o negro mediano se tornou mais materialista, em resultado das exigências de igualdade. Afirma U. S. News & World Report: “Os clérigos negros estão sentindo um aumento da indiferença religiosa entre pessoas para as quais a igreja negra era o sustentáculo da vida.” (25 de setembro de 1972) Na verdade, muitos pretos no Sul permanecem profundamente religiosos e respeitam a Bíblia. Mas, as súbitas mudanças no quadro social e religioso provocam nova disposição de espírito. Como observou certo branco, o negro no Sul agora “sente pouco sentimento de culpa se decidir abandonar a igreja e se tornar agnóstico ou ateu”.

      O aparecimento da integração e o aumento do poder negro têm sido instrumentais para que a religião fundamentalista, quer “branca” quer “negra”, perca terreno no “Cinturão da Bíblia”. Mas, que outros fatores também servem para abrir rombos na até então sólida frente religiosa da Região Sul?

      [Mapa na página 5]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      O CINTURÃO DA BÍBLIA

  • A ignorância bíblica traz outras perdas
    Despertai! — 1973 | 8 de setembro
    • A ignorância bíblica traz outras perdas

      NA DÉCADA de 1950, as igrejas estadunidenses cresceram rápido. As congregações engrossaram suas fileiras. Novas seitas se formaram, saindo das denominações principais. Em parte alguma o sonho dourado de ‘converter o mundo para o Reino de Cristo’ era mais dourado do que na região do “Cinturão da Bíblia”. Mas, a partir da década de 1960, a religião deixou de ser excitante. No Sul, como temos visto, muitos membros e ministros das igrejas voltaram suas atenções para questões sociais e políticas.

      Mas, o que dizer dos que sinceramente buscavam alimento espiritual nas igrejas? Viram a Bíblia ser ensinada claramente como sendo a Palavra de Deus e se lhes mostrou como poderia ser usada como guia na vida? Uma resposta clara provém dos líderes eclesiásticos. Por exemplo, o anterior presidente da Convenção Batista do Sul, Carl Bates, admite: “Criamos uma geração de batistas que são quase que totalmente ignorantes de nossa doutrina.” E o Dr. K. L. Chafin, batista, afirma: “Não sabem como articular suas crenças.”

      Por Que Há Ignorância Bíblica Entre Membros das Igrejas?

      Mas, por que os membros das igrejas são “quase que totalmente ignorantes” e incapazes de “articular suas crenças”, que devem ser baseadas na Bíblia? Poderia dar-se que os clérigos não têm nada de substancial para oferecer a seus rebanhos, à base da Bíblia? Será que os clérigos sulistas realmente crêem que a Bíblia é “inspirada por Deus”, como fez o apóstolo Paulo? — 2 Tim. 3:16.

      Para ter a resposta de uma igreja, considere o Broadman Bible Commentary (Comentário Bíblico de Broadman), preparado por peritos batistas. Lança tamanha dúvida sobre a autenticidade da Bíblia que sua aparência tem criado um furor nos círculos batistas do sul já por vários anos. Mas, agora, cada vez menos eclesiásticos questionam o comentário. Afirma o Christian Century a respeito das sessões de negócios da Convenção Batista do Sul:

      “A questão que ameaça prover a maior explosão que abalaria os ouvidos das deliberações da CBS — a perene inquisição envolvendo o ‘Comentário Bíblico de Broadman’, de 12 volumes e seus editores — desapareceu choramingando . . . [os conservadores] introduziram uma resolução solicitando o recolhimento e a reescrita da obra por causa de sua incoerência com a crença batista quanto à qualidade inerrante absoluta da Bíblia.”

      Será que a maioria dos delegados estava a favor de se rejeitar um comentário que questiona a “qualidade inerrante absoluta” da Bíblia? Desejavam que fosse reescrita para que mostrasse inquestionável apoio à Bíblia? O relatório continua:

      “Os [delegados] recusaram, por um sobrepujante voto permanente endossar a retirada do comentário . . . Não se fez a contagem por cabeça, mas a resolução parecia ter sido derrotada por uma margem de 4 a 1.”

      Como se pode esperar que os membros comuns da igreja ‘saibam articular suas crenças’ se até mesmo os membros destacados da igreja estão divididos em questões fundamentais tais como “a qualidade inerrante absoluta da Bíblia”? Certamente teria de haver amplas variações na crença, como resultado da dúvida sobre o papel das Escrituras. Mas, a incerteza não se limita à crença.

      A conduta cristã deve ser guiada pela Bíblia. Assim, não seria de esperar que houvesse também dúvida sobre o que é correto com respeito à ação, à conduta cristã?

      Sim. E a confusão que tem resultado pode ser ilustrada com um exemplo específico. Dois ministros batistas do sul foram entrevistados por uma firma de relações públicas da Geórgia se a votação política, o serviço militar, saudar emblemas nacionais, as atividades ecumênicas, as cerimônias patrióticas e apoiar a ONU tornavam a pessoa “parte do mundo”. Um ministro disse “Sim” a cada ponto em dúvida. O outro disse “Não” a cada ponto. Todavia, um dos dois pastores também anotou no questionário que lhe foi enviado que “Deus não é um deus de confusão”.

      Na verdade, Deus não está confuso, nem o está a sua Palavra, a Bíblia. Mas, não existe óbvia confusão entre os clérigos da mesma denominação batista? A pessoa comum não ficará menos confusa. Não é surpresa que muitos leigos “quase que totalmente ignorantes” simplesmente abandonem suas igrejas.

      Deixar de aderir à norma bíblica de conduta também cria uma questão divisiva entre os metodistas do “Cinturão da Bíblia”. Que questão é essa?

      Os Metodistas e o Homossexualismo

      A questão é o homossexualismo. A Bíblia claramente diz: “Não vos enganeis . . . nem adúlteros, nem depravados, nem homossexuais . . . terão parte no reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, Herder) Todavia, quando quatro ministros metodistas da área de Atlanta foram inquiridos se os princípios bíblicos eram violados pelo homossexualismo, apenas um deles disse que Sim!

      Em 1971, um periódico, The Texas Methodist (O Metodista do Texas), entrevistou membros dessa igreja a respeito do homossexualismo. Respondendo à pergunta: “Crê que uma pessoa pode ser tanto um cristão como um homossexual?”, 41 por cento do total das 533 pessoas que responderam disseram “Sim!” E 60 por cento dos ministros disseram “Sim!” Alguns até mesmo se referiram ao homossexualismo como sendo “natural”.

      O efeito divisivo que a questão do homossexualismo tem tido nas igrejas metodistas da área é claramente observado nesta carta de um antigo membro da igreja ao The Texas Methodist: “Tenho sido metodista por mais de setenta anos e jamais vi tais coisas sujas como as que acontecem na Igreja Metodista, e que parecem ser aceitas pelos líderes de nossa igreja. Não é de admirar que tantos membros a estejam deixando.”

      A Hipocrisia Afasta Muitos no “Cinturão da Bíblia”

      Há outra razão por que muitos — especialmente os jovens — se afastam das religiões fundamentalistas do “Cinturão da Bíblia”. Qual é? Uma resposta vem de Paul H. Johnson, da Igreja Batista da Rua Martin, em Raleigh, Carolina do Norte: “Uma porção de jovens observam os cristãos pregarem uma coisa e praticarem outra.”

      Exigências estritas há muito têm sido impostas à maioria dos membros das igrejas do “Cinturão da Bíblia”, proibindo-os de fumar ou de ingerir bebidas alcoólicas. Mas, será que as pessoas dessas igrejas realmente creram em tais ensinos? Bem, mais de 90 por cento da safra enorme de fumo dos EUA ainda provêm do Sul. E Kentucky permanece sendo o principal estado produtor de uísque dos EUA. Poder-se-ia esperar que os jovens inteligentes da atualidade ignorassem tão óbvias incoerências? Dificilmente!

      Nem se pode desperceber a hipocrisia dentro de muitas das próprias igrejas do “Cinturão da Bíblia”. Uma senhora em Decatur, Geórgia, afirma: “Fui criada como filha de um ministro batista, o que significou que não se permitia nada de maquilagem, nada de jóias, nada de jogos de cartas em casa, nenhuma dança de qualquer espécie, nada de cabelos curtos para as moças, nada de música aos domingos, e absolutamente nada de fumo ou álcool. Quase tudo era ‘proibido’. Quando tinha doze anos, mais ou menos, compreendi que todos diziam uma coisa e na realidade viviam de outra maneira. Principalmente meu pai. Ele pregava aos domingos contra tudo que ele fazia a semana inteira.” Tal hipocrisia é apenas mais uma das causas de muitos se afastarem das igrejas do Sul.

      Por certo, deixar de crer na Bíblia por aderir firmemente a seus ensinos resultou na divisão, na incerteza e na hipocrisia dentro das organizações religiosas do “Cinturão da Bíblia”. Contribuiu para sua perda de membros. Todavia, muitas pessoas sinceras honestamente perguntam se há qualquer aspecto positivo de algum modo no quadro religioso do “Cinturão da Bíblia” nos Estados Unidos.

  • A verdade bíblica avança no “Cinturão da Bíblia”
    Despertai! — 1973 | 8 de setembro
    • A verdade bíblica avança no “Cinturão da Bíblia”

      O ÚNICO sinal de saúde espiritual no “Cinturão da Bíblia” (e em todas as demais partes do mundo) foi recentemente indicado pelo historiador da Igreja Batista, Dr. H. L. McManus, da Universidade Mercer em Macon, Geórgia. Ele apontou as testemunhas de Jeová como tendentes a tornar-se ‘grande denominação’ e trouxe à atenção seu ‘crescimento fenomenal’.

      As estatísticas aqui indicadas, baseadas no trabalho das testemunhas de Jeová em quinze estados da região tradicional do “Cinturão da Bíblia”, revelam que, deveras, têm tido um ‘crescimento fenomenal’, como indicado pelo Dr. McManus:

      Ano: 1961 1971 1972

      N.º de T. J.: 70.926 115.730 120.425

      Mas, por que cresceram de forma tão vigorosa? Considere a explicação oferecida em um sermão por outro clérigo batista, C. Earl Cooper, da Igreja Batista Riverside em Jacksonville, Flórida:

      “As Testemunhas crêem na Bíblia . . . do início ao fim, e ‘não numa parte dela apenas, mas em toda ela’. Se vocês batistas] cressem tanto em sua religião como elas crêem na delas, se persistissem num realismo inteligente de sua religião tanto quanto elas persistem na delas, se os dez milhões de batistas do sul através deste país cressem em sua religião da forma como as Testemunhas de Jeová crêem na religião delas, estes batistas do sul virariam a América do Norte de cabeça para baixo, ou a virariam de cabeça para cima, pondo o que é certo no seu lugar, mas não cremos.”

      Milhares de pessoas verificam que as “Testemunhas crêem na Bíblia”, e, assim, afastaram-se das igrejas fundamentalistas em que a Palavra de Deus amiúde recebe pouco mais do que louvor fingido. Embora muitos desejem ardentemente entender a Bíblia e usá-la como guia de suas vidas, ela permanece como um livro fechado para elas até que entram em contato com às testemunhas de Jeová.

      Por exemplo, um senhor em Colúmbia, Carolina do Sul, contrasta os cinqüenta anos nas igrejas do “Cinturão da Bíblia” com aquilo que aprendeu por estudar com as Testemunhas: “Ao estudar com as testemunhas de Jeová, comecei a compreender que na Escola Dominical [da minha própria igreja] fazíamos a chamada, passavam duas bandejas de coleta, a Bíblia jamais era aberta, nem usada. Eu simplesmente me sentava e ouvia e jamais aprendi nada da Bíblia. Quando comparecia ao Salão do Reino das testemunhas de Jeová, ouvia excelente discurso, examinava muitos textos e realmente obtinha conhecimento e entendimento exatos.”

      Naturalmente, este senhor verificou que as testemunhas de Jeová não só aprendem sobre a Bíblia, mas realmente crêem nela e a vivem. Exemplificando: não passam “bandejas de coletas” nem avaliam financeiramente os membros da congregação. Antes, seguem o princípio bíblico de dar voluntariamente, conforme se encontra em 2 Coríntios 9:7: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.”

      A Verdade Sobre os Mortos Atrai Muitos

      Centenas de pessoas que têm estado nas igrejas no Sul e que desejam crer na Bíblia têm ficado perplexas com o ensino do “inferno de fogo”. Para exemplificar: uma senhora em Houma, Louisiana, revela a frustração que certa vez sentiu quanto à doutrina do “inferno de fogo”: “Foi-me ensinado que Deus era um Deus de amor, conforme declarado em João 3:16, todavia, a igreja ensinava um inferno ardente. Isto simplesmente não parecia lógico para um Deus de amor. Recentemente senti a perda de um ente querido em minha família, e fiquei preocupada com a condição desta pessoa. Fiquei emocionada de saber pela Bíblia a condição dos mortos, bem como a maravilhosa esperança duma ressurreição.” Sim, a simples verdade bíblica declarada em Eclesiastes 9:5, que ‘os mortos não estão cônscios de coisa alguma’, e estão dormindo na morte, aguardando uma ressurreição ou volta à vida, atrai as pessoas de coração honesto, como atraiu esta senhora. Ela sabe agora que um Deus amoroso não atormenta pessoas eternamente num “inferno de fogo”.

      Outra senhora, em Daraville, Geórgia, perdeu sua mãe. Ela perguntou ao seu ministro batista se a mãe dela (que não era membro da igreja do ministro) estava no “inferno de fogo”. Esta senhora, ao lembrar-se das tentativas dele em responder, concluiu: “Bem, quando ouvi os ‘talvez’ e os ‘não sei ao certo’, isso bastou para mim. Finalmente compreendi que o homem não sabia nada sobre a Palavra de Deus, a Bíblia. Assim decidi esquecer de tudo aquilo, do pregador, da igreja, de tudo mesmo.”

      Algum tempo depois disso, as testemunhas de Jeová a visitaram. Então, não só foram respondidas as perguntas dela sobre a condição dos mortos, mas ela aprendeu como a Bíblia ajuda aos vivos. Ela afirma: “Agora estou aprendendo o modo de vida cristão. As testemunhas de Jeová realmente têm a Deus como a Autoridade Suprema em todos os assuntos, não importa quão grande ou pequeno seja o problema. Todas as respostas estão na Bíblia e agora eu as estou encontrando, com a esperança de ajudar outros como eu mesma que não têm conseguido obter respostas da Palavra de Deus para as suas perguntas.”

      A Moral Bíblica Atrai

      O padrão genuíno e não hipócrita da moral bíblica mantido pela organização das testemunhas de Jeová tem atraído centenas de pessoas.

      Assim, um senhor que fora membro da junta de provedores duma igreja batista em Louisiana, recorda: “Numa reunião de provedores, fomos instruídos pelo pastor auxiliar a ensinar aos rapazinhos como cometer fornicação com as mocinhas sem deixá-las grávidas.” Ele abandonou tal igreja.

      Daí, o que aconteceu? Ele declara: “Minha esposa começou a estudar com as Testemunhas. Ela ficou impressionada com sua limpeza moral. Fui convidado às reuniões. Notei logo de início a amabilidade da congregação. Daí, também, soube que a congregação desassocia os praticantes do erro. Verifiquei que aqui estava a organização que tem elevadíssimas normas morais.” Este senhor aceitou as normas morais da Bíblia e é agora uma das testemunhas de Jeová.

      A Profecia Bíblica Interessa a Muitos

      Outros ficam emocionados de aprender sobre as profecias bíblicas. O apóstolo cristão Pedro mostra que os cristãos fazem bem em ‘prestar atenção à palavra profética’. — 2 Ped. 1:19.

      Mas, na maioria das igrejas do “Cinturão da Bíblia”, ignora-se quase que inteiramente a profecia. Certo ministro da “Igreja de Cristo” na Geórgia até mesmo se refere à profecia como ‘aberta a toda sorte de especulação subjetiva’.

      No entanto, as condições atuais sem par no mundo são meridianamente entendidas apenas à luz da profecia bíblica. (Veja Mateus, capítulo 24; Marcos, capítulo 13 e Lucas, capítulo 21.) Adicionalmente, é a profecia que revela ao cristão a maravilhosa Nova Ordem de justiça em que a vontade de Deus será feita tanto na terra como no céu. (Mat. 6:9; Rev. 21:1-4) Muitos observam que esta esperança é firmemente nutrida pelas testemunhas cristãs de Jeová porque crêem na inteira Palavra de Deus. Aprendendo sobre essa mesma esperança, elas, também, se tornam Testemunhas.

      Como revelam estes poucos exemplos, a Verdade da Palavra de Deus, ensinada pelas testemunhas de Jeová, espalha-se rapidamente no “Cinturão da Bíblia”, como em todas as demais partes do mundo. Ao passo que outras igrejas observam o esvaziamento de seu rol de membros, as Testemunhas crescem numericamente e, o que é mais importante, em sentido espiritual, no entendimento da Santa Palavra de Deus. Por que não averigua pessoalmente as razões deste crescimento? Onde quer que more, entre em contato com as testemunhas de Jeová, aprenda a Verdade destas pessoas que realmente harmonizam suas crenças e suas vidas com a Bíblia.

  • “Sede fecundos e tornai-vos muitos” — em que proporção?
    Despertai! — 1973 | 8 de setembro
    • “Sede fecundos e tornai-vos muitos” — em que proporção?

      ● A expressão “sede fecundos e tornai-vos muitos” foi dirigida pelo Criador tanto aos animais como ao homem. (Gên. 1:22, 28) É de conhecimento comum que, via de regra, passam-se nove meses entre a concepção e o nascimento do homem. Mas, o que dizer das outras criaturas da terra? Várias autoridades fornecem os seguintes períodos de tempo para as seguintes espécies: bactérias, de 20 minutos a vários dias; galinhas, 21 dias; camundongos, de 20 a 21 dias; patos, de 23 a 30 dias; coelhos, de 30 a 34 dias; porquinhos da Índia, de 68 a 71 dias; leitões, 114 dias; ovelhas, 146 dias; vacas, 270 dias; cavalos, de 330 a 380 dias; elefantes, de 607 a 641 dias; baleias, de 330 a 550 dias (dependendo da espécie).

      Falando-se de modo geral, quanto maior for a espécie, maior será o seu período de gestação.

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