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Adora a um Deus vivo?Despertai! — 1989 | 22 de dezembro
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uma Trindade. Se for uma de tais pessoas, pergunte a si mesmo: Conheço realmente o Deus ao qual adoro? Qual é o seu nome? Como pode ele ser três pessoas em um só Deus? Qual é a fonte da minha crença?
Os que crêem na Trindade provavelmente presumem que Jesus Cristo e seus apóstolos a ensinaram, e que se trata dum ensino da Bíblia. Mas não é. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) reconhece: “A formulação de ‘um só Deus em três Pessoas’ não foi solidamente estabelecida, de certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes do fim do 4.º século [centenas de anos depois de Jesus e seus apóstolos terem estado na Terra]. . . . Entre os Pais Apostólicos, não havia nada, nem mesmo remotamente, que se aproximasse de tal mentalidade ou perspectiva.”
Por outro lado, centenas de anos antes de Jesus Cristo vir à Terra qual homem, o ensino duma trindade estava firmemente arraigado entre os povos cujas religiões se baseavam em mitologia. Por exemplo, os antigos egípcios adoravam a trindade composta de Osíris, Ísis (esposa dele) e Hórus (filho dele). E os hindus, mesmo até os dias atuais, adoram uma trindade composta do Trimúrti dotado de três cabeças, de Brama, Vixenu e Xiva.
Assim, em vez de simplesmente acompanhar os outros e prestar sua adoração do modo como o fazem as pessoas em sua volta, examine as coisas, para certificar-se de que realmente conhece o que está adorando. Aos atenienses, que adoravam aquilo que realmente não conheciam, disse-se que Deus ‘não está longe de cada um de nós’, e que ele podia ser encontrado por qualquer pessoa que fervorosamente o buscasse. Podemos ter confiança, portanto, de que, se empreendermos uma fervorosa busca do Deus vivo e verdadeiro, nós o encontraremos. — Atos 17:27.
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O tédio pode causar stress e depressãoDespertai! — 1989 | 22 de dezembro
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O tédio pode causar stress e depressão
“O TÉDIO pode ser um dos stresses mais esmagadores e opressores que os humanos experimentam.” Assim comunica o Dr. Jay Shurley, professor-emérito de psiquiatria e ciências behavioristas da Universidade de Oklahoma, EUA, num artigo da revista Elle. “O tédio”, disse ele, “é um sentimento desconfortável, bem desagradável, de que algo não vai bem em nossa vida. É um pedido de um tipo especial de estímulo, um sinal de que nossas necessidades não estão sendo satisfeitas, uma sensação de estar enredado. É muito estressante, e pode levar a uma variedade de problemas — depressão, toxicomania, doenças psicossomáticas, ou algo tão simples como dormir bastante para fugir do tédio”.
As pesquisas do Dr. Shurley sobre as causas e os efeitos do tédio eram parte dum projeto de cinco anos na Antártida. Uma das observações mais surpreendentes foi a de que o tédio pode dar início a um círculo vicioso. Pode gerar grande stress numa pessoa. O stress, por sua vez, pode causar o tédio, que então gera ainda mais stress interno.
Os efeitos deste círculo tédio-stress podem ser devastadores. O Dr. Shurley afirma: “Muitos divórcios resultam de o marido ou a esposa estar entediado com o emprego, entediado agora que os filhos já se foram de casa, entediado com uma vida social enfadonha, mas que não pode ou não quer encarar o fato de que o problema é basicamente pessoal.” Assim, o cônjuge entediado se divorcia e “encontra alguém novo, e, por algum tempo, isso resolve o problema. Por algum tempo. Daí, volta ao ponto de partida”. Sim, o tédio mais uma vez faz com que o indivíduo se sinta desanimado.
“A mente humana”, disse o Dr. Shurley, “tem fome de mudanças, de desafios, de aprendizagem, e duma nova experiência. A variedade não é o tempero da vida. É o próprio âmago da vida.” Neste respeito, o Dr. Shurley explicou por que os ricos têm problemas especiais de tédio. “Eles podem ter quase tudo que desejam. Mas, para que algo seja realmente satisfatório, é preciso lutar por isso, empenhar-se por isso. Quando nada é realmente desafiador, até mesmo a mais glamorosa e privilegiada existência é tediosa — um dos motivos de tantas pessoas, nesta situação, voltarem-se para o uso de tóxicos.”
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