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  • O crescente terror do estupro

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  • O crescente terror do estupro
  • Despertai! — 1981
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  • Matéria relacionada
  • Como Reagem a Maioria das Vítimas?
  • A Necessidade de Aprender a Resistir
  • É Real Ameaça Hoje em Dia?
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Despertai! — 1981
g81 8/1 pp. 5-6

O crescente terror do estupro

ESTUPRO! Talvez isso a deixe tão assustada, ou o ache tão horripilante que refuta em ler algo a respeito. Se assim for, sendo mulher, talvez seja o tipo de pessoa que especialmente precise pensar sobre esse assunto. Dizemos isso por causa da forma como agem os violadores, ao escolher suas vítimas.

“Um violador em potencial procura uma mulher que seja vulnerável ao ataque”, explica James Selkin, diretor do Centro dos Estudos Sobre Violência, no Hospital das Clínicas de Denver, EUA. Gene G. Abel, professor de psiquiatria, descreve tal pessoa vulnerável: “A maioria dos violadores procuram uma mulher assustada, atordoada, passiva, que se submeta a eles sexualmente com o mínimo de resistência.”

Ameaçada por um violador sexual, seria tal tipo de mulher? Como reagiria?

Como Reagem a Maioria das Vítimas?

Compreensivelmente, a mulher confrontada com a ameaça de estupro talvez fique aterrorizada. Com efeito, dois professores da Faculdade de Boston, EUA, depois de entrevistarem 80 vítimas de estupro, comentaram: “A reação primária de quase todas as mulheres ao estupro foi a de temor.” E o problema é que tal temor pode ser paralisante.

Uma vítima de estupro forneceu a seguinte ilustração: “Já viu um coelho paralisado diante do brilho dos faróis dianteiros de seu carro quando percorria uma estrada à noite? Estava petrificado — como se soubesse que iria pegá-lo — foi isso que aconteceu.”

Amiúde, juntam-se ao temor a confusão e a incerteza. Exemplificando, uma jovem de 19 anos explicou: “Não lutei jamais fisicamente contra ele, em parte por estar aterrorizada, mormente devido a que, em minha ingenuidade, eu achava que uma jovem tem de fazer o que lhe mandam. . . . Eu fiquei totalmente confusa e indefesa contra a inteira repentinidade do ato.”

Ela reagiu como muitas outras o fizeram em circunstâncias similares. Submeteu-se ao homem. Poucas estão preparadas para resistir — ou para resistir com todas as suas forças. Elizabeth R. Dobell, escrevendo na revista Seventeen (Dezessete Anos), fez essa surpreendente revelação: “Em apenas um dos 4.057 casos de estupro comunicados à polícia na cidade de Nova Iorque, em 1974, houve um ato de resistência. . . . O profundo terror, em face das ameaças físicas, simplesmente deixa indefesas a maioria das mulheres.”

Conseguiria um violador intimidá-la a entregar-se a ele? Como iria resistir a ele? Saberia fazê-lo?

A Necessidade de Aprender a Resistir

Alguns conselheiros talvez lhe digam que não deve resistir, especialmente se o violador tiver uma arma. É melhor, afirmam, deixar que tal homem faça o que quer e assim evitar outros danos. Mas, será sábio tal conselho?

“Acho que é totalmente errado”, afirma Frank Lena, instrutor de cursos de Autodefesa Contra Estupro, nas escolas de 2.º grau norte-americanas. “Ensino a essas jovens que, se você deixar um sujeito violá-la por causa de medo, ele bem que poderá matá-la quando tiver acabado, de modo que não possa identificá-lo mais tarde.” Outros peritos afirmam a mesma coisa, instando com as mulheres para que resistam.

O problema de como resistir, porém, é realíssimo. “Ficamos com medo”, comentou uma mulher, “porque não temos confiança em nós mesmas. . . . Esperamos que isso não aconteça. E, quando acontece, não sabemos o que fazer”.

Mas, as condições em muitos lugares tornam importante que a leitora, como mulher, aprenda isso. Precisa aprender a reagir a um violador em potencial, dum modo que talvez seja totalmente diferente do que faria em outras circunstâncias.

É Real Ameaça Hoje em Dia?

“Mas realmente”, talvez pergunte, “não são relativamente raras as violações sexuais? Não é uma possibilidade um tanto remota de a pessoa ser violada?”

Examinando-se certas estatísticas de estupro, talvez alguém assim presumisse. Em 1933, só foram comunicados à polícia 4.930 casos nos Estados Unidos. Já em 1962, embora o total tivesse aumentado para 16.310, isso não parece ter afetado igual número de mulheres.

No entanto, nos 16 anos seguintes, o número de estupros comunicados à polícia deu um salto de quatro vezes, para 67.131, em 1978. E, nos primeiros nove meses de 1979, aumentou outros 9 por cento. A violação sexual é o crime que mais rápido aumenta nos Estados Unidos. Todavia, os estupros que são comunicados à polícia dão pequena idéia das dimensões da ameaça que as mulheres confrontam hoje em dia.

Isto se dá porque a ampla maioria de estupros não são comunicados às autoridades. Muitas vítimas se sentem envergonhadas de fazê-lo. Talvez receiem o ceticismo e a suspeita de suas afirmações de que foram violadas, ou apenas desejem preservar sua privacidade. Algumas temem o que sua família possa dizer ou fazer. Outras acham que simplesmente não vale a pena incomodar-se com isso, visto que só cerca de 2 por cento de todos os violadores sexuais são condenados e presos.

As investigações indicam um total estonteante de estupros. Em geral, calcula-se o total como sendo de três a cinco vezes maior que o número comunicado à polícia. Dizia a revista Time: “Alguns analistas afirmam que até 500.000 pessoas são atacadas por ano pelos estupradores.” Segundo o livro How to Protect Yourself from Crime (Como Proteger-se do Crime): “Há estimativas que indicam que até 90 por cento de todos os estupros não são comunicados à polícia.”

Assim, mais de 1.000 mulheres, por dia, podem ser vítimas de estupro, apenas nos Estados Unidos! E este total não inclui a maioria das 60.000 crianças que, anualmente, sofrem abusos sexuais.

Todavia, o estupro não é, de jeito nenhum, um problema apenas estadunidense. A violência sexual também aumenta na América do Sul, na África e na Europa.

Por que o estupro se tornou tamanho problema hoje em dia? O que faz com que os homens cometam estupro?

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