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  • O crescente terror do estupro
    Despertai! — 1981 | 8 de janeiro
    • O crescente terror do estupro

      ESTUPRO! Talvez isso a deixe tão assustada, ou o ache tão horripilante que refuta em ler algo a respeito. Se assim for, sendo mulher, talvez seja o tipo de pessoa que especialmente precise pensar sobre esse assunto. Dizemos isso por causa da forma como agem os violadores, ao escolher suas vítimas.

      “Um violador em potencial procura uma mulher que seja vulnerável ao ataque”, explica James Selkin, diretor do Centro dos Estudos Sobre Violência, no Hospital das Clínicas de Denver, EUA. Gene G. Abel, professor de psiquiatria, descreve tal pessoa vulnerável: “A maioria dos violadores procuram uma mulher assustada, atordoada, passiva, que se submeta a eles sexualmente com o mínimo de resistência.”

      Ameaçada por um violador sexual, seria tal tipo de mulher? Como reagiria?

      Como Reagem a Maioria das Vítimas?

      Compreensivelmente, a mulher confrontada com a ameaça de estupro talvez fique aterrorizada. Com efeito, dois professores da Faculdade de Boston, EUA, depois de entrevistarem 80 vítimas de estupro, comentaram: “A reação primária de quase todas as mulheres ao estupro foi a de temor.” E o problema é que tal temor pode ser paralisante.

      Uma vítima de estupro forneceu a seguinte ilustração: “Já viu um coelho paralisado diante do brilho dos faróis dianteiros de seu carro quando percorria uma estrada à noite? Estava petrificado — como se soubesse que iria pegá-lo — foi isso que aconteceu.”

      Amiúde, juntam-se ao temor a confusão e a incerteza. Exemplificando, uma jovem de 19 anos explicou: “Não lutei jamais fisicamente contra ele, em parte por estar aterrorizada, mormente devido a que, em minha ingenuidade, eu achava que uma jovem tem de fazer o que lhe mandam. . . . Eu fiquei totalmente confusa e indefesa contra a inteira repentinidade do ato.”

      Ela reagiu como muitas outras o fizeram em circunstâncias similares. Submeteu-se ao homem. Poucas estão preparadas para resistir — ou para resistir com todas as suas forças. Elizabeth R. Dobell, escrevendo na revista Seventeen (Dezessete Anos), fez essa surpreendente revelação: “Em apenas um dos 4.057 casos de estupro comunicados à polícia na cidade de Nova Iorque, em 1974, houve um ato de resistência. . . . O profundo terror, em face das ameaças físicas, simplesmente deixa indefesas a maioria das mulheres.”

      Conseguiria um violador intimidá-la a entregar-se a ele? Como iria resistir a ele? Saberia fazê-lo?

      A Necessidade de Aprender a Resistir

      Alguns conselheiros talvez lhe digam que não deve resistir, especialmente se o violador tiver uma arma. É melhor, afirmam, deixar que tal homem faça o que quer e assim evitar outros danos. Mas, será sábio tal conselho?

      “Acho que é totalmente errado”, afirma Frank Lena, instrutor de cursos de Autodefesa Contra Estupro, nas escolas de 2.º grau norte-americanas. “Ensino a essas jovens que, se você deixar um sujeito violá-la por causa de medo, ele bem que poderá matá-la quando tiver acabado, de modo que não possa identificá-lo mais tarde.” Outros peritos afirmam a mesma coisa, instando com as mulheres para que resistam.

      O problema de como resistir, porém, é realíssimo. “Ficamos com medo”, comentou uma mulher, “porque não temos confiança em nós mesmas. . . . Esperamos que isso não aconteça. E, quando acontece, não sabemos o que fazer”.

      Mas, as condições em muitos lugares tornam importante que a leitora, como mulher, aprenda isso. Precisa aprender a reagir a um violador em potencial, dum modo que talvez seja totalmente diferente do que faria em outras circunstâncias.

      É Real Ameaça Hoje em Dia?

      “Mas realmente”, talvez pergunte, “não são relativamente raras as violações sexuais? Não é uma possibilidade um tanto remota de a pessoa ser violada?”

      Examinando-se certas estatísticas de estupro, talvez alguém assim presumisse. Em 1933, só foram comunicados à polícia 4.930 casos nos Estados Unidos. Já em 1962, embora o total tivesse aumentado para 16.310, isso não parece ter afetado igual número de mulheres.

      No entanto, nos 16 anos seguintes, o número de estupros comunicados à polícia deu um salto de quatro vezes, para 67.131, em 1978. E, nos primeiros nove meses de 1979, aumentou outros 9 por cento. A violação sexual é o crime que mais rápido aumenta nos Estados Unidos. Todavia, os estupros que são comunicados à polícia dão pequena idéia das dimensões da ameaça que as mulheres confrontam hoje em dia.

      Isto se dá porque a ampla maioria de estupros não são comunicados às autoridades. Muitas vítimas se sentem envergonhadas de fazê-lo. Talvez receiem o ceticismo e a suspeita de suas afirmações de que foram violadas, ou apenas desejem preservar sua privacidade. Algumas temem o que sua família possa dizer ou fazer. Outras acham que simplesmente não vale a pena incomodar-se com isso, visto que só cerca de 2 por cento de todos os violadores sexuais são condenados e presos.

      As investigações indicam um total estonteante de estupros. Em geral, calcula-se o total como sendo de três a cinco vezes maior que o número comunicado à polícia. Dizia a revista Time: “Alguns analistas afirmam que até 500.000 pessoas são atacadas por ano pelos estupradores.” Segundo o livro How to Protect Yourself from Crime (Como Proteger-se do Crime): “Há estimativas que indicam que até 90 por cento de todos os estupros não são comunicados à polícia.”

      Assim, mais de 1.000 mulheres, por dia, podem ser vítimas de estupro, apenas nos Estados Unidos! E este total não inclui a maioria das 60.000 crianças que, anualmente, sofrem abusos sexuais.

      Todavia, o estupro não é, de jeito nenhum, um problema apenas estadunidense. A violência sexual também aumenta na América do Sul, na África e na Europa.

      Por que o estupro se tornou tamanho problema hoje em dia? O que faz com que os homens cometam estupro?

  • Por que isso acontece?
    Despertai! — 1981 | 8 de janeiro
    • Por que isso acontece?

      CADA vez mais, os homens violam sexualmente as mulheres. “Nos campi universitários, há tantos incidentes de estupro”, comenta o livro Against Rape (Contra o Estupro) “que algumas das grandes escolas puseram em vigor medidas antivioladoras. Em certa universidade do Centro-Oeste, estabeleceu-se um serviço de acompanhantes. As mulheres então relataram que estavam sendo violadas pelos homens que se ofereciam para ser seus acompanhantes”.

      O estupro não é algo novo. A Bíblia fala do estupro da filha de Jacó e da filha de Davi, há milhares de anos. Mas, por que tal conduta se tornou tão comum hoje em dia? — Gên. 34:1, 2; 2 Sam. 13:1-14.

      Mentalidade Favorável ao Estupro

      O modo como muitos homens, hoje em dia, encaram as mulheres, é um fator importante. Parecem imaginar que a função principal das mulheres é dar prazer sexual aos homens. A tremenda disseminação da pornografia constitui um fator de tal mentalidade. A frase “pedaço de carne” é até mesmo usada para descrever a mulher. A mentalidade que promove tal linguagem também é a mentalidade duma pessoa que poderia cometer estupro.

      Os jovens não raro são criados num ambiente em que aprendem tais atitudes. Ensina-se aos rapazes que a agressão e a violência provam a virilidade e a masculinidade. E as moças aprendem a esforçar-se muito em conseguir, com efeito, provocar os homens. Comentando isto, um conselheiro num centro de combate ao estupro, em Chicago, EUA, afirmou: “O estupro é a conseqüência lógica da forma como se ensina aos homens e às mulheres a tratarem uns aos outros.”

      A confusão sexual nos anos formativos dum jovem constitui também um fator que contribui para que alguns homens se tornem violadores. Algumas parentas, por tratarem os rapazinhos como brinquedos sexuais, contribuíram para eles nutrirem sentimentos agressivos contra as mulheres. Certo estudo de 200 ofensores sexuais condenados, nos Estados Unidos, revelava que 44 por cento deles tinham dormido com sua mãe na mesma cama, e que as mães se comportaram de modo sexual para com eles.

      Mudança nos Estilos de Vida Modernos

      O fato de que as mulheres saem de casa e competem com os homens, tornando-se cada vez mais “iguais”, é indicado por alguns como outra razão do aumento de estupros nos Estados Unidos. Camille E. LeGrand, advogada da Califórnia, afirma que o estupro é uma forma, consciente ou inconsciente, de os homens ‘manterem as mulheres em sua devida posição’ por lhes mostrarem a contínua força e poder dos homens sobre as mulheres.

      A maior liberdade de locomoção das mulheres modernas, em si mesma, as expõe mais ao estupro. A psicóloga Carolyn J. Hursch explica: “Há mais violações sexuais porque há mais mulheres fora de casa, fazendo coisas. Há cinqüenta anos atrás dificilmente havia uma mulher sozinha à noite na rua, sem um homem a acompanhando. Atualmente, é óbvio que isso é bem comum.”

      Também, mais mulheres, hoje, colocam-se em situações que propiciam o estupro. Um comercial popular de TV, nos EUA, mostra uma mulher sozinha, em casa, convidando um conhecido para o apartamento dela, para tomar uma bebida alcoólica. Ela explica aos telespectadores que fazer isso, agora, é “inteiramente correto”. E, visto que os padrões morais da Bíblia foram desconsiderados por tantas pessoas, cria-se o ambiente para que as mulheres, em tal situação, sejam forçadas, contra vontade, a terem relações sexuais.

      “Estupro no Namoro”

      A expressão acima talvez pareça estranha para muitos, todavia, é apropriada. Certa autoridade calcula que “35 por cento das violações” ocorrem numa situação de namoro; outra, que “a ampla maioria” ocorre nesse caso. Daí a descrição: “estupro no namoro”.

      Numa enquête de 1.070 estupros, a socióloga Pauline Bart, da Universidade de Ilinóis, EUA, comunica que 59 por cento dos estupros foram cometidos por homens que as vítimas conheciam. Indicando o problema, o Star de Toronto, Canadá, observou: “Em muitos casos em que uma mulher sofre um ataque sexual, isto acontece da parte de alguém que ela conhece, de quem gostava e em quem confiava antes do ataque. Em cerca da metade dos casos, ela achou aceitáveis suas investidas sexuais iniciais.”

      Por que, então, acontece o estupro?

      Basicamente, é porque a mulher sai junto com um homem que não respeita os padrões morais da Bíblia. Sair junto com alguém se tornou uma espécie de “joguinho” para muitos, ao invés de um meio de se buscar um cônjuge apropriado. Num encontro assim, alguns homens “interpretam mal” as mulheres. “Pensam que, se uma mulher toma um drinque com eles, então é OK ela ter relações sexuais com eles”, explica o psiquiatra Gene G. Abel. Um convite para ir ao apartamento dela, ou ela aceitar ir ao dele, poderá significar para o homem que a mulher está disposta a ter relações sexuais, muito embora, quando chegue realmente o momento para isso, ela diga “Não”, e tente fugir.

      Violência e Sexo

      Debate-se quanto ao que exatamente move um homem a cometer estupro. Presume-se comumente que é para satisfazer sua paixão sexual. Mas alguns afirmam que, com freqüência, há algo mais envolvido. Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Boston, EUA, comunicou: “O estupro é um ato pseudo-sexual, um padrão de comportamento sexual que tem que ver muito mais com status, agressão, controle, e domínio, do que com o prazer sensual ou a satisfação sexual.”

      Os diferentes lados às vezes se acirram bastante nesse debate. Um colunista de jornal expressou o conceito de muitos: “O estupro não é um crime de lascívia — é um crime de violência.” Sem dúvida, alguns estupros são principalmente crimes violentos, com a motivação de ferir as mulheres, dominá-las, ‘mantê-las em seu devido lugar’. Todavia, suscitar o desejo sexual dum homem — quer a mulher tencionasse fazer isso quer não — também constitui um motivo principal de muitos homens forçarem mulheres a ter relações sexuais com eles.

      O interesse nesse assunto moveu Donna Vali, socióloga e criminologista de Los Angeles, EUA, a enviar questionários a 645 psiquiatras. Ela fez perguntas, tais como: “Se a mulher deseja evitar ser vítima dum crime sexual, seria sábio se ela considerasse o que suas roupas e suas ações dizem, conforme interpretadas pelos homens?” Também: “Acham-se os biquínis, as suéteres colantes, as saias curtas, os grandes decotes e a moda de não usar sutiã entre os estilos que poderiam atrair a atenção dum criminoso sexual em potencial?”

      Um total de 88 por cento dos psiquiatras responderam “Sim” à primeira pergunta, e 62 por cento “Sim” à segunda. Comentou Vali: “O ressentimento contra as mulheres é amiúde fornecido como motivação [para o estupro]. Este ressentimento não raro resulta de o homem ser provocado por roupas reveladoras, e daí rejeitado, caso tente levar avante o que lhe parecia ser um convite.”

      Obviamente, visto que tanto mulheres com seus 80 e poucos anos como menininhas se tornam vítimas, a roupa é apenas um dos fatores dentre os muitos que podem contribuir para o estupro. Mas, não importa quais os fatores envolvidos, não pode haver nenhuma desculpa para um homem obrigar uma mulher a ter relações sexuais com ele.

      Fracasso em Punir Transgressores

      Todavia, outra razão para o rápido aumento no estupro é o fracasso dos tribunais em punir os transgressores. Segundo a “Associated Press”: “A polícia em Seattle, EUA, recebeu 308 queixas de estupro, no ano passado [1979], mas apenas seis pessoas foram condenadas.” Apenas cerca de 2 por cento dos estupradores são condenados e presos. Os restantes saem livres. Como diz a Bíblia: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” — Ecl. 8:11.

      Até violadores condenados são logo soltos, vindo de novo a cometer estupro. “Justiça tipo ‘borboleta de entrada e saída’ é uma expressão vulgar — mas é isso mesmo que ela é”, comentou um oficial de polícia.

      Sinal dos Tempos

      De modo que o estupro e outros crimes aumentam numa taxa cada vez mais rápida, criando um mundo violento, louco pelo sexo, em que é quase perigoso demais de se viver. Significativamente, a Bíblia diz que “os últimos dias” deste sistema de coisas seriam “tempos críticos, difíceis de manejar” porque os homens seriam “ferozes, sem amor à bondade” moral. Assim, o aumento sem precedentes nos estupros é apenas mais uma evidência de que vivemos num tempo mui significativo, predito na profecia bíblica. — 2 Tim. 3:1-5.

      Os autores dum livro que trata da prevenção ao estupro comentaram: “Algumas pessoas, lendo sobre o nosso conselho, dirão que beira à paranóia. . . . Mas a paranóia é uma parte necessária da sobrevivência. Quando se considera a nossa sociedade, paranóia é algo a se esperar. Não deve envergonhar-se dela, nem tentar negá-la, mas, ao invés, deve lidar com ela.”

      O que pode fazer? Como pode proteger-se do estupro?

  • Como poderá proteger-se
    Despertai! — 1981 | 8 de janeiro
    • Como poderá proteger-se

      TÃO desagradável quanto possa ser pensar no estupro, a própria experiência pode ser absolutamente aterrorizante. E, visto que, conforme indicado no artigo anterior, vivemos nos “últimos dias” deste sistema de coisas, podemos bem esperar que o número de tais experiências continue a aumentar.

      Isto significa que, como mulher, precisa saber como proteger-se. Por um lado, é importante saber que circunstâncias amiúde levam ao estupro.

      Resistir em “Encontros”

      Muitas jovens são violadas sexualmente quando estão num “encontro”. Tipicamente, o casal se beija, até mesmo se abraça e acaricia. Daí o homem, excitado sexualmente, quer mais. A moça, porém, não deseja ir avante. O homem faz pressão, e a moça, intimidada e confusa, submete-se. Como explicou uma jovem de 17 anos:

      “Eu era tranqüila, reservada, humilde, submissa — e virgem. . . . No nosso último encontro, ele me empurrou para o banco de trás de seu carro e me agarrou. Eu simplesmente me entreguei.”

      Por que as jovens são tão facilmente violadas? Seu primeiro erro é ter “encontros” com homens que deixam de apegar-se aos padrões morais da Bíblia. E seu segundo erro é deixar-se manobrar para uma situação comprometedora. Talvez não desejem parecer preocupadas ou tolas por tomar uma posição firme contra as investidas iniciais do homem. Mas, num manual sobre prevenção de estupro para mulheres, os autores instam com elas: “Precisa ser rude, tomar uma posição firme, talvez até mesmo parecer boba. Sem dúvida perderá um pretendente, o que, nesse caso, não seria perda alguma.”

      Prosseguindo, tais autores dizem: “Uma vez se comece a brincar conforme a situação, está enredada. O ponto é não começar, manter-se longe de tudo isso.” Sim, as jovens precisam entender plenamente o efeito de se iniciar o jogo sexual preliminar, tal como beijar. Frederic Straska; que passou anos investigando o estupro, disse sobre uma vítima que fora beijada seguidamente:

      “O erro seguinte que [Gayle] fez foi presumir que ‘beijar não é assim tão importante, será que é’? Beijar é potentíssima atividade sexual em si mesma. O lábio superior é uma das áreas mais sensuais do corpo. Um homem ou uma mulher poderia ser tão excitado sexualmente por meio de beijos apaixonados como por carícias em áreas sexuais diretas do corpo. . . .

      “Do ponto de vista de Mike, Gayle o estava incitando, provocando. Ela talvez não tivesse tal intenção. Provavelmente não tinha. Mas, foi isso que ele percebeu. É isso o que a maioria dos homens teria percebido numa situação similar. Por permitir tanto quanto ela permitiu, por não mostrar quaisquer sinais convincentes de proibição, Gayle levou Mike ao que, para ele, era um beco sem saída.”

      Os pais podem fazer muito para proteger suas filhas. Devem esforçar-se de conhecer bem os rapazes com quem andam as suas filhas. Será que tais jovens respeitam os requisitos morais de Deus? Aplicam-nos em sua vida? Se assim for, não devia haver problemas. Mas, se um rapaz conseguir ocultar suas verdadeiras intenções, a moça deve tomar uma posição corajosa, esclarecendo que de forma alguma se submeterá a ele.

      Há muitas coisas que uma jovem pode fazer para resistir. Quando as intenções incorretas dum namorado se tornaram evidentes, uma jovem fez o que outras também verificaram ser eficaz. Ela desviou dele a sua cabeça, enfiou o dedo na sua própria garganta, virou de novo a cabeça e vomitou em cima dele. Imediatamente, a paixão dele se amainou; ele se mostrou compreensivo, preocupado com a saúde dela, e a levou para casa.

      Resistir a Outros Que Conhece

      Outras pessoas que conhece talvez sejam também violadores em potencial, inclusive seus próprios parentes, vizinhos, os parentes de suas amigas, etc. A fim de proteger-se, é vital estar alerta. Não é o caso de suspeitarmos de cada parente e amigo que nos abrace ou que, de outra forma, demonstre afeição ou atenção por nós. Mas, lembre-se, todo violador é parente ou amigo de alguém.

      Quando visitava seus parentes, uma jovem de 15 anos foi violada por seu primo, quando não havia outros por perto. Uma moça de 17 anos foi violada quando aceitou o convite para ir ao apartamento do irmão de sua cunhada. Isso acontece a toda hora — da parte de pessoas que as moças conheciam e em quem amiúde confiavam. Surpreendidas, abaladas, confusas, muitas jovens, infelizmente, provam-se vítimas fáceis, suscitando com freqüência a indagação, até mesmo na mente de seus próprios pais, de se não foram cúmplices voluntárias.

      Corretamente, uma jovem em tal situação deve resistir destemidamente. Algumas evitaram com êxito o estupro por fazerem toda sorte de coisas vulgares e repulsivas, a fim de se tornarem desatraentes e nada femininas. Também, aquilo que alguém diz pode afastar um estuprador em potencial.

      Uma babá de 14 anos estava sendo levada para casa pelo pai da criança. No caminho, ele desviou o carro da estrada para uma área escondida. Começou a tocar nela e a acariciá-la, daí, começou a tirar as roupas dela. Nisso, ela parou de lutar contra ele e disse: “Sabe, Sr. Silva, dentro de nove ou dez anos isto poderia acontecer com sua filhinha.” Isso o esfriou por completo. Ele pediu desculpas e até mesmo chorou.

      Tome Precauções

      “A chave é a prevenção”, diz um oficial de polícia. “Sustento que 95 por cento de todos os estupros poderiam ter sido evitados.” Precisa pensar nas possíveis conseqüências de suas ações.

      Por exemplo, o costume de pedir carona de carro coloca as mulheres numa situação vulnerável. Pelos resultados dos questionários fornecidos por dois pesquisadores do estupro, a maioria das mulheres violadas por homens a quem não conheciam estavam de “carona” em carros, na ocasião do estupro. Nem é sábio dar carona a alguém.

      Similarmente, convidar um homem a quem não conhece bem a entrar em sua casa pode resultar em ser violada. Talvez seja um rapaz que contratou para cuidar do quintal, e deseja oferecer-lhe algo para beber. Ou poderá ser o rapaz que bate à sua porta, desejando fazer um telefonema de “emergência”. De modo sábio, leve a bebida até o rapaz no ar livre, ou dê o telefonema para o rapaz que precisa de ajuda. Especialmente se mora numa localidade em que há muitos crimes, não permita que estranhos entrem em sua casa quando estiver sozinha!

      Também, mantenha a segurança de sua casa por meio de trancas adequadas nas portas e janelas. Visto que morar sozinha expõe a mulher a maiores perigos, caso more sozinha, talvez considere a possibilidade de arranjar uma colega de quarto.

      Caso seja um genitor, precisará levar em conta suas filhas que talvez fiquem em casa, depois das aulas, antes que chegue em casa. Tenha cuidado para que sua filha não fique ali sozinha com um rapaz que não seja seu irmão, ou numa situação em que ela talvez seja a única mulher do grupo. Converse sobre a prevenção do estupro com suas filhas, e sobre como resistir a um ataque.

      Sabiamente, abaixe suas persianas quando se veste ou se despe. Não ande em casa sumariamente vestida, de modo que pessoas do lado de fora possam vê-la. Certa mulher fez isso. Um vizinho achou que isto era um convite. Certa noite, ele veio ao apartamento dela. Ela o deixou entrar, e ele a violou.

      Se puder de todo jeito evitá-lo, não ande sozinha à noite pelas ruas. Muito embora os violadores em geral escolham mulheres de 16 a 24 anos, não presuma que não será um alvo por ser muito mais velha, ou muito mais jovem. Lembre-se, até mesmo crianças e mulheres com seus 80 e poucos anos são atacadas às vezes. E visto que roupas sugestivas são um fator em muitos estupros, é sábio vestir-se com modéstia.

      A policial da cidade de Nova Iorque, Mary Keefe, nos deu idéia das precauções a tomar, quando ela descreveu o modo como os violadores amiúde trabalham, dizendo: “Ele usualmente escolhe uma hora tardia (das 20 horas às 4 da manhã são as horas de maior incidência), ou um lugar solitário e deserto — um atalho, um terreno baldio, uma lavanderia.”

      Todavia, apesar das precauções que tome, suponhamos que, certo dia, veja-se confrontada com um violador sexual. O que deve fazer?

      Resistir aos Estranhos

      Em uma só palavra, resista!, Não se deixe intimidar. Como disse a policial Mary Keefe: “Uma vez a mulher insuspeitosa seja assediada, o violador em potencial a testa para certificar-se de que ela possa ser intimidada, de modo que ele tenha pouca dificuldade em fazê-la ceder às suas exigências.”

      Assim, deixe bem claro que positivamente não se entregará a ele. Desde o início, deixe que saiba que não será fácil se ele tentar fazer algo contra você. É isto o que os peritos afirmam. O psicólogo James Selkin insta com as mulheres:

      “É importante que a mulher resista desde o próprio início do ataque, quando o atacante manifesta pela primeira vez suas intenções. Neste ponto, ele ainda não cometeu nenhum crime grave, e é mais fácil que ele procure uma vítima mais cooperadora do que lutar para sobrepujar uma que já abalou as esperanças dele de uma suave viagem de fantasia sexual.”

      Afirma o Professor Gene G. Abel:

      “Para impedir o estupro, a mulher deve esclarecer, dum modo firme, inequívoco e usando linguagem direta e confiante, de que sob nenhuma circunstância ela permitirá relações sexuais e que, a menos que o violador fuja imediatamente, ele se meterá em dificuldades. O violador precisa vê-la como uma oponente difícil, agressiva, e não como uma pessoa encolhida de medo, passiva, que tateia em busca duma resposta à sua ameaça de estupro.”

      A firme resistência, desde o início, realmente funciona. Uma senhora teve a seguinte experiência na cidade de Nova Iorque:

      “Eu estava fazendo compras e voltava para casa, por volta das 21 horas, e entrei no prédio onde morava. Como de costume examinei o elevador, antes de entrar nele. Tudo estava bem. Mas, quando cheguei ao 4.º andar, a porta do elevador se abriu. Um homem tinha subido correndo pelas escadas, para me pegar no 4.º andar, e eu não o tinha visto. Ele entrou e começou a avançar para mim, dizendo que não me machucaria se eu tivesse relações sexuais com ele.

      “Antes de ele poder ir mais além, eu lhe disse, calmamente: ‘O Sr. deve ser doido para me dizer tal coisa. Não sabe que eu sou cristã e que seria errado eu fazer isso? Não faço essas coisas. Além disso, estou indo para casa, e minha família está esperando por mim.’

      “Ele então respondeu: ‘OK, OK, OK, não fique nervosa, e por favor, não grite. Eu vou embora.’ De modo que saltou no 5.º andar e desceu correndo as escadas para fugir de mim.”

      Alguém, porém, talvez pergunte: ‘E se tal homem tiver uma faca ou um revólver? Não é perigoso resistir?’ É a própria pessoa quem deve decidir o que fará. Mas Susan Brownmiller, destacada porta-voz do assunto de estupro, comenta em seu livro Against Our Will (Contra Nossa Vontade):

      “Apesar dos mitos populares da violência masculina e da suposta segurança da submissão, nunca foi demonstrado que a resistência, por parte da vítima de estupro numa tentativa de escapar, ‘provoque’ um atacante a cometer um ato de homicídio.”

      Por outro lado, a resistência, vez após vez, salvou as mulheres do estupro e até da morte. O violador-assassino Albert DeSalvo, conhecido como o “Estrangulador de Boston”, escolhia mulheres que ele conseguia intimidar. Uma garçonete que resistiu a ele, mordendo o dedo dele até o osso, e continuando a gritar alto, não foi nem violada nem morta. Ele fugiu dela, irado e confuso.

      Armas a Usar

      Até que ponto deve a mulher resistir? Poderá ela machucar devidamente seu atacante? Poderá, deveras, como fez a garçonete supracitada. E, caso o ataque continue, ela poderá usar quaisquer meios à sua disposição para resistir às relações sexuais. A mulher pode conversar com seu marido ou seu pai, ou um amigo de confiança, a fim de obter conselhos sobre medidas defensivas. Algumas mulheres conseguiram deixar seu atacante momentaneamente debilitados por meio dum golpe bem dado. Mesmo que a mulher não seja forte lutadora, ela dispõe de poderosa arma que pode usar.

      Esta arma é sua voz. Gritar provou-se um método eficaz de impedir um violador. Curiosamente, a jovem israelita, nos tempos antigos, era obrigada a gritar, se fosse atacada. — Deu. 22:23-27.

      O poder dum grito foi ilustrado quando uma mulher teve de gritar, segundo um texto de rádio. Ela jamais fizera isso antes. Quando finalmente soltou a voz com toda sua força, o grupo atônito reagiu: “Por favor, não faça isso de novo!” O grito os havia realmente assustado. Só para praticar, tente gritar uma vez com toda a energia que puder. Tenha presente que dispõe desta poderosa arma, e use-a, se necessário.

      Alívio à Frente

      É deveras triste que a maioria das mulheres, hoje, e mesmo alguns homens, confrontem a ameaça dum ataque sexual. A violência no mundo é como uma praga contagiosa. Fingir que não existe só aumenta a possibilidade de a leitora ser uma vítima. Assim, sabiamente, encare esse problema. Tome precauções. E, se atacada, faça tudo a seu alcance para resistir.

      Felizmente, aproxima-se o tempo em que tais problemas não mais existirão na terra. Pois esta promessa de Deus logo será cumprida: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Sal. 37:10, 11.

  • O Dilúvio — visto desde a antiga Mesopotâmia
    Despertai! — 1981 | 8 de janeiro
    • O Dilúvio — visto desde a antiga Mesopotâmia

      O RAPAZ com quem eu conversava era estudante de história. Quando lhe falei de meu interesse pela história bíblica, ele me disse algo que ainda ecoa em meus ouvidos: “O que espera ganhar com a Bíblia? Deixa de notar que existem relatos históricos muito mais antigos.”

      “Quais os que tem em mente?” repliquei. “A Epopéia de Gilgamés” — respondeu. “Recua muito mais na história do que o relato bíblico.”

      Lembrei-me de que a antiga Epopéia de Gilgamés, babilônica, continha um relato sobre amplo dilúvio que destruíra toda a humanidade. Muitos afirmam que esta lenda do dilúvio se baseia em história muito mais antiga do que o relato bíblico sobre um dilúvio global, conforme se encontra em Gênesis, capítulos 6 a 8.

      Uma vez suscitada minha curiosidade, determinei fazer alguma pesquisa sobre esse assunto. A bem-suprida Biblioteca Nacional de Viena me propiciou o acesso a várias publicações técnicas sobre a Epopéia de Gilgamés. Deixe-me partilhar com o leitor alguns dos resultados de minha pesquisa.

      Histórias Babilônicas Sobre o Dilúvio

      Descobri que, durante a primeira parte do século 19, o registro da Bíblia sobre um dilúvio global, a que sobreviveram Noé e sua família, ficou sujeito a muita crítica, sendo rejeitado por muitos como simples lenda. Mas, devido a uma descoberta arqueológica feita na primavera setentrional de 1850, suscitou-se de novo muito interesse pelo dilúvio dos dias de Noé. Escavações feitas em Nínive levaram a descoberta de um aposento cheio de tábuas de argila. Os arqueólogos tinham descoberto a biblioteca, de tábuas de argila, do regente assírio, Assurbanipal.

      Mais tarde, à medida que George Smith, do Museu Britânico, passou a decifrar os textos cuneiformes desta coleção,

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