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O que acontece com a evolução?Despertai! — 1974 | 8 de abril
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O que acontece com a evolução?
A TEORIA da evolução novamente constitui notícia. Mas, isto se dá duma forma que muitos não esperavam.
O que acontece? O seguinte: questiona-se a teoria da evolução numa escala que, há alguns anos, pareceria muito improvável. Do setor científico, a força e qualidade do ataque surpreendem a muitos que imaginavam ter a ciência há muito solvido a questão da origem do homem.
Mas, que diferença lhe poderia fazer a forma como surgiu o homem? Bem, é estudante? Então, é provável que se ensine a evolução em sua escola, como é em quase toda parte. Tal ensino da evolução influencia a fundo a literatura, a medicina, a história, a filosofia, até a religião — e a maioria das outras matérias. Se a evolução estiver errada, então a maior parte do que se lhe ensina se baseará numa premissa errada, numa mentira.
Se for professor, sem dúvida sente-se responsável para com seus alunos. Deseja que aprendam a verdade. Mas, e se a evolução não for verdade? Nesse caso, não contribuiria deveras o seu ensino para o colapso moral da atualidade?
Como genitor, interessa-se em que sua família tenha um futuro feliz. O que oferece a evolução? Se alguns anos num mundo violento forem ‘tudo que seus filhos tem como alvo na vida, ora, talvez raciocinem, não devíamos mentir, roubar, fornicar e tapear os outros? Não é desta forma que ‘os aptos sobrevivem’ e os ‘fracos são eliminados’? Sabiamente, o leitor também deveria conhecer os fatos sobre o ensino da evolução.
Se for uma pessoa religiosa, não pode crer tanto na evolução como na Bíblia. A Bíblia afirma que Deus criou o homem de forma distinta; a evolução diz que não. Uma das duas está errada.
Se se apegar à evolução, que futuro lhe oferece como indivíduo? Só a morte. Mas a Bíblia promete que Deus destruirá o inteiro sistema perverso de coisas em nosso tempo e trará pacífica nova ordem. (Sal. 37:11, 29) Nessa nova ordem, afirma a Bíblia, não haverá mais tristeza, doença, dor ou morte. (Rev. 21:4) É razoável rejeitar tal perspectiva por insistir na evolução sem fazer cabal investigação?
Assim, o desafio que a evolução enfrenta não é apenas científico, mas também moral. E, se Deus existe, e agirá em breve, a evolução e seus crentes colidirão frontalmente com ele.
Por isso, o que se diz sobre a evolução nos dias atuais? O que revela sobre ela a mais recente evidência científica?
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Crescente desafioDespertai! — 1974 | 8 de abril
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Crescente desafio
POR QUE a evolução tem constituído notícia ultimamente? Por um lado, devido à natureza do crescente desafio científico feito a ela.
Não se trata de alguns desinformados ‘fanáticos religiosos’ rejeitarem a idéia. Muitas pessoas habilitadas, informadíssimas, questionam agora a evolução. Cientistas, educadores e pessoas competentes em outros campos expressam-se contra ela.
Também, em recentes publicações científicas, vários dos próprios evolucionistas montaram contínua bateria de críticas à teoria corrente. O que dizem é muitíssimo revelador.
O Que Dizem os Cientistas
No livro Man, Time, and Fossils (O Homem, o Tempo e os Fósseis), o evolucionista R. Moore declarou: “Desde 1950, a evidência científica aponta iniludivelmente para uma conclusão: o homem não evoluiu quer no tempo quer na forma que Darwin e os evolucionistas modernos pensavam ser os mais prováveis.”
Outros evolucionistas concordam. Em 1971, um professor de genética da Universidade da Califórnia, G. L. Stebbins, evolucionista, refletiu sua atitude em geral ao dizer: “Todo relato da evolução humana, escrito antes de 1950, já é, ou será em breve, obsoleto.”
Assim, em 1972, explanações mais novas da origem do homem foram desenvolvidas entre os evolucionistas. Abandonaram muitas de suas idéias passadas, e estavam confiantes de que as novas explanações eram “fatos”. Mas, estas idéias mais novas mal acabaram de ser aceitas quando também foram questionadas. Um aspecto recebeu um golpe especialmente bruto devido à evidência surgida em fins de 1972.
Observe alguns dos muitos itens noticiosos que foram publicados em novembro daquele ano: “Grande parte da estória da evolução humana precisará de revisão depois das descobertas de ontem.” (Times de Londres) “As teorias existentes da evolução do homem ficaram em desordem.” (The Guardian, Inglaterra) “A teoria aceita da evolução humana poderia ser facilmente transtornada por se basear apenas em alguns crânios antigos.” (Daily News de Nova Iorque) E o Daily Mail, de Londres, declarou que a evidência mais recente “poderia causar o maior transtorno na ciência desde que Darwin disse que o homem descendera dos macacos”.
Todavia, todas essas declarações resultaram de só uma linha de evidência descoberta em fins de 1972. Há outras linhas de evidência muito mais significativas. Juntas, moveram crescente número de pessoas no campo científico a questionar as explicações dos evolucionistas.
A revista The American Biology Teacher (O Professor Estadunidense de Biologia) disse: “Vários cientistas bem conhecidos expressam seus conceitos, que variam da precaução educada à dúvida, e que vão à oposição direta à teoria.” A revista inglesa New Scientist disse: “Torna-se especialmente difícil compreender a evolução do homem . . . Sabemos muito pouco sobre a cronometria ou os mecanismos da evolução, nem há suficiente evidência de matérias fósseis para remover nossas teorias do reino da fantasia.”
O jornal médico inglês On Call noticiou: “A evolução não pode ser apoiada pela evidência disponível ao estudante de biologia básica . . . e, visto que sabe-se de cientistas de alta categoria que a rejeita, é indefensável o costume de apresentá-la como fato.” E o Professor John Moore, cientista da Universidade Estadual de Michigan, disse: “A explicação evolucionista típica não faz sentido em vista do conhecimento atual.”
O Que Afirmam Outros Pesquisadores
Depois de estudar a evidência, algumas pessoas de outros campos tecem comentários similares. O historiador Arnold Toynbee afirma: “Não acho que a teoria darwiniana da evolução tenha fornecido um relato positivo como forma alternativa em que o universo talvez tenha vindo a existir.”
O advogado Norman Macbeth, formado em Harvard, após anos de cuidadosa e imparcial investigação, escreveu sobre suas descobertas no livro Darwin Retried (Darwin Julgado de Novo; 1971). Comentaram os editores do livro: “Sugere que é oportuno novo início e, no estado atual das coisas, que é preferível não haver nenhuma teoria do que a existente.”
Macbeth achou tão frágil a evidência a favor da evolução que declarou, depois de ler um livro típico de destacado evolucionista: “Se eu tivesse que enfrentar esse homem no tribunal, eu conseguiria que seu processo fosse rejeitado.” Por outro lado, depois de ler um número da revista Despertai! sobre o assunto da evolução, verificou ter bases sólidas, sendo cientificamente exato. Em resultado disso, avisou aos evolucionistas a não persistirem em afirmar que aqueles que descrêem na evolução são “ignorantes quanto à evidência científica”. Macbeth, que não é criacionista, também observou:
“Ao examinar as partes isoladas do darwinismo clássico, concluí que estão todas em triste decomposição. . . . Visto que partes decompostas não constituirão jamais um todo sadio, a teoria no todo também deve estar decomposta . . .
“Também não tenho objeções às explicações, se forem boas explicações. Infelizmente, no campo da evolução, a maioria das explicações não são boas. A bem dizer dificilmente se qualificam como explicações, são sugestões, palpites, sonhos fantásticos dificilmente sendo dignas de serem chamadas de hipóteses . . .
“Não se trata de simples jogo de palavras. A classe se colocou em posição embaraçosa quando Sir Julian Huxley diz à assistência de televisão: ‘O primeiro ponto a destacar sobre a teoria de Darwin é que não mais é uma teoria, mas um fato’, ao passo que quase ao mesmo tempo o Professor Mayr dirigindo-se a estudantes sérios, afirma ‘A teoria básica, em muitos casos, dificilmente é mais do que um simples postulado.’
“Tal enorme discrepância entre dois líderes . . . é ruim para a situação da classe. O público talvez sinta corretamente que tem sido tratado de forma trapaceira.”
Certo dicionário define “trapacear” como “tratar (algum negócio) com fraude”. E isto é exatamente o que cada vez mais pessoas vieram a sentir sobre as explicações dadas para a evolução.
[Foto na página 5]
“Fortemente questionada a teoria da evolução” (“The Seattle Times”, 21 de nov. de 1971); “Estava Darwin errado afinal de contas?” (“The Washington Daily News”, 27 de dez. de 1971) “Cientistas Afirmam que Deus, e não a Evolução, Criou o Homem” (“The Express”, Easton, Pensilvânia, 3 de maio de 1973).
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Examine a evidênciaDespertai! — 1974 | 8 de abril
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Examine a evidência
SE ESTIVESSE sendo julgado num tribunal, seria justo se apenas seu oponente tivesse permissão de apresentar provas? Não, por certo gostaria que o tribunal ouvisse seu lado da questão.
Por muitos anos, apenas o lado da evolução foi ouvido em faculdades, ginásios, até mesmo em escolas primárias, e em quase todas as publicações científicas na maior parte do mundo. Mas, agora, há crescente demanda de se ouvir o outro lado.
A Escolha Razoável
As pessoas razoáveis concordam que o único método justo é examinar as provas de ambos os lados, tanto a favor como contra uma teoria discutida. É assim que se chega à verdade.
Muitos cientistas admitem agora que é isto que deveria ser feito com a teoria da evolução. Isto foi até mesmo observado no prefácio duma edição especial do famoso livro de Darwin, Origem das Espécies. A revista The American Biology Teacher teceu o seguinte comentário sobre ele:
“W. H. Thompson, escolhido para escrever o prefácio da edição centenária da Origem das Espécies de Darwin, tinha o seguinte a dizer: ‘Como sabemos, há grande divergência de opinião entre os biólogos, não só quanto às causas da evolução, mas também até mesmo sobre o processo real.
“‘Tal divergência existe porque a evidência é insatisfatória, e não permite nenhuma conclusão certa. Por conseguinte, é correto e apropriado trazer à atenção do público não-científico os desacordos sobre a evolução.’”
A publicação de biologia prossegue indicando outra observação de Thompson, cientista altamente respeitado. Disse ele:
“Mas, algumas observações recentes de evolucionistas mostram que eles acham isso desarrazoado. Tal situação, em que os homens [científicos] ajuntam-se para defender uma doutrina que não conseguem definir cientificamente, muito menos demonstrar com rigor científico, tentando manter seu crédito diante do público pela supressão da crítica e pela eliminação das dificuldades, é anormal e indesejável na ciência.”
A tentativa contínua de suprimir a crítica se tornou inaceitável para mais pessoas. Pode-se ver isto pelas solicitações feitas, nos tempos recentes, por muitos cientistas, educadores e pais, para que os conceitos oponentes recebam igual tratamento nas escolas. Seus sentimentos são tipificados pelo comentário do Evening Star and Daily News, de Washington, D. C., num artigo de W. Willoughby:
“A Bíblia e amplo segmento de cientistas competentes indicam-me que tudo aconteceu de um modo [criação], a meus filhos, para cuja educação, da melhor forma possível, pago impostos ao estado de Virgínia, se ensina que isso aconteceu de outra forma [evolução]. . . .
“Se há algum lugar no mundo onde deveria haver eqüidade, este deveria ser o mundo científico. Todavia, a [série de compêndios de biologia usados comumente nas escolas] exclui deliberadamente o argumento em favor do desígnio na origem do universo . . .
“O que desejo, então, é que seja feita uma apresentação bem-equilibrada, e não cínica, nas salas de aula, sobre a origem do homem, baseada na melhor erudição e pesquisa que cada lado possa apresentar.”
“Desonestidade Intelectual”
Tais pedidos usualmente encontraram tenaz oposição por parte de muitos evolucionistas que lutam contra qualquer outra idéia que apareça nos compêndios escolares. Mas, como escreveu o físico L. Dolphin, ao Chronicle de São Francisco: “É intelectualmente desonesto deixar de responder a algumas destas áreas problemáticas nos compêndios, e excluir outros modelos com lastro científico, à base de que são crenças religiosas simplesmente fundamentalistas.”
Na verdade, é “intelectualmente desonesto” não desejar que sejam ouvidas, em tal questão discutida, quaisquer conceitos oponentes. Tem de fazer com que as pessoas razoáveis perguntem: Por quê?
As pessoas razoáveis também consideram indigno da erudição séria tentar acabar com a crítica à evolução por meios ditatoriais, por intimidação, ou por atitudes tais como a do destacado cientista estadunidense, Isaac Asimov, que disse que questionar a teoria da evolução é como “atacar a teoria da gravidade”. Adicionou: “É um fato, e não especulação.”
Mas, pode-se demonstrar, testar e provar a gravidade no laboratório e em toda outra parte. A evolução não se pode, sendo por isso que muitos a questionam. Ninguém questiona a idéia da gravidade.
Tentar insultar a inteligência dos críticos da evolução para silenciá-los é ”intelectualmente desonesto” de forma especial quando muitos dos próprios evolucionistas admitem que não se provou tal teoria. Com efeito, o próprio Asimov admitiu que grande parte da evolução se baseia, citando suas próprias palavras, “em adivinhação judiciosa”!
A realidade da situação é aptamente descrita em New Scientist ao fazer a crítica dum livro que apoiava a evolução. Disse que o livro “inevitavelmente . . . apresenta com freqüência a ‘qualidade indistinta’ que se encontra nos livros recentes sobre a evolução do homem. Francamente não sabemos como ou por que o homem evoluiu. . . . Todavia, se tal [livro] se restringisse aos fatos, seria deveras fininho.”
Não, não adianta mais tentar intimidar pelo desprezo ou insultar pessoas que questionam a evolução, ou dar a entender que são intelectualmente deficientes. Para chegar ao âmago do assunto, temos de pôr de lado as “adivinhações” e analisar honestamente os fatos disponíveis.
O que acontece quando examinamos os fatos, sem as “adivinhações”? Será que a evidência apóia a evolução da vida a partir de substâncias químicas inanimadas até ao animal simiesco, e por fim, ao homem moderno? Ou apóia o conceito da Bíblia de que Deus criou diretamente o homem, e outras espécies de vida? É a evolução, como certo cientista afirma, “um fato”? Ou é, como outro afirma, “o maior conto de fadas que já conseguiu mascarar-se sob o nome de ciência”?
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